Apenas Escolha
2 Origem
Notas iniciais
21 de outubro de 2019
—Me ajude, por favor! Alguém? S... socorro
Escondida atrás das pedras observo Sasuke meu ex melhor amigo terminar cruelmente com a esperança de um sobrevivente que queria nada mais nada menos que proteção contra “os outros”, porem antes disso era eu que fugia de Sasuke, conheci ele em um posto de gasolina já destruído pelos selvagens.
Os selvagens são pessoas que sobreviveram a 3ª fase dos “outros”
Vou tentar explicar melhor como cheguei a isso e como iniciou.
Os “outros” são almas além do plano espiritual, não foram mortos de maneira cruel em outra vida, nem sequer chegaram a nascer, foram impedidos pelos seus “Deuses” pois eram considerados as piores criações já descobertas. Sua origem é desconhecida, como chegaram a ponto de destruir metade da população mundial é um ponto de interrogação sem resposta.
Quando chegaram a se expor era tarde demais a única coisa que nos “humanos” soubemos foi por um aviso, após possuírem a alma de uma entidade na mídia, quando mais de 7.000 pessoas foram telespectadores de um suicídio em rede mundial. O que eu lembro de ter sido dito foi:
“Se em 24horas não nos derem a formula de sua existência, acabaremos com seus ententes e tudo que mais apreciam dentro de 2 meses”
O sangue jorrou em direção a câmera explodindo o corpo da jornalista ao vivo.
Então passou uma semana e veio os avisos os “outros” acabaram com a eletricidade, na segunda semana os terremotos vieram e na terceira eu perdi toda minha família por eu ter me tornado parte dos “outros”
12 de setembro de 2019
Andava pelos corredores de casa atrás de minha mãe depois de ouvir um grito a frente de nosso portão, e a campainha tocada diversas vezes.
—Filha estou aqui!
Vou correndo seguindo a voz ate a cozinha de casa e o que vejo é um ser pálido e alto batendo-se contra a parede e rindo, tampo minha boca e tento sair andando devagarinho pra trás, a lagrima escorre em meu olho.
—Me deixe, por favor, não, não...
Um grande ruído faz com que a presença a minha frente corra em minha direção, levitando-me ao alto da parede da sala, dava de frente ao corredor, pressionando fortemente meu corpo contra a porta, sinto sangue escorrer de meu braço, o “outro” tinha garras maiores de uma faca normal, ardia como brasas de fogo, atravessando diversas vezes meu corpo com sua unha ate a ultima humanidade que me restava ver um sorriso maquiavélico, sumindo aos poucos na escuridão atravessando a parede da sala e indo embora.
Fico ali deitada tremendo com a esperança de que aquilo não volta-se meus olhos se fecham, ali imóvel lagrimas escorrem sem parar, durmo e então permaneço ate acordar umas horas depois, sem nem acreditar, todos ferimentos tinham sumido entretanto após me olhar nos estilhaços de espelhos quebrados no chão não vejo meu reflexo, a vontade de saciar-me com morte de outras pessoas era maior que tudo, um desejo toma-me e como um bixo selvagem pego um pedaço de vidro do chão sem nem me importar com a dor e parto em direção ao quarto de meus pais.
Continua...
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