Apartamento 23

5 5- And The Sex Tape


Notas iniciais
Oooi! Tudo bem?
Enfim, minhas provas começam essa semana, então não fiquem muito esperançosas, pois eu tenho que estudar muito e acabar com aquela vadia da matemática.
Hahaha, ontem (domingo), quando eu entrei na minha conta, vi que a fancic "Apartamento 23" tinha 23 reviews. Adoro quando essas coisas acontecem, mas de vez em quando eu fico com medo. Por exemplo, eu nunca olho para o relógio quando o horário da 11:11 ou 10:10. Isso me assusta. Enfim, sabe, essas notas iniciais do capítulo são como meu posfácio. Quem lê qualquer mangá legal aí sabe. Todo escritor bom tem que ter um posfácio. Bom, espero que pelo menos alguém leia isso. Ok, vamos ao capítulo pois não tenho tempo à perder!

- Rachel, acorda... — senti umas cutucadas na parte de trás da minha cabeça. — Rachel, levanta. Eu fiz café!

- AH, MEU DEUS, ESTOU ATRASADA! — levantei, imediatamente. — O que aconteceu ? Onde eu estou ?

- Droga, sabia que você é fraca para drogas. — suspirou Finn. Meus olhos viajaram pelo meu quarto (eu estava meio desesperada) e pousaram em Finn, de pé na minha frente. — Você bateu a cabeça muito forte em uma calçada, perdeu a memória e esqueceu que tem uma dívida de dez mil dólares comigo. A próposito, seu nome é Euto Kagada. Haha, brincadeira! Rachel, por favor, não me diga que...

- EU ESTOU BEM! — gritei. — Que... que dia é hoje ?

- Sábado. — Finn respondeu, confuso. — Nossa, depois eu que sou o doido aqui, hein! Mwahaha! Brincadeira! Nossa, eu estou em ótimo humor hoje! Enfim, eu liguei para sua chefe e disse que você estava com diarréia. Exagerei ?

- Mas é claro que exagerou ! — me levantei rapidamente. — Eu tenho que ir trabalhar !

- ENFIM ! — Finn me segurou pelo braço. — Ela te deu o dia de folga e mandou uma cesta de muffins e um ursinho escrito "melhore logo, estou infeliz com a sua desinteria". O que é desinteria ?

- Acho que é o nome científico para diarréia. — respondi.

- Eu adoro a ciência. — Finn respondeu, deitando-se na minha cama. — Sabe, quando eu fazia faculdade-

- Você fez faculdade ? — perguntei, assustada. — Existe faculdade para vagabundo ?

- Que senso de humor mais sútil... — Finn me deu um olhar estreito. — Enfim, quando eu fazia faculdade, sempre morria de me divertir naquelas aulas de cortar o sapo e jogar suas tripas nas meninas. Haha, elas sempre gritavam e vomitavam. Não é a toa que fui expulso de dezesseis faculdades diferentes.

- Nossa, você era o demônio!

- E ainda sou! — ele respondeu. — Enfim, preciso da sua ajuda. Eu comprei uma estante nova, então preciso que você me ajude a limpar a antiga e, quem sabe, jogar algumas coisas fora.

- Tudo bem. Só preciso tomar café antes...

- Desculpe, eu joguei todo o pó fora para livrá-la de demorar com seu café da manhã e focar-se apenas no que é de meu interesse. — ele disse, me olhando desafiador. — Ser uma vadia manipuladora é um jogo para dois, querida, e eu sei jogar. MUITO BEM!

*

- Então, vamos começar essa limpeza! — disse, animada. Adoro as coisas arrumadas. Adoro organização. Me chame de maluca, mas aos três anos eu já organizava meus ursos de pelúcia por altura, tamanho, cor e fofice. O que foi ? Eu era uma criança! — Essa é a caixa do "vamos guardar", essa é a caixa do "vamos jogar fora" e essa é a caixa do "vamos fingir que eu nunca vi ou toquei nisso", porque, você sabe, em qualquer caso...

- Eu entendi! — ele disse, com uma risada sarcástica.

- Meio pedaço de um rolinho chinês ?

- Isso você pode jogar fora. Espera, acho que não é um rolinho chinês... isso aí é um dedo ?

- Aaah, que nojo ! — gritei, arremessando o rolinho dentro da caixa do "vamos jogar fora". — Uma miniatura de um bonequinho fazendo número dois.

- Rachel, diga CAGANDO ! Esse seu estilo de ser "certinha" me tira do sério. — falou Finn, irritado.

- Pois acho que você não pensou isso na noite passada, não foi ? — disse, me arrependendo em seguida. Finn se levantou e ficou de frente para mim, me encarando. De perto, ele era tão alto quanto um jogador de basquete negro.

- O que aconteceu na noite passada ? — ele perguntou, sua voz perdendo aquele tom brincalhão. — Rachel, responda. O QUE ACONTECEU NA NOITE PASSADA ?!

- Uma DVD escrito "A Ascensão de Finn Hudson"? O que significa isso ! — perguntei, tentando fugir do assunto.

- Nada ! — ele tomou o DVD da minha mão imediatamente. — São algumas gravações de quando eu era bebê. Sabe, quando eu fui circuncizado.

- Você não é circuncizado ! — respondi, tentando arrancar o DVD de sua mão. — E dúvido muito que tenha família.

- Rachel... — ele me parou por um instante. — Sua descrença nos meus sentimentos é realmente horrível. Mas é verdade, eu estou morto por dentro. Enfim! Isso é de minha propriedade e eu irei guardar!

Ele escondeu o DVD. Passamos algumas horas jogando coisas fora. Nunca havia imaginado que naquela estante estaria tanto lixo. Um CD de Rap Gospel, cartas do dia dos namorados, um pote cheio de unhas cortadas, e enfim. Vou parar por aqui porque daqui em diante, a lista só vai ficando cada vez pior.

- Alô ? — disse Finn, atendendo o telefone. Percebi que ele havia deixado o DVD em cima da mesinha da sala. Logo que ele se distraísse, eu poderia pegá-lo. — Hmmm... Aham. Aham. Parece legal. Vou me arrumar, te encontro em quinze minutos.

- O que foi ? — perguntei, empurrando o DVD da mesinha para a caixa que estava no chão. O monte de tralha logo engoliu o DVD.

- O Puck acabou de me convidar para uma tal festa que ele vai dar no apartamento dele para comemorar um comercial de venda de esperma de cavalo em que ele participou. — respondeu. — Enfim, irei sair, não me espere acordado. A não ser que a polícia lhe peça para identificar meu corpo. Aí, sim, me espere acordado.

Alguns minutos se passaram e Finn saiu do apartamento. Estava livre para descobrir o que o tal DVD guardava. Com certeza algum segredo de estado. Quem sabe o Finn havia matado alguém ? Afê, isso não é segredo!

Peguei a caixa das coisas para jogar no lixo e sai do apartamento. Infelizmente, nossa lixeira é no último andar do prédio, então tínhamos que descer até o térreo para jogar algo fora. Encontrei Quinn no elevador enquando descíamos.

- Olá. — disse, sorrindo.

- Sinto cheiro de Finn. — ela suspirou profundamente, sugando quase todo o ar do pequeno elevador. — É uma leve fragrância de shampoo anti-caspa misturado com cocaína. O que tem nessa caixa ? O cheiro vem dela.

- Isso são algumas coisas do Finn para jogar fora. — respondi, e apenas vi seus olhos se arregalarem sobre uma oportunidade de possuir algo que já pertenceu à Finn ou que ele simplesmente tocou. — Ou... vender.

- O produto... é bom ? — ela sussurrou.

- Tem um rolinho chinês que ele comeu... — eu me aproximei dela, e falei no meu maior tom misterioso. — ...e deixou metade.

- EU TE DOU MEU APARTAMENTO POR ESSA CAIXA ! — ela falou, histérica. Comecei a fazer as contas na minha cabeça. Conta de água, luz, pneu furado, aluguel...

- Acho que um dois mil e quinhentos dólares vai dar. — respondi, entregando-lhe a caixa enquanto ela escrevia um cheque.- Ei, ei, ei ! Essas coisas são um Finn legítimo ! Sabe, igual à uma obra de um artista famoso ? Eu quero dinheiro vivo. As coisas aqui são bem preciosas.

- Tem certeza. — ela disse, tirando dinheiro de sua carteira. — E pensar que quase perdi a oportunidade de possuir tudo isso! Mil obrigados, Rachel!

Ela me entregou os dois mil e quinhentos dólares, e meu rosto se iluminou com um sorriso. É claro, meus dentes pareciam mais brancos pois eu TINHA DINHEIRO! Para gastar, vender, rasgar e distribuir. É claro que eu vou fazer apenas a primeira alternativa. MONEY, BITCH!

*

- Olá, Rachel... — Finn entrou no apartamento, desanimado. — ...está fazendo o que ?

- Acredite ou não, eu descobri um jeito muito simples de ganhar dinheiro. — falei, suspirando e encarando o anel na minha mão. — Olha isso ! E nem é bijuteria !

- Enfim... — Finn suspirou cansado. — ...se alguém algum dia lhe convidar para ir á uma festa para comemorar um comercial de esperma de cavalo, recuse. Não vai ser uma festa TÃO animada assim. Ah, mas hoje eu andei de cavalo pela segunda vez na minha vida!

- É ? E qual foi a primeira ? — perguntei.

- Quando eu fugia da embaixada da Inglaterra pois tinha tentado dar o dedo do meio para a rainha. — seu olhar se mostrou pensativo. — Longa história. Enfim, eu preciso daquele DVD que te pedi para guardar na caixa das coisas que vão ficar.

- É claro, está ali ó. — apontei para a caixa.

- Rachel... isso são as coisas para jogar fora. — Finn disse, começando a ficar nervoso. Fiquei tensa imediatamente. Não acredito. Não podia ter cometido tal erro. — Por favor, me diga que você não jogou aquelas coisas fora, por favor!

- É claro que não. — disse, sorrindo nervosa. Finn suspirou aliviado. — Eu as vendi para a nossa vizinha maluca que tem uma "quedinha" por você.

- MAS O QUE ?! — Finn gritou, se levantando. — SUA... SUA... NEM CONSIGO ENCONTRAR UM INSULTO HORROROSO O SUFICIENTE PARA TE DEPRECIAR NESSE MOMENTO ! E O DVD ?!

- Estava na caixa.

- RETARDADA ! VOCÊ NÃO PODIA TER VENDIDO AQUELAS COISAS PARA ELA ! VOCÊ NÃO PODIA TER VENDIDO AQUELE DVD PARA ELA ! — ele fez uma pequena pausa. — Oh-ou. Rápido, pega aquela frigideira ali. Vamos pegar minhas coisas de volta, e vai ser agora !

Rapidamente peguei a frigideira no escorredor de pratos e fomos até o apartamento de Quinn. Bati na porta, e esperamos por ela abrí-la.

- Finn, Rachel ! — ela disse, com um sorriso no rosto. — Que visita inesperada !

- Sua maluca ! — Finn empurrou a porta e entrou no apartamento, antes que Quinn pudesse impedí-lo. — OH ! Meu vídeo !

Corri até a televisão para conseguir ver. Naquele momento, não sabia se eu ria, gritava, ou simplesmente ficava calada.

- VOCÊ FEZ UM VÍDEO PORNÔ ?! — perguntei, histérica, para Finn. — COM SETE ASIÁTICAS ?! COMO É POSSÍVEL UMA PESSOA FAZER SEXO COM OUTRAS SETE AO MESMO TEMPO ?!

- Na verdade, eu não cheguei a fazer sexo com todas elas. Elas faziam sexo entre si, conte isso também ! — ele falou, meio que orgulhoso, enquanto o vídeo rodava.

- Tenho que admitir que foi uma surpresa quando a Rachel me vendeu todas essas coisas. — falou Quinn, dando pausa no vídeo. — Ela estava indo jogar fora !

- Eu provavelmente devo ter confundido as caixas ! — falei, desesperada. — Quinn, houve uma grande confusão aqui. Se eu lhe devolvesse seu dinheiro, poderia me dar as coisas do Finn de volta ?

- Mas é claro que não ! — ela respondeu, dando uma volta no apartamento. — Você me vendeu e está vendido. Não pode pedir de volta.

- DEVOLVA MINHAS COISAS, SUA DOENTE MENTAL, OU... — Finn gritou.

- Ou o quê ? — ela perguntou, com um tom desafiador na voz. — Vai me denunciar ? Tome cuidado, Finn Hudson, pois esse vídeo está para cair na internet. Eu tenho cópias dele espalhadas por todo o apartamento, por toda Nova York, e por uma pequena parte de Ohio!

- Cale a boca. — Finn não pensou e acertou a frigideira na cabeça de Quinn, que não demorou a cair no chão, sendo amparada apenas pelo tapete de centro com o rosto de Finn.

- O QUE VOCÊ FEZ ?! — perguntei, doida.

- Ela estava merecendo. — ele respondeu,calmo. — Enfim, me ajude a pegar minhas coisas antes que ela levante. E acho que deveríamos botar fogo no apartamento para apagar as pistas, o que acha ?

- MAS É CLARO QUE NÃO ! — gritei. — E NÃO VOU PEGAR NADA ! EU VENDI PARA ELA, NÃO PODEMOS PEGAR DE VOLTA ! EU JÁ GASTEI A GRANA !

- Rachel Berry, eu juro, se você não me ajudar a recuperar minhas coisas, eu-

- Awn... — Quinn gemeu deitada no chão. Finn a acertou novamente com a frigideira.

- O QUE VOCÊ FEZ ?! — perguntei.

- DESCULPE, FOI UM REFLEXO ! — ele tentou se desculpar. — Rápido, pega logo as minhas coisas ! E o vídeo também !

Em menos de dez minutos, já haviamos recolhido todas as coisas de Finn do apartamento. E coisas que não eram deles, mas achamos bonitas e queríamos colocar no apartamento.

- ESTOU ME SENTINDO COMO NO PRISON BREAK ! — gritei, enquando voltávamos para o nosso apartamento. — ME SINTO UMA INFRATORA !

- A polícia vai chegar em alguns minutos. — Finn falou, enquanto nós colocávamos nossas coisas (e as coisas roubadas da Quinn) em nosso apartamento. — Tente parecer o mais natural possível !

Suspirei. Aquilo que era uma mudança radical de vida.

*

- Ei, Rachel, saca só isso ! — me chamou Finn. Ele estava deitado no sofá vendo algo em seu computador. Era seu vídeo nojento. — Meu vídeo teve mais de trezentos milhões de acessos !

- Quando você fez esse filme pornô ? — perguntei, com medo da resposta.

- No verão de 2003. Estava precisando de dinheiro para pagar o urso canadense que eu havia comprado. Uma amiga minha tinha escondido as drogas no útero dela, mas ela acabou levando um tiro quando passávamos pelo Brooklyn. Enfim, descobri essa agência que agenda filmes pornôs adultos asiáticos, e então passei uma maquiagem no olho e aprendi as palavras "isso, vadia, isso" e "rebola para mim" e também "você é uma putinha, não é?" em asiático e fiz o tal filme !

- Que história emocionante. — suspirei. — Vou dormir. Boa-noite !

- Boa noite. — ele respondeu, enquanto eu deixava a sala. — Nossa, como eu era gordo naquela época !

Notas finais
Gostaram ? Estava esperando para postar um capítulo em que haveria um rolo com uma fita pornô que o Finn havia feito. Enfim, aí está! Beijããããão!