Apartamento 23
24 24- And Rachel Finds Out
Notas iniciais
- ...E é isso que acontece se você esfrega colírio nas suas genitais. — disse Puck.
- Eu acabei de perceber que consigo dormir com os olhos abertos. — disse Santana, revirando os olhos. — Na falta de lubrificante, qualquer coisa serve...
- Vocês acham que as coisas entre eu e o Finn estão estranhas ? — perguntei, surgindo na sala. — Parece que ele... tem tentando me evitar.
- Tensas. — disse Santana. — Horrorosas.
- A situação entre o Japão e Jerusalém está melhor do que você e do Finn. — disse Puck.
- Nunca houve uma guerra entre o Japão e Jerusalém. — disse Santana, encarando Puck. — É, você me escutou. Eu sei algumas coisas. Eu não sou só uma garota com um corpo que... uau.
- Vocês acham que ele... — fiz uma pausa, parei, bem pensativa. — ...ainda gosta de mim ?
- É claro que não. — disse Santana, dando de ombros.
- Com certeza...
- O que ?! — perguntei, meio nevosa.
- ...que não. — completou Puck.
- Repita. — disse, ameaçadora.
- Você não... — ele deu uma chegada para o lado no sofá, onde estava sentado no sofá. — ...manda em... mim.
- Puck ! — disse, me aproximando. — Você sabe o quanto eu me importo com o Finn. Se ele não quer ser sincero comigo e contar essas coisas ele mesmo, vocês vão ter que me contar !
- Então quer que sejamos sinceros com você ? — perguntou Santana, com um sorriso meio contraditório.
- S-sim... — disse. — ...eu acho.
- Lembra aquela vez que eu disse que um pombo havia feito cocô no parabrisa do seu carro ? — ela disse. Só consigo imaginar um desfecho horroroso para essa frase.
- Por favor, não diga que você mesma fez aquilo--
- Mas é claro que não ! — ela disse. — Nunca chegaria a esse ponto.
- Posso dizer que estou aliviada. — disse, soltando a respiração.
- Eu contratei um adestrador de pombos de fazê-lo defecar em cima do seu carro. — ela disse, rindo maliciosa. — Foram as trezentas pratas mais bem gastas da minha vida inteira.
- Tudo bem, isso foi esclarecedor. — disse, sentindo-me arrependida. — Poderia viver minha vida inteira sem saber disso, mas tudo bem... mais alguma coisa que eu deveria saber ? — Puck abriu a boca para dizer algo. — Que não envolva cocô de pássaros !
- Eu tenho. — Puck levantou a mão, fiz uma pequena reverência para que ele falasse. — Quando eu a Santana costumávamos namorar--
- Antes de certas pessoas dormirem com outras e acharem que está tudo bem... — interrompeu Santana.
- Você vai me deixar falar ou vai querer brigar ? — perguntou Puck, com tom de desafio. — Porque nós vamos lá fora ! Eu te pego lá fora agora !
- Dá pra você falar ?! — perguntei, interrompendo-o e evitando possíveis hematomas.
- Nós já fizemos sexo na sua cama. — ele completou.
- Por favor, muitas pessoas já fizeram sexo na minha cama. — disse, tentando ser descontraída. — E eu lavo os edredons uma vez por semana.
- Acho que eu não me expressei bem. — disse Puck. — Nós fizemos sexo na sua cama. Com outras pessoas. Desconhecidas.
- MAS MEU DEUS ! — gritei, histérica. — VOCÊS TEM CADA FETICHE !
- Calma, ainda não acabou. — disse Puck, sorrindo inocente.
- TEM MAIS ?! — gritei.
- Uma das... mulheres vomitou no seu edredon da Hello Kitty e, para tentar disfarçar, nós passamos limpador de privada e viramos do lado ao contrário. — ele completou.
- POR ISSO QUE EU ESTAVA SENTINDO CHEIRO DE MORTE ! — gritei. — Será ?
- É, ela morreu. — disse Puck. — Overdose. É uma pena.
- Acho que nós nos desviamos um pouco do assunto. — disse Santana, interrompendo Puck. Eles adoram interromper um ao outro.
- É, acho ! — disse, incrédula. — Estamos falando de uma vadia bêbada e morta ! Que... Deus a tenha.
- Rachel, você realmente quer continuar apertando essa tecla ? — perguntou Santana. — O Finn está perfeitamente feliz sem você. Acho que você só atrapalharia a vida del--
- NADA DÁ CERTO NA MINHA VIDA ! — gritou Finn, entrando no apartamento e batendo a porta atrás dele.
- Ou não. — completou Santana. — O que aconteceu ? Alguém morreu ?
- Quem dera. — disse Finn. — Eu fui demitido hoje.
- Por que ? — perguntei, tentando me mostrar sensibilidade.
- Eu insisti em mostrar para o meu chefe que como o Euro caiu, a venda da cocaína iria cair também. — reclamou Finn. — Ele não acreditou em mim e acabou descobrindo que eu... tiro uma "casquinha" da mercadoria.
- O que você vai fazer ? — perguntou Santana. — O Puck não trabalha, eu ando mal de gorjetas na boate e a Rachel... bom, é a Rachel, então...
- Ei ! — reclamei. — Bom, é verdade... desde que eu demiti meu último assistente, tive que contratar uma nova. Ela tem déficit de atenção, então eu tive que arcar com uma propaganda em que uma mulher pelada anunciava um brinquedo de montar da Fisher Price.
- Droga... — suspirou Finn. — Eu preciso me deitar.
- E então ? — perguntou Santana, acompanhando Finn com o olhar até ele entrar e fechar a porta de seu quarto. — Ainda tem certeza de que quer "conversar" sobre seus sentimentos com ele ?
Fiquei calada.
*
- Ei, Santana, eu já te contei daquela vez em que eu--
- Eu juro que se você contar mais uma história sobre o que você esfregou no seu pinto e infeccionou eu arranco seu braço e te espanco com ele. — rugiu Santana. Puck perdeu o sorriso nos lábios.
- Acha que nós seremos um daqueles ex-namorados que viraram amigos ? — perguntou Puck, curioso.
- Talvez. — disse Santana. — Só se, enquanto você estiver comigo, não esteja dormindo com outra pessoa.
- Santana, quando você vai esquecer isso ? — perguntou Puck.
- Quando os porcos voarem e eu não tenha que digitar a senha do meu cartão de crédito toda vez que quiser ver um bom pornô na internet. — ela reclamou. — Ou seja, nunca.
- Eu entendi. — suspirou Puck. — Ei, não era hoje que a Rachel ia buscar a mãe dela no aeroporto ?
- Shelby Corcoran... — disse Santana. — ...piranha.
- O que ? — perguntou Puck, curioso.
- A última vez que eu a vi foi durante o spring break de verão de 1994. — disse Santana, pensativa. — Ela estava maquiada como uma piranha e mais bêbada que filha de rico. Ela costumava pegar os alunos, e, se me lembro bem, foi demitida porque apareceu de manhã para dar aula apenas de... não, ela estava pelada.
- Como eu fui perder isso ?! — perguntou Puck. — Ela deu aula por dois anos na minha faculdade. Não consigo imaginar como a licença para ensinar dela não foi revogada.
- Dezessete vezes. — confirmou Santana. — Ela costumava trocar favores sexuais pela licença para dar aula. Na verdade, ela costumava trocar favores sexuais por tudo. Uma verdadeira piranha.
- E de onde a Rachel tirou essa implicância com a mãe ? — perguntou Puck, ficando interessado no assunto.
- Algumas horas depois de a Rachel ter terminado com o namorado dela, a mãe dela dormiu com ele. — explicou Santana. — Na casa dela. Na cama ela.
- Muitas pessoas fazem sexo na cama da Rachel. — disse Puck. — Parecia que tem... uma energia que nos chama... fornicar na cama dela.
- É, né ? — concordou Santana. — Eu também sinto essa vibe...
- Por que quer saber se eu estou namorando, mãe ? — perguntei, entrando no apartamento. — Vai roubar ele de mim também ?
- Não seja uma vaca, filha. — disse, como todos dizem, minha mãe. Eu acho que não. Acho que uma fada mágica engravidou um dos meus pais gays e é assim que o mundo deveria ser. — Eu te ensinei a aprender tudo de bom da sua mãe. A atitude, ruim. O corpo e a safadeza, bom.
- Srta. Corcoran ! — disse Puck, se levantando. — A senhora continua... — ele desviou o olhar da minha mãe (tarado) e olhou para Santana, que o encarava. — ...gostosa !
- Puck ! — gritei.
- Obrigado, querido. — ela disse. — Santana, sempre bom te ver.
- Digo o mesmo, Satã. — retrucou Santana, com um sorriso maligno no rosto. — Espere um pouco, vou pegar minha cruz e encostar em você e vê-la entrar em chamas.
- Eu também aprecio o sarcasmo. — concordou minha mãe. — Onde eu deixo minhas malas, filha ?
- No meu quarto, por aqui...
Finn saiu do quarto dele no exato momento em que passávamos pelo corredor.
- Finn ! — disse minha mãe, abrindo os braços para abraçá-lo. — Você continua... uau ! E desde a época do colégio ? Nada mal... aposto que já deve ter pegado a minha filha, certo ?
- N-não ! — gritou Finn. Seu olhar cruzou com o meu, tratei de ficar calada e não me meter. — É claro que não...
- Hmpf, parece que ela puxou o lado errado de mim. Então quer dizer que você não é promiscua ? — perguntou, sem a menor cara de pau. Sacudi a cabeça negativamente. — Que pena. Vamos logo, tem que me levar para conhecer NY.
- Jesus... — suspirou Finn, passando por mim e minha mãe, juntado-se a Santana e Puck na sala. — ...más notícias, pessoal.
- O que aconteceu agora ? — perguntou Santana.
- Eu... — Finn fez uma pausa, fechou os olhos e se preparou para o pior. — ...vou embora.
- O QUE ?! — gritou Santana, ficando de pé no sofá rapidamente. Puck a puxou para baixo, acalmando-a. — Como assim ?
- Nessas últimas semanas sem emprego eu usei todo o dinheiro que tinha guardado no banco para pagar minhas contas, sem contar o aluguel. — ele disse. — Eu sei que a casa não é minha e que vocês dependem de mim, mas vão conseguir pagar o aluguel sem a minha ajuda.
- Você ainda não se explicou porque está indo embora ! — gritou Santana.
- Eu estou... seguindo em frente.
- Finn, se nós dermos passos para frente quer dizer que estamos seguindo em frente. — disse Puck, pensativo, mas também meio abalado. — Se mudar de volta para você sabe onde, não vamos nem mencionar o nome, é seguir para trás ! Por que isso de repente ?
- Eu não posso ficar aqui. — disse Finn, nervoso. — Por anos eu sobrevivi em NY aplicando golpes até conhecer a Rachel.
- Por favor, não diga que está fazendo isso pela Rachel... — suspirou Santana. Finn gentilmente balançou a cabeça para cima e para baixo. Santana pareceu borbulhar. — ...eu quero te bater.
- Vocês não entendem ! — disse Finn.
- Eu e o Puck terminamos e ainda vivemos na mesma casa ! NO MESMO QUARTO ! — berrou Santana, se segurando para não voar no pescoço de Finn. — Você já superou a Rachel ! Ela é passado ! Você não pode... nos abandonar.
- Eu sei que vão sentir minha falta, mas vocês são meus amigos, deveriam estar me apoiando ! — disse Finn, fazendo Santana sentir-se culpada. — Eu não superei a Rachel. Não dá para superar a Rachel. Não é uma coisa assim, do dia para a noite.
- Eu superei o Puck. — disse Santana.
- Ei ! — gritou Puck.
- Nós vivemos sobre o mesmo teto, em quartos um do lado do outro. — disse Finn. — Sabem o quanto é difícil ?
- Quer aliviar a tensão ? — perguntou Santana. — Vá em frente e se masturbe pensando na Rachel ! Não sei como isso é excitante, mas você é louco ! Louco !
- Eu estou indo embora hoje à noite. — disse Finn. — Já paguei toads as minhas dívidas com essa cidade. Espero que, algum dia, quando eu já estiver bem longe, possam parar e pensar e finalmente aceitar minha decisão. Eu lhes vejo no aeroporto.
- Finn, tenho que te contar uma coisa ! — disse Santana, se levantando e andando atrás dele. — A Rachel... ela--
- Ela vai ficar... — Puck interrompeu Santana. A troca de olhares dos dois conversaram explicitamente. — ...realmente muito triste.
Finn saiu do apartamento.
- Puck ! O que está fazendo ? — perguntou Santana, incrédula.
- Não vê como está o Finn ? — ele perguntou. — Não podemos ser as duas pessoas que vão lhes prender aqui ! Ele quer ir embora ! Quer ir embora porque quer esquecer a Rachel.
- Ele não poderia se mudar para outro apartamento ? Outro prédio ? — perguntou, mordendo o lábio inferior. Santana era daquelas pessoas que odiavam mostrar emoções. — Porque...
- Ele não vai esquecer dela ficando aqui. — disse Puck. Santana o abraçou. Impressionante. — Eu também vou sentir falta dele. Sabe, nós somos amigos desde criança...
- É diferente, Puck... — suspirou Santana. — ...e se ele estiver indo embora, não esquecer da Rachel e continuar gostando dela em um país diferente ?
- Na verdade, Ohio fica... — Puck parou, desistiu de corrigi-la. — ...bom, é a decisão dele.
*
Mais tarde, naquele dia, Finn havia me contado que ia embora. Não consigo fazer nada o dia inteiro que não fosse pensar nisso. Eu iria realmente perder meu melhor amigo, e nesse momento, a pessoa mais importante na minha vida ?
I can read your foolish mind (Eu consigo ler sua mente tola)
Going dark from time to time (Escurecendo de tempo em tempo)
See the writing on the wall? (Vê o que está escrito na parede?)
Can't be safe, we knew it, after all (Não pode ser seguro, nós sabíamos, depois de tudo)
- O que está fazendo aqui ? — perguntou minha mãe, aparecendo na sala. Desenterrei o rosto de uma almofada para encará-la. — Seu amigo não está indo embora hoje ?
- Sim, por que ? — perguntei, irritada.
- Só queria confirmar. — ela disse, dando uma volta. — Babaca.
- O que ? — perguntei, intrigada.
- Desculpa, eu disse muito alto ? É, eu falei BABACA. O que raios está fazendo aqui ? — ela insistiu com a mesma pergunta.
- Eu e o Finn já nos despedimos. — respondi. — Não queria dizer adeus para ele no aeroporto. É muito mais doloroso.
- Doloroso é deixar ele ir embora. — respondeu minha mãe. Quem diria que uma pessoa como ela conseguia falar coisas bonitas. — Não acredito que está desistindo, Rachel Berry. Eu posso não ter criado uma vadia, mas eu com certeza não criei uma idiota, que não acredita no amor e desiste. Isso é pior.
- O que você quer ? — perguntei. — Me ver indo atrás dele e recebendo um pé na bunda ? Ele está muito decidido. E não pense que ele está indo embora por minha causa.
- Porque ele está. — disse minha mãe. Esfreguei os olhos com as costas das mãos e prestei atenção ao que ela dizia. — Rachel, está meio que escrito na testa dele. Você passou horas explicando sua situação com o Finn, e pelo que eu entendi, ele te ama. Ele não te ama, ele é louco por você. Não vejo o porquê, mas é.
- Meu Deus... — disse, me levantando de repente. — ...q-que horas o... vôo dele saia ?
- Nove. — respondeu. — São oito e quarenta e cinco. O aeroporto é do outro lado da cidade. Mas se sua mãe e suas "habilidades" forem com você, pode chegar lá em cinco minutos.
- Por favor, não dê em cima de um taxista...
- Não estou dizendo isso ! — ela disse, ofendida. — Me chamavam de "Rodas Quentes" no colegial por dois motivos. Um... eu sou gostosa... e dois... eu sei dirigir.
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve bater?)
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve bater?)
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve bater?)
Without you? (Sem você?)
- Ela realmente não vem, não é ? — perguntou Puck, olhando para o relógio. Ele estava sentando em uma daquelas cadeias de aeroporto ao lado da Santana, assistindo a Finn de pé esperando pelo avião.
- Eu odeio ela. — grunhiu Santana. — Meu melhor amigo está indo embora e por culpa dela.
- Que horas são ? — perguntou Finn, caminhando até Puck e Santana. Puck respondeu sua pergunta. — Oh... mais quinze minutos. Parece que... a Rachel não vai vir, vai ?
- Não... desculpe. — disse Santana, acariciando seu braço.
- Tudo bem. — disse Finn, suspirando profundamente. — Ela... está bem. Estamos felizes. Não vamos... sentir tanta falta um do outro quanto vocês dois pensam.
Puck e Santana se entreolharam.
Summer rain was pouring down (A chuva de verão foi caindo)
We forgot the world around (Nós esquecemos o mundo ao redor)
Staying up to count the stars (Permanecendo acordados para contar as estrelas)
And we believed (E nós acreditamos)
We believed the world was ours (Nós acreditamos que o mundo era nosso)
- Acho que eu nunca corri tanto assim na minha vida. — disse, segurando qualquer superfície do carro, em uma tentiva de não morrer. — A senhora da bicicleta está bem ?
- Sim, ela montou de volta logo que passamos ! — gritou minha mãe, realmente sentindo a adrenalina. — Não dizem que nós devemos passar mais tempo mãe e filha ? Eu te digo, acho que deveríamos fazer isso sempre !
- O QUE ?! — perguntei. — Arriscar nossas vidas em uma volta mortal no seu carro ? NUNCA MAIS !
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve bater?)
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve bater?)
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve bater?)
Without you? (Sem você?)
Finn andava de um lado para o outro. Batia o pé no chão de maneira incontrolável. Santana se sentia ainda mais arrependida vendo Finn daquele jeito. Ela olhou para Puck. Ele também parecia sentir a mesma coisa.
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve batar?)
How I'm gonna make it through? (Como eu vou superar isso?)
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve bater?)
Without you? (Sem você)
- CORRE ! — gritou minha mãe. Desci do carro e entrei no aeroporto.
- Vôo 156 para Lima, Ohio, comparecer no portão número 6. — disse o auto-falente. — Novamente, Vôo 156 para Lima, Ohio, comparecer no portão número 6.
- É isso. — suspirou Finn.
- Não posso me despedir de você denovo. — disse Santana, continuando sentada. — Não posso.
- Eu entendo, e, novamente, desculpas. — disse Finn, sorrindo bobo. — Sei que vão me esquecer. Algum dia, sei que vão. Talvez a falta da minha presença passe, mas eu não posso fazer nada com relação a saudade.
- Boa sorte. — disse Puck. Finn arrastou suas malas lentamente até a fila. Entregou seu passaporte, olhou para trás e sorriu. Santana ficou sem palavras. Passou pela porta.
I can read you foolish mind (Eu posso ler sua mente tola)
Encontrei Santana e Puck sentados. A porta se fechou no minuto em que cheguei.
- Rachel... — disse Puck.
Senti um estranho aperto no coração. Desejei não estar chorando. Na verdade, desejei ter me tocado antes. Ainda acima disso, desejei que Finn estivesse aqui.
Comigo.
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve batar?)
How I'm gonna make it through? (Como eu vou superar isso?)
How's my heart supposed to beat? (Como meu coração deve bater?)
Without you? (Sem você)
Fale com o autor