Apenas Escolha

1 Capítulo 1- Outros


Apenas Escolha

Bom não vou começar com todo aquele melo-drama que os adolescentes se baseiam hoje em dia, na verdade eu poderia porem não devo, não permito-me amar como fui imposta desde cedo, acho que a opressão que vivi fez com que me torna-se algo desprezível ao meu vêr e encantadora diante “os outros” quem são os “outros” você deve estar se perguntando, basicamente são a causa da tristeza e de todos sentimentos negativos .

Você deve ter cruzado com um deles em seu caminho alguma vez na vida porem não percebeu, obvio não seria tão fácil e nem deixariam, pra eles é um jogo algo como “sobrevivência do mais fraco se torna prazerosa” não entendeu?*Kkk* , deixe-me rir com meus próprios pensamentos por um instante posso ter humanidade, direto ao ponto novamente, “os outros” são pessoas como você de carne e osso mas pra isso eles precisam de um hospedeiro, a verdadeira forma poderia ser descrita como horrenda, são totalmente escrúpulos, fingem para poder se aproximar mas no final você será só o lanchinho da meia noite, imagine seu pior medo agora baseie em um monstro, não chega nem perto da forma verdadeira de um “outro”.

Você têm amigos? Esqueça agora as ruas estão destruídas, casas invadidas, tudo para sobreviver, o mundo que conhecemos não é mais o mesmo.

Meu nome Sakura Haruno, mas prefiro que me chamem somente de Haruno, me mudei para Virginia(EUA) com meus pais, após um terremoto ter destruído nossa casa na Coreia do Norte em Pyongyang capital, tenho 17 anos, 2º do ensino médio e a vida social não muito agitada.

21 de outubro de 2019

—Me ajude, por favor! Alguém? S... socorro

O barulho da pistola c.0,375 estronda em meio a mata fazendo as aves voarem em direção ao norte, essa foi a ultima imagem que consegui enxergar antes de meu possível melhor ou não amigo roubar a única coisa que me restava “a vida” ou pelo menos ele pensava isso. Acordei encostada em uma arvore na mata, estava frio e já era noite, não conseguia mexer a perna.

*Droga* Disse para mim mesma após observar a bala encalacrada em minha perna, escuto passos vindo em minha direção, para meu próprio bem eu carregava a pistola que meu pai usava mas agora já não tinha utilidade alguma pra ele, com as forças que me restavam a tirei do bolço que ficava do lado de dentro do casaco, a ergo sobre a visão de meus olhos bem a frente, os passos se aproximar porem minha visão turva, enxergo o coturno e a calça camuflada reconheci um possível militar porem o cheiro não enganava.

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—Não atire!

E novamente a floresta presencia a cena, ou melhor, o estrondo de uma arma de fogo.

Continua...