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43 Capítulo 43 - Let's Party II


Notas iniciais
A festa continua rolando. Parte 2/3

Daniel fala discretamente com Julie, sem ninguém perceber.

“Você confia em mim? Nós vamos dar uma lição nessa garota que ela nunca mais vai esquecer!”

“O que vocês vão fazer?” – Julie pergunta.

“Confia em mim?” – Daniel responde.

“Tá. Confio!” – ela fala.


Daniel fala bem alto pra todos ouvirem: — Quer saber? Cansei! – e chamou o palhaço. – Acho que já fiquei tempo demais algemado. Quer por favor me soltar? Ahh! E quero meu prêmio agora!

– Seu prêmio? Daniel! – Julie fala indignada.

Daniel piscou o olho pra ela.

– Eu vou lá pegar o meu prêmio. Depois a gente acerta a sua parte.

– Ah!!! Pelo amor de Deus, me solta também! – pediu Talita. – Se não fosse pelo prêmio, esses teriam sido os piores 20 minutos da minha vida.

– Então, vamos lá! – O palhaço ainda deu uma olhada pra Félix e comentou: — Você! Quer ir junto pegar seu prêmio?

Félix nem conseguiu responder. É Talita que corta o assunto:

– De jeito nenhum! Se tiver óleo de peroba eu mando pra você, tá?

“Isso é a visão do inferno!” – Félix pensou ao ver Talita sair junto com o palhaço, ambos com um olhar estranho sobre ele.

Daniel falou rapidamente com os dois:

– Me esperem lá fora perto da piscina!

E falou com as duas: — Fiquem calmas! Não vou te decepcionar, Ju.


Os três, Daniel, Talita e o palhaço, foram em direção à sala onde estavam os prêmios. Mas no meio do caminho, Daniel fala:

– Agora posso falar! – os dois olharam para Daniel surpresos.

Ele continua: — Eu quero fazer um último pedido. — falou com o palhaço. – Quero ficar algemado com essa princesa. E deu um sorriso torto. Nem que seja só por 10 minutos.

Talita ficou super convencida com o elogio. E aceitou a proposta.

– Nada mal, gostei de você! Surpreendente! Você é um cara esperto, sabe o que é bom! Trocou aquela garota sem sal por MIM!

Daniel apenas sorriu pra ela.

O palhaço algemou os dois. – Já estou sacando a de vocês! Cuidado que ela é fogo viu! – se dirigiu à Daniel.

Assim que o palhaço saiu, ele disse:

– Quer dar uma volta? Ir lá fora onde não tem quase ninguém... – se insinua pra ela.

– Nossa! Tenho que admitir que aquela idiota além de tudo, tem bom gosto para homens... assim... interessantes. – Chegou mais perto dele e completou: — Ela só não sabe é o que fazer com isso tudo! – Talita jogou o cabelo pro lado e olhou pra ele de cima até embaixo.

Daniel respirou fundo. Viu que aquela missão ia dar mais trabalho do que pensava.

Ela continuou: — Mas pra ficar bom mesmo, você tem que se livrar desse visual cafona! E eu posso dar um jeito nisso! – disse maliciosamente.

“Aturar essa burra por 10 minutos é uma eternidade.” – ele pensou.

– Venha! – ele a chamou.

Chegando do lado de fora, nem parecia noite. Era uma área bem iluminada. Uma piscina grande, muito bem cuidada.

– Tem certeza de que você quer ficar aqui fora com toda essa luz? – ela perguntou. – Não acha melhor a gente “conversar” num lugar mais apropriado?

– Por quê? Está com vergonha de ser vista comigo? – Daniel foge do assunto.

– Você está demorando a entender, hein! – ela tenta beija-lo, mas ele se esquiva e aproveita pra tirar o braço da algema.

– Olha só que algema vagabunda! Já abriu! — ela falou.

– Mas ela não está aberta! Está fechada!

– Ahh é verdade! Então só pode ter sido aquele palhaço incompetente que não sabe colocar uma simples algema!

– Olha quem está logo ali! – Daniel fala entusiasmado.

Ela procurou mais à frente. – Onde? Não estou vendo ninguém!

– Ali, do outro lado da piscina! Vamos ali rapidinho falar com eles!

– Não! – disse Talita. Eu não quero olhar mais pra cara daquele seu amigo ridículo. Nunca mais!

Então Daniel acena para eles chegarem onde estava.

Talita falou com raiva: — Daniel! Foi pra isso que você me trouxe aqui fora?

Algumas pessoas começaram a olhar pra direção dos dois. Mas só Talita estava vendo os três. Pro restante eles estavam invisíveis.

Daniel continuou:

– É que eu não gosto de brigas! Queria que antes da gente ir pra outro lugar, vocês fizessem as pazes.

– Isso é impossível! Não vou MESMO fazer isso! – Talita rebate.

Ela começa a falar de Julie. – Impossível voltar a conversar com aquela garota insuportável. Ela é muito criança, parece que ainda tem 10 anos!

– É, ela é muito infantil mesmo. E fútil também! – ele completou.

– E sonsa! Nossa! Como ela é sonsa! Sem talento pra nada!

– E também é feia! Ela tem um tipo de feiúra que pra mim é a pior. Ela é feia por dentro, horrível! Não, e o pior é que ela “se acha”.

Todo mundo assistia à cena, ou melhor, o monólogo de Talita. Uns achavam que ela estava bêbada, Outros que ela estava louca.

– Daniel! Sabe que nós temos muito em comum? Também penso exatamente como você! Por que você fica perdendo seu tempo tocando com essa garota sem talento!? Ela canta mal! E suas letras então! São tão... bregas.

Finalmente os dois chegaram perto dele.

– Até que enfim hein! Não via a hora de vocês fazerem as pazes com a Talita.

– Fazer as pazes com ela? – pergunta Félix. – Tá louco, Daniel?

– Ah, cala a boca, seu ridículo! Olha que eu posso mudar de idéia e te entregar para a polícia, viu!

Daniel fala: — Pronto! Vamos selar a paz entre nós a partir de agora! – e deu um empurrão nela para dentro da piscina. E gritou

– E essa garota de quem a gente estava falando, viu! Essa garota é você! Sua bruxa!to! Vamos selar a paz entre na sem talento!? da algema.sobre ele.

– Socorro! Socorro! Vocês me pagam, seus...!

Todo mundo em volta chorava de rir! “Que foi que puseram na bebida dela?”, “Nossa! Que vexame! Deve ser falta de homem, coitada! Tá ficando a perigo.”, “Que mico! Me lembrem de nunca mais andar com ela por aí, vai torrar o meu filme!”.

– Sai da piscina sua louca! – alguém gritou.

Talita não entende o que está acontecendo. Ao invés de fazerem alguma coisa pra ajudá-la, estavam era se divertindo com a situação.

Félix estendeu a mão pra ela sair, mas continuava invisível.

– Nã ã ã ã ã ã o! Some daqui! Seu idiota!

– Que otária! – alguém falou. – Deixa ela aí morrer afogada! Ela vai ficar xingando a gente! Pra que vamos ajudar então?

Ela teve que sair da piscina sozinha, morrendo de ódio e espraguejando.

Uma de suas poucas amigas chegou perto e falou com ela:

– Talita, que foi isso? Ultimamente não sei não, viu!

– Eu fui jogada na piscina e você nem me ajudou!

– Que jogada o quê! Você desequilibrou e caiu sozinha. Acho que deve ter usado algum alucinógeno. Não foi?

– Aqueles três caras ridículos me tiraram do sério! Eles vão me pagar caro!

– Que caras? Você estava sozinha, falando sozinha. Quer ver? Eu filmei quase tudo!

No vídeo Talita estava sozinha mesmo. Assistiu tudo e ficou tão perplexa que não quis acreditar.

– Não é possível! Eu juro que eles estavam aqui! Fala sério! O que foi que você fez com esse vídeo? Eles estavam aqui o tempo todo! Você só pode ter editado esse vídeo e tirado eles.

– Eu hein! Você está louca!

Eles estavam parados perto da saída, se divertindo com a situação.

– Olha! Eles estão lá! São eles! – e apontou pra porta vazia.

Eles entraram, mas estavam invisíveis.

– Calma Talita! É melhor você ir embora se recuperar. Olha o seu estado! Você está histérica.

– É vocês que estão todos loucos! Cambada de gente horrorosa! Vão pro inferno.

E saiu de lá toda molhada, pisando alto e debaixo de uma vaia barulhenta!


Notas finais
Achei pouco pro que ela fez... mas enfim. Chupa, Talita!