Apartamento 23
20 20- And The Cheesecakes
Notas iniciais
Nada demais para dizer. Bom, decidi postar esse capítulo cedo porque quero logo terminar essa temporada para começar a segunda. Pessoal, não fiquem preocupados se eu não postar por, sei lá, uma semana ou duas, é porque o meu boletim deve vir essa semana, então... sabe o que isso significa, né ? Sem PC. Ai, ai, pais são assim mesmo. Bom, acho que já deu. Vamos logo para o capítulo.
Aviso: Não fiquem preocupado se eu sumir por uma ou duas semanas. As probabilidades apontam que meu boletim vai vir essa semana, e eu não estou tão animado, então... Desculpem se minhas notas prejudicam na fanfic. Desculpa mesmo !
*
- Tem certeza que não pode ficar ? — perguntou Puck, puxando Santana pelo braço. Quando cheguei em casa, cansada e louca para me atirar no meu sofá, eu o encontro estirado no exato lugar onde eu planejava me jogar. — Diz para eles que você teve uma emergência médica.
- Hmpf, essa desculpa não vai colar. E, pensando bem, emergência médica acontece na boate o tempo inteiro. — disse Santana. — Você não faz idéia da quantidade de notas de um dólar que já tiveram que tirar... do cólon das strippers. E do estômago. Não sei como isso foi parar lá.
- E o que eu devo fazer ? — ele perguntou, esfregando o braço no nariz. Aaah, está explicado. — Parece que eu vou morrer. Não quer estar aqui quando eu morrer ?
- Você não vai morrer. — ela disse, com um sorriso (humano) no rosto. — Você só está resfriado. É só ficar deitado, descansar e tomar aqueles comprimidinhos que eu deixei para você. Cuidado para não confundir com as pílulas do Finn. Uma vez, achei que uma caixinha com cocaína em pílulas fosse meu contraceptivo. Quase subi pelas paredes.
- O que houve ? — perguntei, me aproximando.
- Rachel, graças à Deus, Rachel. — disse Puck. — Eu estou doente. Será que você poderia fazer o imenso favor de cuidar de mim ?
- Isso daí é transmissível ? — perguntei, cobrindo minha boca com a mão. — Você pegou sexualmente ?
- Não, Rachel !! — ele disse, irritado. — É só um resfriado. Acho que foi o ar condicionado do estúdio em que eu tirei as fotos do meu... você sabe. O frio não faz bem para ele. Eu até pensei em aprender a tricotar para fazer um cachicolzinho.
- Ok, não precisamos discutir o guarda-roupa das suas privações. — falei. — Tudo bem. Eu fico aqui e te vigio. Mas não espere que eu limpe sua meleque ou recolha seus lenços sujos. Meu sobrenome é Limpeza. Germes nenhum vão passar esse sistema imunológico. Dá uma olhada no produto, querido, dá uma olhada.
- Eu não sei se fico excitada ou se dou um soco em você. — disse Santana. Talvez ela estivesse certa. Eu estava fazendo a dança do sistema imunológico. É sensual, mas ao mesmo tempo intrigante. Como a Angelina Jolie. Parece que pegaram uma daquelas bombinhas de encher pneu de bicicleta e colocaram nos lábios dela. Sensual, mas intrigante. — Tenho que ir. Tchau.
- Cof, cof, cof... — tossiu Puck. Tratei de me afastar dele. — ...Rachel, pode pegar aquelas aspirinas em cima do balcão da cozinha ?
- Claro. — disse, caminhando até a cozinha e pegando a embalagem. — Puck... acho que isso não é aspirina.
- Eu sei, e não é. O Finn fez isso para mim. — ele disse, pegando uma garrafa de vodka escondida debaixo do travesseiro de sua cabeça. — Tem analgésicos, ecstasy, Viagra, comprimido para dores musculares, anti-depressivo e umas pilulazinhas para ajudar a dormir.
- Isso pode te matar. — disse, num tom bem misterioso.
- O Finn disse que não. — ele respondeu. — No máximo, eu vou ficar agitado, excitado e depois dormir. Boa noite.
- Mas são três da tarde. — disse, vendo-o engolir aqueles comprimidos com uma dose de vodka.
Cada um com sua receita maluca para curar resfriado.
*
- Oi. — disse Santana, entrando de fininho no apartamento. — Cadê todo mundo ?
- A Rachel está dormindo, e eu checo o pulso do Puck de meia em meia hora. Talvez ele esteja em coma... mas só saberemos disso daqui a algumas horas. — disse Finn, encarando uma caixa à sua frente. — Demorou.
- O que está comendo ? — perguntou Santana, sentando-se no sofá ao seu lado. — Ou melhor, o que é isso ? Está escrito "Padaria da Mamãe", mas, baseando em todos esses anos que eu te conheço, pode ter uma boneca inflável aí dentro.
- Sabe, essa desconfiança toda, ás vezes, me magoa. — disse Finn, fazendo tom de ressentido. — E, respondendo a sua pergunta, não sei o que é isso. Acho que entregaram errado, porque quando eu cheguei em casa estava na nossa porta. É um cheesecake.
- Parece bom. — disse Santana. — Mas não acha que devemos devolver ?
- Você sabe as regras. — disse Finn, fazendo sua melhor expressão "Brooklyn". — Nunca deixe doces, comida, ou suas esposas desacompanhadas no apartamento de Finn Hudson.
- E você sabe as regras da cadeia. — disse Santana, fechando a caixa, fazendo Finn ficar emburrado. — Roube algo, passe dois anos de condicional, e seja molestado por um caminhoneiro. Vamos devolver.
- Mas não tem endereço. — disse Finn. — Você pode parar por um segundo e ver isso ? Olha... tem cara de que é bastante recheado. Com aquela bordinha crocante e a massa fina e fofa e--
- O que está esperando ?! Pega logo dois garfos !! — gritou Santana, Finn não pestanejou em correr até a cozinha e pegar dois garfos.
Utensílios que os dois quase nem usaram.
Monstros.
*
- Bom dia. — disse, caminhando até a sala e bocejando. Puck, novamente, estava estirado no sofá, e Finn e Santana fofocavam alguma coisa.
- Racheeeel, estou com sede. — gemeu Puck.
- E eu com isso ? — perguntei, irritada.
- Pode pegar água para seu querido amigo doente ? — ele perguntou, em seguida, se encolhendo todo. — Urgh, aí...
- Por que não arrasta sua bunda branca e magra e vem pegar você mesmo ? — disse, baixinho, pegando o copo da mão dele e enchendo com água. — Aqui está.
- Não posso beber água, tenho que ir ao banheiro. — ele disse, se levantando rapidamente e correndo até o banheiro. — Por que eu, Deus, por que ?!
- O que vocês dois tanto conversam ? — perguntei, sentando no sofá onde antes se localizava o corpo de Puck.
Finn e Santana apenas me ignoraram. Revirei os olhos. Essa casa anda muito cheia de segredinhos.
- Ah, Meu Deus, eu pareço um vulcão de cabeça para baixo !! — gritou Puck do banheiro. E com aquela imagem mental, acabou meu café da manhã. — Ei, meus braços estão muito doloridos ! Alguém poderia por favor vir até aqui e me limpar ?!
- Tchau.
- Até mais. — disseram Santana e Finn, saindo do apartamento.
- SEUS INÚTEIS !! — gritei.
- Racheel, me ajuda !! — chamou Puck. Ele não falava, ele gemia. Essas pessoas me gastam. — O... "produto" está começando a escorrer. Vai ficar mais difícil de limpar !!
- JÁ VOU, CASSETE ! — gritei.
Fora do apartamento...
- Ah, Meu Deus. — disse Santana, levando a mão até a boca.
- O que aconteceu ?! — perguntou Finn, preocupado. Ele acompanhou o olhar de Santana até o chão, onde uma pilha de duas caixas com o adesivo da "Padaria da Mamãe" puxavam os olhos dos dois. — Ah, Meu Deus...
- Eles mandaram dois ! POR QUE ELES MANDARAM DOIS ?! — gritou Santana, com a voz esganiçada, e pegando o pequeno bilhete grudado com durex na caixa de cima. — "Pedimos desculpa pelo transtorno. Houve um problema na entrega do primeiro cheesecake, e como pedido de desculpas, enviamos um de graça." Padaria da Mamãe.
- AH, MEU DEUS !! — disse Finn, pegando uma caixa e Santana outra. — Rápido, vamos para o estacionamento. Ninguém vai nos encomodar lá.
- Nós somos ladrões, Finn. — disse Santana, nervosa, apertando sem parar o botão do elevador. — Verdadeiros fugitivos da lei, Finn.
- Minha querida, se a polícia te pegar, você não vai ser presa porque roubou cheesecakes. — disse Finn, displicentemente. — Esqueceu que você já--
- Sim, eu atropelei uma senhora. — completou Santana, suando frio. — Mas ela era maluca e estava parada no meio da rua. Quem para pra fazer um piquenique no meio de uma ponte ?
- Santana, eu estava com você. — disse Finn. — Ela estava na calçada. Você foi jogar sua calcinha para um cara que estava do outro lado da rua, perdeu o controle do volante e acertou ela. Pobre Sra. Norego.
- No rêgo ? — perguntou Santana, rindo. — Que porra de nome é esse ?!
- Ei, não brinque com o sobrenome dela ou ela voltará para te assombrar. — gritou Finn, sério. — E, para sua informação, é italiano.
*
- Rachel, ótimas notícias ! — disse Puck, ao me ver chegando em casa, aquele mesmo dia, por volta das sete da noite.
- O que ? Descobriu uma maneira de fazer o número dois sem eu ter que te limpar ? — perguntei, sarcasticamente, e Puck riu. — O que é ?
- Minha agente acabou de ligar. É, eu tenho uma agente. — ele fez uma cara de "riqueza". — Ela disse que uma amiga produtora dela assistiu ao meu comercial de pomada e disse que eu tinha "potencial". Acredita nisso ?! Eu tenho potencial !
- Eu também vi o seu comercial. — disse, me lembrando. Rachel Berry, pare de ser safada! Vai, pense em outras coisas. Unicórnios, flores, pintar as unhas... — Nada mal.
- Eu sei. — ele disse. — Então, ela disse que eu fui chamado para uma audição ! Se eu passar, vou interpretar um cara de tapa-olho que diz... "E aí", para o ator principal ! Não é demais ?!
- Nossa, estou perplexa. — disse, fingindo. — Achei que você estava doente. Por acaso estava fingindo ?
- Sim, Rachel, estava. — ele disse. — E desculpa pela parte em que você... teve que... me limpar.
- NÓS JURAMOS NUNCA MAIS FALARMOS SOBRE ISSO ! — gritei. — Mas por que estava fingindo ?
- Eu queria... sabe, fazer a Santana não ir trabalhar. — ele disse, meio cabisbaixo.
- Aah, quer dizer que a "chama" de vocês está apagando ? — perguntei, sarcástica. — Sabe, quando eu descobri que vocês estavam juntos, eu não levei fé. E agora, quase quatro semanas depois, aqui estou eu, aí estava você, e se arrastando no colo de um velho tarado está ela, eu não levo fé.
- Sabe, eu também não levava. — disse ele. — Achei que estávamos nisso apenas pelo sexo. Mas eu acho que as coisas podem ficar realmente sérias. Não me assustaria se a Santana não estiver no mesmo lugar que eu no nosso relacionamento. Também, eu estou nessa relação uns cinco anos a mais do que ela.
- Tem razão. — disse, pensativa. — A Santana é um tipo... vamos dizer, "muito raro"¹ de mulher. Eu acredito que ela nunca esteve em uma relação séria. Você tem que... sabe, cortejá-la.
- Acho que a Santana não sabe o significado de cortejar. — riu Puck. — Acho que está na hora de eu... tentar dar um passo à frente.
- VAI PEDIR ELA EM CASAMENTO ?! — gritei.
- É claro que não !! — ele disse. — Algo menor do que isso.
- Eu diria "chame ela para morar com você", mas nenhum dos dois tem apartamento, então... pense. — disse. — Compre... um colar de diamantes para ela.
- Rachel, nós mal temos dinheiro para comprar o papel higiênico com folha dupla. — ele disse. — A propósito, aquele papel higiênico machuca meu bumbum. De qualquer jeito, a única jóia que eu poderia pensar em dar para ela seria um daqueles anéis com uma bala em cima.
- Eu acho que você vai achar alguma coisa. — disse, caminhando para o meu quarto. — Eu realmente torço por vocês dois. Mesmo achando que vocês já são caminhos perdidos, quem sabe você pode colocar um pouco de juízo na cabeça dela.
*
Acordei atrasada para o trabalho. Logo de manhã, Puck estava ensaindo para sua audição em frente ao espelho (e usando um tapa olho, Meu Deus) e Santana e Finn já estavam para rua.
Escutei conversinhas vindo do corredor, e resolvi checar.
- Eles não entregaram hoje !! — disse Santana, com a mão na cabeça, andando de um lado para o outro. — Finn, eu vou fechar o meu coração. Dói muito ser abandonada desse jeito.
- Espera... que caixa é aquela na porta do apartamento da Quinn ? — perguntou Finn, caminhando lentamente até o final do corredor. Santana o seguiu. Fiquei apenas olhando os dois da porta de casa. Puck logo se juntou à mim. — É ela !!
- Eles entregaram certo ! — disse Santana, perplexa. — O que vamos fazer ? Agora que está na porta dela, não podemos mais pegar !
- Quem disse que não podemos !? — perguntou Finn.
- Hmm, não sei, deixa eu ver... A POLÍCIA, TALVEZ ?!! — gritou Santana. Os dois pareciam dois ladrões atrapalhados daqueles filmes horríveis. — Se vai pegar, é melhor ir rápido.
- Por que ? Está tão desesperada assim para comer os cheesecakes ? — perguntou Finn, confuso.
- Não, é que eu ouvi um barulho daí de dentro. — disse Santana, Finn não esperou para agachar e pegar as duas caixas de papelão com o adesivo "Padaria da Mamãe" e correr. Eles nem esperaram pelo elevador, desceram pela escada mesmo.
- Viciados. — disse para Puck, que riu.
*
- Urgh... — gemeu Finn, deitado no chão, encolhido na posição fetal e segurando as pernas. — ...que dor de barriga.
- Quem mandou comer seis cheesecakes. — disse, com ar de mãe dando bronca. — Vou dar uma saída.
Saí do apartamento. Logo que eu o deixei, Santana sai do banheiro, também com as mãos na barriga e cambaleando.
- Meu coração foi partido, Finn. — disse ela, se jogando no sofá. — Meu coração e minhas nádegas, né, porque aquele papel higiênico.
- Já disse, quando eu tiver dinheiro, vou comprar o papel com folha dupla. — ele disse, quase gritando, mas a dor em sua barriga voltou, e ele voltou a se encolher e gemer. — Ugh...
- Eu acabei de... entupir o seu vaso com as delícias da "Padaria da Mamãe". Não te recomendo ir lá por um bom tempo... — disse Santana.
- Sabe, mesmo depois de ter comido seis cheesecakes, eu ainda sinto um vazio no meu corpo. — disse Finn, fazendo uma careta engraçada.
- É o que os programas do Discovery Home & Health ensinam... — respondeu Santana, filosoficamente. — ...você pode se entupir de comida, mas nada nunca vai preencher o vazio emocional dentro de você.
- M-mas é verdade. — grunhiu Finn. — Sabe, se eu pudesse provar só mais uma vez a casquinha crocante dos cheesecakes da "Padaria da Mamãe"...
- Pegue seu casaco. — disse Santana, se levantando. — Vamos até a "Padaria da Mamãe".
- Mas fica no Brooklyn. — retrucou Finn. — Acho que não posso mais ir lá desde que atirei no Snoopy Dog. Foi uma noite louca.
- Nós podemos levar um tiro, mas agora que a Quinn cancelou a assinatura dela, vamos ter que conseguir nossos cheesecakes de um jeito ou de outro. — disse. Finn, em um salto, já havia pego seu casaco e estava saindo pela porta. Os dois me encontraram esperando pelo elevador, mas não quiseram esperar, e rapidamente desceram pela escada.
- Aonde vão ?! — gritei.
- Até a "Padaria da Mamãe", no Brooklyn ! — disseram.
- Esperem !! Me levem com vocês !! — gritei, descendo as escadas atrás deles.
O que estão olhando ? Vão me julgar ? Eu também sou humana. Posso não roubar cheesecakes da nossa vizinha grávida, mas eu enfrentaria uma multidão de favelados armados.
Bom, deve ser gostoso.
1- Rachel quis dizer vulgar, e não raro. Na verdade, ela quis dizer piranha, mas o que ainda resta nela de boa menina a impediu.
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