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22 Capítulo 22 Talita + Demétrius = Problemas à vista


Notas iniciais
Obrigada pelas reviews, esses episódios de hoje estavam faltando pra dar continuidade aos outros personagens. Vou colocar de novo uma perguntinha no final e sua sugestão será muito bem-vinda.

No final da tarde, Talita resolveu fazer uma visita surpresa à Demétrius, ou Senhor Benício como ela pensou que se chamava. Bateu à porta, ninguém atendeu. Bateu novamente e nada. Segurou na fechadura e girou. A porta estava apenas encostada, então entrou na casa. O lugar parecia abandonado há décadas. Móveis empoeirados, teias de aranha por toda parte, muitos livros espalhados e com cheiro de mofo. Resumindo: um lugar deprimente.

— Sr. Benício! – ela chamou.

Sua voz ecoou na sala.

— Olá Talita! – ele apareceu bem atrás dela.

Talita gritou de susto e se virou rapidamente.

— Eu não vi o Sr. chegar! – disse assustada.

Dessa vez, Demétrius apareceu do seu jeito fantasmagórico mesmo. Aqueles olhos azuis gélidos. Sua pele tinha um tom acinzentado, estranho. E estava todo de preto.

Talita quase se arrependeu de ter ido lá. Estava com tanto medo que sentia o corpo totalmente contraído.

— Conseguiu cumprir o nosso acordo?

— Já! E é por isso que eu vim aqui. Eu já fiz a minha parte. Entreguei o extrato pra ela.

Os olhos de Demétrius brilharam como faíscas.

— Ótimo! Agora é questão de tempo para eles ficarem juntos... – murmurou.

— Eles quem?

— Não importa. Você vai ter o que queria. Vai ficar com o caminho livre para o rapaz e despedaçar o coração daquela garota sonsa.

“E eu vou ter o Daniel nas minhas mãos”. – Demétrius pensou.

Antes de sair, Talita se lembrou de dizer algo.

— Ah! Foi difícil entregar esse extrato pra ela! Muito difícil! Eu devia ganhar mais alguma coisa com isso.

— Posso imaginar. – ele disse, desinteressado.

— Aqui, tinha um cara esquisito que me deu muito trabalho! É amigo da sonsa. E muito chato, igual a ela. Ficou me perseguindo, aparecia do nada, que horror!

Demétrius estava escutando mas por dentro não via a hora da loira insuportável ir embora.

— Ele me atrapalhou 4 vezes! Acho que até já tinha contado pra você. Era um cara alto, magro, de cabelos pretos e olhos pintados.

Demétrius foi ouvindo a descrição e pensou numa pessoa que se encaixava perfeitamente nela.

— Por acaso ele era meio medroso?

— Sim! É isso aí! Ele era um trouxa. Por acaso você o conhece?

— Bom. Se for quem eu estou pensando, o nome dele é Félix. Ele faz parte de uma banda fracassada de adolescentes.

— Humm. Uma banda...

Aquilo lhe dizia alguma coisa. Doida pra sair de lá ela se despediu.

— Obrigada, Sr. Benício, foi um prazer estar aqui.

“Que prazer o quê! Foi um desgosto ter que ficar perto desse velho nojento!” – ela pensou.

Assim que saiu da casa, olhou pra trás. As luzes estavam todas apagadas. Pelo caminho foi pensando no que aconteceu.

“Que decadência. Eu não tinha que passar por isso por causa daquela ridícula!”

Mas como queria se vingar do casalzinho, não mediria esforços.

...“Félix ... uma banda... amigo da Julie... Eu acho que faço uma ideia de onde posso encontrar aquele panaca.”

Notas finais
Eu aceito sugestões para uma música bem romântica, linda e apaixonante rs para os próximos episódios. Vocês podem me ajudar?