Apenas mas uma de amor

11 Renesmee- O pior dia da minha vida.


Notas iniciais
Atenção. O capítulo contém gatilhos. Eu tentei não deixar tão explicito o que ele tentou fazer para não deixar o capítulo mais pesado do que já é

O dia seguinte na escola foi tranquilo. Tive aulas de química, biologia e física, onde o professor me elogiou pela minha última nota. Após todas as aulas, caminhei pelo corredor vazio, pois as aulas já haviam encerrado. Parei diante do meu armário, ainda sentindo a alegria dos elogios recebidos.

Ao abrir o armário para guardar meus materiais, percebi os olhares de Max e Tom ao meu lado. Tom foi o primeiro a falar.

— Fiquei sabendo que a minhoca de óculos agora tá popular.

Max tentou intervir.

— Deixa a garota, Tom. Você vai ter problemas com Jake.

Tom ignorou o aviso do amigo.

— Não tenho medo do Jake. É normal, todas as garotas que Jacob Black come ficam assim.

Fechei o armário, tentando manter a calma, e perguntei:

— Qual o seu problema comigo, Tom?

Max puxou Tom, tentando convencê-lo a ir embora. — Vamos, Tom. Deixa isso pra lá. E, por favor, Nessie, não comente isso com o Jake.

Tom empurrou Max — Larga de ser medroso, se o Jake tá comendo eu também tenho direito.

Me senti inojada e tentei sair dali, mas Tom se colocou na minha frente. Max segurou o amigo.

— Max , deixa a menina em paz, isso está passando dos limites.

Tom, percebendo a defesa de Max, finalmente cedeu, mas antes tocou uma mecha do meu cabelo .

— Isso não acabou.

Ele se afastou, mas não sem antes lançar um olhar desafiador para mim. Max se desculpou rapidamente e correu atrás do amigo. Fiquei parada, tentando me acalmar, segurando as lágrimas que insistiam em brotar.

Respirei fundo, tentando recompor meus pensamentos. Não queria que esse incidente estragasse meu dia ou minha relação com Jake. Peguei meus materiais e saí do corredor, decidida a não deixar que essa situação me abalasse.

Segui para a reunião de organização da festa de formatura com a professora e os demais alunos. Senti uma mistura de nervosismo e empolgação ao entrar na sala, mas mantive a confiança.

A professora começou a reunião pedindo sugestões. Levantei a mão e apresentei algumas ideias:

— Que tal um tema de "Noite das Estrelas"? Podemos decorar o salão com luzes cintilantes, painéis com constelações e um tapete vermelho na entrada. Também pensei em um concurso de dança com prêmios para os melhores casais, e uma cabine de fotos com adereços para que todos possam levar lembranças da noite.

Os olhos da professora brilharam.

— Ótimas ideias, Renesmee! Vamos votar.

Os alunos discutiram brevemente e, para minha surpresa, a maioria votou na minha sugestão. Senti um calor de orgulho e gratidão.

Quando a reunião terminou, a professora pediu para que todos fossem para casa. Me despedi dos colegas e segui para o estacionamento. No meio do caminho, lembrei que havia esquecido um livro importante em meu armário.

Encontrei um dos seguranças no corredor e expliquei a situação. Ele assentiu, mas pediu para que eu fosse rápida.

Corri pelos corredores até meu armário, o abri e peguei o livro. Estava prestes a fechar o armário quando senti meu coração acelerar. Tom estava ao meu lado, sua presença ameaçadora.

Antes que eu pudesse reagir, ele me segurou pelos pulsos com força.

— Agora vamos ter uma conversa, Renesmee.

Meu coração disparou e uma onda de medo percorreu meu corpo.

— O que você quer, Tom? — Perguntei com a voz trêmula.

— Vou mostrar o que eu quero!

— Me solta ! Ele apertou mais meus pulsos, e eu senti a dor irradiar pelos meus braços enquanto me arrastava pelo corredor. A direção de uma das salas de aula.

— Eu sou tão bom quanto o Jake! Você vai gostar— Ele falou me empurrando para dentro da sala de aula e fechou a porta.

Eu gritei e o empurrei tentando me defender quando ele veio para cima de mim.

Após alguns minutos de terror eu consegui sair da sala correndo desesperada, me senti em um labirinto , eu parei por alguns segundos com o coração acelerado.

Nesse momento, ouvi passos ecoando pelo corredor. O segurança que havia falado comigo apareceu, olhando a situação com surpresa e urgência.

— Renesmee o que aconteceu? — ele perguntou, sua voz firme.

Tom apareceu logo em seguida não me deixando responder, eu me entreguei as lágrimas e os soluços não me deixaram falar.

— Não tem nenhum problema. Só estávamos conversando.

O segurança olhou para mim com a blusa rasgada, e eu o olhei suplicante, ele percebeu a situação e Tom correu percebendo que havia sido descoberto.

— Atenção segurança aluno suspeito no corredor onze, repito, aluno suspeito não deixem nenhum aluno sair do prédio — O segurança falou no rádio e eu sentei no chão com vergonha. Ele se abaixou colocando sua jaqueta sobre meus ombros e disse que tudo ficaria bem.

Saímos do corredor, deixando Tom para trás. Meu coração batia acelerado e eu não sabia qual era aquela sensação, mas senti um alívio ao estar longe dele.

Ao chegar no estacionamento, vi o carro da minha família e o senhor Thomas a minha espera. Ele me viu e veio em minha direção, preocupado.

— O que aconteceu? — ele perguntou, vendo a expressão no meu rosto.

— Eu... eu quero ir para casa.— Falei gaguejando em minhas próprias lágrimas e o abracei.

— É melhor esperarmos a polícia disse o segurança.

Thomas me apertou em seus braços tentando me passar apoio e proteção enquanto eu ouvia ele conversando com o segurança em seguida ouvi sua voz demonstrando que ele estava fazendo uma ligação.

— Senhor Cullen, eu estou com ela mas temos um problema.

...

Estou sentada na sala de espera do hospital, mas é como se eu estivesse em outro lugar. Meus pensamentos estão distantes, fragmentados, presos na lembrança do que aconteceu. Ouço vozes ao meu redor, mas elas parecem abafadas, como se viessem de um mundo diferente do meu.

— Renesmee, esta é a assistente social. Ela vai te ajudar — diz uma voz feminina, gentil e firme. Não consigo focar no rosto dela, tudo está embaçado.

— E esta é a policial que vai investigar o que aconteceu. Você pode confiar nelas — continua minha mãe, sua voz carregada de preocupação e ternura.

Tento abrir a boca para falar, mas as palavras não saem. Minha garganta parece apertada, como se estivesse bloqueada por uma barreira invisível. Tudo o que consigo fazer é abraçar minha mãe com força, buscando algum tipo de conforto na sensação familiar do seu abraço.

A assistente social murmura algo para a policial, que responde em um tom baixo. Embora não consiga entender as palavras, sinto a tensão no ar.

— Vamos dar mais algumas horas a ela — diz a policial, e a assistente social concorda.

Elas saem da sala, deixando-me sozinha com minha mãe. Bella me segura com mais força, sussurrando palavras de conforto que mal registro. Seu amor e preocupação são palpáveis, mas é como se eu estivesse separada de tudo por uma parede de vidro.

— Está tudo bem, Nessie. Você está segura agora — ela diz, tentando me reconfortar.

Fecho os olhos, tentando bloquear tudo. Uma sensação de vazio toma conta de mim, como se estivesse caindo em um abismo profundo, sem fim. Tudo o que quero é escapar da dor, da confusão, do medo que consome cada parte do meu ser.

Finalmente, me entrego à escuridão, desejando que ela me engula e me leve para longe deste pesadelo.