Apartamento 23
7 7- And Rachel's Boyfriend
Notas iniciais
Posfácio:
Hahaha. Eu adoro a palavra posfácio. Eu também gosto da palavra estetoscópio, mas eu nunca encontro uma frase para enviar a palavra dentro. Bom, vamos falar da fanfic. Quem consegue traduzir o título com certeza entendeu que a Rachel vai arrumar um "casinho". Bom, já estava na hora, não é mesmo ? Ah, e quem estava torcendo para que nossa amada Santana viesse fazer uma visitinha, pode ficar feliz, pois por enquanto ela será uma personagem assídua. Bom, vamos lá, já enrolei demais.
- Finn ! — disse, cumprimentado-o quando ele entrou na cafeteria. Hoje é meu dia de treinamento aqui. Se eu fizer um bom trabalho, eles irão me contratar definitivamente. — O que eu posso te oferecer ?
- Álcool. — ele disse, suspirando. Estava de óculos escuros, então com certeza estava com um ressaca terrível.
- Não vendemos álcool aqui. — falei, tentando mostrar otimismo sorrindo. Ele se sentou em uma das cadeirinhas e encostou a cabeça no balcão. — Mas se você quiser metafetamina, nossa garçonete Brittany vende no banheiro feminino. O que aconteceu ?
- Eu estou com uma ressaca terrível. — ele disse. — Isso nunca aconteceu antes ! Eu vivo bêbado e nunca tenho esses efeitos negativos pós-bebedeira. Acho que meu corpo nem é mais constituído 100% de sangue. Talvez seja 85% sangue e 15% álcool.
- Finn, você acha que a cidade está me consumindo ? — perguntei, preocupada. Desde ontem à noite essa pergunta tem feito meu sono fugir de mim. — Você acha que Nova York está me transformando em uma pessoa... devassa ?
- Jesus, de onde você tirou essa palavra ? — ele perguntou, com tom esnobe. — Do livro de historinhas da sua avó ?
- Bom-dia, Finn. — disse Santana, se aproximando. — Rachel, quantas vezes eu vou ter que te dizer para não tratar os clientes com respeito e carinho ? Vão achar que nós nos preocupamos com eles e que gostamos deles !
- Desculpa... — disse, baixinho.
- Eu quero vomitar. — disse Finn. — Mas eu odeio vômito. Se eu tivesse três desejos, meu primeiro desejo seria que vomitar fosse divertido. Acabaria com os problemas dos alcólatras anônimos.
- Boa pergunta. — falei. — Se vocês tivessem três desejos, quais seriam ?
- Eu queria que minha bunda fosse maior. — falou Finn. — Queria conhecer a rainha da Inglaterra. Rachel, olha aquilo ! Aquele cara da mesinha da janela está totalmente te checando. Aliás, blusa decotada legal.
- Isso não é um decote, é...
- Vou falar com ele. — Finn se levantou da mesa. Eu tentei impedí-lo, mas ele já estava muito longe. Ele e o cara conversaram por alguns minutos, e ele voltou em seguida. — Sua pequena piranha!
- O que houve ? — perguntei.
- O nome dele é Sam, e sim, ele fez preenchimento nos lábios. Ele falou que não estava realmente olhando para você. — Finn riu. — Foi divertido... enfim, ele disse que quer sair com você hoje. O que acha ?
- Eu não sei... — suspirei nervosa. — ...eu não sou de mer "dar" para o cara logo no primeiro encontro, mas se nós acabarmos fazendo sexo, eu tenho uma dúvida.
- Diga. — Finn disse, curioso. — Se eu fosse um livro, eu seria o Kamasutra. Brincadeira. Mas sério, qual é a sua dúvida ?
- O que... — hesitei. — O que há de novo no sexo ?
- O QUE HÁ DE NOVO NO SEXO ? — exclamou Santana. — Minha filha, você está precisando de um negão para te dar um bom trato.
- Rachel, o sexo não muda. — falou Finn, com ar de expert. — O que muda são as posições.
- Obrigado pela explicação. — falei, sarcástica. — Eu não sou fã dessas coisas malucas que as pessoas de hoje em dia fazem.
- Pessoas de hoje em dia ? — perguntou Finn, parecendo seriamente preocupado. — Você está à sessenta anosd e ser uma velha colecionadora de gatos. Ou pássaros. O negócio é: seja natural. Os caras não costumam bancar os difícies. Caras que bancam os difícies geralmente são gays. Faça-o comer na sua mão antes de... se "dar" para ele.
Santana riu passando pelas minhas costas.
- Eu... estou preocupada. — falei.
- Com o que ?
- E se eu não souber fazer direito na hora ? — desabafei.
- Nossa, e eu ainda tento imaginar como foi sua primeira vez. — disse Finn. — Deve ter sido uma bagunça.
- Rachel, cliente na mesa seis está roubando os pacotinhos de sal e açúcar novamente. — disse Santana. — Resolva aquilo lá ou eu vou chamar a polícia.
- Esse lugar foi construído em cima de um cemitério asteca. — falei. — E sobre péssimas condições. Essas paredes parecem serem feitas de papel. Se a polícia descobre que esse lugar ainda está aberto, o que você acha que ela faria com isso ?
- Você tem que recitar um discurso para tudo ? — ela perguntou, irritada. — Você poderia dizer apenas "Tudo bem" ou "Santana, por acaso eu sou sua empregada ? Arreste sua bunda magra até lá e resolva isso você mesma". A segunda frase foi uma piada. Você não iria querer falar comigo desse jeito. Você não sabe de onde eu sou.
- LIMA HEIGHTS ! — eu gritei. — Todo mundo sabe !
- Você está levantando o tom de voz comigo ? — ela perguntou, soando muito ameaçadora. Abri minha boca para revidar com um insulto, mas só saiu vento. — Pois pareceu. Tome cuidado, ou qualquer dias desse você vai acordar careca.
Finn riu. Suspirei profundamente.
*
- Cheguei ! — disse, entrando em casa. — Santana ? Quinn ? O que vocês estão fazendo aqui ?
- Nós vamos jogar "Beba até cair ou entrar em coma alcólico."! — falou Finn, animadamente, aparecendo da cozinha carregando várias garrafas de cerveja. — Eu jogava isso direto na faculdade. Não é a toa que a maioria dos meus amigos já morreu. Enfim, como foi seu encontro ?
- Nada mal. — falei. — Ele foi super cavaleiro comigo. Nós vamos sair de novo amanhã, e acho que já estou confiante para... oferecê-lo minha... você entendeu.
- Acho que até eu faço mais sexo do que ela. — Quinn sussurrou no ouvido Santana.
- Eu ouvi isso !
- Ei, Rachel, sempre fui curioso sobre uma coisa. — disse Finn, abrindo uma garrafa de cerveja para cada uma das garotas. — Como é a sua cara de... tesão ?
- Não sei... — disse. — Acho que assim.
- AH, MEU DEUS ! — falou Santana. — ISSO É ASSUSTADOR ! RACHEL, VOLTE A SUA CARA NORMAL, PELO AMOR DO SANTO SENHOR ! JESUS... VOU TER QUE TOMAR BANHO COM SAL GROSSO PARA ESQUECER ESSA SUA CARA !
- Não é assim tão ruim. — falou Quinn. — Só não parece uma cara de tesão... parece mais uma manchete de jornal "vítima de afogamento é salva por morador local".
- Ela pode melhorar. — falou Finn, bebendo de sua garrafa. — OK, garotas, chega de falar dos problemas da Rachel. Está na hora de resolver os meus. Neste jogo, não existem regras ! Nós simplesmente iremos beber, e o último a vomitar ou desmaiar será o perdedor. Rachel, quer jogar ?
- Não, prefiro me manter sóbria até amanhã. — falei, me sentando no sofá. — Mas eu posso supervisioná-los. Para ter certeza de quem será o grande campeão.
- Obrigado. — falou Finn, fazendo um gesto com a mão. — Garotas, levantem suas garrafas e encham a cara!
Quatro garrafas depois...
- Eu não sinto nada. — falou Santana. — Nem meus dedos dos pés.
- É impressão minha ou essa sala está ficando pequena demais ? — disse Finn, encostando na parede. — Estou tendo um ataque de pânico !
- Estou com calor. — falou Quinn. — Vocês se importam se eu tirar a roupa ?
Seis garrafas depois...
- Não tem quando você fecha os olhos e vê aquele ponto preto e quando abre os olhos denovo, ele não está mais lá ? — perguntou Finn. — Isso é triste. Simplesmente triste.
- Ei, sabem o que eu estava pensando em fazer ? — disse Santana, meio que sussurrando. — Adotar um coala.
- Aí, meu Deus ! — exclamou Finn. — Eles não são simplesmente os animais mais... SENSUAIS que vocês já viram na vida ?
- É... — concordou Santana. — ...eu nunca vi... animal mais esperto na minha vida. Finn, me dê a mão, vamos rezar.
- Pelo que ? — perguntou.
- Vamos rezar pelos... — Santana se engasgou. — ...vamos rezar pelos coalas e pelos... pelos coalas e... pelos... pelos... pelos coalas !]
- PELOS COALAS ! — gritou Finn.
Doze garrafas depois.
- Eu vomitei no banheiro. — falou Quinn. — Eu mirei no buraco do vaso, mas ele pareceu tão pequeno e eu fiquei com tanta sede depois.
- Aí, que nojo ! — falou Santana. — Blearh!
- Ah, não ! Meu tapete ! — falei. — Okay, acho que já chega. Finn, admita. Você deve estar ficando velho e sua "proteção" contra ressaca deve ter acabado. É que nem um plano de saúde. Você usou demais e agora eles estão recusando sua carteirinha. Esqueça isso, é bobeira ! Eu estou indo dormir, e quando eu acordar, não quero ver vômito espalhado pela casa !
*
- Bom dia. — falei, encontrando Finn na cozinha no dia seguinte. — Você deixou essas duas dormirem aqui ontem ?
- Tome cuidado como se refere à mim, garota. — disse Santana. — O que aconteceu ontem ?
- Eu também estava com essa dúvida, mas não estava com vontade de passar pela bêbada incosnciente. — falou Quinn.
- As duas malucas vomitaram no meu carpete e no meu banheiro. — disse. — Coisas que eu ainda vou me negar a limpar.
- Rachel, por que não para de se preocupar com coisas fúteis e se preocupa um pouco com os meus problemas ? — falou Finn, deprimido. — Minha vida social acabou. Eu não posso mais sair, tomar todas, e ficar firme e forte no dia seguinte. Sabe, eu fiz outro teste, e parece que a bebida também está afetando outras áreas do meu corpo.
Seus olhos posauram em seu... é.
- Tudo bem... — ele disse, triste. — ...também acho que está na hora de começar a tomar Viagra.
- Finn, você tem vinte e seis anos de idade ! — falei. — E não há nenhum problema em beber com responsabilidade. Além do mais, ficar doidão nem é tão legal assim.
- Quem é essa garota ? — falou Santana, sarcasticamente.
- Rachel, se nós somarmos todo o tempo que eu fiquei bêbado na minha vida inteira, isso deve dar uns seis ou sete anos. — ele disse, me deixando um pouco surpresa. — Eu não consigo curtir sem estar bêbado. Eu sempre me achei meio que um super-herói por nunca ficar de ressaca.
- O Dr. Red Labell ?
- Capitão Vodka ?
- O seguinte é que Finn Hudson não é nada sem um copinho na mão. — ele falou. — Isso é o que me caracteriza.
- Bom, então eu acho melhor você arranjar outro hobbie sem ser ficar doidão, ou eu vou ter que visitá-lo no hospital e você vai fazer xixi por um tubo ligado ao seu amigo particular !
- Amigo particular ? — disse Santana. — Ela fala que nem uma professora de educação sexual.
- Eu ficaria impressionada se ela soubesse de onde é que vem os bebês. — riu Quinn.
- CALEM A BOCA ! — gritei.
*
Aconteceu. Naquela noite. Eu me sinto... uma nova pessoa. Sim, pessoal. Rachel Berry agora é uma verdadeira prostituta. Eu não acredito que eu fiz sexo depois de tanto tempo. E o melhor: eu sai e deixei um bilhetinho dizendo que não estava interessada em compromisso e que ele talvez nunca mais me veria!
Mal podia esperar para contar a novidade para todo mundo! Pena que já é tarde da noite, ou eu alugaria um daqueles aviões que solta fumaça para escrever no céu: "É, eu faço sexual casual!"
- Eu sou uma vadia ! — gritei, abrindo a porta de casa e sorrindo.
Finn não estava na sala. Escutei alguns barulhos vindo do quarto dele e resolvi ir até lá. Os barulhos iam ficando cada vez mais intensos a medida que eu ia me aproximando.
Hesitei em abrir a porta do quarto encontrar Finn e compania. Que se dane, agora eu me considero uma piranha mesmo, posso fazer tudo o que quiser. Abri a porta.
- MAS O QUE...? — gritei. — O QUE VOCÊS DOIS...
- Opa ? — falou Finn, nervoso.
- EU VENHO DIZER QUE EU FIZ SEXO CASUAL PELA PRIMEIRA VEZ NA MINHA VIDA E TE PEGO COM A... COM A... ARGH, EU NEM CONSIGO DIZER !
- Rachel, espere... — falou Finn. — Tem uma boa explicação para tudo isso.
- O que é ? — perguntei, irritada.
- Eu estou bêbado. — falou. — E não sinto nada !
- AH, É ? — exclamei. — BOM PRA VOCÊ !
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