Apenas Acaso?

3 As aulas começam... o que pode acontecer??


Notas iniciais
Prontinho, está aqui mais um capítulo!! Espero que gostem por que, vou admitir, foi duro pra fazer. Boa leitura ^^

– Bom dia, Tainá! – Disse Nadja toda sorridente, abrindo o ovo da chara. A mesma deu um berro de doer os ouvidos, mas a ruiva não pareceu se importar.

– Que horas são? – A indiazinha perguntou esfregando os olhos.

– Seis da manhã, por que? – Nadja respondeu enquanto ajeitava suas complicadas tranças.

– E isso é hora de acordar??

– Claro que é, minhas aulas começam hoje. Não reparou que estou de uniforme? – Respondeu a ruiva com um incrível bom humor, passando a mão pela saia do uniforme de sua nova escola: a Academia Seiyo.

– E você está tão animada? Pensei que não quisesse mudar de escola.

– Não queria mesmo, mas... não sei, fiquei ansiosa de repente.

– Ansiosa de repente, é? – Tainá deu um sorriso matreiro. – Sei não, tem certeza de que esses sorrisinhos e essa cantoria não tem a ver com um certo garoto de cabelos arroxeados e olhos castanhos?? – Ela insinuou, num tom completamente malicioso, fazendo a dona adquirir a mesma cor de seus cabelos.

– N-n-não diga to-tolices, o Nagi não tem nada a ver com isso!!

– Ah, “o Nagi”, não é? Mesmo só passando aquela tarde juntos você continua chamando ele pelo apelido, que coisa fofa.

– Tainá!!!

– Hehehe, parece que ele mexeu com você mais do que eu pensava. Tem certeza de que ele não invadiu seus sonhos noite passada e por isso você está esbanjando alegria pelas orelhas?

– A-abso-luta, eu nem dormi direito noite passada! Sem falar de que meu último sonho com ele foi a dois di... – Nadja tapou a própria boca ao perceber o que revelara.

– Aha, você já sonhou mesmo com o Nagihiko! – Tainá apontou um dedo acusador na cara da dona. – Eu sabia que aqueles seus murmúrios a noite eram o nome dele, eu sabia! – Ela clamava vitoriosa.

– E-eu disse o nome dele en-enquanto d-do-dormia?? – Nadja parecia abismada com sigo mesma. Ela se lembrava de sussurrar o nome do arroxeado entre os beijos no sonho, mas por nenhum momento pensou que podia estar falando em voz alta.

– Disse, e não foi só uma vez, não! – Tainá ria abertamente. Parecia se divertir com a situação.

– Nadja, já está pronta? – A voz grossa de Jiro perguntou do outro lado da porta.

– Estou, desço em dois minutos! – A ruiva respondeu, se apressando em terminar as tranças que ficaram completamente tortas graças àquela conversa constrangedora.

Desceu as escadas correndo, pegou uma torrada bem na hora que a mesma pulou da torradeira, deu um beijo na testa de cada irmão e já ia saindo pela porta quando Jiro a impediu.

– Onde pensa que vai? – Ele perguntou, se colocando entre a irmã e a maçaneta.

– Pra escola. – Ela respondeu o óbvio.

– A pé e sozinha? Até parece. – Riu ironicamente.

– Claro que não vou andando, não chegaria a tempo, vou pegar o metro. – “E não estou sozinha”, acrescentou em pensamento e olhou rapidamente para Tainá. Nunca mais ficou sozinha, desde que a chara nasceu.

Jiro parou para pensar. Analisou bem a irmã, que já era uma adolescente tão linda quanto a mãe. O que Nadja não sabia era que esse era o medo dele. O modo como seus pais se conheceram não foi nada romântico. A não ser que você considere romântico um cara salvar uma garota de ser estuprada. Era uma coisa que somente Jiro sabia e que também só descobriu porque seu tio deixou o assunto escapar uma vez quando estava bêbado.

– Você se cuida? – Perguntou com a voz tremula.

– Não se preocupe, não vou matar aula nem nada. – Nadja respondeu divertida. –Posso ir agora? Atrasar no primeiro dia não causa uma boa impressão.

Jiro apenas abriu a porta e ficou olhando até que Nadja desaparecesse.

Eu estou cuidando dela, kaa-chan. Como você pediu.” – Disse em pensamento. Prometeu para a mãe, pouco antes dela morrer, que cuidaria dos mais novos por ela.

Na academia, Nagihiko quase dormia na carteira. Havia chegado adiantado aquela manhã, graças a ideia doida de sua mãe de que, se ele chegasse mais cedo poderia sair mais cedo e assim teria mais tempo para treinar a dança.

– Nagihiko, sei que o professor ainda não chegou, mas isso não é motivo para dormir na sala.

O arroxeado levantou a cabeça e sorriu ao ver Amu e Tadase chegando. Que bom, tinham ficado na mesma sala!

– Amu-chan, Hotori-kun, por favor me ajudem a mantê-lo acordado! – Temari implorou.

– Não exagere, Temari. – Pediu Nagihiko

– Ora, se você prestasse mais atenção nos passos, não precisaria ficar ensaiando até tão tarde da noite ontem! – Retrucou a chara.

– Nossa, sempre soube que sua mãe era rígida, mas não sabia que chegava até esse ponto. – Amu apavorou-se.

– Rígida?! – Irritou-se Temari. – Pra mim ela foi até boazinha. Esse garoto estava tão ruim ontem que quase fiz o Chara Change!

– Não seja tão dura com ele, Temi. – Rythm se intrometeu. – Afinal, é meio difícil se concentrar nos passos enquanto se sonha acordado com uma “deusa ruiva”. – Deu um belo sorriso malicioso, fazendo Nagihiko corar até a raiz dos cabelos.

– Deusa ruiva? – Tadase sussurrou para si e ia começar a rir quando Amu lhe deu um beliscão, para que ficasse quieto.

– Já falei pra parar de chama-la assim! – Reclamou Nagihiko.

– Mas são palavras suas. – Rythm lembrou-lhe e Nagihiko se encolheu na carteira, sem argumentos. – Você dizia isso todas as noites, eu ouvia. Ficava até babando! “Ahh, Nadja, minha deusa ruiva...”

– Calado!! — Nagihiko de descontrolou e já ia torcer o pescoço de Rythm quando um grito estridente vindo do corredor chamou a atenção, não apenas dos três, mas de todos que passavam por aquele lado da escola.

– O que foi isso?! – Tadase perguntou com as mãos nos ouvidos.

– Parecia o grito de uma menina. – Disse Amu.

– Engraçado, estou com a impressão de que conheço aquela voz... – Murmurou Nagihiko pensativo.

No banheiro feminino, a responsável pelo grito tomava fôlego em uma das cabines. Em sua mente, ainda revia suas atitudes: Andava calmamente pelos corredores, a procura de sua sala. Depois de vários minutos, finalmente a encontrou, mas antes que pudesse pisar no local... viu os sedosos cabelos arroxeados que tanto chamam sua atenção. Sem acreditar no que via, berrou feito uma louca e correu para o lugar mais próximo onde pudesse se esconder.

O banheiro, também conhecido como “o refúgio das mulheres”.

– Por Kami, não pode ser ele, não pode! Eu sei que pedi para reencontrá-lo, mas tinha que ser na escola?! – Nadja gritava pra Deus e o mundo. Ainda bem que o banheiro estava vazio e que a porta era a prova de som.

– Nadja, quer fazer o favor de se acalmar? – Tainá pedia. – Encontrar o garoto que você beijou sem permissão e descobrir que ele é da sua sala não é o fim do mundo, sabia?

– Você prestou atenção no que disse?? – Questionou Nadja, e a indiazinha pareceu pesar suas palavras, pois se calou. – Ainda não acredito que o Nagi está na minha classe... Ah, não sei se isso é sorte ou azar! – Olhou para a chara esperando que ela dissesse algo, mas Tainá mantinha um olhar concentrado. – O que foi, ficou muda?

– Aha! – Ela disse de repente, sobressaltando a dona. – Eu estava certa, sua empolgação era por causa do Nagihiko!

– Não era nada! – Nadja reclamou, tentando controlar a quantidade excessiva de sangue em seu rosto e Tainá apenas revirou os olhos. – Preciso ir para a classe, não posso perder aula, mas... não me sinto preparada para vê-lo de novo.

– Que é isso Nadja, não precisa exagerar. Aposto que ele nem se lembra de você. – Tainá disse sem pensar, e somente quando viu uma lágrima escapar dos olhos da dona que percebeu sua indelicadeza. – Me desculpa, eu não queria dizer isso.

– Não, você tem razão. – Nadja disse com extrema dificuldade, se esforçando para não derramar nenhuma outra lágrima. – Foi só uma tarde, não houve nada de especial... por que o Nagihiko se daria ao trabalho de não me esquecer? – Sentiu um aperto enorme no perito, como se seu coração murchasse. Seu rosto voltou a ficar vermelho, mas dessa vez por conta da força que fazia para não chorar. Enterrou o rosto entre as mãos e não pôde evitar de pensar naquela voz, lhe dizendo o que mais temia:

– Não conheço Nadja nenhuma, deve estar se confundindo. E por que eu beijaria você? Não tenho o mínimo interesse em ruivas!

Imaginar Nagihiko falando aquilo em sua cara fez Nadja sentir falta de ar, como se seus pulmões não existissem mais, além se sentir uma tonta ingênua.

– Nadja, por favor, eu não devia ter falado aquilo! – Tainá tentava desesperadamente levantar o astral da dona. – Você disse que ele correspondeu ao beijo, não foi? Quem sabe o Nagihiko não gostou tanto de você quanto você dele?

– Gostar de mim? – Ela riu sem animo nenhum. – Como se alguém com sã consciência iria...

– Nem ouse terminar essa frase, mocinha! – A chara interrompeu, já meio brava. – Você é linda, inteligente, gentil e qualquer garoto que fique interessado em você vai ter muita sorte! Se o Nagihiko não gosta de você o problema é dele, não sabe o que está perdendo. Agora levanta desse vaso, vá até aquela sala e encare aquele garoto de cabeça erguida!

Nadja somente encarava a chara, ouvindo cada palavra atentamente. Tainá tinha o poder de fazê-la se sentir bem com sigo mesma. Com um sorriso no rosto, puxou a indiazinha para si, fazendo um cafune nos cabelos negros.

– O que seria de mim sem você, sua chatinha?

Na classe, Nagihiko não prestava atenção em nenhuma palavra do professor, ainda pensando naquela voz que jurava conhecer de algum lugar. Já estavam no fim a primeira aula, quando alguém bateu na porta.

Por algum motivo, que não entendeu até ver quem era a porta, Nagihiko olhou para a mesma. Para ele, o professor pareceu abrir a porta em câmera lenta, e quanto mais a abria mais seus olhos se arregalaram. Estaria tendo alguma alucinação? Era ela mesma, sua querida deusa ruiva? Sua Nadja??

Seu coração começou a dar tantas cambalhotas que até poderia ganhar uma olimpíada, sua respiração ficou acelerada de imediato, e o mundo pareceu sumir ao seu redor quando encarou aqueles olhos verdes que lhe tiraram o sono por noites.

– Ei Nagi, aquela ali não é a Nadja? – Quando ouviu Rythm perguntar, não teve mais dúvidas.

Sua vontade foi de correr até ela, pega-la firme pela cintura e beijar novamente aquela boca. Porém não podia fazer isso no meio na aula. Ficou apenas admirando-a enquanto ela passava pelas carteiras até se sentar em uma, bem atrás de Amu. “Que sorte!”, ele pensou.

Pelo resto das primeiras aulas, o arroxeado não conseguiu prestar atenção em mais nada. Mesmo que tentasse manter os olhos na lousa ou no caderno, eles sempre se voltava exatamente para Nadja. Sua felicidade era que a própria, de vez em quando, também o observava, fazendo com que seus olhares se chocassem. E isso o fazia pensar: Ela se lembrava dele?

Quando o intervalo finalmente chegou, Tadase e Amu saíram da sala para esperar por Nagihiko.

– Você acha que é ela? – Tadase perguntava para a namorada.

– E você tem dúvidas? – Questionou Amu. — Os dois não paravam de se olhar a aula inteira, sem falar que você não reparou o jeito que o Nagihiko ficou quando ela chegou? Aposto meu lanche de hoje que aquela garota ruiva que sentou atrás de mim é a tal da Nadja.

– Se for ela mesma acho que agora entendi o porquê do Fujisaki-kun ter gamado nela. – Ele disse meio vago.

– Como é, senhor Tadase?! – O olhar assassino de Amu o deixou apavorado.

– Q-quero dizer, ela é bem bonita, sim. Mas você sabe que eu só tenho olhos para uma garota de cabelos róseos e olhos âmbar. – Tadase deu uma piscadela, fazendo Amu esquecer-se completamente da raiva.

– Será que ele ainda demora muito para sair? – Perguntou Amu, tentando disfarçar seu embaraço.

Nessa hora, Temari saiu da sala com um sorriso cumplice que ia de orelha a orelha, mas o mais interessante é que ela estava... sozinha?

– Temari, onde está o Nagihiko? – Amu perguntou. – Já que a Yaya não está aqui, quem vai bancar a detetive amorosa sou eu.

– Se fosse vocês, não o esperaria. – A chara respondeu, seu sorriso se tornando mais esperançoso do que qualquer outra coisa. – Ele pode demorar um tempo. – Disse olhando para a porta da sala.

Nagihiko se aproximava lentamente da carteira onde Nadja terminava da passar a matéria a limpo. Ela ainda não o tinha visto, ou fingia muito bem. Ficou ao lado dela e, antes que pudesse fazer mais alguma coisa, os fones em seu pescoço desapareceram.

– Acho que daqui você se vira sozinho. – Rhythm sussurrou para o dono.

E assim ele fez. Respirou fundo, serrou os punhos com força, juntando coragem, e começou:

– Nadja. – A chamou e a ruiva deu um sobressalto da carteira. Se não estivesse tão nervoso, provavelmente teria rido.

– Nagihiko. – Nadja disse, toda abobada, mas feliz por ele reconhecê-la.

– Você se lembra de mim? – Perguntou surpreso.

– Claro que me lembro. Estou surpresa é de você não ter me esquecido. – Nadja admitiu, sentindo-se imensamente feliz.

Enquanto os dois conversavam, seus charas também comemoravam o reencontro.

– Legal te ver de novo. – Rhythm disse, dando um abraço em Tainá.

– Hehe, é bom ver você também. – A indiazinha respondeu e, olhando para Nagihiko e Nadja, acrescentou: — E pelo jeito desses dois, talvez não seja a última vez.

– Concordo, espero que eles se entendam... ou até mais que isso. – Deu um belo sorriso pervertido e Tainá não pôde evitar de rir.

– Melhor observarmos. – Ela falou de repente, parando de rir. – Se um deles precisar, estaremos aqui.

Os dois charas foram para cima do lustre, onde poderiam ver e ouvir tudo sem ser percebidos. E enquanto isso, na conversa:

– A-ah, eu preciso me desculpar com você! – Nadja pediu, fazendo uma breve reverência, e Nagihiko não intendeu.

– Se desculpar pelo que? – Ele perguntou.

– V-você sabe, pelo b-be-be-bei...! – Ela não conseguiu terminar a frase gaguejada graças ao choque.

Choque do que? Vocês me perguntam. Simples, Nagihiko a tinha interrompido pondo um dedo sobre os lábios da ruiva e agora os acariciava lentamente. Ele não estava lembrado de que os lábios dela fossem tão macios e tocá-los só aumentava a vontade que tinha de prová-los novamente. Nadja não estava diferente, tinha até fechado os olhos para apreciar a sensação. Porém, assim como ele, queria mais que somente aquele toque, queria os lábios dele sobre os seus novamente.

Num momento de lucidez, Nagihiko percebeu o que estava fazendo e a soltou. Com o rosto entrando em ebulição, ele não sabia o que falar, então se arriscou a continuar o assunto. Como se nunca tivesse interrompido a ruiva.

– Não precisa se desculpar, você não fez nada demais... e também beija muito bem. – Tapou a boca ao perceber o que falara. Que outros efeitos essa garota lhe causaria?!

Nadja o encarava com as bochechas em vermelho vivo e, mesmo envergonhado como estava, não podia deixar de repara no quanto ela ficava linda corada.

– Vo-você gostou mesmo? – Nadja perguntou, para ter certeza do que ouvira.

– É... foi legal. – Ele respondeu meio incerto. O.K. aquele beijo tinha sido bem mais do que “legal”, mas ele não conseguiu pensar em um modo melhor para expressar que gostou do que ela fez sem pagar outro mico.

– Então, não se incomodou? – A ruiva perguntou, entre feliz e triste. Feliz porque Nagihiko não ligou de tê-la beijado, mas triste pelo mesmo motivo.

– Não.

– Não está bravo comigo?

– Por que ficaria bravo?

– Podemos ser amigos então?

– Claro.

As palavras saíam velozes de ambos. Um sabia que adoraria ser bem mais do que amigo do outro, mas se Nadja havia proposto e Nagihiko havia aceitado...

Droga, ele não gosta mesmo de mim. Melhor ficar só como amiga. – Nadja pensava.

E eu achando que poderíamos ser mais que amigos... mas se ela sugeriu é porque prefere assim. – Pensou Nagihiko.

– Amigos. – Os dois disseram juntos, apertando as mãos.

Notas finais
*Desvia de pedras e tomates podres* Eu sei que vocês querem me matar, mas podem me deixar acabar a fic primeiro?! Essa confusão toda será resolvida, afinal que fic tem graça sem um enrolation básico? Quero reviews!!! Expressem sua raiva de algum modo construtivo e produtivo para a fic.