Apartamento 23

21 21- And Rachel's Assistant


Notas iniciais
Oi gente. Demorei muito para postar de novo?
Foi mal, to andando meio alto esses dias... gente, já perceberam que fatam só três capítulos pra terminar a primeira temporada ? Deus, eu mal posso esperar para começar a escrever a segunda. A única coisa que me preocupa é a capa. Que foto eu devo usar ? Acho que vou pesquisar no Google agora mesmo. Bom, acho que nunca falei isso, mas minha fanfic anda bastante assombrada. Entenderam ? Eu tenho leitores fantasmas. É. Olha, gente, eu fiquei quietinho por 21 capítulos, será que vocês, por favor, podem se manifestar ? Eu vou acender um incenso, pra ver se ajuda vocês a se... libertarem. ^^' piada infame.

- Você é um idiota. — disse Santana, entrando no apartamento. Ih, já vi tudo. Puck entrou seguindo-a. — Você não tinha direito algum de fazer aquilo. Eu quase perdi meu emprego !

- Primeiro, você estava assanhada demais. — disse Puck. Dei a Finn aquele olhar "ai, que saco" e ele me mandou um "só doidão para aguentar isso. — E segundo, você é uma stripper, não uma prostituta. Aquele velhoe estava se engraçando demais para o seu lado.

- Quantas vezes eu vou ter que dizer que, se não respeita e se não me apoia, não deve vir me visitar no trabalho. — disse Santana, tirando as botas. Hoje era noite do Cowboy na boate. — Eu só estava fazendo o que me pagam para fazer.

- Ah, tudo bem. Então eu vou sair por aí, transar com uma mulher qualquer e dizer que estava fazendo uma colonoscopia de rotina nela ! — gritou Puck. — Santana, eu já disse várias vezes que você tem que largar esse emprego !

- Pois eu gosto dele ! — ela gritou. — E, vem cá, você era quem dizia que nós estávamos nisso só pela diversão ! O que deu em você para criar esse ciúme doentio de uma hora para outra ?

- Eu me importo com você, mas parece que você não se importa comigo, não é ? — ele disse, provavelmente se arrependendo depois. Santana deixou a sala rapidamente e se trancou no quarto. Puck se deitou no chão e afundou sua cabeça em uma almofada.

- E-então, Rachel, esse tempo, hein... — disse Finn, tentando espantar a tensão. — Será que vai chover ?

- Eu não sei... sabe, sempre chove quando eu estou naqueles dias do mês. — eu disse, também tentando descontrair. — Acho que vai chover.

- Viu, Puck ? A Rachel anda sangrando pelas intimidades e está nublado lá fora. Comentários ? — Finn perguntou, Puck desenterrou o rosto da almofada, com um sorriso bobo no rosto.

- Desculpa tê-los que fazer escutar isso denovo. — disse Puck. É, aquela era a terceira briga deles na semana. — Eu... estou realmente cansado.

- O que ?! — perguntei, assustada. — Está pensando em terminar com ela ? N-não, você não pode.

- Por que ? — perguntou Finn, estranhando minha preocupação.

- A Santana está a um passo de se tornar uma vadia completa.

- Explique isso. — disse Puck, ficando sentado para prestar atenção.

- Uma vadia completa é, como posso dizer, um passarinho aprendendo a voar. — respondi.

- Ah, minha querida, a Santana já sabe voar a muuito tempo. — disse Finn, rindo. — Sentiu a ênfase no "muito" ? As asas delas são mais frequentadas que restaurante fast-food.

- Ei, esqueceu que está falando da minha namorada ? — perguntou Puck. — Isso me dá o direito de quebrar sua cara.

- Talvez eu tome cuidado quando eu andar por aí. — disse Finn, sarcasticamente. — Rachel, continua...

- Posso dizer que todos aqui querem apenas o bem da Santana, mas deixá-la a livre por aí talvez possa tirá-la ainda mais do seu caminho. — disse Rachel. — Sabe, ela realmente entra numa fase horrível. Eu ainda me lembro quando ela estava na seca, dormiu com o primeiro cara que apareceu.

- Ei ! — disse Puck. — Esse cara sou eu !

Silêncio.

- Então, Finn, sabia que o meu fluxo é o intenso ? — disse, rindo.

*

- Rachel, quer jogar pôquer ? — perguntou Finn, sentando-se no chão. Eu estava deitada no sofá.

- Não sei jogar isso. — respondi.

- É muito fácil. — ele disse, tirando um baralho do bolso e embaralhando-o. — As cartas e as estratégias de jogo podem parecer o mais importante, mas não. A primeira regra para jogar pôquer é: fique doidona.

E dizendo tais palavras, ele me tira uma garrafa fechada de vodka de debaixo do nosso sofá.

- Não sabia que a nossa adega ficava debaixo do sofá. — eu disse, rindo. — E acho que não preciso ficar doidona para jogar isso.

- Rachel, acredite, você vai querer ficar doidona. — ele disse, me dando um olhar estranho. — Uma vez, em Las Vegas, em fiquei doidão e perdi minha casa e meus tênis para uma prostituta irlandesa. Morei na rua por três meses. Mas isso não foi o pior de tudo. As coisas foram indo de mal para péssimo. Tava tudo bem até eu pegar pneumonia, acontece que um cafetão cuspiu na minha boca. E, não posso esquecer, meu amigo Willy me deu uma facada e me fez engolir cinco clips. Não é a toa que eu demoro para passar pelo detector de metais no aeroporto.

- O que isso tem a ver com as regras do pôquer ? — perguntei, confusa.

- Quem está falando de pôquer, garota maluca ?! — Finn perguntou. — Estou falando da vida. Você entendeu a moral da história ?

- Ahn... — fiz uma pausa para refletir todo aquele conteúdo. — Las Vegas é uma loucura ? Nunca confie em prostitutas irlandesas ? Cafetões e suas cuspidas perigosas ?

- Quem está falando de cafetões e cuspidas aqui ? — perguntou Finn, me deixando ainda mais confusa. — Estou falando das regras do pôquer.

- Você tá chapado ? — perguntei.

- Você nem imagina. — ele respondeu.

*

Cheguei em casa aquele dia super animada. Finn estava cozinhando alguma coisa. Me sentei naquelas cadeirinhas do balcão da cozinha.

É, nós temos um balcão.

Na cozinha.

- Finn ! — disse, animada. — Você não vai acreditar ! Hoje, no trabalho, meu chefe disse que eu vou ganhar um--

- AH, MEU DEUS ! — gritou Santana. — SERÁ QUE É PEDIR DEMAIS QUE VOCÊ LEVANTE A TAMPA DA PRIVADA QUANDO FOR FAZER XIXI ?!

- Ainda estamos nesse assunto ? — perguntei, irritada. Finn balançou a cabeça negativamente.

- SUA VADIA LOUCA ! — gritou Puck. Fiquei com medo da reação de Santana. — VOCÊ USA A MESMA CALCINHA DOIS DIAS SEGUIDOS E AGORA VEM ME PERTURBAR COM SUA MANIA LOUCA POR LIMPEZA ?!

- QUER GRITAR SEGREDOS PARA O FINN E PARA A RACHEL ? — gritou Santana. A noite vai ser longa. — TUDO BEM, VAMOS GRITAR SEGREDOS PARA O FINN E A RACHEL. O PUCK TEM UM PROBLEMA...

- SANTANA, NÃO OUSE ! — ele berrou, sua voz esganiçada mostrava certa aflição.

- ...SEXUAL ! — ela completou. Tinha que ser. Vindo deles, o que mais seria ?

- O que ele tem ? — perguntei, sussurrando para Finn. Ele deu de ombros.

- GRR... — Puck pareceu rosnar. — ...A SANTANA JÁ MATOU UM HOMEM ENQUANTO FAZIA SEXO COM ELE !

- AH ! — Santana fez aquele tom de ofendida. — NA MINHA DEFESA, ELE TINHA PROBLEMA DO CORAÇÃO E OITENTA E TRÊS ANOS !

- O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO TRANSANDO COM UM HOMEM DE OITENTA E TRÊS ANOS ?! — gritou Puck. — POR FAVOR, TENHA UM POUCO DE AUTO-ESTIMA !

- VOCÊ BRINCOU COM FORÇAS QUE NÃO CONHECE, MOCINHO ! — ela gritou. Tentei me controlar para não rir. — QUER PARTIR PRA OFENSA ? VAMOS PARTIR PARA A OFENSA !

- Só Deus na causa... — murmurou Finn.

- O PUCK... — Santana fez uma pausa. — ...GOSTA DE LEVAR DEDADA !

- O QUE ?! — eu gritei.

- NÃO É VERDADE !! — ele berrou. — EU NUNCA DISSE QUE GOSTAVA DE LEVAR DEDADA ! SÓ DISSE QUE FAZER CÍRCULOS COM O DEDO ENVOLTA ME DEIXAM EXCITADO !

- FALA SÉRIO, ISSO É QUASE SER DEDADO ! — gritou Santana de volta.

- AGORA VOCÊ VAI VER ! — disse Puck. — A SANTANA PERDEU A VIRGINDADE COM SETE ANOS ! NO PARQUINHO ! DEBAIXO DO ESCORREGA !

- VOCÊ NÃO TINHA O MENOR DIREITO DE FALAR ISSO !

- VAMOS VER O QUE EU NÃO TENHO DIREITO DE FALAR !

- Quer sair para encher a cara ? — perguntou Finn.

- Claro. — respondi.

*

- Gente ! — disse, entrando no apartamento. — Eu vou ganhar um--

- NÃO ACREDITO NO QUE ACONTECEU... — disse Puck, entrando no apartamento.

- Eu não tenho uma chance... — disse, abrindo caminho para o casal mais feliz do ano. Finn revirou os olhos. — ...o que aconteceu agora ?

- Eu levei a Santana para conhecer os meus pais. — disse Puck, irritado. Seu rosto estava até vermelho. — Mas ela, novidade, não pode vestir algo "adequado".

- O que quer dizer ?

- Quando o garçom do restaurante sem querer derramou uma gota de água nas costas dela, ela pulou para frente, e seus peitos pularam para fora no seu VESTIDO MAIS DO QUE COMPORTADO ! — ele berrou, mirando-a.

- Não é culpa minha. — disse Santana, calmamente. — Eu tenho peitos legais. Até esteticamente agradáveis.

- OLHA, JÁ CHEGA ! — gritei.

Lehcar on

- EU ESTOU CANSADA DE ATURAR SUAS BRIGAS IDIOTAS A SEMANA INTEIRA ! — berrei. Finn segurava o riso. — É BLÁ-BLÁ-BLÁ PRA CÁ ! É BLÁ-BLÁ-BLÁ PRA LÁ ! QUAL O PROBLEMA DO PUCK GOSTAR DE SER DEDADO ?! E DAÍ SE A SANTANA PERDEU A VIRGINDADE NO PARQUINHO ?! EU NÃO ME IMPORTO !! MAS VOCÊS DOIS TEM NOS TORTURADO A SEMANA INTEIRA COM SUAS RECLAMAÇÕES E BRIGAS INFANTIS ! OU VOCÊS DOIS VÃO PARAR, OU EU VOU RODAR UMA BAIANA MUITO SÉRIA AQUI !

- Amém. — disse Finn.

- Sabe, eu andei tentando a semana inteira dar a notícia para vocês de que eu vou ganhar um assistente no trabalho, mas vocês me ouvem ? — perguntei. — NÃO ! Estão muito ocupado falando dos problemas sexuais do Puck e dos peitos da Santana ! Qual o problema de vocês, gente ?!

- Nossa, desculpa. — disse Puck. — Não precisa... exagerar.

- EXAGERAR ? EXAGERAR ? ELE DISSE EXAGERAR ? — lá vem outra onda de Lehcar. — QUE DEUS DIGA QUE VOCÊ NÃO DISSE EXAGERAR ! EXAGERAR VAI SER MINHA MÃO NA SUA CARA, IDIOTA !

Finn me segurou para não vou em cima de Puck. Finn lhes deu a deixa para sair, e o casal 47 deixou a sala.

- Rachel... relaxa. — disse Finn. — Quer ouvir uma coisa engraçada ?

- Sempre. — falei, sarcástica.

- Eu descobri qual era o problema do Puck. — riu Finn. Me puxou para perto e sussurrou no meu ouvido. — Nojento, né ?

- Ah, Deus... — fiquei preocupada. — ...até cachorros podem pegar isso !

- É... — concordou Finn.

*

No dia em que eu deveria entrevistar meus possíveis agentes, Finn veio comigo para o trabalho. Geralmente ele vem pelos catálogos de modelos de lingerie, mas dessa vez ele veio apenas me fazer compania.

- Tem uma tal de Lucy e um Mark. — disse, olhando o formulário deixado em cima da minha mesa. — Diz que eu preciso entrevistar cada um, fazer perguntas objetivas e escolher meu assistente até segunda. Parece fácil. Chama a garota primeiro.

- Claro. — disse Finn, indo até o corredor. Minutos depois, ele voltou com uma garota, nova, de cabelos loiros longos e um olhar de profissional.

- Oi. — disse.

- Boa tarde. — ela respondeu, sentando-se na cadeira em frente à minha mesa.

- Então, quais são seus... objetivos aqui ? — perguntei, tentando parecer a chefe "séria", mas ainda "sexy".

- Eu já trabalhei como assistente de editora em uma revista de moda. Por seis anos. — disse, me impressionando um pouco. — Eu vou dizer, tenho bastante experiência em ser assistente.

- Aham... — disse, balançando a cabeça.

Vinte minutos depois, a entrevista havia acabado. Logo, foi a fez do outro candidato, o garoto.

- Boa tard... — virei me cadeira para olhá-lo, e posso dizer que fiquei bastante impressionada. Faz algum tempo que Rachel Berry não sente aquela coceirinha lá embaixo. — ...o-oi.

- Eu sou Mark. — disse, apertando minha mão. Ele pode apertar qualquer coisa...

- COF, COF, alguém está tentando usar do seu próprio corpo para conseguir um trabalho, COF, COF ! — tossiu Finn, disfarçadamente.

- Saúde. — disse Mark.

- Então... — eu disse, cruzando as pernas por debaixo da mesa. Será que dá para ele ver minha calcinha ? — ...me fale sobre você.

- Aqui está meu currículo. — ele disse, me entregando uma folha de papel. Só a frente. A outra garota tinha várias folhas. FRENTE E VERSO. — Eu sei que não é impressionante, mas acredite, eu estou disposto a aprender qualquer coisa.

- Ah, não se bote para baixo... — disse. — ...olha isso. Dois anos trabalhando como caixa em um restaurante McDonald's. Se isso não é impressionante, avise os matemáticos de Oxford, pois eu não sei mais o significado de impressionante.

Vinte minutos depois e uns olhares intrigados de Finn para mim quase pesaram na minha decisão.

- Rachel, eu sei que ele é... "tudo em cima", mas você não pode escolher ele. — disse Finn. — Não pode estar excitada pelo seu assistente. Na verdade, você não pode reatar uma relação amorosa com o seu assistente.

- Eu sei, eu vou chamar a garota experiente, não me perturba.

Mentira ! Bom, vamos ver. Eu tenho até segunda-feira para decidir. O assistente gostoso ou a assistente experiente ?

Nossa, é uma decisão difícil !

Notas finais
Gostaram ? Mereço review ? Mais uma recomendaçãozinha ?