Apenas não morra!
27 Aquilo era apenas uma simulação
– E lembre-se, isso é apenas uma simulação...
5ª Simulação: Hermione (POV´S HERMIONE)
Entrei na cabine, estava escura e já tinha tomado o soro.
As palavras que o professor tinha me dito ecoavam em minha cabeça. Afinal, por que as pessoas não gostavam de mim a ponto de ter que escolher entre me matar e matar Voldemort?
Sim, ousava falar aquele nome. Porque o medo de um nome só faz aumentar o medo da própria coisa. Além de já ter visto aquela face bem perto da minha. E o feito ficar com medo de mim.
Já tinha torturado ele, mas poucos sabiam e não era eu que iria ficar me gabando. Se as pessoas já não estavam gostando muito de mim mesmo...
Começaram a se formar imagens até elas preencherem toda cabine.
Estava no meio do salão. Todos os meus amigos estavam a minha volta, formando um circulo a minha volta. E eu no meio.
E todos estavam com uma arma na mão.
Apontando para mim com olhares diabólicos.
Olhava para todos os lados.
– Você não aprende mesmo não é? – perguntou Alice.
– Aprendo o que? – perguntei de volta.
– As pessoas. – disse Gina.
– Sempre as afastando... – disse Melanie.
– Não! – falei de volta.
– Sim! Todas as pessoas que já vieram a gostar de você... Você afasta! – disse Fred.
– Não, não afasto. – falei.
– Afasta sim... E ainda machuca-as. – disse Luna.
– Você não apenas as machuca você faz com que ela não goste nunca mais de você! – disse Draco.
– Se eu fosse você eu começava a tomar cuidado... – disse Neville.
– Com o que? – perguntava já desesperada.
– Se você continuar assim... – disse Harry.
– Assim como?
– Continuar afastando e machucando as pessoas. – disse Jorge.
– Você acabará sozinha! – disse Rony.
Pronto, tinha desabado. Caído no chão e começado a chorar.
Todos apontaram a arma para minha cabeça.
Apertaram o gatilho...
E lembrei.
Aquilo era apenas uma simulação.
Não ia me matar. Por mais que doesse não ia me matar.
Levantei e todas as balas vieram na minha direção.
Porém continuei firme. E esperei a minha “morte”.
~A visão mudou.
Estava em uma sala cinza. Victor Krum estava na minha frente e Voldemort ao meu lado.
Victor... Nunca mais tinha o visto desde que ele me abandonou...
Sim, ele tinha me abandonado. Tinha escolhido ficar do lado de Voldemort e me trocar por outra menina.
Nunca me apaixonei de novo desde que aprendi o que é dor. O que realmente é ser ferido e torturado por alguém.
– Atire nele querida! – disse ele a mim, entregando-me uma arma. – Você mais do que ninguém sabe que todos os seus problemas se resolveriam.
Fiquei quieta analisando. Queria atirar em Victor, mas não iria deixar Voldemort escapar.
– Querida, pense bem... Se ele morre-se tudo ficaria melhor. Ele não machucaria você novamente, você sabe mais do que ninguém quanto ele te machucou... Você se vingaria... Pelo menos uma vez... Ela não faria mais nada contra você...
Eu carreguei a arma e mirei na cabeça de Victor.
– E claro, se você não mata-lo quem dirá que ele não fará isso com você?
Mirei na cabeça de Victor e atirei.
Ele caiu morto no chão.
Não iria fazer mais nada contra mim.
Virei-me contra Voldemort.
– Você, com certeza, não previu que faria isso, não é? Me acha fraca! Mas saiba que não sou e seu fim será pior do que o de Victor.
– Querida, eu nunca subestimei você! E claro que você não me mataria...
–Pare de me chamar de “querida”, eu não sou tuas negas! Para!
– Tudo bem Hermione, mas viu... Sempre afastando quem se aproxima de você!
–Para! – disse com a arma em mãos e apontando-a para cabeça dele.
– Hermione... Você acha mesmo que vai me matar apenas com uma arma.
Disse ele rindo. Depois tirou, em um movimento rápido, a arma de minhas mãos.
– Agora como você vai me matar, garotinha? – perguntou ele rindo muito e agora apontando a arma para mim.
– Sabe... Há coisas muito piores do que a morte.
E lancei o meu poder nele. Do jeito mais forte que conseguia.
Ele caiu em coma no chão depois de se contorcer e gritar muito.
E fiquei imaginando o que mais eu era capaz de fazer com meu poder.
Hermione saiu da simulação.
– Muito bem Hermione... – disse o professor temendo a garota. – Você sabe que tudo o que você ouviu foi seu subconsciente que disse... Então não há com o que se preocupar...
– Claro que há... – disse ela baixinho.
– Não há não.
– CLARO QUE HÁ! Se foi meu subconsciente que fez isso, isso significa então que tudo o que eu ouvi lá dentro é verdade. Que eu afasto as pessoas. O meu subconsciente que fez isso ele queria que eu soubesse de alguma forma que é isso que está acontecendo! – disse Hermione com lágrimas nos olhos.
– Calma... Na parte contra você-sabe-quem , você foi muito bem, apesar de matar o Victor sem motivo... Trabalharemos mais nisso.
– Sem motivo?? SEM MOTIVO??? Eu tive motivos de sobra para mata-lo, inclusive se ele estivesse aqui agora e eu com uma arma eu o matava! – disse ela com fúria.
– Hermio...
– Cala a boca! – disse ela jogando o poder no professor. – Você só falou merda quando abriu essa boca!
– Pare... por fav...
Ele não terminou a frase, porque desmaio na frente da garota.
Hermione saiu correndo. O mais rápido possível da sala.
Ela passou pelo salão, onde todos estavam, e corre u para a ala externa.
Todos ficaram preocupados com ela e foram atrás dela.
– Eu sei para onde ela foi. – disse Gina correndo.
****
Hermione corria como se sua vida dependesse daquilo. Corria para o mais longe possível. Queria fugir dali. Queria recomeçar.
Logo bateu na cerca que separava o laboratório do mundo lá fora.
Do mundo controlado pelos poderes de Voldemort. O medo reinava naquele mundo.
Começou a chorar e bater na cerca.
Ficou olhando para aquele mundo. Aquele mundo que não a aceitava, mas que ela precisava desesperadamente.
Logo uma mão tocou-lhe o ombro.
Era Gina.
– O que aconteceu? – perguntou ela.
– A simulação, o professor...
– Me conta tudo. – insistiu Gina.
Hermione virou e encarou Gina com o rosto inchado e vermelho de tanto chorar.
– Primeiro você me responde. – disse Hermione – Na sua simulação, no final quando estava você em uma sala com você-sabe-quem e com uma pessoa que você deveria matar. Quem era essa pessoa?
– Você não precisa saber... Estamos falando de você.
– QUEM FOI? – perguntou Hermione novamente.
– Isso não importa. – disse Gina mudando o assunto.
Hermione lançou o poder dela em Gina.
– Agora me fala. – disse Hermione com raiva.
– Foi você!
– Eu?? – perguntou Hermione para Gina, parando de aplicar o poder e com mais lágrimas nos olhos.
– Mas isso não importa... – disse Gina colocando a mão no ombro da amiga.
Hermione tirou a mão de Gina do seu ombro. E olhou para o chão.
– Em quem você atirou? – perguntou Hermione com a voz baixa.
– Eu quero saber por que você esta assim! – disse Gina novamente mudando de assunto.
– Em. Quem. Você. Atirou. – perguntou ela novamente. Só que mais brava.
– Eu não falo até você me contar o que aconteceu na sua simulação.
– EU TIVE QUE ATIRAR NO VICTOR. – gritou Hermione sem paciência – AGORA ME FALA EM QUEM VOCÊ ATIROU.
– Mas você o matou? – perguntou Gina.
– Sim. Agora me responde.
– Então eu fiz certo. – disse Gina.
–O que?
– Atirar em você! – disse Gina e Hermione ficou horrorizada. – Você o matou só porque você sofreu com ele.
– EU SOFRI COM ELE MUITO MAIS DO QUE VOCÊ PODE IMAGINAR!! EU FIQUEI MUUITO MAL POR CAUSA DELE. EU CHEGUEI A LANÇAR O MEU PODER EM MIM POR CAUSA DELE. EU NUNCA CONSEGUI GOSTAR DE MAIS NINGUÉM POR CAUSA DELE. E TER A SATISFAÇÃO DELE MORRER E SOFRER PELO MENOS UMA VEZ É MUITO GRATIFICANTE.
– Você esta mentindo. Todos sabemos a real história. Que você-sabe-quem apagou a memória dele.
– Não! Isso foi uma história que eu e a Minerva inventamos para encobrir à verdadeira. Ele saiu do laboratório porque quis! Para se tornar um comensal! Para ficar com outra garota!! Você tem ideia de quantas vezes ele me traiu? Bem... Foram muuitas e eu a trouxa fingia não me importar porque o “amava”. Então sim! Eu mataria ele sem pensar duas vezes. Mas antes faria ele sofrer muito.
– Eu não tinha ideia disso... – disse Gina triste.
– Claro que não sabia! Eu fiz com que todos não conhecessem a verdadeira história, mas eu fui muito injusta por ter matado ele. Que até você me mataria se tivesse chance e se você-sabe-quem pedisse.
– Eu não disse isso!
– Não disse, mas foi o que fez!! Agora, se me da licença, eu vou ao meu quarto pensar em todas as merdas que já aconteceram na minha vida e peso os prós e contras sobre me matar, como faço sempre.
– Isso não é verdade...
– Como sabe? Nem minha amiga você é! Você não sabe nada sobre mim.
E Hermione saiu andando, em direção a seu quarto, deixando Gina sozinha e sem fala.
– E lembre-se – disse Hermione antes de sumir completamente de vista. E com a voz mais brava que conseguiu. – Você não pode contar isso para ninguém! Esse será nosso último segredo. Se contar... Eu vou saber... E vou atrás de você...
– É... – começou Gina a falar e Hermione a ouvia – Você realmente mudou muito desde o Victor... Muito...
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