Apartamento 23

22 22- And The Break Up


Notas iniciais
Oi gente. Vocês vão me desculpar se eu demorar muito para postar os outros capítulos? É que eu vim correndo postar esse hoje porque meu boletim vai vir amanhã, então vcs enderam... bom, estamos a dois episódios de um final emocionante. Eu falo isso em todas as notas do capítulo... enfim, acho que o título já disse praticamente tudo... odeio quando o título entrega o que vai acontecer no episódio, mas é um mal inevitável. Então, gente, vamos para o capítulo...
FALTAM DOIS CAPÍTULOS!

- Seu assistente... — disse Finn, entrando no apartamento, logo atrás de mim. — ...é um idiota.

- Não é verdade... — disse, tentando negar os fatos. Era verdade. Ele podia dar aquela sensação mágica à Rachel Berry, mas ele é burro feito uma porta. — ...ele só é... desprovido de intelectualidade.

- Intelectualidade, Rachel ? Jura ? — disse Finn, sarcástico. — Eu perguntei a raíz quadrada de 81 e ele respondeu sim. Ele acha que as nuvens perseguem ele. Ele também acha que Sarah Jessica Parker é a atriz do filme Rambo! EU NEM SEI SE TEM UMA ATRIZ NO FILME RAMBO!

- Acho que tem sim. — eu disse, pensativa. — Ela não é aquela que leva um tiro ?

- Então todo o elenco de Rambo é a Sarah Jessica Parker. — respondeu Finn, sem piedade. — Sem contar que ela nem estava nesse filme...

- Mas ele é tão fofo. Dá vontade de mordê-lo. — eu respondi, tendo alguns pensamentos inadequados.

- Rachel, eu já trabalhei em um pet shop. Os cachorros são fofos, mas nada os impedem de cagarem na sua perna e arrancar o vestido da assistente de caixa e fazê-la correr pelada pela avenida mais movimentada de Nova York. — respondeu Finn, meio que saindo do assunto. — O que importa não é o que está do lado de fora. E sim o que está do lado de dentro.

- Isso é emocionante, e tenho quase certeza que escutei no programa da Oprah. — disse, tirando os sapatos. — Mas eu poderia abrir uma pequena excessão se o que estiver do lado de fora for de um tamanho bastante... agradável.

- Você me dá nojo. — disse Finn. — Você realmente espera trabalhar com um assistente que conta as listras nas zebras no zoológico para saber se elas são brancas com listras pretas ou pretas com listras brancas só porque ele te excita e as probabilidades apontam que o orgão reprodutor dele é de um tamanho maior do que a maioria dos homens ? Posso dizer, você nunca vai se apaixonar por um japonês. E não sei como consegue não ficar louca perto do nosso vizinho com raízes africanas. Se me entende até agora...

- Eu entendi ! — disse. Abri a boca para despejar um discurso sobre beleza e inteligência. É claro que um deles com certeza falta no Mark, mas inteligência não me excita. Puck abriu a porta atrás de nós, nos dando um certo susto. — Que cara de enterro é esse ?

- Eu... fiz uma coisa ruim. — ele disse, encarando o chão.

- Ah, Meu Deus... eu já vi tudo. — disse Finn, cruzando os braços. — ...você descobriu que sua antiga namorada no colegial estava grávida e agora ela voltou com dez filhos e está pedindo pensão ? Lembre-se, negue tudo. E você tem direito a fazer um exame de DNA, també--

- Eu dormi com outra pessoa.

- O QUE ?! — gritei, histérica. É de impressionar que os vizinhos não tenham escutado. Uma vez eles chamaram a polícia porque o Finn ligou o liquidificador ás dez da noite e acharam que tinha alguém sendo estuprado no nosso apartamento. — MAS... COMO ?! POR QUE ?!

- Eu não sei... — ele disse, passando a mão pelo moicano. Suas olheiras entregavam que ele devia ter passado a noite em claro. — ...foi tudo muito rápido.

- Boa, tigrão. — disse Finn. Tentei me controlar para não rir, mas a situação era séria demais. Se a Santana soubesse disso, eles dois nunca mais ficariam juntos. Na verdade, ele nunca mais ficaria junto com ninguém. É... ela é capaz dessas coisas. — Quando isso aconteceu ?

- Ontem à noite. — ele respondeu. — Nós brigamos, jogamos algumas coisas na cara um do outro, ela disse que queria dar "um tempo", e eu sai do apartamento. Eu passei por vocês. Como podem não ter percebido isso ?

- É que... — eu disse, meio envergonhada. — ...estava passando "American Idol" e essa negona estava arrasando no palco. Não acredito que o Simon disse não para ela.

- Eu vou jogar um saquinho com detretos de cachorro em chamas no tapete da casa dele. — disse Finn, irritado. — Denovo. Dá para acreditar como aquele cara é nojento ?

- NÓS JÁ ACABAMOS COM O MEU PROBLEMA ?! — perguntou Puck, irritado. — Vocês tem que me ajudar. O que eu faço se a Santana descobrir ?

- Foje para a Guatemala, muda seu nome para Khukhukhukhu e vira dono de um bordel. — respondeu Finn. Eu lhe dei aquele olhar "péssimo conselho, querido", e ele balançou os ombros. — O que foi ? É melhor do que dizer a verdade.

- Ele está louco, Puck. Você não pode esconder uma coisa dessas dela. — eu disse. — Um relacionamento de verdade é baseado em amor, confiança e uma vida sexual ativa.

- Na verdade, um relacionamento DE VERDADE é baseado em mentiras, mêcanicos e gerentes gostosas e Viagra. — respondeu Finn, me interrompendo. — SÓ ESTOU DIZENDO A VERDADE !!

- Você vai contar para ela ? — perguntei, preocupada. — Será que ele vai te perdoar ?

- É claro que não. — disse Puck, esfregando os olhos. — Eu preciso dormir. Preciso de atenção total quando contar isso para ela. Um movimento errado e ela pode...

- ...te esfaquear no rosto. — completou Finn. — Novamente, apenas dizendo a verdade.

- Preciso ir no mercado. — disse, me levantando. — Hoje, vou fazer meu macarrão especial para vocês.

- Eu ligo para a pizzaria quando o macarrão dele estiver preso no teto ? — perguntou Finn para Puck, que nem ao menos riu. Deixei o apartamento.

- Quinn ! — disse, encontrando-a no corredor. Ela já mostrava claramente que estava grávida. — Como anda ? Tudo bem com o bebê ?

- Bom, os bebês. — ela respondeu.

- O QUE ?! — gritei. — O-OS BEBÊS ?!

- O médico disse que escutou duas batidas de coração. — ela respondeu. — Achei que uma fosse minha e a outra do bebê, mas é impossível minha barriga estar tão grande com apenas uma criança aqui. Exceto...

- Exceto ? — perguntei, curiosa.

- Tudo que eu me lembro daquela noite é que tinha um gordo. — ela respondeu, pensativa. — Quem sabe tenha sido ele. Ou eles. Na verdade, não vou me surpreender se ele sair daqui loiro, negro, de olhos puxados e azuis. Mas como anda você ?

- Bem, bem... — disse, tentando lembrar alguns fatos relevantes da minha atual vida tediosa. — ...você não vai acreditar o que aconteceu entre o Puck e a Santana.

*

- O que é isso ? — perguntou Finn, tirando um caderno grosso e cheio de poeira de uma das caixas que nós guardamos em um canto da nossa casa e só abrimos quando estamos muito entediados.

- O meu anuário da faculdade. — respondeu Puck. — Você tem um igual a esses. O que fez com o seu ?

- Espanquei a professora de História até a morte no estacionamento. — respondeu Finn. Me preparei para rir, mas não era uma piada, então escondi meu olhar. — Tive que jogar fora, porque, sabe como é, as marcas de sangue...

- Sei, sei... — disse Puck, concordando nervoso. — ...lembra como éramos idiotas naquela época ? Nós dormíamos com qualquer professora para conseguir o que quiséssemos.

- É... eu não faço mais isso hoje. — disse Finn, tentando desviar o olhar nervoso. — Ei, escuta isso. A Zizes assinou no seu anuário "Puck, acho você um gostoso. Se você fosse um pedaço de chocolate, com certeza seria um Hershey sabor cookies. Vou pensar em você quando estiver na banheira. Beijos, Zizes.". Aquela era uma gorda maluca.

- Eu ainda tenho meu anuário da época da faculdade. — disse, lembrando dos velhos tempos. — Com excessão de que a única pessoa que assinou foi o faxineiro. Todos me odiavam.

- "Você é um idiota. Obrigado por me engravidar e me guiar até o meu primeiro aborto. Por sua culpa, provavelmente vou rodar bolsinha por alguns anos. Atenciosamente, Quinn Fabray." — disse Finn, me surpreendendo um pouco. — Ela te odiava, não é mesmo ?

- A Quinn já fez um aborto ?! — perguntei, surpresa.

- Sim, e ela já roudou bolsinha. — respondeu Puck. — Ela começou acreditando que só pegaria clientes homens, mas quando a clientela masculina diminuiu, ela partiu para as mulheres. Terminou que ela acabou dando um tempo com o seu corpo por dois anos. Inteiros e sem fazer sexo.

- Espera, a Quinn te odeia ? — perguntei.

- Profundamente. — respondeu Puck. — Acho que, se ela tivesse uma única chance, me destruiria por completo.

- Durante a faculdade, uma vez, ela ouviu que o Puck dormiu com a mulher que limpava nosso dormitório e contou para todo mundo. — disse Finn. — Sorte que conseguímos desmentir que, quando ela engravidou, o filho não era dele.

- E ERA ?! — perguntei.

- Claro que não, Rachel. — respondeu Puck, me encarando. — Era do Mike. Ele também era um prostituto.

- O que aconteceu com ele ? — perguntou Finn.

- Bom, ele é asiático e deve ter uns vinte e seis anos hoje em dia, então, provavelmente, morto. — disse Puck, sem piedade. — Deve ter se matado pela má sorte de ter ancestrais coreanos.

- Então quer dizer que se a Quinn tivesse uma pequena brecha para acabar com qualquer felicidade que o Puck tivesse, ela faria, e sem pensar ? — perguntei, e Puck assentiu. — E ela sabe que você era apaixonado pela Santana desde as épocas do colégio ?

Ele afirmou positivo denovo.

Acho que fiz besteira.

*

— Rachel ? Rachel ? — gritou Finn, entrando no apartamento.

- NO BANHEIRO ! — gritei. Ele veio até o banheiro e entrou. — Dando uma limpadinha.

- O Puck disse que vai conversar com a Santana ainda hoje. Ela já deve estar chegando. — disse Finn, ouvindo o barulho da porta se abrindo. — Deve ser ela. Acho melhor nós irmos para os nossos quartos e tentar não se meter.

- Com certeza. — disse.

Fora do apartamento...

Puck subia animado no elevador, realmente esperançoso para conversar com Santana. Ele desceu, e encontrou Quinn no corredor.

- Boa noite. — ele disse, formalmente.

- Eu soube sobre fosse e a Santana. — ela disse. Ele procurava pela chave do apartamento no seu chaveiro, e aquelas sete palavras chamaram sua atenção. — Uma pena, né ?

- É. — ele disse, meio nervoso. — Mas você não contou nada para ela, contou ?

- Desculpa, não era para contar ? — disse Quinn, abrindo um sorriso maligno. Foi quando Puck abriu a porta do apartamento, e encontrou Santana sentada no sofá.

*

- P-precisamos conversar. — ele disse, a voz meio falha. Seus dedos tremiam. Ouvi vozes vindo do banheiro. Finn fechou a porta imediatamente.

- Qual é o plano, campeão ? — perguntei para ele, ao vê-lo trancando a porta do banheiro. — Vamos ficar aqui até a discussão acabar ?

- Não podemos sair agora. — disse Finn. — Vamos acabar destruindo as únicas chances de eles ficarem juntos novamente.

- Shh. — disse Santana, séria. — Não fala nada. Eu falo, tudo bem ? — Puck apenas assentiu. — Primeiro, nós brigamos. Não terminamos, nós brigamos. Não demos um tempo, nós brigamos. E, de uma hora para outra, eu escuto da Quinn, da Quinn, Puck, que você... saiu por aí e dormiu com outra garota. Agora eu te pergunto: como você se sentiria e o que faria na minha situação ?

- É uma pergunta retórica ? — ele perguntou.

- Ah, Meu Deus... — disse, levando a mão até a boca. — ...aquela piranha !

- Acho que o culpado é o Puck. — perguntou Finn.

- Estou falando da Quinn ! — disse, baixinho. — Eu... sem querer... contei para ela sobre a Santana e o Puck.

- SUA PIRANHA ! — gritou Finn. Ao ver um silêncio se formar na sala, ele se calou. — Como pôde ? Você sabe que aquela Barbie piratiada faria tudo para acabar com a vida do Puck !

- Na minha defesa, eu só fui descobrir que os dois não se davam bem ontem ! — disse, incrédula. — Não acredito que ela teria a coragem... logo quando eu estava pegando confiança nela.

- EU VOU ACABAR COM A VIDA DELA ! — grunhiu Finn, descontando sua raiva nos sabonetinhos decorativos.

- Não faz isso. — disse, afastando o pote de sabonetinhos decorativos. — Eles não são bonecos de apertar. Nem sabonetes para lavar as mãos. Eles são decorativos.

- RACHEL, EU LÁ PAREÇO ESTAR LIGANDO PARA OS SEUS SABONETES DECORATIVOS ? — perguntou ele, berrando. Não acredito como Santana e Puck não ouviram. — VOCÊ ACABOU DE DESTRUIR A RELAÇÃO MAIS IMPROVÁVEL DO MUNDO ! AGORA, SANTANA E PUCK NUNCA MAIS FICARAM JUNTOS !

- Tudo bem, tudo bem, quer colocar as cartas na mesa ? Vamos colocar as cartas na mesa. — disse, começando a ficar irritada. — Eu... beijei meu assistente.

- SUA PIRANHA ! DENOVO ! — berrou Finn. — SABE, EU ACREDITAVA QUE AINDA RESTAVA UM POUCO DE BOA MENINA EM VOCÊ, MAS VEJO QUE NÃO !

- Eu não queria te contar ! Na verdade, eu nem nunca ficaria com ele ! Se você por você ! — disse, Finn estava prestes a me engulir viva, fez silêncio. — Por você, Finn... Eu sinceramente acho que nossa amizade é mais importante que qualquer assistente aí.

Fizemos silêncio.

*

- Quantas vezes eu vou ter que pedir desculpas ? — disse Puck, nervoso. Santana escondia o rosto nas mãos. — Foi um erro. Um relapso. Olha, se nossa relação--

- Nossa relação ? — perguntou Santana, revelando seu rosto vermelho. — Você pisoteou nossa relação no minuto em que, nós enfrentamos dificuldades, você foi fraco o suficiente para me dar as costas e pegar qualquer galinha por aí !

- Santana, não quero tornar as coisas piores, mas você tem certa culpa nisso.

- O QUE ?!

Escutamos o barulho de algo quebrando na sala.

- Já fazem quatro horas. — disse Finn, sentado no chão do banheiro, com a cabeça apoiada na privada. — Eu estou com fome... Rachel, será que dá pra parar de me ignorar ?

- Sinceramente, não. — disse, encarando-o. — Não acredito a maneira que você agiu. Você é meu amigo, deveria me apoiar em qualquer decisão, errada ou certa, que eu fizesse.

- Tudo bem, eu te apoio. — rugiu Finn. — Vai em frente e dá uns pegas no seu assistente. Pois isso não vai resolver o "seu" problema, Rachel.

- Meu problema ? — perguntei. Parece que o que mais acontecia no nosso apartamento eram DRs. — Por acaso, qual é o meu problema ?

- Você é solitária. — ele respondeu.

- Eu sou solitária ?! — perguntei, incrédula. — E isso vindo do cara que costumava dormir com as próprias professoras para passar de ano ! Ótimo, Finn Hudson. E agora, você vai me dizer que o meu assistente gostoso não me merece ? Que nossa relação seria vazia e sem sentido algum ?

- Ninguém te merece, Rachel ! — ele gritou. Ficamos em silêncio. Mordi o lábio inferior. Talvez para não bater nele, talvez para não chorar. — Você... — ele se levantou e destrancou a porta. — ...é perfeita. Não existe... homem algum ao seus pés.

- Finn... — disse, tentando puxá-lo.

Ele saiu. Corri em sua direção. Chegamos na sala e encontramos Puck sentado no chão, com o rosto entre as mãos. Ficamos em silêncio até ele sentir nossa presença. Santana não estava mais no apartamento.

- Nós terminamos. — ele disse. Senti um aperto no meu coração.

A relação mais perfeita e improvável havia terminado. E, as probabilidades apontavam que nunca mais iria acontecer denovo.

Notas finais
Gostaram ? Muto drama ? Às vezes é bom... tivemos certo progresso em Finchel, aposto que vocês vão delirar... bom, obrigado !