Aperte PLAY. A história continua.
37 Capítulo 37 - O Show - parte IV
Notas iniciais
Ao se afastarem não estavam mais naquele lugar deslumbrante, e sim num descampado. Perto deles um homem que parecia estar fazendo um ritual.
O homem era bem magro, tinha os cabelos revoltos, usava uma camisa branca. Ele estava de cabeça baixa e falava algumas palavras incompreensíveis.
Daniel sussurrando fala com ela: — Eu poderia reconhecê-lo em qualquer lugar, até mesmo de costas. O homem começou a cantar uma música que dizia assim:
“Venha, venha,
Venha, venha,
Agora, toque-me, babe...
— Shhh. Julie, vamos ficar quietos ouvindo...
...Você não pode ver que eu não tenho medo?
Que promessa você fez?
Por que não me conta o que ela disse?
Que promessa você fez?
Agora, eu vou amar você
Até que o paraíso pare a chuva.
Eu vou amar você
Até que as estrelas caiam do céu,
Por você e por mim.”
— É ele Ju – ele engole o choro. Não acredito, é ele! É aqui que ele estava ensaiando!
— Vai lá falar com ele! Vai, Daniel! É a sua chance!
— E-eu não consigo me mexer... – Daniel não consegue segurar as lágrimas, estava diante do seu ídolo que tanto amava!
— Por que não? Ele sabe que tem fãs loucos por ele. E sempre terá.
— E se ele me ignorar? Eu vou me sentir um nada. Não significo nada pra ele.
— Você acha que ele vai te tratar mal? Claro que não vai! Vamos, perca esse medo. – ela tenta deixá-lo mais calmo.
— Eu sempre sonhei em vê-lo cantar. Essas músicas fazem parte da minha vida.
Ele estende a mão para Daniel tocá-la, como os artistas fazem com seus fãs à beira do palco.
— Daniel... Daniel...
“Eu estou sonhando ou ele sabe meu nome?” – Daniel estava confuso
— Daniel!
Julie não vê mais Daniel. Tudo à sua volta fica diferente. Toda beleza do lugar dá espaço a um cenário desolador. Estava amanhecendo e dava pra ver a silhueta sinistra das árvores sem folhas e dos túmulos, com seus anjos tapando o rosto. Os corvos passavam gralhando e gatos surgiam por entre os túmulos. No ar um forte cheiro de velas queimadas.
— Daniel! Onde você está? Me ajuda!
Um vento cortante zunia, deixando Julie aterrorizada.
— Daniel!
Daniel acorda assustado. Olha pra sua frente e não acredita no que está vendo.
— Demétrius! Seu miserável! Você NÃO fez isso! — Daniel fica furioso.
— Fiz! – deu uma risada se divertindo – Me desculpe, eu não queria atrapalhar seu sono! – Demétrius disse com a cara mais cínica!
— Ah é? Você não atrapalhou meu sono. Você acabou com meu maior sonho! E você sabe que não pode fazer isso!
Demétrius parecia exultante! Como era bom contrariar Daniel! – Eu não sabia que ia te acordar! – deu uma risada com prazer.
— Seu cretino! Você vai me pagar! – então Daniel olha pro lado e vê Julie se revirando na cama, parecia que estava tendo um pesadelo.
— Daniel! Daniel! – ela gritou.
Então, Daniel acorda Julie, que imediatamente o abraça.
— Ai... que bom que você está aqui! – ela apertou mais o abraço.
Alisando os cabelos dela e diz suavemente: — Shh! Calma! O que aconteceu?
— Que medo! Que lugar horrível! Você sumiu e eu fiquei num lugar pavoroso! Não quero mais dormir com esse anel!
— Não! Não fale assim! Você se lembra do que nós prometemos um pro outro?
— É... eu me lembro... de tudo! Mas depois, no final, foi horrível!
Eles continuam abraçados. Daniel lançou um olhar pra Demétrius que dizia tudo: “Você me paga!”. Julie não sabia que Demétrius estava ali.
Daniel fala com ela, se dirigindo na verdade à Demétrius, que não cabia em si de satisfação.
— Meu amor, eu te prometo que nunca vão me separar de você. Confia em mim! – ele olha pra Demétrius e em seguida dá um mega beijo em Julie. Seu beijo era de amor, intenso e apaixonado.
Demétrius comenta: -Oh! Mas que cena romântica! Você está apaixonado, Daniel? É comovente! Seu último beijo! Seu beijos de despedida!
Daniel continua falando com Julie:
— Você sabe, Ju, sabe que te amo! Tire o anel se for dormir. Tudo vai ficar bem. Eu te prometo.
Ele dá um beijo em sua testa e fica invisível.
— Você acabou de assinar sua sentença Daniel! Você está preso por violação grave às regras. Ninguém pode se relacionar com um vivo. – ele chamou seus guardas e levou Daniel pro mundo espectral. “Estranhamente Daniel não reagiu” – Demétrius pensou.
Fale com o autor