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46 Capítulo 46 - Libertando-se das Escolhas Erradas
Notas iniciais
Agradeço a todos os reviews. Estou um pouco insegura em escrever, mas em breve virão momentos mais divertidos.
Bia correu pra se arrumar, abriu o armário onde ficava os dvds e encontrou exatamente o que queria. Avisou a mãe que ia passar a tarde na by CouponDropDown\" href=\"http://i.trkjmp.com/click?v=QlI6OTY2Mzo0MTpjYXNhOmNlOGU2NDBhNzQ3ZjU5Y2JmYWQwYzNmNjc5YjE5YWQ0OnotMTEyMi0xMDAwOTM6ZmFuZmljdGlvbi5jb20uYnI6MjA4OTM6MDFjNDNjZTMyMmI5NTdmZDAxNzI5MzYwZWQyNTdhYmY\">casa de um colega e saiu. No caminho comprou duas embalagens de pizza semi prontas e uma garrafa de refrigerante. Ia fazer uma visita surpresa pro Nicolas, na maior cara de pau.
De longe ela avistou Nicolas saindo na porta. Sentiu um frio na barriga. “Ai Meu Deus! Ele tá saindo pra ir pra lá!” – apertou mais o passo e viu que ele voltou atrás e estava entrando.
Na verdade ele nem estava indo na casa da Julie. Estava pensando se iria entregar o dinheiro naquela hora. Quando ia fechar a porta, Bia chegou afobada.
– Nicolas! – ela chamou, já quase sem fôlego.
– Bia? Que foi? O que aconteceu?
– Vim aqui pra ... – ele olhou na sua mão e deduziu.
– Comer pizza? Assistir filme? – sorriu sem entender. – Mas por que você teve essa idéia.
– Ahh sei lá! Eu ia assistir sozinha lá em casa...
– E comer as pizzas sozinha também? – não estava acreditando muito na história.
Ela desconversou: — Estou atrapalhando né? Você não vai poder assistir o filme comigo...
– Bom, eu pretendia sair agora. Mas, tudo bem. Acho que dá pra gente assistir um filme sim. Deixa eu ver que filme é esse. “O Senhor dos Anéis – Trilogia” – O quê? Você quer assistir todos hoje?
– N-nããão, eu nunca vi nenhum – mentiu – mas você pode escolher o mais legal deles pra gente ver.
– Ahh, eu vou escolher o primeiro porque é pra você assistir na seqüência certa depois.
Então foram na cozinha, preparam as pizzas. Enquanto a pizza assava, Nicolas ficou falando de seus planos de passar as férias fora, talvez até mesmo fora do Brasil.
– A pizza ficou pronta. – ela disse. Hum... vamos comer? Estou com a maior fome.
– Eu também. Até tinham me chamado para almoçar fora, mas... – você promete que não comenta com ninguém? – perguntou pra ela.
– Não, eu não comento nada pra ninguém. “Mas a Julie não é ninguém.” – pensou. — Pode falar!
– Foi o pai da Julie que me convidou. Mas eu estou sem graça de ir lá. Não tem clima, sabe. Você acha que pegal mal se eu não for?
– Mal nenhum! – respondeu mais que rápido. – Imagina, o seu Raul sempre é gentil assim com todo mundo que conhece a Julie. “Principalmente se estiver querendo vigiar a pessoa” – pensou.
– Mas eu não quis ir. Ainda bem. – sorriu. Gosto bem mais de pizza.
A pizza estava deliciosa, garantia certa de muitas calorias.
– Eu sei que a gente não pode ser sedentário, mas nada melhor do que assistir um filme no sofá, você não acha?
– Há há... ainda bem que não tenho facilidade pra engordar, pois eu faço isso direto.
Nicolas parecia estar com o bom-humor de sempre. Estava muito simpático.
Duração do filme: quase 3 horas. Era o tipo de filme que o Nicolas gostava.
Quando acabou o filme eles ficaram comentando algumas cenas, rindo.
Então:
– Bia, o filme é ótimo. Obrigado mesmo por me fazer companhia hoje. Só que eu tinha marcado um compromisso à tarde não posso faltar de jeito nenhum.
– Entendo. Pode ir se arrumar então, Nicolas. Eu vou ajeitando as coisas aqui.
– Não, imagina! Pode deixar tudo assim que depois eu arrumo.
– Bom, então tá! Eu já vou então. – Deu um abraço e um beijo nele.
Nicolas tomou banho, se vestiu com uma calça jeans e uma camisa branca, com tênis preto. Ou seja, básico, clean. Assim não chamaria a atenção. Juntou o dinheiro e pôs na caixa, junto com o cartão em nome de Rafael e a droga. Embrulhou como presente e pôs numa sacola bem simples. Ligou pro Sr. Vitor e disse que estava indo lá entregar a encomenda.
O local combinado era perto da drogaria, outra vez. No horário exato um carro branco com vidro fumê parou na sua frente e ele entrou. Não trocou uma palavra com o motorista, desceu do carro mudo. Entrou no escritório dele.
Victor não estava com a mesma cara do primeiro dia. Estava muito sério e hostil. Mandou-o entrar sem nem ao menos levantar os olhos. Mas Nicolas estava determinado a desistir de tudo aquilo.
– Então você decidiu não correr o risco. – Victor disse.
– Eu vim trazer o que é seu.
– Coloque o dinheiro sobre a mesa.
Nicolas abre o embrulho, e coloca a caixa diante de Victor. Abre a caixa e espera ele conferir.
Quando Victor olha pra caixa sua fisionomia vai mudando completamente. Era muito dinheiro. Muito mais do que ele tinha pedido, e ainda tinha o cartão do banco.
Nicolas diz: — Nessa conta tem mais cem mil reais.
Os olhos de Victor brilhavam como diamantes, quase dava pra ver um cifrão no fundo de sua retina.
– Olha! – Victor diz. – Você fez um bom trabalho. –ele deu uma baforada de charuto no ar. Mas pra que está devolvendo o resto?
– Eu não quero mais fazer parte dessa organização.
– Não é assim tão fácil. – Nicolas ficou apreensivo. – Mas, como você não está me deixando muito aborrecido, sua taxa de saída será bem amena.
– Taxa de saída? Eu te dei muito mais do que havíamos combinado.
– Mas esse é um pagamento simbólico. E eu mesmo faço questão de fazer.
Victor chamou seu segurança pra garantir que Nicolas não iria tentar reagir. O homem tinha mais de 2 metros e era muito forte.
– É só um pagamento de honra. Vai se lembrar por algum tempo do que você fez. – e sorriu irônico. Abriu um armário e tirou uma tesoura. Tudo passou pela cabeça de Nicolas. Mas o homem só queria dar um susto nele. Ele só ia deixá-lo praticamente careca.
– Não sou um bom barbeiro. Aliás, nunca fui. Mas sempre tem a primeira vez, não é?
Nicolas estava mudo. Apavorado mas tentava não demonstrar.
Victor cortou o cabelo dele de qualquer maneira, deixando vários buracos.
Nicolas ficou perplexo, mas agradeceu por não ser algo pior. Só queria sair logo dali. “A coisa teria sido bem pior”.
Sr. Victor ficou de frente pra ele e disse: — Agora você já pode ir! – e deu um tapa que pegou em cheio na cara dele.
Nicolas saiu do escritório, e entrou no mesmo carro que o levou, que o deixou no meio do nada. Teve que pedir carona pra chegar até o centro da cidade, onde entrou no primeiro barbeiro que viu pela frente e fazer o possível pra não ficar careca. Por sorte deu pra passar máquina 2 e chegar vivo em casa. Ele nem reclamou porque sabia que as coisas poderiam ter sido bem piores.
Em casa que ele consegue ver o estrago que fizeram. Sentiu ódio de Victor, mas principalmente de si mesmo por ter sido tão burro. Ligou o computador e o formatou.
A vida pra ele recomeçava ali. Já tinha se decidido a ligar para os seus pais e passar as férias com eles fora do Brasil.
Notas finais
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