Apartamento 23
6 6- And The Bowling
Notas iniciais
Oe, leitores. Hoje eu tive prova de matemática, e posso dizer que não irei manter minhas esperanças muito altas, pois não estou muito confiante. A fanfic está crescendo, obrigado aqueles e aquelas que deixaram review. Estamos apenas no capítulo 6 e eu já consegui bastante reviews! Parece que essa será mais uma fanfic de longa duração... É, à todos vocês lendo, não esperem se ver livres de mim tão cedo, haha. Se Apartamento 23 passar dos 10 capítulos, entra para o meu call de fics de curta duração. Se passar de vinte, então aí é longa duração. Vamos esperar e torcer para que tudo dê certo! Aleluia!
- Finn ! — eu o gritei, entrando em casa. — Finn, corra até aqui ! Tenho uma surpresa ! E é ótima !
- Você vai se mudar ?! — ele perguntou. Eu neguei com a cabeça, e ele pareceu bem triste. — Já sei ! Você vai colocar silicone ?!
- Meus peitos são pequenos ? — perguntei, nervosa.
- Bom, eles não são nada mal, mas seria bom um pouquinho de gás para esses dois balões quase murchos. — ele falou, rindo.
- Que piada mais babaca. — falei, me atirando no sofá. — Olha o que eu ganhei ! Ingressos !
- Rachel, antes de ficar animado, você precisa me dar mais informações. — Finn falou, sentando-se ao meu lado. — E se forem ingressos para o Holiday on Ice ? Eu vou ficar bastante deprimido.
- Qual o problema com o Holiday on Ice ? — perguntei, confusa. — Sempre achei... pura magia Disney.
- Rachel, cresça ! — Finn me cortou.
- Okay ! São ingressos para jogar boliche !
- Tudo bem, agora estou deprimido. — falou Finn, deitando-se no sofá. — Pegue meu tarja preta na pia do banheiro, mantenha um pote de sorvete cheio na minha frente e me cubra com uma coberta se eu cair no sono eterno da morte.
- Vamos, será legal ! — disse. — E ainda haverá um campeonato ! O que acha disso ?
- Eu adoro competições. — falou Finn. se empolgando. — Uma vez, no colegial, eu empurrei a professora de geografia da janela do sexto andar só para provar que eu podia "fazer uma senhora de idade criar asas e voar". Ela morreu.
- Que horror ! — falei.
- Ah, meus quinze anos... — Finn suspirou profundamente, como se estivesse tendo um flashback. — quando minha ficha criminal ainda tinham trinta e quatro folhas...
- Mas há um problema. — falei.
- Ah, Rachel, sempre há um problema ! — Finn falou, se levantando e andando pelo apartamento. — Se problemas não existissem, os três patinhos teriam voltado para a sua mãe e eles ainda seriam uma família feliz ! Tirando a parte do pai deles, que levou um tiro de um caçador.
- Você vai me deixar falar qual é o problema ?!
- Vá em frente, Rachel... — ele falou, dramaticamente. — Arranque meu coração com suas garras de leoa e o estripe como um gato ataca um pobre passarinho...
- Escreva um livro. — falei. — Para participarmos do campeonato, precisamos de quatro pessoas na nossa equipe.
- Mas nós somos apenas dois ! — ele falou, desanimado.
- Parabéns, você sabe contar ! — falei. — Tenho que entregar os ingressos com nossos nomes hoje. Se quiser participar desse campeonato, lhe aconselho que consiga logo as outras duas pessoas.
Finn acenou positivo com a cabeça e saiu do apartamento. O que ele vai fazer ?
*
- Olá, Rachel, o que está fazendo ? — Finn chegou atrás de mim, me dando um susto. Estava deitada no sofá, pronta para ir para cama.
- Sabe esses desenhos de criancinhas, em que a menina burra pergunta onde está o castelo, e o castelo está BEM atrás dela ? — disse, e Finn concordou. — Isso me deixa simplesmente triste. Eu nunca deixaria meu filho assistir uma coisa dessas.
- Você planeja ter filhos ? — Finn perguntou. — Não está um pouco velha para isso ?
- Eu tenho apenas 24 anos ! — reclamei.
- Isso não me interessa. — ele falou, sentando-se no sofá ao meu lado. — Estava atrás dos outros integrantes da nossa equipe de boliche. O Puck não vai poder jogar, pois tem que ir em uma festa comemorar a sétima saída da Lindsay Lohan da reabilitação. Perguntei a Quinn e ela disse que topa. E minha última opção foi a Santana.
- Santana do andar debaixo ? — perguntei.
- Sim, ela mesma. — Finn respondeu. — Ela já saiu da condicional, e não tenha medo, eu prometi para ela que você não iria fazer nada de idiota. Vem cá, você não estava procurando um lugar para trabalhar durante o período da tarde para fazer uma grana extra ?
- Finn, não existe grana extra na minha vida. — falei, tristemente. — Tudo é para pagar contas.
- Enfim, a Santana trabalha em uma cafeteria aqui perto e eu poderia pedir para ela arranjar um bico de garçonete para você.
- Urgh, garçonete ? — perguntei. — Acho que ainda não cheguei no FUNDÃO do poço.
- Ah, é ? Mas eu acho que chegou. — Finn falou, pensativo. — Ontem eu vi você alisando seu cabelo com o ferro de passar roupas e fazendo queijo quente com a luz do sol ! E eu comprei 19 calças jeans com o seu cartão de crédito, então você terá dívidas o suficiente por alguns meses.
- COMO VOCÊ DESCOBRIU A SENHA DO MEU CARTÃO DE CRÉDITO ?! — perguntei, histérica.
- Rachel, a senha é 1234. Poderia ser mais fácil ? — ele falou, levantando-se. — Ei, tive uma idéia ! Por que nós não começamos à juntar dinheiro e no final de cada dia nosso nós não escrevemos o nosso total, como no Two Broke Girls ?
- Porque nós não somos duas garotas pobres e nem meu pai roubou metade da cidade e nós nem estamos tentando abrir uma loja de cupcakes ? — perguntei.
- Espera, por que você seria a Caroline ? — eu apenas o dei aquele olhar de pergunta idiota. — Esqueça. Haha, eu seria a Max ! Isso não é ótimo ? Enfim, Rachel, já para a cama. Nosso jogo de boliche é amanhã e eu quero você pronta para arrebentar. Ou eu arrebento a sua cara.
- O que ? — perguntei.
- Brincadeirinha ! — ele riu. — Eu não levo competição TÃO á sério assim... Mentira, eu levo ! RACHEL, VAI DORMIR !
É melhor ir antes que ele tenha outro acesso de raiva.
*
- Hoje é o grande dia e ainda não escolhemos o nome do nosso time. — falou Finn, enquanto chegávamos no boliche. — Que tal "As Garotas do Finn?"
- Eu voto por "Responsabilidade é Legal". — falei.
- Argh, isso parece nome de time de boliche de garotos gordos e nerds de dez anos de idade. — disse Santana. — eu voto por "O que você está olhando, babaca? Cuidado comigo, eu posso ou não carregar uma faca entre os meus seios!".
- Vamos apenas deixar sem nome! — falou Quinn, se segurando no braço de Finn. — Né, Finn ? Não vamos dar atenção para elas... essa noite será SÓ nossa...
- Quinn, por acaso você se esqueceu daquela medida cautelar ? — Finn perguntou, cortando a loira. — E por acaso se esqueceu de que eu invadi seu apartamento, te bati duas vezes com uma frigideira e roubei de volta as coisas que eram minhas e coisas que eram suas ?
- Eu já superei isso... — disse Quinn. — E aquelas aspirinas contra dor que você me deu são geniais.
- Quantas você toma por dia ? — perguntei.
- Umas... dez. — ela respondeu, sorrindo e cambaleando.
- Mas que merda ! — urrou Santana. — Como vamos vencer quando nosso time é composto por Finn McPeitos de Baleia, uma retardada drogada e uma anã fracassada ?
- Ei, eu não sou fracassada ! — Finn me mandou um olhar de "jura, Rachel ? Jura ?" — Tudo bem, mas isso ainda não acabou ! A vida ainda vai experimentar um pouco de Lehcar no rabo dela !
- E eu já fui no meu médico esteticista Dr. Chapman e ele disse que não existe uma operação para corrigir peitinhos ! — Finn resmungou. — E olha quem é você para falar alguma coisa ? Você é 50% sacos de areia, 25% robô, 23% vagabunda e 2% natural.
- Nossa, vai me insultar usando o sistema de porcentagem, seu idiota ? — Santana ameaçou Finn. — Vamos logo terminar com isso.
- Ei, Santana. — eu a chamei, ela se virou para me olhar. — Finn me contou que você trabalha na cafeteria lá perto de casa. Será que você podia arrumar um cargo lá para mim ?
- É claro... — Santana sorriu, mas eu sabia que aquilo não era o fim. — vai custar cinquenta pratas.
- Eu te pago depois. — suspirei. — Cuidado pessoal, todos segurem as mãos um do outro na hora de atravessar a rua ! FINN, SEGURE A MÃO DA QUINN, POR FAVOR !
- Por que EU tenho que segurar a mão da Quinn ? Por que a Santana não segura ? — ele perguntou.
- Porque ela é a sua perseguidora e não minha ?
- NÃO ME FAÇA TRATÁ-LOS FEITO CRIANÇA ! — me voltei para olhar a rua, e levei um susto quando vi Quinn andando sozinha. — Droga... ela está sobre efeito das aspirinas do Finn !
- Qual é o problema ? — perguntou Santana. — São só aspirinas.
- Santana, olhe para mim. — falou Finn, sarcástico. — Você acha que eu teria dado ASPIRINAS para a Quinn ? Jura ? ASPIRINAS ?
Santana riu.
- NÃO É HORA PARA RIR ! — gritei. — ELA ESTÁ EM UMA AVENIDA MOVIMENTADA ! ALGUÉM SEGURE AQUELA MALUCA !
- Rachel, deixa ela ser atropelada ! — falou Finn.
- Se ela for atropelada, nosso time pro boliche estará incompleto ! — retruquei.
- Droga, aquela vadia ainda vai estragar o meu dia ! — LUCY QUINN FABRAY ! ARRASTE ESSA SUA BUNDA BRANCA E MAGRA ATÉ A AQUI NOVAMENTE !
- Relaxa... — falou Santana. — ...ela vai chegar ao outro lad--
*
- Doutor, podemos entrar ? — perguntou Finn, baixinho. — Eu estou muito preocupado.
- Sim, mas por favor, ela está muito emocionada. — o senhor à nossa frente respondeu.
Entramos na sala em que Quinn estava.
- Sinto muito pela sua perna. — suspirei, me sentindo culpada. — E pelo seu braço. E pelo seu pescoço. E pela sua outra perna.
- YOU BITCH ! — gritou Finn. — SABE, EU HAVIA PLANEJADO JOGAR BOLICHE E GANHAR O PRÊMIO DE CINCO MIL DÓLARES...
- Espera ! — perguntei. — Havia um prêmio ? Em dinheiro ?
- É claro que havia ! — resmungou Finn. — Nós três iríamos dividir a grana e eu lamberia o ouvido da Quinn como prêmio dela.
- Então quer dizer que eu poderia ganhar cinco mil dólares em dinheiro vivo, mas não consegui por causa da Quinn que foi atropelada ?
Finn acenou com a cabeça.
- SUA VACA ! — eu gritei. Ah, não, estou sentindo... Lehcar. — ESPERO QUE VOCÊ QUEIME NO MÁRMORE DO INFERNO ! E TOME CUIDADO QUANDO VOCÊ ME ENCONTRAR NA RUA NOVAMENTE, POIS EU IREI A-C-A-B-A-R CONTIGO ! VAMOS EMBORA, FINN !
- Morra. — falou Finn, enquanto deixávamos a sala. — Eu diria quebre uma perna em sinal de sorte, mas vejo que você já quebrou duas, então... jogue na loteria e vamos ver o que dá !
- Acho que eu vou levar isso como recordação... — Santana enfiou o abajur da sala do médico em sua bolsa. — ...melhoras, Quinn !
Lehcar off.
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