Apartamento 23

23 23- And The Ski Trip


Notas iniciais
Oi gente. Caramba, eu estou muito feliz que a temporada vai acabar. Não em um sentido ruim, mas eu preciso de umas férias... olha, teve alguém que perguntou nos reviews se vai ter ou não recesso que nem na TV, mas eu acho que não, eu não consigo ficar tanto tempo sem escrever, quem sabe eu tire uma ou duas semanas de folga, mas voltarei a postar os novos capítulos o mais rápido possível. Estamos a praticamente um passo de um final emocionante, então, não vou nem precisar dizer que estou esperando reviews e recomendações, hein ? Então, aqueles que estão esperando até o último momento, agora é a hora! Bom, nesse capítulo ainda teremos a constante separação do Puck e da Santana, mas se o destino (ou, nesse caso, o autor) quer eles juntos, então eles vão ficar juntos! E é para isso que a segunda temporada serve! Okay, vão ler!

- Bom dia... — disse Puck, arrastando os pés enquanto andava. Olhei para o relógio. É, eram meio-dia.

- Ah, desculpe, você tá falando comigo ou dormindo com outra pessoa ? — perguntou Santana, da maneira mais displicente possível.

- Nós não estamos mais juntos, você não tem mais o direito de falar comigo desse jeito. — respondeu Puck. Finn revirou os olhos. Se quando eles estavam juntos já era um saco, ainda mais quando eles estão separados. — Vocês simplesmente vão ficar aí calados ?

- Hmm, não sei... — respondeu Finn, sarcasticamente pensativo. — ...me meter na briga de um casal recém-separado onde de um lado, um antigo delinquente juvenil e do outro uma possível serial killer... não, estou bem quietinho mesmo.

- Gente, quando andarmos em grupo novamente vai parar de ser estranho ? — perguntei, Santana virou a cara e Puck também. — Eu sinto que só fazemos coisas com o Puck separados das coisas que fazemos com a Santana.

- Ah, Rachel, eu tenho a resposta para a sua pergunta. — disse Santana. — Quando CERTAS PESSOAS, sentiu a ênfase ? Quando CERTAS PESSOAS descobrirem a diferença entre terminar e dar um tempo.

- NÓS ESTÁVAMOS DANDO UM TEMPO ! — gritou Puck, enquanto ela saia da sala. — Ai, Meu Deus...

- Eu fiz planos para esse final de semana, e não vou deixar que essas brigas idiotas entre você e a Santana nos atrapalhem. — Finn levantou os olhos do jornal (ele não lê pelas notícias da cidade, e sim pelos quadrinhos. Da última vez que ele pensou em ver o que andava acontecendo em NY, descobriu que o avô dele levou um tiro). — Meu NAMORADO me convidou para passar o final de semana no chalé da família dele. Nós podemos esquiar !

- Legal. — disse Puck, meio mais ou menos.

- Não acha que nós iremos atrapalhar lá enquanto os dois coelhos estiverem "copulando" ? — perguntou Finn, ironicamente. — Ah, e lembre-se de ensiná-lo a colocar a camisinha, ou ele pode escorregar e te engravidar. E quando você der a notícia a ele, também lembre-se de contar que você não engoliu o bebê, tudo bem ?

- Eu senti ciúme aí ? — perguntou Puck. — Pois eu tenho CERTEZA que senti ciúme aí.

- Ok, qual é a de vocês e as ÊNFASES ? — perguntou Finn, se levantando. — PERCEBERAM QUE EU COLOQUEI ÊNFASE NA ÊNFASE ?! ISSO NÃO QUER DIZER NADA !

Ele saiu, e bateu a porta.

- Uau, alguém está enfrentando algumas dificuldades tentando aceitar que Rachel Berry agora é uma mulher comprometida. — disse Puck, voltando sua atenção para mim. Me senti extremamente culpada ao ver Finn saindo.

- Argh, eu odeio isso. — disse, escondendo meu rosto com as mãos. — Sabe, vai fazer um ano desde que eu me mudei para NY e vim morar com o Finn. E desde então, eu nunca tive nenhum relacionamento sério. Eu imaginava que quando arrumasse um namorado, um dos requesitos principais seria o Finn aceitá-lo e me dar a maior força.

- Se ele não for, eu vou. — disse Puck. — Exceto, é claro, que a Santana não vá.

- NÃO ! Vocês não tem o direito de decidir isso ! Os dois vão, e vou fazer questão de que passem a maior parte do tempo possível juntos e a sós ! — reclamei. — Ou vocês vão se acertar, ou vão passar a aturar a compania um do outro !

Puck deu de ombros e saiu. Ainda vejo muito água para rolar...

*

- Não estão animados ? — perguntei, na noite de sexta-feira, quando estávamos para sair. — Nós quatro, três horas de viagem de ônibus, esquiar na manhã de sábado e domingo, ficar perto da lareira...

- Sexo, sexo, sexo, sexo, sexo... — disse Finn. — ...desculpa, eu disse isso muito alto ?

- Por que não está arrumado ? — perguntou Puck, arrastando as malas do quarto até a sala.

- Eu não vou. — respondeu Finn.

- Por que ? — perguntei, incrédula.

- Eu não sei, Rachel, quem sabe você possa me responder ? — ele perguntou, eu soltei as malas que carregava no chão, apenas para me focar em ouví-lo. — Eu não quero passar um final de semana inteiro preso na mesma casa que o casal do ano e você e seu namorado.

- Você é um idiota. — disse, abrindo a porta e saindo. — Como meu melhor amigo, você deveria estar me apoiando. Não acha que eu não sei como é estranho namorar meu próprio assistente ? Sabe, Finn, até eu acho que isso é desespero.

- Finalmente, alguém falou ! — soltou Santana. — Deus, não sabe como isso estava entalado na minha garganta.

- Rachel, eu não estou indo porque eu simplesmente NÃO quero ir. — ele respondeu. — Sentiu a ênfase no "não" ? Quer dizer que eu sustento a idéia. Com ÊNFASE.

- Não, quer dizer que você não se esqueceu de mim. — disse.

- Agora as coisas vão ficar bem pesadas. — murmurou Puck. — Ei, Santana, quer esperar lá fora e aproveitar a tensão que ainda paira entre nós ?

- É claro. — ela disse, saindo do apartamento. — Você sabe o quanto eu adoro... tensão.

- O que ? — perguntou Finn, se sentindo ofendido, e gritando.

- Você me escutou. — disse, confiante. Vocês sabem que quando Rachel Berry entra em uma briga, ela não entra pra perder. — Desde o primeiro minuto que você conheceu meu assistente, ficou louco de ciúmes, pois não consegue aceitar a idéia de me ver feliz ao lado de outro homem que não seja você.

- VOCÊ FUMOU DROGAS ?! JÁ DISSE PARA NUNCA, NUNCA OLHAR NAS MINHAS GAVETAS ! — gritou Finn. — E, não, eu não estou com ciúmes. Eu não ligo para você e seu namorado idiota. E você seria uma mulher de muita sorte se me tivesse, mas esse navio já se foi !

- Tudo bem, Finn, fique em casa por um final de semana inteiro aproveitando a solidão e compania da sua galinha de estimação. — disse. — Espera, onde ela estava ?

- Ela passou por uma fase que o veterinário chamou de "puberdade aviária", e ficava colocando ovos o tempo todo. — ele respondeu, esquecendo da nossa briga por um minuto. — Eu achei que seria uma boa idéia... enfiar uma rolha no... buraco por onde saem os ovos dela.

- E...? O que aconteceu ?

- Ela teve hemorragia interna, agora é estéril e não faz côco. — ele respondeu. — É melhor você ir, Rachel, vai perder seu... ônibus.

Sai sem me despedir. Poderia gerar outra briga.

- Poko-Popo-Kokopo. — tradução: "Você não aprende, não é mesmo? Está deixando a garota dos seus sonhos ir embora!".

- O que você sabe, você é só uma galinha. — resmungou Finn. — E cale a boca, não estou a fim de escutar sermão de uma ave.

- POKOPO-POKOKO-POKOLOKOKO! — tradução: "Tome bastante cuidado, mocinho ! Eu posso ser uma galinha ordinária, mas eu posso quebrar sua cara ! E, só porque disse isso, eu vou cagar pela sua cama inteira hoje!"

- O que está dizendo, você não pode cagar ! — berrou Finn.

- POKO-KOKO... — tradução: "Bom, eu... eu posso... eu... ah, cale a boca, humano. Sua insignificancia me desgraça. E fique sabendo que, quando as galinhas dominarem o mundo, eu vou te nomear meu escravo sexual! SEXUAL!"

- Eu preciso me tratar. — disse Finn, enterrando o rosto em uma almofada e tampando os ouvidos com as mãos.

*

- Rachel, que horas dizia que o ônibus estaria aqui ? — perguntou Santana.

- Nove horas. — respondi.

- São oito e quarenta e alguém acabou de acender um baseado. — completou Puck. — E eu nem sei se isso aqui é mesmo uma rodoviária.

- Rachel, você dê um jeito, porque eu estou congelando e se ficar um pouquinho mais frio, acho que meus mamilos vão rasgar minha blusa. — resmungou Santana. Puck abafou o riso. — Ótimo dia para não usar sutiã.

- Você pode usar o meu casaso. — disse Puck, entregando o casaco a ela. Eu morri de vontade de fazer "aaaaaaaaaah", mas me contive.

- Obrigado. — ela respondeu, baixinho. — PORRA, RACHEL, ONDE ESTÁ SEU NAMORADO IDIOTA E O CARALHO DO NOSSO ÔNIBUS ?!

- Sabe, gritar e me xingar não vai resolver. — eu disse. — Às vezes, você tem que usar psicologia reversa para resolver nossos problemas.

- REVERSA VAI FICAR A SUA CARA DEPOIS QUE EU QUEBRAR VOCÊ EM TRÊS ! — gritou Santana. — Estou com tanto frio que nem consigo te insultar direito.

- Deixa comigo... — disse Puck, dando um passo a frente. — ...você é uma vadia egoísta, desesperada e louca por sabonetes decorativos ! Assim está bom ?

- Ah, que gentil da sua parte.- disse Santana, sorrindo.

- Eu vou ligar para ele. — disse, pegando o telefone. Disquei o número de Mark e esperei alguns minutos. — Alô ?

- "Rachel, onde você está?" — ele perguntou, do outro lado da linha.

- Na rodoviária, esperando por você e pelo ônibus ! — gritei.

- "Uh, nesse caso, tenho uma má notícia." — ele disse.

- VOCÊ FOI EMBORA SEM NÓS ? — perguntei, gritando. Li os lábios da Santana fazendo os movimentos "eu vou te esganar".

- "Ahn... eu tenho duas más notícias, então." — ele disse, suspirando.

Após dez minutos de conversa, lá se foi minha esperança de um relacionamento sério. Pelo telefone.

- Isso foi humilhante. — disse, desligando o telefone e sentando no meio-fio da calçada. Olhava, do outro lado da rua, um grupo de adolescentes fazer uma boca de fumo. — Eu vou achar o amor algum dia ?

- Você não vai achar, porque você não precisa procurar. — disse Puck, sentando no meio-fio ao meu lado e me abraçando. — Ele já está do seu lado, apenas esperando.

- Eu sentaria no chão ao seu lado, Rachel, mas está tão frio que não consigo sentir minha bunda. — disse Santana, tremendo. — Vamos para casa, por favor...

- Não temos mais dinheiro para o táxi. — disse, encolhendo o corpo e abraçando os joelhos. — Vamos ter que sobreviver aqui até morrermos.

- Ou... podemos ligar para o Finn e pedirmos para que ele venha nos buscar ? — disse Puck, meio nervoso. — Vem, levanta.

- Não. — disse, destemida. Eu encontro as horas mais inapropriadas para dar uma de corajosa. — Eu não quero a ajuda do Finn. Não preciso dele. Vou dar meio jeito de chegar em casa sozinho.

- Acho que o bordel já fechou essa hora e que, no frio, os clientes ficam meio "tímidos", se é que me entende. — disse Santana. — Eu vou ligar para o Finn. Se quiser, fique aqui e morra de frio.

*

No exato momento em que Finn chegou de carro, começou a nevar. Coloquei o capuz do casaco para me proteger da neve.

- Ora, ora, ora... — disse Finn, ironicamente. — ...o que os três estão fazendo aqui ? Achei que não precisavam mais de Finn Hudson e que poderiam se virar sozinhos mesmo...

- PÉSSIMO HORA, FINN ! — gritou Santana, correndo para o quarto. — Eu ficaria aí fora e gritaria com você mas um pouco, mas estou congelando e vou fechar os vidros porque quero evitar... sabe, todo o constrangimento.

- Nós não viajamos e a Rachel acabou de terminar com o namorado. — disse Puck. — Faça graça disso, campeão.

Puck também entrou no carro e fechou a porta.

- Desculpa. — disse Finn, sentando-se no meio-fio ao meu lado. — E-eu não sabia... você está bem ?

- Estou ótima. — disse, afastando as mãos dele de mim quando ele foi me abraçar. — Não preciso da sua ajuda. Não deveria estar me consolando, deveria estar feliz. Não era isso que você queria ? Me ver solteira para sempre ?

- Não é isso, Rachel... — ele disse. — ...olha, esse chão de concreto é como o inferno gelado, então, será que podemos ter essa conversa no carro ?

- Nós não vamos ter conversa nenhuma. — disse. — Todo esse tempo que eu estive aqui. Eu refleti direito sobre o que eu devo fazer conosco...

- E...?

- Eu vou me mudar.

- O que ?! — perguntou Finn, incrédulo. — Você não pode se mudar, Rachel, não pode.

- Por que ? — perguntei. — Eu realmente preciso explicar ?

- Rachel, eu te amo. — disse Finn. — Era isso que queria ouvir ? Queria me ouvir admitindo que eu ainda sou... vamos dizer "moderadamente" apaixonado por voce ? Então, aí está. Apenas, por favor, vá para casa e eu deixo você se mudar para qualquer lugar que quiser. Quer morar debaixo de ponte, vai fundo !

- Obrigado. — eu disse. — Anda, vamos para casa. Eu tinha preparado um dedo do meio para você, mas está tão frio que não consigo tirar meu dedo da posição. Ugh...

*

De volta no apartamento, no dia seguinte, na manhã seguinte...

- Você acha que aqueles dois vão se acertar ? — perguntou Puck à Santana.

- Não sei. — ela disse, folheando nossas cartas. — Um novo catálogo da Ralph Lauren ! Toma, o resto é lixo.

- Ei, é uma carta da mãe da Rachel. — disse Puck, abrindo-a. Lembre-me de ficar irritada com ele por isso. — Está dizendo que ela virá para Nova York na semana que vem visitar a filha.

- NÃO ACREDITO ! — gritou Santana.

- Nem eu... — disse Puck.

- Dá uma olhada nessa liquidação ! Tudo por apenas 29,90 ! — ela disse, e Puck tentou não rir. — Ah, o que você estava dizendo sobre a mãe da Rachel e tal ?

- Ela está vindo para a cidade. — disse Puck, pensativo. — Nossa, ainda me lembro da época que ela costumava distribuir cigarros na sala de aula...

- Ah, Shelby ? — perguntou Santana.

- Qual outra mãe da Rachel você conhece ? — perguntou Puck.

- As coisas vão esquentar. — disse Santana. — Da última vez que a Rachel viu a mãe, ela estava com o antigo namorado dela, e as duas nunca mais se falaram desde então.

- É estranho eu ficar excitado com isso tudo ? — perguntou Puck, meio culpado.

- Seria estranho se você não ficasse !

*

No próximo capítulo de Apartamento 23 — Final de Temporada

- Eu estou indo embora. — disse Finn.

- Para onde ? — perguntei, sentindo um aperto no coração.

- De volta para minha terra natal. — ele disse. — Eu acabei de receber a notícia de que fui demitido, então vou passar uns três meses lá.

- Três meses ? — perguntei. — Não pode ficar fora por três meses.

*

- O que eu estou fazendo...? — perguntei. Santana e Puck me encaravam curiosos. — Eu amo ele... e ele está indo embora.

- VAI ATRÁS DELE ! — gritou Puck. — QUE MERDA, GAROTA, VAI ATRÁS DELE !

*

- O Finn nunca parou de te amar, Rachel. — disse Puck. Eu olhava a janela, a chuva cair do lado de fora, e me sentia mais culpada ainda. — E acho que ele nunca vai parar.

- Mas agora ele vai embora e vou ficar três meses sem vê-lo. — disse, me esforçando para não chorar.

- Isso depende de você.

*

- EU ESTOU MUITO EXCITADA ! — gritou Santana. — N-não do jeito sexual, do outro jeito.

- Vamos atrás dele. — eu disse. Puck e Santana se levantaram do sofá no exato minuto. — Não acredito que vou perseguir o Finn em um aeroporto...

*

- Eu me sinto como em um programa policial ! — disse Santana.

- Você tá chapada ? — perguntou Puck.

- Você nem imagina.

Em breve... Apartamento 23, final de temporada. No computador mais próximo de você.

Notas finais
Gostaram ? Eu fiz o final que nem cinema kkkk! Bom, até o próximo capítulo final ! Animados ??