Apartamento 23

4 4- And The Blackout


Notas iniciais
Oláá! Sim, eu demorei, mas eu avisei! Não me culpem se eu estava ocupado. Sabe, às vezes eu acho que mimo muito meus leitores escrevendo dois ou três capítulos por semana. OK, não são capítulos enormes, mas dão trabalho, e semana que vem eu vou começar a épca de provas, então nem esperem tantos capítulos assim e se sair no mínimo umzinho, fiquem felizes. Eu tenho que me matar de estudar para matemática, ou já vou ficar reprovado!
Enfim, espero que gostem!

- Obrigado por ter ido me buscar na cadeia, Finn. — eu disse, envergonhada, enquanto nós entravamos no elevador. — E desculpe tê-lo feito pagar fiança. Eu prometo que irei compensá-lo.

- Você pode me pagar trezentos dólares. — disse Finn, sorrindo sarcástico. A porta do elevador se fechou e ele começou a subir.

- Ou eu posso lavar sua roupa por uma semana ? — perguntei, ele desfez o sorriso e mirou o chão. — O que foi ?

- Eu estava guardando aquela grana. — ele disse, com certa raiva na voz. — Vai ter um show da Lady Gaga na semana que vem e parece que eu não vou poder mais ir.

- Nós podemos assistir pela televisão ! — eu disse, mas ele apenas me deu um olhar de remorso. — Não fique assim ! Também, eu fui presa pois estava tentando trocar seus lençóis idiotas, e agora aquilo ficará marcado na minha ficha para todo o sempre ! Imagina como vai ser difícil explicar isso para a minha chefe, meu querido ?

- Bom, pelo menos você não tem que aturar você mesma, pois acredite, VOCÊ É UM SACO ! — ele disse, como se sentisse insultado.

- Como você acha que eu não me aturo se eu sou eu mesma ? — ficamos em silêncio por alguns segundos. — É, essa frase nas vez sentido. Mas meu ponto é... Você nunca achará companheiras de quarto melhores do que eu, porque, acredite, ninguém nunca conseguiria viver com você!

- Ah, é ? — Finn estalou o pescoço e cerrou os punhos. — Se prepare, minha querida, pois eu estou prestes a ir todo Nnif para cima de você !

- Cai dentro ! — eu falei.

- OUTRO DIA EU SEM QUERER OLHEI VOCÊ NA BANHEIRA E ACREDITE SÓ... — ele fez uma longa pausa e me olhou no fundo dos olhos. — ...EU NEM FIQUEI EXCITADO!

- Ah, não... pois quere saber-

O elevador saculejou bruscamente. Nós nos olhamos por alguns segundos. As luzes piscaram.

- E é assim que filmes de terror começam. — suspirou Finn. — Você armou isso, né ?

- Armei o que ?

- Tudo. — ele disse, intrigado. — A cadeia. O elevador. Agora você vai me matar e vai fazer tudo parecer uma simples conhecidência, não é mesmo ? Pois fique você sabendo que eu voltarei, e com certeza puxarei seu pé !

- Eu não--

As luzes apagaram, e sentimos o elevador descer lentamente, aumentando a velocidade aos poucos.

- ESTÁ CAINDO ?! — perguntou Finn, gritando.

- MAS QUE PERGUNTA É ESSA ?! — eu gritei, tentando me segurar nas paredes. — MAS É CLARO QUE ESTÁ CAINDO ! NÓS VAMOS MORRER !

- NÃO ERA EXATAMENTE ASSIM QUE EU PLANEJEI MORRER ! — berrou Finn, aquele ponto, nós dois já estavamos sentados no chão, abraçados, e esperando a morte chegar. — OVERDOSE OU ATACADO POR UM GUAXINIM, MAS NÃO CAINDO DE UM ELEVADOR !

- E EU ?! — gritei, com lágrimas de pânico nos olhos. — O QUE EU FIZ NA MINHA VIDA ?! NÃO CONSEGUI O EMPREGO DOS MEUS SONHOS E EU SE QUER CONSEGUI CUMPRIR MINHAS METAS DE VIDA !

- QUAIS ERAM SUAS METAS ?

- ISSO IMPORTA ?! — gritei de volta. — NÓS VAMOS MORRER, E EU SÓ FIZ SEXO COM TRÊS HOMENS DIFERENTES NA MINHA VIDA ! E DOIS DELES SÓ PORQUE EU ESTAVA BÊBADA E APAGADA !

- Sério, três ? — perguntou Finn, calmamente.

- ISSO NÃO É HORA PARA AVALIAR SE EU FAÇO OU NÃO A QUANTIDADE RECOMENDADA DE SEXO ! — gritei. — JÁ ESTAMOS CAINDO À MUITO TEMPO ! NÃO ACHA QUE NÓS JÁ DEVERIAMOS TER CHEGADO AO TÉRREO ?

- TALVEZ O CHÃO DEVE TER SE ABRIDO E NÓS ESTAMOS CAINDO DIRETO PARA O INFERNO ! — Finn disse, chorando. — AH, DEUS ! FAZ TANTO TEMPO QUE EU NÃO CHORO ! SE EU ME LEMBRO, A ÚLTIMA VEZ FOI ASSISTINDO AQUELE FILME DO CACHORRO COM A JENNIFER ANNISTON !

- MARLEY E EU ? — perguntei.

- RACHEL, EU NÃO QUERO IR PARA O INFERNO ! EU SOU CATÓLICO ! NÓS NEM ACREDITAMOS EM INFERNO, ACREDITAMOS ? — ele perguntou, me olhando temeroso.

- ACHO QUE SIM. — respondi.

- MAS QUE MERDA !

O elevador parou abruptamente. As luzes que estavam piscando agora se apagaram. Não sabia se estávamos no térreo, acima dele, ou abaixo dele, no inferno. Finn e eu nos separamos, e ficamos sem dizer nada por alguns segundos.

- Estamos mortos ? — ele perguntou.

- Como eu vou saber ? Nunca morri antes ! — respondi.

- Nossa, nem morta e queimando no mármore do inferno você deixa de ser uma velha chata e reclamona, não é mesmo, Rachel ? — ele disse, sorrindo malicioso. — Ah, e eu ainda quero meus trezentos dólares de volta !

- E todo esse papo enquanto nós morríamos ? — perguntei.

- Foi efeito do pânico. — Finn disse, acendendo um cigarro.

- Desde quando você fuma cigarros ? — perguntei.

- Desde agora. — ele falou, me oferencendo um. Eu apenas acenei negativo com a cabeça. — As pessoas na embalagem parecem tão legais e descoladas !

- Cigarro causa impotência.

- OXALÁ ! — ele apagou o cigarro imediatamente. — Nem diga que outras drogas causam impotência, porque eu não vou parar de ingerí-las. Ou ingetá-las.

- O que faremos ? — perguntei, encostando a cabeça na parede de metal do elevador. Estava fria. — Obviamente estamos presos. Preciso sair daqui ! Minha novela vai começar daqui a pouco !

- É, tente abrir as paredes, Mulher Maravilha. — Finn retrucou. — OMG ! Acabei de receber uma mensagem no Facebook !

- O que diz ? — perguntei, esperando que aquilo você explicar nossa situação.

- Tem uma foto de um dinossauro pensativo e diz embaixo: "Se uma prostituta engravidar, é considerado acidente de trabalho?" Hahahaha ! — ele disse, digitando em seu telefone. — LOL.

- O QUE ISSO TEM A VER COM NÓS ESTANDO PRESOS NO ELEVADOR ?! — eu perguntei, histérica.

- Ah, é... — Finn forçou a vista contra a pequena telinha de seu iPhone. — Tem uma mensagem no rodapé que diz que houve um apagão na cidade e que ficaremos sem luz por aproximadamente 17 horas.

- 17 HORAS ?! — gritei.

- Me desculpe, eu li errado. — suspirei aliviada. — São exatamente 71 horas.

- O QUE ?! ISSO NÃO PODE ESTAR CERTO ! — peguei o telefone de sua mão. — Aqui diz 7 horas. Onde você viu o número um aqui ?

- Não sei... — ele esfregou os olhos. — ...enquanto estávamos caindo eu achei umas pílulas no fundo da minha mochila e tomei... talvez fossem aspirinas, talvez não...

- Seu idiot... Tem mais alguma aí ?

Algumas horas se passaram após Rachel tomas as "aspirinas"...

- Finn, Finn... — eu cambaleei e me sentei ao seu lado. — ...me desculpe.

- Pelo que ?

- Por ser uma vadia detestável. — eu deitei minha cabeça em seu colo e ele estava fazendo trancinhas em mim. — Desde que eu me mudei para cá, estava tentando fazer minha vida dar certo. Por acaso eu te contei que estava noiva ?

- Sério ? — ele perguntou.

- Sim, sim... — suspirei profundamente. — ...nossa, essas aspirinas são boas ! De que é feito esse bagulho ?

- São de Amsterdan. — Finn respondeu.

- Não, eu quero dizer de substância. Do que é feito ? — perguntei novamente.

- De Amsterdan. — Finn respondeu, como se eu não estivesse entendendo a resposta. — Enfim, conte-me a história de seu noivo.

- Bem, nós costumávamos namorar no colegial. — senti-me fazendo uma viagem espiritual pela minha mente e alma. O bagulho é sinistro, é irado, é louco, mano... — O nome dele era Jessie. Ele meio que era meio que meio que... o que nós estavamos falando mesmo ?

- Eu não sei... — suspirou Finn. — Rachel, posso te contar um segredo ?

- É claro, você pode me contar TUUUUUUDO o que você quiser. — disse, ficando sentada ao seu lado. — Só não me diga que você é gay, é ?

- Não, não é nada disso. — falou Finn, rindo. — Mas não estou dizendo que eu nunca participei de uma suruba e que nunca passei mãos em lugares que não deveria, hihihihi...

- Seu safado ! — eu ri, dando um soco no seu ombro. — Do... do que nós estávamos falando mesmo ?

- De coalas. — respondeu Finn.

- Nossa, como eles são animais espertos, inteligentes, flexíveis, autônomos e sensuais... — balbuciei.

- Quem são animais espertos, inteligentes, flexíveis, autônomos e sensuais ? — Finn perguntou.

- Do que nós estamos falando mesmo ?

Mais três horas se passaram, faltando apenas uma hora para à energia voltar...

- Não acredito que me deixei levar pela situação e usar drogas ! — falei, com uma baita de um enxaqueca, andando de um lado para o outro no elevador. — Eu prometi para meus queridos pais que quando eu me mudasse para NY não entraria no mundo sujo das drogas !

- Relaxa... — falou Finn, ainda meio tonto. — Eram só aspirinas. Você precisa calar a boca e parar de reclamar.

- Pois eu NÃO vou calar a boca e NÃO vou parar de reclamar ! Você está me tornando uma pessoa horrível ! Se eu nunca tivesse vindo morar com você, NADA DISSO TERIA ACONTECIDO !

- É ? E sua vida seria ainda mais fútil, infeliz e sem sentido ! — ele falou, aquelas palavras me calando naquele exato momento. — Rachel, você é muito preocupada com o futuro ! Você nunca vai conseguir viver uma vida normal e saudável se continuar se preocupando ! Vai ver que, um dia, enquanto você fala no telefone com seu chefe, você escorrega da plataforma do metrô e morre ?

- ... — ele fez uma longa pausa, e eu apenas mantive o silêncio.

- Você não vê ? Pois deveria abrir esses pequenos olhos e começar a enxergar que no seu futuro... haha, o seu futuro é incerto, minha querida ! A qualquer minuto nós podemos morrer e tudo irá mudar. Ou a qualquer minuto nós podemos ganhar na loteria e tudo também irá mudar. Você se mudou para Nova York ! Você está esperando que a cidade seja boazinha com você só porque você fez tudo certo ? Não ! Eu fiz tudo certo. E o que a cidade fez comigo...

- O que ? — perguntei, curiosa.

- Rachel, você já teve vontade de agarrar alguém e simplesmente mandar essa pessoa calar a boca, ou você mesmo calar a boca dela ? — Finn perguntou. — Pois eu tenho essa vontade. Todos os dias. E adivinha de quem é a culpa ? Você!

- Ah, me desculpe, senhor "eu vendo drogas, mas eu sou honesto", se eu quero ter um futuro correto e programado ! Não posso mais esperar que a vida me ajude, pois até agora, ela só me prejudicou ! Eu tenho que me erguer e tomar uma atitude, POIS NINGUÉM IRÁ TOMAR PARA MIM !

Foi nesse momento que até a luz de emergência se apagou, e tudo ficou realmente escuro. Não consigo enxergar mais Finn, e nem ele conseguia mais me enxergar.

- Me desculpe... — eu disse, suspirando. — ...eu tenho sido uma chata.

- Rachel, cale a boca. — Finn falou.

- Também você não precisa ser tão... — e, para que aquela cena se tornasse meu pesadelo depois, dois semi-drogados naquele elevador apertado não tinham nada melhor a fazer do voar em cima um do outro. Eu admito, até hoje me arrependo daquilo.

Beijar Finn... "Rachel e Finn se beijaram". Colocando dessa maneira, nem parece tão estranho, parece ? MAS É CLARO QUE PARECE !

- O que você... — eu o afastei, procurando por alguma luz no ambiente para tentar enxergar seus olhos.

- Eu só queria que você calasse a boca... — ele pôs o dedo por cima dos meus lábios e riu. — Esquece isso.

- Como esquecer ? — perguntei, incrédula. — Você acabou de me beijar ?! Não faz idéia de como isso é esquisito ? E não faz idéia de como nós vamos no arrepender por isso no futuro ?

- Rachel... — ele suspirou, e me puxou pelos braços, me fazendo sentar ao seu lado. Se aquele era se quer seu lado. — ...você está fazendo aquilo de novo. Está se super preocupando. Ainda falta uma hora para essa maldita energia voltar ! Quer tomar mais alguma aspirina e ficar doidona de novo ?

- Tudo bem. — falei, pegando a pílula da palma de sua mão. — Só tenha certeza que você tem camisinhas aí para no caso de nós acabarmos fazendo sexo aqui.

- Não se convença. — falou Finn. — Eu não sou assim "tão" fácil.

Notas finais
Gostaram ? Gnt, primeira cena Finchel! É claro, vou bem pouco, mas Finchel já começa a aparecer! O que acharam ? Deixem review !