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39 Capítulo 39 - O Sábado começa com especulações...
Notas iniciais
Acabou aquele sonho maluco, o Daniel e o Demétrius se esbarraram por aí, o dia amanheceu na casa da família Spinelli.
Vou mudar a capa da história com as novas situações.
Julie se levanta. Aquele sonho a tinha deixado mais cansada do que se não tivesse dormido.
– Esses sonhos são muito reais mesmo. – ela falou baixinho.
Se trocou, escovou os dentes, foi pra cozinha, pois um cheiro delicioso de café se espalhava pela casa.
– Bom dia, pai. Bom dia, Pedrinho.
– Bom dia Julie! Nossa! Você está com uma baita olheira. – Sr. Raul reparou.
– Aahhh! É que ... eu tive um sono meio agitado essa noite, acordei no meio da madrugada, tive um pesadelo.
– Mas hoje é sábado! Você pode acordar mais tarde. – disse Pedrinho.
– Pai, o Sr. conheceu um cantor chamado Jim Morrison?
– O americano? Sim. Era um vagabundo. Não tinha nada na cabeça. Por quê?
– Nada não. Eu tava lendo uma notícia sobre ele. O senhor vai sair agora de manhã? – ela desconversou.
– Sim! Eu vou dar uma saída, filha. Aliás, estou saindo agora.
– Até mais, papai.
Julie vai até a edícula. Queria falar com Daniel. Mas ao chegar lá só encontra com Félix e Martin. Eles não sabiam também dar notícias do Daniel.
– Eu não vejo o Daniel desde ontem naquela confusão com o Nicolas.
– Eu também não. – disse Félix.
– Vai ver ele resolveu esfriar a cabeça...
– É... de manhã a gente se falou. Mas foi bem rápido. Ele já estava calmo.
– Daqui a pouco ele aparece, fica tranqüila. E vocês estão bem?
– Ontem nós discutimos, mas depois ficou tudo bem. Vocês sabem, né! O Daniel é meio ciumento.
– Hum-rum. – os dois disseram
– Sabe que ele me disse que eu lembrava uma amiga dele. Uma amiga chamada... Clarisse. – quem seria essa amiga, ficou pensando.
– É-é... bem, – disse Martin – a Clarisse e o Daniel não eram exatamente amigos.
– Como assim não eram amigos?
– Não! Quer dizer, ela era amiga de nós três.
– É sim! – confirma Félix.
– Ah, não se preocupe. Ela também já morreu.
– Não fujam do assunto. O Dani e ela eram o que exatamente?
Eles disseram ao mesmo tempo: — Eles não se combinavam!, disse Félix. – Eles eram namorados!, disse Martin.
– Pára! Eu já entendi tudo. Vocês dois não querem me falar nada sobre a Clarisse porque ela já foi namorada do Daniel, não é?
Os dois passavam a mão na cabeça, evitavam olhar pra ela, mas tiveram que responder.
– Julie, – disse Martin – o Daniel nunca foi apaixonado por ninguém. Até que você apareceu e quebrou essa regra.
– É, eu acho que era a única regra que ele não tinha quebrado até hoje. – completou Félix.
Ela ficou meio feliz, mas ainda com uma interrogação na cabeça: Clarisse.
– Eles já chegaram a se beijar?
– Ora Julie, o beijo é apenas um procedimento inteligentemente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias. – disse Félix com ar de intelectual.
– Resumindo: eles já se beijaram. – ela disse.
– Você e o Nicolas por exemplo. Já se beijaram. – diz Martin.
– É... e eu estava apaixonada por ele. – ela não estava gostando dessas descobertas. Primeiro Daniel diz que era uma amiga. Agora já era ex-ficante.
– Só me responde mais uma coisa... como ela era? Era bonita?
– Nããooo... bonita, não mesmo.
– Não! Ela tinha o cabelo vermelho!
– É!!! E também os olhos verdes e era muito magra.
– Mas era feia?
– Ah, parecia assim a Rita Lee.
– Esquece a Clarisse Julie. Ela está louquinha, internada numa clínica lá no mundo espectral. Ela tá feliz por lá. – disse Martin. “Só não posso falar pra Julie que a Clarisse agora só fala no Daniel o tempo todo!” – ele pensou.
Sr. Raul saiu de carro e em menos de 5 minutos já tinha chegado ao seu destino. No trabalho? Não! Na casa de Nicolas.
Ele bateu palmas, tocou a campainha, bateu à porta. Parecia que não tinha ninguém em casa. Lembrou-se que tinha anotado o celular do rapaz, caso as coisas piorassem.
O telefone chamou até cair na caixa postal. Tentou novamente, tocou umas seis vezes até que uma voz de Dart Vader responde do outro lado. – Alôô!!
– Eu gostaria de falar com o Nicolas!
– Sou eu. Desculpe, acabei de acordar.
– Tá se sentindo bem? Sou eu, o pai da Julie.
– Sr. Raul? O-oi.
– Você pode abrir a porta pra mim? Eu vim te visitar.
“Hmm... que vergonha!” – Nicolas pensou. – Claro, espera só um minutinho que eu já vou descer.
Nicolas abre a porta e chama Sr. Raul pra entrar.
– Entra, Sr. Raul. Desculpe a demora.
– Só fiquei preocupado e resolvi dar uma passadinha. Está melhor, rapaz?
– Um pouco melhor. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Queria que o Sr. me desculpasse.
Nicolas estava morrendo de vergonha.
– A gente não resolve problemas com mais problema não, rapaz. Usar droga não vai te ajudar em nada.
– Eu não usei droga, não Sr. Raul. Eu bebi whisky e nem sei por quê eu fiz isso. Mas agora já é tarde.
– Whisky também não resolve problema. O seu problema por acaso é a minha filha?
Nicolas engoliu seco. Aquilo era muito pior do que passar mal. Ele suava frio, tremia e estava morrendo de medo de falar com o pai dela.
– Você e a minha filha estão namorando?
“Que que eu vou dizer?” – pensou Nicolas. Um frio medonho na barriga não deixava que ele nem abrisse a boca. Com muito custo ele disse: — E-eu..... vou no banheiro, com licença.
Nicolas correu pro banheiro e vomitou. Estava suando frio, com taquicardia, tremedeira, tudo de ruim. Ele voltou pra sala com as pernas trêmulas.
– Onde estão seus pais? Achei tudo muito quieto.
– N-não estão. – foi o máximo que conseguiu dizer.
– Eu já vou embora. Amanhã você já vai estar melhor. – o pai dela se levanta e vai se encaminhando para a porta. – Apareça lá em casa amanhã para almoçar.
– Ah... obrigado! – deu um sorriso amarelo e se despediu de seu sogro.
“Esse garoto pode até não ter usado droga... mas tem alguma coisa com a Julie. Preciso conhecer melhor esses amigos dela. Por que ela está me escondendo isso?”
Notas finais
Beijosss!!!
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