Apenas não morra!

26 As simulações


Notas iniciais
Talvez alguém ~eu~ tenha lido Divergente? Claro que não... pufh... Mentira li sim! ~como se não desse para perseber~ Lê sarcasmo on: Mas eu usar divergente para fazer esse capítulo? Nunca!

Era novamente segunda-feira, todos saíram de seus quartos com sono, caras cansadas e dirigiram-se ao salão para comer.

O grupo se sentou junto, mas claro, com algumas restrições.

Fred e Hermione sentaram-se o mais longe possível um do outro. Rony sentou-se do lado de Hermione, fingindo não saber que o motivo do termino foi ele.

Pode-se dizer que Fred se recuperou bom, apesar de não querer que ninguém falasse de Hermione perto dele. Só queria saber, a aquela altura, do plano “esmagar o coração de Hermione”.

Todos falaram ‘bom dia’ e comeram a refeição sem animação, afinal segunda-feira é segunda-feira.

Depois do café, foram direto para a aula de controle de poderes com o senhor Flitwick que parecia ser o único animado na sala de aula.

– Bom dia alunos. – disse ele calorosamente.

– Bom dia. – disseram os alunos sonolentos.

– Hoje faremos algo novo, como todos da sala já evoluíram bastante em seus poderes trabalharemos algo novo. Todos os alunos que entrarem novos a partir de agora não terão mais aulas com vocês, já que vocês aparentam ser mais avançados. – disse ele e todos prestavam atenção. – Hoje daremos início às simulações. Vocês serão colocados dentro de uma cabine maior um por um.

“Lá dentro vocês receberão um soro e ficarão sozinhos na cabine, só eu poderei ver o que estiver passando com vocês. Essas simulações serão realizadas para ver como vocês reagiriam em determinadas situações, podendo ser em sua vida pessoal, mas até mesmo contra você-sabe-quem.”

“Tudo isso foi por ordem de McGonagal. O soro que vocês receberão estimulará uma região do cérebro que vai ‘fazer’ as simulações, e no soro há também um microchip que permitirá que apenas eu veja o que esta se passando com vocês e como vocês reagem a isso.”

Todos tinham entendido o que ele havia explicado, mas acharam meio estranho as simulações só começarem naquele momento, mesmo sem ninguém tendo nunca falado sobre isso.

– Quem vai ir primeiro? – perguntou o professor.

Ninguém se prontificou a ir primeiro, mas então o professor chamou.

– Alice, que tal você? – disse a ela, e claro, ela foi.

Ela entrou na cabine que estava no meio da sala e o professor aplicou um soro em seu braço e logo ela começou a fica tonta, porem a porta da cabine continuava aberta.

O professor saiu da cabine e disse a todos antes de fechar a porta.

– Só mais uma coisa, essas simulações são muito fortes, alguns de vocês podem não aguentar e chorar com as situações. Ou até mesmo desmaiar. Boa sorte.

A porta se fechou. Agora era somente Alice e a simulação.

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1ª Simulação: Alice. (POV´S ALICE)

Tudo ficou escuro e algumas cores foram surgindo aos poucos, nunca tinha participado de uma simulação, mas já tinha ouvido falar.

Todas as pessoas com poderes pegar por você-sabe-quem eram submetidas a isso e a maioria não sobrevivia.

Porém não estava com medo, bem, sendo sincera, talvez só um pouquinho.

As imagens finalmente apareceram.

Eu estava parada no salão principal, porém ele estava vazio. A minha frente se encontrava Rebeca e...

Meus irmãos.

Aqueles que eu não via há muito tempo, talvez estivessem mortos, talvez não. Eu não sei.

Ninguém sabia que eu e Rebeca tínhamos mais irmãos. Todos eles sofreram muito.

É... Talvez eles realmente estivessem mortos.

Eu e Rebeca só somos do jeito que somos, porque queremos esconder a dor que temos por lembrar que não éramos só nós.

Eles começaram a se mover.

Começaram a gritar e olhar desesperadamente para o teto. E olhei para lá também.

O teto tinha começado a cair e só na parte em que eles estavam.

Corri o mais rápido que pude e empurrei-os para longe. E aquele teto quase caiu sobre mim, mas Rebeca fez um campo de força e segurou o teto para mim. Sorri para ela com gratidão.

Todos estavam seguros. Eu, Rebeca, Will e Jem.

~A visão mudou.

Estava agora em uma sala mediana. Totalmente cinza.

Hermione se encontrava a minha frente.

E ao meu lado, se encontrava você-sabe-quem.

– Atire nela querida! – disse ele a mim, entregando-me uma arma. – Você mais do que ninguém sabe que todos os seus problemas se resolveriam.

– Não posso fazer isso. – falei com a arma na mão direcionada a Hermione que estava com medo.

– Querida, pense bem... Se ela morre-se tudo ficaria melhor. Ela não machucaria mais as pessoas, você teria um namorado... Ela não faria mais nada contra você...

Eu carreguei a arma e mirei na cabeça de Hermione.

– E claro, se você não mata-la quem dirá que ela não fará isso com você?

A arma estava pronta, mas na hora de apertar o gatilho virei-me para você-sabe-quem e atirei em sua cabeça.

Estava morto.

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Alice saiu da cabine.

– Muito bem Alice! Você se saiu realmente bem! – disse o professor.

– Obrigada... – disse ela ainda se lembrando do que tinha acontecido na simulação e indo em direção a um canto da sal. Longe de todos.

– Quem será o próximo? – perguntou o professor animado – Que tal um menino? – disse ele e nenhum menino se prontificou a ir. – Venha você Fred Weasley.

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2ª simulação: Fred (POV´S FRED).

Entrei na cabine e o professor me deu uma injeção no braço, provavelmente era o soro.

Achei aquela simulação estranha, nunca tinham feito na gente antes, por que agora?

Tudo estava escuro e aos poucos as cores foram surgindo.

Estava em uma sala totalmente preta. Com duas portas. E uma placa escrita: ESCOLHA!

Direita ou esquerda? Que porta abrir?

Abri a da esquerda, lá dentro encontrava-se Hermione e Alice, lado a lado, com um pano na boca, com os braços com algemas e muito apavoradas.

Corri para dentro da sala.

Fui ajudar Hermione primeiro. E Alice ficou com uma cara triste e raivosa.

Consegui desamarra-la.

Ela saiu de onde estava e correu para um canto da sala onde havia uma gaveta. De lá pegou um objeto e correu novamente para onde eu estava.

– Sempre fazendo as escolhas erradas... – disse ela com um sorriso maligno.

Alice começou a se debater onde estava e tentava gritar a todo custo, mas em vão.

Quando olhei novamente para Hermione ela estava com uma arma na mão apontando para Alice.

Tinha que impedi-la, mas será que ela realmente atiraria?

Como meu poder era controlar o ar, fiz um mini vendaval na sala.

Porem Hermione continuava imóvel e rindo.

Tentei tirar a arma dela, mas ela lançou seu poder em mim e não consegui.

Corri para soltar Alice que ainda estava presa, mas para Hermione não fazer nada, fiz uma corrente de ar ficar em volta de seus rosto, assim ela não conseguia ver nada, nem fazer.

Tirei as algemas dela, soltei os pés (que também estavam presos) e finalmente tirei o pano que estava em sua boca.

Alice me abraçou muito feliz e me soltou.

Ouvi um barulho horrível.

Depois do barulho, o rosto de Alice ficou pálido, o sorriso desapareceu e ela caiu em meus braços.

Ela tinha um furo no peito.

Hermione tinha atirado nela.

Estava morta.

~A visão logo mudou.

Estava em uma sala cinza. Hermione a minha frente e você-sabe-quem ao meu lado.

Ainda estava muito traumatizado por causa da simulação anterior então comecei a ouvir você-sabe-quem falando.

– Atire nela querido! – disse ele a mim, entregando-me uma arma. – Você mais do que ninguém sabe que todos os seus problemas se resolveriam.

Não falei nada, só encarando a arma e Hermione.

– Querido, pense bem... Se ela morre-se tudo ficaria melhor. Ela não machucaria mais as pessoas, você vingaria quem você gostava... Ela não faria mais nada contra você...

Eu carreguei a arma e mirei na cabeça de Hermione.

– E claro, se você não mata-la quem dirá que ela não fará isso com você do mesmo modo que ela fez com sua amiga?

Mirei na cabeça de Hermione. E...

Atirei.

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Fred saiu da simulação tenso e tremendo. Saiu procurando Alice e Hermione, mas logo viu que as duas estavam bem.

Alice estava no canto e chorando...

– Bem Fred, você não foi como eu esperava. O seu lado emocional te afetou, mas nada que mais simulações não ajudem!

Fred foi para onde estava Alice e a abraçou, enquanto o professor falava.

– Agora próximo! Que tal você Luna?

– Claro professor. – disse ela entrando na cabine.

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3º Simulação: Luna (POV´S LUNA).

Entrei na cabine e o professor automaticamente injetou o soro em meu braço. E claro, doeu um pouco.

Ele saiu e fechou a porta deixando tudo escuro.

Aos poucos algumas cores foram aparecendo ao meu redor e formando imagens que logo fui distinguindo.

Estava em uma casa.

As imagens logo tomaram forma e realmente ficaram certas.

A minha frente se encontravam meus pais. Aqueles que eu tinha visto no sonho.

Fiquei confusa. Muito confusa na verdade.

Logo uma menininha de cabelos loiros apareceu na frente deles e começou a usar o seu poder.

Pera aí. Essa sou eu.

Esse é o meu sonho!

Como no sonho eu (a garotinha) comecei a fazer malabarismo com várias coisas e meus pais riam e se divertiam.

Mas se esse era meu sonho...

Eu ia perder o controle dos poderes.

Tinha que fazer alguma coisa.

Como previsto eu (a garotinha) logo perdi controle dos poderes.

Era agora! Hora de agir.

Os objetos pontiagudos logo surgiram e foram para cima de meus pais.

Me atirei na frente deles e com o meu poder tentei controlar aqueles abjetos.

Mas mesmo pequena, eu era forte.

Fiz o meu máximo.

Até que...

Tudo parou.

~A visão mudou.

Estava em uma sala cinza. Uma pessoa encapuzada na minha frente e você-sabe-quem ao meu lado.

Nunca tinha visto você-sabe-quem, então ver ele em uma simulação foi muito chocante. Ele era pálido, careca e não tinha nariz. E bem, um nariz faz muita diferença.

– Atire nele querida! – disse ele a mim, entregando-me uma arma. – Você mais do que ninguém sabe que todos os seus problemas se resolveriam.

– Como sei que meus problemas se resolveriam se eu não sei nem que é que esta debaixo do capuz?

– Querida, pense bem... Se ele morre-se tudo ficaria melhor. Ele não machucaria mais as pessoas, você se vingaria... Ele não faria mais nada contra você...

Eu carreguei a arma e mirei na cabeça da pessoa encapuzada.

– E claro, se você não mata-lo quem dirá que elo não fará isso com você?

Mirei na cabeça da pessoa encapuzada.

Apertei o gatilho, mas ao em vez de atirar na pessoa encapuzada eu atirei em você-sabe-quem.

Estava morto.

Corri até a pessoa encapuzada e tirei o capuz.

Neville.

Era ele.

Mas por que todos os meus problemas estariam resolvidos se ele morre-se, ele pararia de machucar quem? Do que eu me vingaria?

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Luna saiu da simulação com muitas dúvidas em mente.

– Muito bem querida! Você foi ótima! – disse o professor me aplaudindo.

– O-obrigada...

– Quem será o próximo....

– Posso ir??? – perguntou Rony.

– Claro. Nosso primeiro voluntário – disse o professor animado. – E quem já fez a simulação já pode ir embora.

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4º Simulação: Rony (POV´S RONY)

Me voluntariei para ser o próximo, porque não aguentava mais esperar. Todo mundo que saia, saia estranho e não falava mais com ninguém, ficava no canto da sala.

Até me falaram que a Alice estava chorando no fundo da sala e depois o Fred foi ficar com ela, já que ele também estava meio mal.

Entrei na cabine e o professor me deu o soro, achei que ia doer mais, mas é melhor ficar sem dor mesmo.

Ele saiu e fechou a porta.

Estava tudo escuro, então acendi meu dedo. Porque tinha progredido no poder e agora tinha o poder do fogo.

As cores e luzes começaram a aparecer, com isso apaguei meu dedo.

As imagens se formaram.

Estava na frente do hospital que fui “abandonado” e onde comecei minha vida em becos.

Uma mulher meio baixinha, gordinha e de cabelos ruivos apareceu na minha frente.

Não a conhecia, mas aos seus lados estavam Fred, Jorge, Gina e mais 3 meninos.

Era minha mãe.

Fui atrás dela, ela começou a andar para longe do hospital e eu a segui.

– Queridos! Estão todos aqui? – ela perguntou. – Deixe me ver,
Percy, Carlinhos, Gui, Fred e Jorge e Gina. É! Estão todos aqui!

– não! – disse – Falta eu!

Ela nem se virou para onde eu estava, ela continuou andando.

– MÃE! SOU EU!! – gritei, mas ela não ouviu.

Comecei a ficar meio desesperado.

Lancei um raio para cima, para ver se ela me via. Mas não.

De repente, grandes pedras começaram a cair do céu.

Eu só pensava: Como isso é possível?

Elas iam cair em cima da minha família.

Tinha que impedir.

Corri para onde eles estavam, comecei a acertar as pedras com meu raio e as pedras se desfaziam e não pegavam nem em mim, nem da minha família.

Só que uma hora eu fiquei cansado, como nunca fiquei antes.

Cai e desmaiei.

A última coisa que vi foi uma pedra enorme vindo em na minha direção e de mamãe e meus irmãos.

~A visão mudou.

Estava em uma sala cinza. Luna estava na minha frente e você-sabe-quem ao meu lado.

Nunca tinha visto você-sabe-quem, assim como muitos. Ele era muito estranho e dava muito medo...

Já sabia o porquê das pessoas o seguiam e temiam.

– Atire nela querido! – disse ele a mim, entregando-me uma arma. – Você mais do que ninguém sabe que todos os seus problemas se resolveriam.

–Por que meus problemas se resolveriam? Que problemas?

– Querido, pense bem... Se ela morre-se tudo ficaria melhor. Ela não machucaria você novamente, você sabe mais do que ninguém quanto ela te machuca... Você se vingaria... Pelo menos uma vez... Ela não faria mais nada contra você...

Eu carreguei a arma e mirei na cabeça da Luna.

Não podia fazer isso.

– E claro, se você não mata-la quem dirá que ela não fará isso com você?

Mirei novamente na cabeça de Luna.

Realmente tinha sofrido muito por conta dela, mas mata-la?

Estava em dúvida.

Peguei a arma e coloquei fogo nela.

E antes que você-sabe-quem fizesse alguma coisa fiz um tornado de fogo em volta dele.

Você-sabe-quem morreu sufocado.

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Rony saiu da cabine, com algum peso na consciência, mas logo lembrou que tudo aquilo foi apenas uma simulação.

– Você foi bem meu jovem... – disse o professor ajudando Rony a sair da cabine. Blásio? Quer ser o próximo?

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O tempo passou até todos terem ido à simulação e apenas uma pessoa sobrar na sala.

Hermione.

– Querida, antes que pense qualquer coisa, você foi propositalmente deixada por último. – disse o professor.

– Por quê? – perguntou ela surpresa.

– Porque em quase todas as simulações você apareceu.

– Eu?

– Sim... E de uma maneira negativa... As pessoas, na maioria das vezes, tinham que escolher entre te matar ou matar aquele-que-não-deve-ser-nomeado.

– Mas elas escolhiam você-sabe-quem, não é? – disse com o rosto triste, porém se enchendo de esperança.

– Ás vezes...

Hermione desabou.

– Provavelmente você irá enfrentar uma simulação muito pesada, então fique calma.

– Como ficar calma??? – perguntou ela estressada.

– Não se preocupe... Só te falei isso porque você deve repensar sobre a maneira como você esta agindo com as pessoas. Para elas ficarem a ponto de escolher matar ou você-sabe-quem ou você. E ficarem muito na dúvida antes disso.

– o-ok.

– Agora entre na cabine que eu aplicarei o soro.

Ela entrou na cabine e o professor aplicou o soro nela.

Não sabia o que enfrentaria, mas saberia que não seria bom...

Antes de fechar a porta o professor disse.

– E lembre-se, isso é apenas uma simulação...

Notas finais
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