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70 Capítulo 70 - Será que ela está lá?


Notas iniciais
Obrigada Maary pelo comentário. Ter você como minha leitora é uma honra. Sou sua fã. ;) Ontem perguntei se vocês achavam que os dois iam se entender. Vocês vão descobrir o que aconteceu agora! A imagem que postei é da praia Virgem, mas está escrito Praia Brava porque ela também é conhecida por este nome. Mas o certo é Praia Virgem. Tem duas músicas na cena. A primeira é - Fake Plastic Trees - Radiohead ou - The Reason - Hoobastank A segunda é: - Heartbreak Station - Cinderella

Daniel percorre a Praia da Costa Azul de ponta a ponta e não encontra Julie. Continua procurando até o final da última praia antes das pedras. “Acho que já sei onde aquelas pedras vão dar.” “Não, ela não iria voltar pra lá.” Deu alguns passos, mas parou. “Ou iria?” voltou e foi em direção às pedras que levavam à Praia Virgem.

Subiu nas pedras e viu que o mar estava de ressaca. As ondas batiam com violência, e de tão fortes tinha escavado verdadeiras crateras na areia. Já estava escurecendo, mas deu pra ver que bem na beirada de uma delas duas pessoas: uma jovem de cabelos loiros e longos e roupa branca e uma garota de cabelos presos de lado corriam grande risco de cair.

Esta jovem loira, na verdade, estava visível só pra ele. Era Clarisse. Ela estava sugestionando Julie a se jogar no mar. Ela sussurrava em seu ouvido:

“- Pula! Vai! Pula!”

“-Acaba com essa dor agora!”

“- Se você pular não vai sentir mais nada, não vai mais sofrer!”

Julie estava esperando ter coragem de pular. A onda com certeza quebraria todos os seus ossos. E ao mesmo tempo ela se perguntava “Por que estou pensando isso?”

Clarisse avistou uma pessoa nas pedras. Pela roupa reconheceu “É o Daniel!” Então fugiu, desaparecendo.

“É ela!”. Ele sentiu um desespero que nunca tinha sentido antes. Apareceu imediatamente atrás dela e puxou-a com tanta força que caíram na areia.

Ela se assustou, pensando que era algum agressor outra vez. Começou a se debater e a gritar por socorro. Ele tentou acalmá-la.

– Shhhhh. Calma! Sou eu Julie.

Aquela voz fez seu coração disparar.

– Daniel? Daniel, é você?

Ela pulou em cima dele. Eles não sabiam se sorriam ou se abraçavam.

– O quê você estava querendo fazer? E quem era aquela moça que estava com você?

– Não tinha ninguém aqui. Eu estava sozinha! Eu estava... – deu um suspiro. – Eu ia me jogar.

– Não faça isso nunca mais!

Eles se abraçaram com força.

– Eu devia ter imaginado que você viria pra cá, porque você não conhece muitas praias aqui.

– Que bom que você veio, Daniel. Me abraça! Me diz que eu não estou sonhando.

– Você não está sonhando. – deu um beijo no rosto dela. – Me perdoa.

– Eu te amo, sempre te amei. Por que não confiou em mim?

_ Imagine-se no meu lugar! Como você ficaria, se me visse beijar uma garota, escondido numa praia deserta?

– Eu te entendo, Daniel! Mas você nem me deixou explicar! Você é muito orgulhoso!

– Mas agora eu estou aqui. Quero te pedir perdão por tudo. Eu te prometo que isso nunca mais vai acontecer.

– Tudo bem, meu amor. Vamos ficar bem agora?

– Vamos. – sorriu pra ela.

Ele dá um beijo com muito carinho nela. Deu muitos beijos e entre os beijos falava EU-TE-A-MO-JU-LIE.

Depois se abraçam forte.

Julie o chama para irem embora. Ele pede pra ficarem mais um pouco e verem o pôr-do-sol juntos. Já tinham sonhado com isso, mas agora era real.

Esticaram a esteira no chão e se sentaram. Daniel tirou o tênis, as meias, o paletó e a camisa. Ficando só com a calça e o peito à mostra. Era lindo. Julie não podia deixar de admirar o seu amor sem camisa. Ela encostou a cabeça em seu ombro. A tarde foi ficando rosada, misturada com o azul do céu. A areia era grossa e fofa, repleta de conchas. As ondas batiam com força na areia. O sol foi desaparecendo, deixando o céu alaranjado! Aos poucos uma Lua imensa iluminava a praia.

– Foi lindo, amor. – ela olhou pra ele. Seus olhos sorriam.

– Vamos embora? – ela falou se levantando.

– Espera! – ele se levantou também.

– Você se lembra que no sonho nós começamos a matar a saudade? – sussurrou no se ouvido.

– Claro que lembro! Ainda bem que eu peguei o anel de volta! – sorriu mostrando o anel no seu dedo. – E agora não tirá-lo nunca mais!

Era irresistível ver o Daniel assim sem a camisa. Ele se aproxima, segura seu rosto e dá um beijo cheio de desejo, deixando-a rapidamente ligada. Com um braço segura suas costas e com o outro seu bumbum. Puxando seu corpo contra ele. Suas mãos deslizam e entram por baixo de sua blusa, arranhando suas costas. Enquanto davam um beijo demorado. Continua dando beijos, passando pelo pescoço, pelos ombros, pelo colo. Se abaixa e dá leves mordidas nos seus seios. E suas mãos vão chegando pra frente, tocando seus seios. De vez em quando parava e ficava a admirando com seus olhos brilhantes.

Ele sabia como provocá-la. E ela muda de idéia quanto a ir embora. Fazer amor na praia deserta lhe parecia irresistível. E ele era o seu amor e estavam com muita saudade um do outro. Ele dá um beijo em sua testa, demonstrando carinho. Depois nos seus olhos e vai dando beijinhos até chegar nos seus lábios novamente. Girou-a pra ficar de costas pra ele. E levantou seus cabelos, beijando sua nuca, mordendo sua orelha, beijando seus ombros, deslizando sua língua pelos seus ombros, enquanto suas mão acariciavam seus seios e sua barriga. Julie virou a cabeça pra trás e deu um beijo e com a ponta da língua bem de leve explorava sua boca. E depois se vira agarrando-o e colando seu corpo totalmente no dele. Começaram se pegar selvagemente. As mãos apertando a pelo, arranhando sutilmente as costas e as coxas. Ela dá beijos molhados nos braços dele, no pescoço, no peito, enquanto passava a mão em seu umbigo.

– Ai Daniel! Só você me deixa assim. Nunca vou encontrar alguém como você!

– É, e você é perfeita pra mim! – sorriu de lado.

– Ei! Essa fala é minha! – abre um sorriso.

Julie começa a tirar o cinto e desabotoa a calça dele. Começa a abaixá-la. Ele termina de tirar a calça, e começa a tirar a mini-saia e a blusa dela, deixando-a só de biquíni. Então desamarra a parte de cima do biquíni. – Eu adoro te ver assim, seus seios são lindos. Dá vontade de beijar, de tocar. Com a ponta dos dedos ele toca seus seios, deixando-a arrepiada. Depois ficam muito tempo se beijando.

Ele a agarra e vai empurrando-a em direção à esteira. E puxa seu corpo para se deitarem. Eles se deitam e Daniel gira, ficando por cima dela, imprensando-a e fazendo com que encostassem seu sexos. Ele tira a parte de baixo do biquíni e afasta suas pernas. Então penetra em seu corpo com cuidado. Começando a se movimentar bem lentamente. No momento deixaram de pensar com a razão. Queriam se sentir ainda mais juntos. E quanto mais profundo ele ia, mais tinham essa sensação.

Julie sussurra em seu ouvido entre beijos: — Você-nunca-foi-imaginação-...nunca!

Seus beijos eram doces e seu ritmo voraz. Eles se desejavam cada vez mais. Suas mão não se continham num só lugar. Tocavam e apertavam despertando o prazer. Sorriam e se olhavam e diziam que se amavam.

Julie adorava o jeito de fazerem amor. Daniel eram muito gostoso e carinhoso. Em tão pouco tempo tinha encontrado o amor mais verdadeiro que podia imaginar.

Sentiam que não dava mais pra segurar. Daniel olhou pra ela que puxava os cabelos dourados dele com força e a cada movimento se entregava mais. Acelerou ainda mais e com mais força até não poderem mais controlar. O desejo se misturou com o prazer. Ficaram em êxtase. Não pararam de se beijar. Continuaram dando beijos muito doces até se acalmarem.

Ele alisou pra trás seus cabelos que agora estavam soltos e molhados de suor. Encostou seu nariz no dela e ficou admirando seus olhos de perto. Podiam se enxergar porque a lua era cheia e iluminava a praia. Ao som das ondas que eram poderosas. Ela se deitou colada nele, sobre um de seus braços, que a envolveram. E com a outra mão acariciava seu belo rosto.

Juliana mexia nos cabelos dele que estavam bem desmanchados.

– Onde ficava esse Daniel tão amoroso?

– Nunca fui amoroso. Sou assim só com você, só por você.

Aquele momento naquela praia tinha sido tão mágico que não queriam mais ir embora.

– Julie. Vamos ficar mais um pouco deitados aqui. Olha o céu, está tão estrelado.

Ela começou a chorar de felicidade.

– Que bom que você voltou a ser quem você era.

Notas finais
E aí gostaram? O que vocÊs acham que vai acontecer. Comentem, tem leitoras que sempre comentavam e sumiram. Espero que não seja porque não estão lendo mais a história. :( Beijos.