Apartamento 23
19 19- And The Promotion
Notas iniciais
Aviso: Acho que eu não agradeço o suficiente os reviews e recomendações carinhosos de vocês. De qualquer jeito, muito obrigado. Vocês, leitores e leitoras, são simplesmente demais !!
- Oi, Rachel. — disseram Finn e Santana, ao me verem entrando no apartamento. — Como foi o primeiro dia de trabalho ?
- Legal... — disse, desanimada. — ...mas, sinceramente, achei que quando dei em cima dele e fez questão de usar uma roupa bem decotada, conseguiria um cargo melhor do que esse.
- Quer dizer que você quer ser promovida ? — perguntou Finn. Balancei a cabeça positivamente. — Hmpf, se fosse tão fácil assim.
- O que está dizendo, você trabalha como traficante de drogas ! — disse. — Não dá para ser promovido, dá ?
- Mas é claro que dá. — ele disse. — E eu senti um pouco de sarcasmo quando você falou traficante de drogas. Pois fique sabendo que é uma profissão honesta, limpa e eu faço um bem enorme para as crianças.
- Você vende drogas para elas !! — disse, incrédula.
- E as mantenho dentro da sala de aula. — disse Finn, com ar de bombeiro que acabou de ganhar uma medalha. — Ou você acha que elas aguentam aquelas aulas chatas de História sem estarem doidonas, hmm ?
- De qualquer jeito... — disse Santana, interrompendo Finn. — Você está dizendo que quer ser promovida.
- Sim.
- E qual é o jeito mais fácil de ser promovida...? — ela perguntou, abrindo uma deixa para que eu respondesse.
- Fazer um bom trabalho ? — respondi, mas meio que perguntando.
- Isso também, mas qual é a maneira mais fácil e garantida de ser promovida ? — ela perguntou, com um sorriso nos lábios.
- Empurrar a atual assistente dele pela porta do elevador ? — perguntei. Santana balançou a cabeça negativamente. — Eu não sei !!
- Dormir com ele, Rachel. — ela disse, como se fosse a coisa mais óbvia possível. — Nossa, não acredito que não acertou essa.
- Santana, não posso dormir com ele. — disse. — Ele tem filhos e é casado.
- Aí está ! — ela disse, sentindo uma lâmpada acender sobre sua cabeça. — Casado e tem filhos. Sua mulher provavelmente é flácida e cheia de marcas do parto normal. Nunca conseguiu recuperar o corpo de antes, então deve ser gorda. Ele provavelmente deve encher a cara para transar com ela. E os filhos chatos, o tempo todo, para cima e para baixo pertubando ele...
- A Santana tem razão. — disse Finn, concordando com ela, o que me deixou meio assustada. Eu queria ser promovida, tanto pelo trabalho quanto pela grana que iria ganhar, mas não estava disposta a dormir com ninguém. — Um cara que vive uma vida normal e cansativa deve ter um fetiche por assistentes vadias.
- Ele deve pensar em você na banheira. — disse Santana, rindo. — E digitando no seu computadorzinho. E lavando um carro com uma esponja e bastante espuma... hmmm... espuma.
- Gente, vocês estão me deixando maluca. — disse, nervosa. — Eu não vou dormir com o meu chefe só para ganhar uma promoção.
- Eu já dormi com meu chefe só para ganhar uma promoção. — disse Santana. Abri a boca para dizer alguma coisa ofensiva, mas me calei quando Puck entrou no apartamento. — Onde estava, seu safado !? Já deveria ter chegado à... 25 minutos. Por acaso estava me traindo ? Com uma mulher branca ?!?
- Gente, vocês não vão acreditar. — disse Puck, abrindo um sorriso. — Eu estava subindo o elevador quando cruzei com a Quinn. Ela passou mal e eu tive que levá-la ao médico.
- Ah, Meu Deus ! — disse, preocupada. — Ela está bem ?
- Que se dane ela, essa não é a parte que vocês não vão acreditar. — ele disse. — A parte que vocês não vão acreditar é que, em quanto eu esperava ela ser atendida, uma mulher perguntou se eu era modelo, e me ofereceu um trabalho como modelo de pênis !
- Mas que porra é essa ? — perguntou Finn, com a expressão mais séria do mundo.
- Basicamente, eles vão tirar fotos do meu melhor amigo que vai ilustrar capas de revistas eróticos e bolos em despedidas de solteiro ! — ele disse, animado, esperando por uma salva de palmas, eu acho.
- Parabéns. — disse, meio sem-graça. — Sabe como dizem... alguns... amigos intímos... nascem... para brilhar.
- Não estão felizes ?! — ele perguntou, com um sorriso bobo. — Minha carreira de ator estava precisando dessa alavancada. Assim que toda América ver a verdadeira face de Noah Puckerman, vão me chamar para fazer novelas de televisão e até posar nu ! Imaginam quanto dinheiro eu posso fazer !
- Ah, Meu Deus... — disse Finn, meio deslocado do assunto. — ...é ela.
- Na verdade, é "ele". Eu apelidei de Chuck. Mas acho que Marcão seria o nome mais apropriado. — ele disse, mas apenas Santana riu. Eu não entendi muito bem. Às vezes, agradeço por ser ingênua. — O que acham ?
- Não é isso, idiota !! Não estou falando do seu pinto. — disse Finn, se levantando rapidamente. — O-onde está a Quinn ?
- Em casa, eu acho. — respondeu Puck, meio confuso. — Ei, gente ! Vamos fazer um bolo, para comemorar, e vocês podem usar o meu pênis como molde !
Finn deixou o apartamento muito atordoado. Santana e Puck começaram a falar safadezas, então decidi seguir Finn. Ele caminhou até o apartamento de Quinn e bateu na porta várias vezes, até a loira atendê-lo.
Ela estava meio pálida. Fazia tempo que eu não a via. Acho que desde o Dia de Ação de Graças, ou o Natal.
- É você, né ? — perguntou Finn, com os olhos arregalados e meio ancioso. — O... teste de gravidez que eu achei na lixeira era seu, não era ?
- Aahh !! — disse, também levando um susto. Agora tudo fazia sentido. Aquela história maluca que a Santana havia dito agora fazia sentido. — Quinn. Você está grávida ?
- Não era para vocês ficarem sabendo... — ela disse, com uma voz arrastada. — ...a Santana é mesmo uma linguaruda.
- Por que não queria nos contar ? — perguntou Finn. — Isso é muito grande. Como você vai criar um bebê sozinha ? Ou melhor, como você ficou grávida ?! E como a Santana ficou sabendo ?!
- Ok, uma coisa de cada vez. — ela disse. — Entrem, entrem. Não quero que os outros vizinhos fiquem sabendo.
*
- Foi numa festa. — disse Quinn.
- Como assim, "numa festa" ? — perguntei. — Foi com quem ?
- Não sei. — respondeu. — Estava escuro. Pela minha conta, nós éramos oito.
- O que ?! — perguntei, assustada.
- Agora está ficando interessante. — disse Finn.
- Eram três negões, um chinês, duas mulheres, uma stripper, um transsexual e um velhinho sem a perna esquerda. — ela respondeu, eu apenas lhe dei meu pior olhar desconfiado. — Fazer o que ?! As coisas ficaram quentes.
- E... ? — perguntou Finn. — Quem te engravidou ? Os negões ? O chinês ? O velhinho ?!
- Não sei. — disse Quinn, encarando o chão, tristemente. — Não vou me surpreender se essa criança sair de dentro de mim morena de olhos puxados.
- Vadia ! Bate aí ! — disse Finn, rindo.
- Isso não é ocasião pra bate aí ! — disse, repreendendo-o. — Você é uma mulher solteira que mal trabalha. Como vai sustentar essa criança ?!
- Não sei !! — disse Quinn. — Talvez eu o largue em frente à uma igreja e espere uma freira bondosa pegá-lo e criá-lo como cristão, mas então ele viajará pelo mundo por respostas de mim, descobrirá que eu estou morta, mas depois eu estou viva, e então eu morro, e vivo novamente, e ele me dá um tiro.
- Eu assistiria a esse filme. — disse Finn. Desviei meu olhar sombrio para ele, fazendo sumir o sorriso no seu rosto. — O que foi ?! Parece interessante.
- Por favor, não contem para ninguém. — disse Quinn. — Acho que quando essa criança nascer, eu vou simplesmente sumir pelo mundo. Ou quem sabe eu volto a morar com os meus pais e encontre um trabalho de verdade.
- É, nesse prédio, só tem fofoqueiros. — disse Finn. — Ei, vocês ficaram sabendo que a Sue engordou ?
- O que ?! — perguntou Quinn, com um sorriso maligno no rosto. — Aquela vaca vivia dizendo que eu estava gorda e precisava emagrecer... chupa essa, pelancuda ! E então, barriga ou perna ?
- Rosto e bunda. — disse Finn, rindo.
Esses dois... perdidos.
*
Estava no trabalho. A verdade é que eu sai de uma cafeteria onde servia café para estranhos para ir para um prédio chique servir café para outras pessoas que eu não conhecia, ou que se apresentavam e eu acabava esquecendo seus nomes.
A idéia de Santana ia e vinha na minha cabeça. Seria muito "bitch" de mim dormir com o meu chefe só para ganhar uma promoção ? Talvez nem dormir, só... "me assanhar" um pouco. Sabe, derrubar uma caneta, me abaixar para pegar e mostrar minha calcinha.
Argh ! Não quero trabalhar como garçonete para a vida toda. Quero ser alguém importante. Tudo bem, calma, Rachel, vamos lá.
- Bom dia, Brad. — se eu ainda não mencionei, o nome do meu chefe é Brad. Foi ele quem me descolocou a entrevista aqui. É claro, ele é o chefe. — Urgh, não acha que está calor aqui.
- Rachel, o ar condicionado está no 13 graus celcius. — ele respondeu, rindo. — Não pode estar com calor.
Droga, Rachel, pensa ! Você consegue fazer melhor. Tenho certeza que consegue.
- Ah, droga. — disse, derrubando uma caneta de propósito. — Puxa, acho que vou ter que me abaixar para pegar... hmhm... hmhm...
- Rachel, está tentando me seduzir para ganhar uma promoção ? — ele perguntou, meio discreto, mas parecendo decepcionado. — Achei que você era a única das minhas assistentes que não faria isso.
- Eu sei, eu sei !! — disse, arrependida. — Eu queria muito ganhar uma promoção, e cometi o estúpido erro de pedir conselho aos meus amigos, e eles disseram que eu deveria dormir com você, mas eu me recusei a fazer isso. Falando nisso, como vai sua esposa ?
- Ótima. — ele respondeu, rindo nervoso.
- Desculpe, por favor, me desculpe. — disse, morrendo de vergonha. Rachel Berry, você não serve para essas coisas. Morreria de fome se precisase ser sexy.
- Rachel, se quiser uma promoção, pode simplesmente me pedir. — ele falou. — Não precisa se abaixar para pegar a caneta e me deixar ver sua calcinha. Aliás, renda, muito bonita. E que tecido é esse ? Seda ?
- Ahahaha... aí, você... — disse, boba. — Desculpe, sinceramente. Como eu não vou conseguir olhar na sua cara, quem sabe eu peça a promoção semana que vem ?
- Eu posso te conceder agora. — ele disse. — O que quer ? Assistente executiva ? Assistente chefe ? É só falar.
- Aaaí, obrigado ! — disse. — Seria constrangedor se eu te abraçasse agora ?
- Sim, seria. — ele respondeu.
- Muito obrigado. — disse, com um sorriso.
É isso aí, irmã ! Rachel Berry, duvidando da sua sexualidade... eu sei que, bem lá no fundo, mas bem no fundo, no subterrâneo do meu coração, tem uma leoa selvagem só esperando para ser libertada.
*
- CONSEGUI ! — gritei, animada, entrando no apartamento. — Eu consegui a promoção. Conheçam a nova Rachel Berry, assistente executiva !!
- Parabéns. — disse Finn. — Quer comer bolo com o formato da genitália do Puck ?
- Irck ! — disse, afastando a mão que segurava um pratinho com pedaço de bolo de Finn. — Eles fizeram isso, não fizeram ?
- Argh, a foto do... você sabe, do Puck apareceu em um comercial para pomada pra coceira. — disse Finn, com um sorriso esquisito no rosto. — E tenho que admitir, a Santana é sortuda.
- Verdade ? — perguntei, ativando meu lado curioso. — Sempre quis saber.. sabe, a "potência" do Puck. Sabe, curiosidade feminina...
- Sei, sua cachorra. — riu-se Finn. — Nós gravamos o comercial. Quer assistir ?
- Nhé, sei lá... sabe, eu não sou tão curi- COLOCA LOGO !! — gritei, sentando no sofá. — Esse bolo tá bom ?
- Sim, sabor chocolate. — disse Finn, me entregando um pedaço de bolo. Mesmo com a forma das intimidades de Puck, parecia gostoso. — A Santana ainda colocou o ingrediente secreto dela.
- Por favor, não me diga que é... sabe ? — disse, fazendo um gesto.
- Não, Meu Deus ! Isso seria nojento. Sua... irgh, não consigo nem achar uma palavra para isso. — disse Finn, com uma expressão feia. — Nossa, Rachel, essas coisas nem passam pela MINHA cabeça. E o ingrediente secreto é nozes. NOZES !
- Desculpa !! — gritei. — Vindo daqueles dois, eles poderiam até misturar um rato morto no bolo.
- Não, dessa vez foi um guaxinim. — cuspi o bolo no prato novamente. — ESTOU BRINCANDO !! Presta atenção, ele vai aparecer agora.
- Deus... — disse, levando a mão a boca. — ...aquela vaca é sortuda !
- É, é... — disse Finn. — ...posso dizer que estou até com um pouco de inveja. E olha que é quando ele está "relaxado". Imagina como fica quando ele está... "pronto para trabalhar" ?
- Droga, sabia que tinha que ter dormido com ele. — disse, Finn riu, me dando um soco no braço. — Então, como está a Quinn ?
- Disse que está de cinco meses. — disse Finn. — A barriga dela não está mostrando muito, mas daqui a alguns meses, o bebê vai nascer.
- Sabe, eu sempre a enxerguei como uma vadia louca que era obcecada por você. — disse, pensativa. — Mas, agora, eu a vejo como uma vadia louca que era obcecada por você... que está esperando um bebê meio chinês meio negro.
- Vai ver que a vadia louca aqui é você, Rachel. — riu Finn. — Então, me conta os detalhes. Dormiu com seu chefe ?
- Não ! — disse. — Eu... "sensualizei" um pouco. Tipo, derrubei uma caneta e me abaixei para pegar.
- Huhuhu, assistente vadia clássica. — riu Finn. — Nada mal, nada mal. Eu torço por você, Rachel. A cidade já te maltratou demais, acho que está na hora de se estabilizar.
- Eu também. — disse, pensativa. — Vamos comemorar enchendo a cara e comento bolo com formato de pênis !
- Eba ! — Finn bateu palmas.
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