Apatia
8 Capítulo 08
Notas iniciais
Quarta feira, 10h27. Mansão Kuchiki.
Byakuya acordou em um susto. Teve insônia e só conseguiu dormir quando o sol já tinha dado o ar da graça. Precisava levantar da cama e ir trabalhar. E encarar Renji. Não sentia pressa alguma, se atrasar mais um pouco seria o de menos no momento. A primeira coisa que fez foi ligar o chuveiro, desprezando a banheira que lhe fazia companhia quase todos os dias. Despiu-se e olhou as marcas da noite passada. Ainda lhe causavam desconforto, mas nenhum desconforto seria pior que a dor de lembrar qualquer detalhe da última noite. Colocou as costas gélidas debaixo do jato quente do chuveiro e suspirou. O contato da água quente em seu corpo doía. Mas Byakuya não se importava mais. Pensava com um semblante melancólico sobre o que Zaraki tinha feito com sua dignidade física e psicológica. Pensava em Renji. Passar um bom tempo mentindo para o subordinado lhe fazia ficar pior ainda. E pensava em si mesmo, claro. Talvez o mais afetado da situação toda.
“Que situação você foi chegar, Kuchiki Byakuya.” Socou a parede com raiva. Sua reiatsu havia se normalizado, mas sua mente beirava a loucura.
—
Renji estava no esquadrão com o coração em pedaços. Na noite passada, com o sumiço da reiatsu de Byakuya, Renji pensou no pior. Os outros membros do esquadrão também estavam preocupados, mas o assunto em questão era Kuchiki Byakuya. O capitão não morreria sem deixar rastros. Mesmo com a volta da reiatsu do Kuchiki, o pressentimento ruim do tenente continuava, sem contar o fato de o capitão estar muito atrasado para o trabalho. Não que fizesse muita diferença, afinal, Renji cuidou das atividades do esquadrão para dois dias. Se quisesse tirar uma folga, poderia ir sem receio. Mas Byakuya não iria gostar de ver seu subordinado fugindo do trabalho, mesmo que este fosse inexistente no momento.
Renji foi fazer um chá. Não tendo nada para fazer, decidiu relaxar um pouco enquanto a água esquentava. Olhou para a mesa ao seu lado, a mesa de Byakuya. Sentia falta dele, mesmo com toda a grosseria na qual foi alvo. Renji não tinha dúvidas de que o amava. Será que aquela declaração foi apenas uma brincadeira de mau gosto? Será que Byakuya apenas o usou como um brinquedo? Renji suspirou. Todo esse tempo, sendo iludido por Kuchiki Byakuya... O Kuchiki não tinha coração... Ou talvez tivesse achado alguém melhor que o tenente. Renji preferiu descartar a última hipótese. Antes um Byakuya que não amasse ninguém do que um Byakuya envolvido com outro. Pensamento egoísta e doentio. Mas o subordinado se encontrava em território inimigo, estando sozinho. Não sabia como agir a tantos empecilhos, a maioria deles, desconhecidos.
Renji foi preparar seu chá, dando de cara com Byakuya após voltar da pequena cozinha. O capitão mantinha seu semblante sério de sempre, roupas impecáveis e todo o ar superior de antes voltou à tona. O ruivo o observou do cabelo até a ponta dos pés. Renji foi para sua mesa e não cumprimentou o capitão.
Byakuya estava morrendo internamente. Sentia como se o seu coração estivesse sendo perfurado.
Byakuya adentrou a sala em silêncio. Também pegou chá e começou a ver o trabalho já terminado pelos dois no dia anterior. A única atividade que teriam no momento seria esperar o resto do esquadrão terminar suas obrigações, assinarem os relatórios e... Só. Fora tomar chá e encararem um ao outro. Tortura. Byakuya não podia por causa de Kenpachi. Renji não queria por causa de tudo. Ainda ficava meio pasmo por aquele Domingo ser sido tão incrível para os dois, porém não ter passado de uma mentira. Não queria, mas se pudesse, viveria naquela farsa pelo resto de seus dias. Renji queria tomar Byakuya para si. O beijar quando lhe apetecesse e o provocar quando julgasse interessante. Morria aos poucos. Porém não sabia que seu capitão sofria bem mais.
Renji se levantou e foi até a mesa de Byakuya. O encarou com raiva e certa indignação. Byakuya não se pronunciou.
“Por que você mentiu pra mim?” Renji olhou fixamente os olhos cinzentos de Byakuya. O matava apenas com o olhar, em todos os sentidos. Byakuya se mantinha calado.
“Você é uma pessoa horrível. Não tem vergonha, Byakuya?” O tenente continuou. Byakuya apenas se levantou da cadeira e observou Renji, o intimidando com o olhar.
“Cuidado com o que diz.” Lançou um olhar frio para o ruivo, que perdeu o equilíbrio, caindo de joelhos no chão. Ajoelhado aos pés de Byakuya apenas ao sentir a reiatsu do capitão... Céus. Aquele era o Byakuya que todos conheciam. Mas que Renji já tinha visto outro lado completamente diferente.
“Taichou, o seu lábio está machucado.” Renji, ainda ajoelhado, falou com o rosto baixo. Byakuya não resistiu e acabou tirando Renji do ‘castigo’.
“Renji, isso vai ser errado. Mas eu preciso... Pelo menos por mais uma vez.” Byakuya abraçou Renji. Ergueu o queixo do tenente com a mão e o beijou. Pelo menos por uma última vez. Renji beijava Byakuya como se fosse o seu último dia de vida. Sentiu falta daquilo, de corpo de Byakuya, do beijo de Byakuya, de Byakuya. Aos poucos, descolaram os lábios e separaram as línguas. Renji queria ficar naquilo para sempre.
“Desculpe Renji. Mas eu estou fazendo isso pela sua segurança. Não posso mais ter nada com você.”
“Me fazer não dormir a noite tem algo a ver com minha segurança? Você não tem noção do quanto eu me preocupo com você.”
“É sério. Eu espero que você me perdoe um dia.” Renji ficou calado. Não entendia o porquê daquilo, tão de repente... Só destruía ainda mais o seu coração. Sem dar uma resposta, Renji saiu da sala e foi fazer uma ronda sobre o esquadrão. Ao ouvir Renji fechar a porta com força, Byakuya se ajoelhou do mesmo jeito que seu subordinado. Soltou uma lágrima. Se fosse apenas um pouco mais fraco, já teria se dado ao luxo de se afogar nas lágrimas de sua solidão, tristeza, orgulho, mentiras. Se nem Renji o conseguia compreender mais, quem dirá o resto de todos que o rodeiam. Morrer nunca foi uma ideia tão boa quanto no momento. O gelo estava retornando ao coração do Kuchiki. Mas só Renji sabia como derreter. Porém, não passava de uma opção indisponível no momento.
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15 dias se passaram. O clima ficou ainda mais pesado a cada dia que passou. Renji não olhava Byakuya nem quando o mesmo dirigia a. palavra. Fora 'sim' e 'não', quase não se ouviam outras palavras. O silêncio estava matando Renji. Se pudesse, agarrava Byakuya ali e agora. Mas não. Provavelmente, iria satisfazer ainda mais os desejos do capitão, que na visão do tenente, o via apenas como um mero objeto de diversão. Um pequeno orgulho aflorou no coração nem tão alegre de Renji. Perigo.
Renji POV.
Tive a ideia de ir tomar umas com o Hisagi após o expediente. Provavelmente ele estaria trabalhando meio período naquele bar do Rukongai que fui com Byakuya há semanas atrás. Maldito Byakuya. Provavelmente ele não tinha noção do que estava fazendo comigo.
A hora demorava demais para passar. Inferno! Assinar um monte de relatórios com aquele homem a minha frente era cometer masoquismo. Uma tortura que eu não desejaria nem para o meu pior inimigo.
—
Após sair daquele inferninho, também conhecido como a sala principal da sexta divisão, segui para aquele mesmo bar no quinto distrito do Rukongai. Não havia necessidade de colocar roupa a altura. Eu só queria encher a cara. Usando shunpou, cheguei lá o mais rápido que pude. E como previsto, Hisagi estava lá.
“Renji, há quanto tempo!” Hisagi me direcionou um sorriso sincero. Sorri de volta.
“Só trabalhei nestas semanas, Hisagi.”
“Imagino. O de sempre, então?”
“Sim.” Sorri fino. Vi Hisagi pegar uma garrafa de saquê acompanhada de dois copos.
“Posso me juntar a você? Ainda está cedo, o bar nem tem movimento.”
“Claro.” Senti um pouco de alegria invadir meu coração. Eu necessitava conversar com alguém.
“Então, como vão as coisas com o Byakuya?” Hisagi colocou um pouco de saquê em seu copo e bebeu.
“Péssimas.” Falei com a voz baixa.
“Como assim, péssimas?” Mesmo não gostando muito de Byakuya, eu senti uma ponta de tristeza na voz de Hisagi. Ele estava sendo sincero. Como sempre.
“Ele me tratou apenas como um brinquedo.” Bati com o punho no balcão. Estava indignado demais. Queria gritar. Mas ali, não.
“Sempre soube que esse Kuchiki-taichou não era flor que se cheirasse. Mas até que eu tinha esperanças nele. Ele me pediu desculpas há alguns dias atrás.”
“Como assim desculpas, Hisagi?” Fiquei atônito. Não me lembrava do pedido que fiz para Byakuya quando eu achava que tinha algo entre nós dois. Aquilo foi uma surpresa.
“Nem eu acreditei quando ele pediu. Eu estava com a sua cara de tacho quando ele falou.” Hisagi riu. E minha frustração não poderia ser maior.
“Nossa. Nunca pensei que o taichou pudesse fazer isso.”
“Sei lá, mas acho que o Byakuya precisa de você.” Hisagi bebeu mais um pouco do saquê. “Se não fosse por sua causa, ele nunca iria se desculpar.”
“Interessante.” Finalmente, dei o primeiro gole de saquê. Droga! O que Byakuya queria de mim?
“Tenta falar com ele amanhã.” Hisagi sugeriu já na terceira dose de saquê.
“Acho que vou fazer isso.”
“Há quanto tempo você tá sem falar com o Kuchiki-taichou?”
“Umas duas semanas.”
“Você tem um psicológico forte. Aguentar só a presença daquele cara em silêncio deve ser horrível. Boa sorte.”
“Vou precisar.” Sorri para Hisagi mostrando a gengiva devido à felicidade que surgiu dentro de mim. Eu pulava internamente, talvez nem tudo estivesse acabado entre eu e o Byakuya. Brindei com Hisagi. Acabamos aquela garrafa de saquê em pouquíssimo tempo, até a hora de Hisagi voltar a seu expediente. Seria amanhã. O dia que eu teria meu Byakuya de volta pra mim.
POV Off.
—
“Muito bem.” Zaraki sorria ao ver Byakuya se despindo. O rosto de Byakuya ficava baixo como da última vez. “As coisas estão melhorando bastante entre nós, Byakuya. Mas podem melhorar ainda mais se você olhar pra mim.” E o Kuchiki ficava em silêncio. Sabia que ia sofrer um castigo maior caso não direcionasse o olhar para Kenpachi. Mas não. Não daria a satisfação ao capitão de presenciar seu semblante melancólico e distante. Preferia sofrer algum castigo depois a dar este luxo a Zaraki.
“Assim está ótimo.” Kenpachi deixou Byakuya sem a parte de cima de seu quimono. A calça estava levemente fora do lugar e uma mostra generosa de sua cueca preta dava o ar da graça. O contraste do cabelo negro sobre a pele branca de Byakuya era algo bonito de se olhar. Zaraki lambeu os lábios.
“Hoje você vai fazer o que não fez há duas semanas.” Kenpachi desceu a calça e sua cueca escura, invitando Byakuya a lhe masturbar. Com o rosto baixo, Byakuya se ajoelhou e envolveu o membro do capitão, desajeitadamente. Tentava não friccionar os dentes ali para não dar pretextos a futuros castigos. Ouvia Zaraki soltar suspiros de satisfação.
“Só falta uma coisa para melhorar.” O capitão deu um puxão no cabelo negro de Byakuya, fazendo com que seus olhos encontrassem a imensidão cinzenta dos orbes do Kuchiki. Byakuya não poderia se sentir mais humilhado.
“Você poderia ter esse semblante para sempre.” Kenpachi olhou fixamente para o abismo acinzentado presente nos olhos de Byakuya e soltou seu cabelo. Byakuya queria rolar no chão. Não pensava que outra pessoa fora Renji fosse receber aquilo. Era mais do que humilhação. Mas manteve o ritmo de cada chupada e lambida em cada parte da extensão do membro de Kenpachi. O último se deleitava com cada volta que a boca nem tão habilidosa do Kuchiki fazia lá. Não demorou muito para gozar.
“Muito bem. Engula.” Byakuya lambeu o intruso líquido branco e quente. A contragosto, claro.
“Estou com pressa. De quatro, Byakuya.”
Afronta. Ao orgulho e ao físico de Byakuya.
Byakuya obedeceu Kenpachi. O último tirava o obi da calça do Kuchiki, fazendo a parte de baixo de o quimono cair sobre suas pernas. Desceu a boxer escura sobre as pernas de Byakuya e deu uma boa visualizada no traseiro a sua frente. Um tapa. Um tapa carregado de reiatsu. 'Mas que droga!', pensou Byakuya. Viraria uma prostituta agora?
“Ótimo.” Zaraki colocou seu membro na entrada de Byakuya. O último mordia o lábio que estava quase cicatrizado. Se continuasse daquele jeito, algum dia ficaria sem seus lábios. Só não doía mais, pois sua boca devidamente violada auxiliou a reter a dor. Mas continuava a doer. Desconfortável, humilhante e doloroso. Porém suportável. Até o momento em que Zaraki investiu cada vez mais rápido na cavidade do Kuchiki. Céus. Gemidos desesperados vindos da boca de Byakuya deram o ar da graça. Caso continuasse a morder seus lábios um pouco mais, acabaria arrancando a boca.
“Queria que você arfasse sempre pra mim.” Zaraki estocou forte. Céus, novamente. “E esse dia não está muito longe de acontecer.” E um risinho malfeitor saiu de seus lábios.
Inferno.
Aquilo soou como uma ameaça para Byakuya. Firme e forte, aguentava a pressão vinda de Zaraki. Não alimentava a ideia de se acostumar com aquilo. Mas era necessário. Pensava em Renji. Pensava em como estaria caso fosse Renji no lugar de Zaraki. Ao invés de ameaças e castigos, seriam palavras carinhosas e sexies. Saudade era pouco para definir o que Byakuya sentia. Porém o Kuchiki se sentia excitado... Mesmo não querendo.
“Você vai ter um orgasmo junto de mim. Que maravilha, Byakuya.” Kenpachi acelerou as estocadas para chegar ao ápice logo. Byakuya se contorcendo aos efeitos do orgasmo era algo atraente a querer por em prática e presenciar ao vivo. E as preces de Kenpachi foram atendidas. Um ápice duplo. Kenpachi invadira Byakuya novamente com seus fluidos e o Kuchiki, como na primeira vez, se estirou no chão. Amanhã ainda teria trabalho a ser feito e encarar Renji com um semblante pós-abuso era digno para cavar a própria cova.Em poucos segundos, Zaraki já se encontrava no estado normal, sorrindo e estalando os ossos. Foi novamente na direção de Byakuya, levantou seu queixo com uma das mãos e olhou fixamente para os olhos acinzentados.
“Podemos ficar assim para sempre, Byakuya.” E se retirou da sala. Byakuya continuava no chão. Precisava achar forças para chegar em casa, restaurar sua reiatsu, machucar ainda mais o seu corpo na água quente, cheio de hematomas nas costas acompanhado da marca de cinco dedos nas nádegas. Alguém não iria sentar direito no próximo dia.
“Desgraça!” Praguejou o Kuchiki.
—
Um novo dia já dava o ar da graça na Soul Society. Renji estava decidido a conversar com Byakuya. E Byakuya estava sem rumo. Não sabia o que fazer o que dizer e como falar com Renji, se bem que nas últimas semanas, o diálogo se tornou opcional.
Renji chegou ao trabalho com um sorriso no rosto. Byakuya estranhou o sorriso, que era inexistente a mais de duas semanas. Não sabia se ficava feliz ou chorava. O sorriso de Renji representava felicidade. Uma felicidade sincera. Talvez o tenente já tivesse encontrado alguém para ocupar o lugar de Byakuya em seu coração. A cada dia que passava, os corações de ambos machucavam-se cada vez mais. Ver Renji feliz dava esperanças para Byakuya. Mesmo que de um jeito ou outro, ele acabaria sofrendo mais.
O tempo demorou demais para passar. Quanto mais Renji queria o fim do expediente para chamar Byakuya para conversar, mais o tempo não chegava. Inferno. O tenente sentia que pagava pelos seus pecados a cada minuto transformado em hora naquele dia. Mas, finalmente, Byakuya levantou-se da sua cadeira, fazendo menção de ir para casa.
“Taichou, eu posso conversar com você?” Byakuya tremeu. Já estava na porta, porém decidiu parar para ouvir o subordinado.
“Então... Chega de brincadeira, taichou.” Renji foi em direção de Byakuya e trancou a porta. Cercou Byakuya com os braços e logo sussurrou no seu ouvido. “Você não sente falta disto?” Beijou o pescoço do Kuchiki. Uma tentação no inferno.
“Eu só preciso de uma frase sua. Eu quero acreditar que isso não foi uma mentira. Que você me ama.” E mordeu o lóbulo do seu superior. O Kuchiki teve reações leves.
“Eu não te amo, Renji.” Byakuya falou com a voz baixa. “Você foi só uma diversão. Acha que eu iria me envolver com alguém feito você?” Byakuya suspirou.“Você é miserável, sem maneiras, não posso me envolver com alguém assim.”
“Você não pode, mas quer.” Aquilo era um desafio?
“Não mais. Você já me deu diversão o suficiente. Agora você é só o meu tenente, Renji. Me deixe ir.”
“E toda aquela conversa de antes, de que você prezava minha segurança? Era tudo uma mentira?”
“Será possível, Abarai?” Fazia muito tempo que Byakuya não chamava Renji pelo sobrenome. “Eu terei que ir embora à força?”
“Você teria coragem?” Outro desafio.
“Cuidado com a língua, Abarai. Senbonzakura.” Sussurrou a última palavra. O capitão só poderia estar louco. Ativar a shikai de sua zanpakutou na sala do esquadrão, céus. Iria destruir a sala por um capricho.
“Você vai destruir a sala por um capricho seu?” Renji, ainda cercando o corpo de Byakuya, disse a última frase em voz baixa. Aguardava uma reação vinda do capitão.
“Eu posso reconstruir essa sala a qualquer momento. Já se esqueceu de que eu sou um Kuchiki, Abarai?” E algumas pétalas de cerejeira deram o ar da graça, em um misto de sangue.
Renji molhou o haori de Byakuya com uma lágrima. Algumas pétalas da Senbonzakura machucaram seu braço e rasgaram parte do quimono. Byakuya era tão intolerante assim? Mordeu o lábio. Não queria gritar em prol de um machucado tão pequeno.
“Você não merece o amor de ninguém, Byakuya. Eu nem sei por que um dia, eu já quis te dar o meu.” Renji bateu o punho na porta, cobrindo o pequeno machucado com a mão depois. Byakuya abaixou o rosto, porém continuava apático. Renji deixou de cercar Byakuya e foi embora. O capitão fechou a porta novamente. Caiu no chão e algumas lágrimas apareceram, molhando o chão da sala. Byakuya não poderia mais adiar. Ele tinha que agir. Caso contrário, perderia Renji para sempre. Ou talvez, já fosse tarde demais.
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