Apartamento 23
3 3- And The Sheets
Notas iniciais
Hoje é segunda-feira, então a semana começou novamente. Como foi a segunda de vocês? Uma derrota?
Enfim, a minha foi boa. Meu aniversário é em setembro, dia 14, então se vcs lembrarem, deixem um reviewzinho, ok ?? Olha só, já estou fazendo bastante planos para a fanfic.
Ah, obrigado quem deixou review nesses dois capítulos ! Bem mais do que eu havia esperado, mas tudo bem.
Enfim, vamos ao capítulo, e hoje é segunda!
FOX, 19:00 novos episódios de aparment 23 ninguém perca !
- Bom dia, Rachel. — disse Finn, enquanto eu caminhava até a cozinha calçando meus saltos. Eu sou uma profissional, tinha que parecer alta ou ninguém me respeitaria. — Dormiu bem ? Nossa, você parece radiante hoje ! Passou alguma coisa especial no seu cabelo ?
- O que você quer ? — perguntei, cortando-o. — Não há motivos para você puxar o meu saco a não ser que queira alguma coisa.
- Nossa, essa sua desconfiança de mim está realmente me deixando para baixo ! — disse Finn, me seguindo, enquanto eu saia do apartamento. — Toma, eu trouxe essa garrafinha com café para você. Enfim, eu estava precisando trocar esses lençóis e você tem que me levar a Pottery Barn hoje. O prazo expira as seis horas.
- Estou muito ocupada, não posso levar você a lugar nenhum. — respondi, enquanto bebia do café. — Por que você simplesmente não pega um ônibus ? E, explique-me denovo, por quais motivos você não dirige ?
- Rachel, eu sou o que chama de disk bêbado. — ele respondeu.
- O que é isso ? Você vende bebida ? — perguntei, tentando ignorar o fato de que ele estava bebendo vodka de sua canequinha. Não sei como essas pessoas ainda não estão mortas.
- Não, quando as pessoas me ligam eu estou bêbado, e geralmente eu as insulto. É claro que eu não preciso estar bêbado para insultar uma pessoa. — ele pigarreou, e me examinou de cima para baixo. — Vocè é o desegrado aos olhos. Viu ? E eu ainda nem estou calibrado. É que quando eu estou bêbado, fico fora de mim. Eu ganho uma outra personalidade. Eu chamo ela de Nnif.
- Nnif é Finn ao contrário. — eu retruquei. — E ainda assim não lhe levarei a lugar nenhum. Estou trabalhando o máximo para tentar ganhar uma promoção. Estou cheia de dívidas para pagar.
- Rachel, eu cuspi nesse café. — ele disse. Sem pensar, eu cuspi o café para fora da minha boca.
- MAS POR QUE ?! — perguntei, indignada. — QUAL É O SEU PROBLEMA ?!
- Você sabe ! Você é irritante, e eu costumo fazer coisas ruins com as pessoas que me tiram do sério. — ele disse, tirando um óculos preto do bolso e colocando-o. — Eu já mexi na sua gaveta de roupas, e por favor ! Você arruma suas meias por cor e tamanho ! VOCÊ ESTÁ SERIAMENTE PRECISANDO TRANSAR ! Ah, e eu também limpei a privada com a sua escova de dentes.
- MEU DEUS !! EU PONHO AQUILO NA MINHA BOCA ! — eu gritei.
- Hmmm, acho que você não deveria botar. — ele disse, com o tom igual ao "você não deveria ter feito isso". — O negócio é o seguinte: você dorme. E enquanto você dorme, eu faço coisas. Eu sou que nem o Batman. Cavaleiro da noite. Eu costumo trabalhar de madrugada, geralmente quando estou ligadão. Vem cá, por acaso você achou algumas pílulas azuis ?
- Não... — eu disse, coçando a lingua com os dedos.
- Hmmm... — ele suspirou, pensativo. — ...enfim, se você não quer uma bela surpresinha nas suas calcinhas hoje a noite, é melhor que você tome esta maldita chave, ligue aquele maldito carro e me leve até a maldita loja para que eu poça trocar esses malditos lençóis !
- Está bem ! — eu gritei, enquanto desciamos as escadas para o estacionamento. — Mas você terá que vir comigo para o trabalho e depois nós iremos para loja. AAAH ! Eu tenho algumas "regrinhas".
- É... — ele disse, pensativo. — ...nunca faça aspas com os dedos. Fazem as pessoas acharem que você se acha superior a elas. E eu juro, se você fizer isso novamente, eu corto seus dedos fora e misturo eles no seu café, e aposto que você nunca vai reparar.
- Qual o problema das minhas aspas ? — perguntei, enquanto nós entrávamos no carro de Finn. — Achei que me fizessem parecer inte-
- NUNCA MAIS FAÇA AS MALDITAS ASPAS ! — Finn gritou, me assustando. — EU MENTI SOBRE AS PÍLULAS AZUIS ! EU ACHEI, EU TOMEI, E AGORA EU TO LIGADÃO !
- Maconheiros... — eu suspirei profundamente, enquanto tirava o carro da garagem e seguia para fora do apartamento.
- UUUH ! RÁDIO ! — ele disse, mexendo no rádio do carro. — TEM BEYONCÉ AÍ ? LIGA ! LIGA ! LIGA !
*
- Não acredito que eu concordei trazer você para o meu trabalho. — disse, enquanto nós pegavamos o elevador para subir até o andar onde eu trabalho. — Vem cá, eu sempre fui curiosa sobre isso... por acaso, você não trabalha não ?
- Mas é claro que eu trabalho ! Ou como você acha que eu pago minhas contas ? — ele disse, incrédulo. — Eu trafico drogas no tempo vago e sou vagabundo em tempo integral ! Uh-hu !
- E isso dá dinheiro ? — perguntei, curiosa.
- Mais do que você faz aqui. — ele disse, enquanto desciamos do elevador no andar onde eu trabalho. — E você ainda pode usar sua própria mercadoria ! É, tipo, o melhor trabalho do mundo. É claro, depois de cafetão.
- Fale baixo ! — disse, enquanto passávamos pelos asiáticos. — Aqui não é alguma favela onde você simplesmente pode gritar seus palavrões e palavras de baixo calão.
- Palavras de baixo calão ? — Finn perguntou, me olhando torto. — Rachel, duas palavras para você. FAÇA SEXO ! Nossa, você está mais chata que uma senhora que joga alpiste para os pombos !
- Tanto faz... — eu respirei, enquanto entrávamos no escritório da minha chefe. — ...não me envergonhe ou eu serei demitida, e você terá que me sustentar com o dinheiro das drogas... Tina, bom dia !
- Rachel, é um péssimo dia. — ela falou, virando a cadeira para me encarar. Seu cabelo estava bagunçado do lado esquerdo e arrumado do lado direito. Ela usava duas cores diferentes de sombra e seu terno de sempre estava rasgado em uma das mangas. — Ocorreu outro terremoto na Coréia e eu perdi mais alguns ancestrais. Minha chapinha quebrou e meu cabelo ficou assim. Eu deixei cair shampoo em um dos olhos e acho que borrei a maquiagem.
- Você está SIMPLESMENTE linda ! — disse Finn, dando ênfase no simplesmente. Dava para sentir de longe o sarcasmo na sua voz. — Olha, é difícil ver coreanas sexy, mas você se superou !
- Sou asiática. — confirmou Tina.
- Hmpf. — Finn deu de ombros. — Elas também dão para o gasto.
- Então, Rachel, não vai me apresentar o lindo rapaz ridiculamente alto ? — Tina perguntou, com cara de safada. — Ele é seu namorado ? Irmão ? Sobrinho ? Tio ? Irmão de outra mãe ? Presidiário em condicional ? Traficante ?
- Não, não, não, não, talvez sim, vamos colocar indefinido nessa pergunta e sim. — Finn respondeu, me roubando a palavra. — Posso te arrumar umas coisas da boa, se quiser.
- Ah, querido, muito obrigada, mas eu já tenho um traficante. — ela disse, me mostrando uma foto de um menininho também asiático segurando maços de cigarro. — A comunidade asiática é bem complicada.
Os dois riram. Já até vi. Aquele seria um LONGO dia de trabalho...
*
- É ali. — disse Finn, apontando para o outro lado da rua enquanto eu estacionava. Aparentemente, aquele não tinha sido um dia de trabalho TÃO ruim. É claro, Finn e Tina se deram bem de uma maneira super estranha, mas são coisas da vida. — Vamos, rápido, temos dez minutos para trocar esses lençóis.
- Finn, será que eu posso te pedir uma coisa ? — perguntei, enquanto nós atravessávamos a rua. Ele acenou positivo com a cabeça. — Não fique "amiguinho" da minha chefe.
- E lá estão as aspas denovo ! — disse Finn, empurrando a porta da loja para mim entrar. — Que droga, Rachel, para com isso ! Argh, enfim... você deve ter se perguntando por que eu nunca venho aqui sozinho.
- Isso passou pela minha cabeça. — respondi.
- É por causa da assistente de trocas e devoluções. — disse Finn, me dando a nota fiscal do lençól enquanto nos caminhávamos. — Ela me intimida.
- Hahaha ! Não vai me dizer que ela é uma daquelas assistentes gordas que arrumam briga com os clientes, vai ? — Finn não precisou me dizer nada. Procurei entre os caixas pela placa "Trocas e Devoluções", e achei. E bem atrás desse balcão estava 'essa tal' assistente, devorando uma barra de chocolate Kit Kat. Em seu crachá eu lia "L. Zizes". — Ah, meu Deus ! Parece uma versão branca da Rasputia !
- Boa noite, como possar lhes ajudar ? — ela perguntou, atirando a embalagem da barra de chocolate no chão e apertando o botão do microfone. — Limpeza no corredor seis.
- Eu vim aqui devolver esses lençóis. — disse, confiante. Finn se escondia atrás de mim. Apesar de um homem alto, ele não era lá tão intimidador.
- Motivo da devolução ? — ela perguntou, nossos olhares batalhando como gladiadores ferozes, mas aquela era mais uma batalha que eu não estava disposta a perder.
- Eles são muito pequenos e meus pés ficam de fora. — respondeu Finn, logo voltando a se esconder atrás de mim. Estava com meu melhor olhar desafiador e pose de "ei, vadia, eu vim trocar esses lençóis, e caso você não aceite, estou disposta a enforcá-la com eles".
- Você tem a nota fiscal ? — ela perguntou.
- Aqui. — mostrei-a a nota fiscal.
- Número do registro ? — perguntou.
- 33.289.5366.917. — respondi.
- Data e hora da compra ? — perguntou.
- Dia 26 de julho de 2012 às 15:24 da tarde. — respondi. Senti que estava quase ganhando aquela batalha.
- Descrição do objeto ? — ela perguntou, tirando do bolso outra barra de chocolates Kit-Kat.
- Lençól Star Wars, 100% algodão, dois mil fios. — respondi.
- Seu nome é ? — perguntou.
- Rachel Berry. — respondi, com um sorriso desafiador no rosto.
- Quantos dias tem um ano ? — perguntou.
- 365. — Mesmo que aquela pergunta não fizesse sentido, qualquer uma que ela me perguntasse e que garantisse que eu passase no teste valia para mim.
- Quantos anos tem um dia ? — perguntou.
- Isso nem faz sentido. — respondi.
- Qual meu sabor favorito de barra de chocolate ?
- Chocolate, é óbvio.
- Quantos Kardashians existem ?
- Muitos.
- Depois de P e B ?
- Sempre se usa M.
- Qual a cor da minha calcinha ? — ela me mandou um olhar desafiador.
- Você não está usando. — retruquei, sentindo a vitória eminente.
- Desculpe, o horário de trocas é até as seis. — ela disse, apontando para o relógio, que afirmava seis e três. — Game Over, bitch !
Senti meu sangue fluir e aquela raiva tomar conta do corpo. Comecei a tremer enquanto segurava aqueles malditos lençóis e aquela assistente roliça devorava outra barra de Kit-Kat enquanto ria que nem uma psicopata.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH ! — berrei, enquanto pulava o caixa e voava no pescoço dela.
Depois disso, fui tomada pelo meu segundo eu, que depois desse dia resolvi batizar de Lehcar, que é Rachel ao contrário. Não me lembro de mais nada além da ambulância chegando para salvar a gorda que estava se sufocando com o chocolate e a polícia vindo me buscar. Minha visão ficou dupla, e eu tinha quase certeza de que estava babando.
- Não se preocupe, Rach ! — gritou Finn. — Eu consegui trocar os lençóis ! Tudo vai ficar bem agora !
E ainda por cima isso ! Bom, pelo menos eu troquei os lençóis ! Então essa é uma vitória de Rachel Berry ! Na sua cara, sociedade !
E quem sabe, uma noite na cadeia pode ser uma experiência gratificante.
Notas finais
Já estava na hora da Rachel dar uma de louca e sair quebrando tudo. Enfim, espero comentários. Obrigado, minhas lindas leitores ! Até o próximo capítulo !
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