Apartamento 23

18 18- And The Driving License


Notas iniciais
Nada para dizer. Gente, alcançamos os 100 reviews !! Cara, vocês me impressionam... hoje eu posso dizer com todas as palavras que eu AMO vocês demais, do fundo do coração, vcs são os melhores leitores do mundo todo! Vivem elogiando minha fic e fizeram a questão de deixar um review em cada capítulo... vocês são D-E-M-A-I-S !
Hoje vamos comemorar... quem saiba eu abra uma latinha de coca. Posso dizer que vou dar uma de louco e abrir duas. Abram comigo. É, mas vcs tem que comprar a de vcs. Desculpa... Huashuahuas ! Bom, brigadãodérrimo, minha gente, cem reviews vezes a minha felicidade igual vocês leitores. É, matématica é uma merda.

- Cartas ? — perguntei, andando pela casa. Finn apontou uma pequena pilha de cartas em cima da mesa. — O que é tudo isso ?

- A maioria são multas de carro, de quando eu dirigia bêbado pelo Brooklyn, e a medida cautelar é da Santana. Ela bateu em uma senhora. — disse Finn. — Alguém esqueceu de comprar o pó do café novamente, vou ter que esquentar o de ontem.

- Novidade... — disse, remechendo na pilha de cartas que contavam histórias muito tristes. — ...para mim ? "Revogação da sua carteira de motorista" ?

- Bom dia. — disse Santana, saindo do quarto, sendo seguida por Puck. — Cartas ?

- Só uma medida cautelar. — respondeu Finn. — Está melhorando.

- Aquela vadia estava pedindo um soco... — murmurou Santana. — ...ih, olha, a Rachel não pode mais dirigir.

- O que ?! — gritei, tomando a minha carta da mão dela. — Mas que droga... como eu vou chegar no trabalho agora ?

- Quem sabe a gente pode levar você para tirar uma carteira de motorista nova. — disse Puck. — Aparentemente, nós não temos nada melhor para fazer.

- Onde está o nosso café da manhã, Finn ? — perguntou Santana, com pose de madame.

- Tinha café de ontem. — ele disse. — Mas tinha algumas coisas boiando neles, então vou jogar fora.

Finn saiu do apartamento, deixando eu, Santana e Puck conversando sobre meus planos de renovar minha carteira de motorista.

Finn caminhou até a lixeira do prédio.

- Quinn ! — disse Finn, sorridente, ao ver a loira se aproximando. — Quanto tempo... onde raios você estava ?

- Podemos conversar depois ? — disse ela, não dando bola para Finn. Em uma ocasião normal, uma proposta para começar uma conversa com Finn deixaria Quinn mais animada. — Estou me sentindo enjoada...

Finn acenou desanimado. Abriu a porta do despensador de lixo. Estava prestes a jogar o saco de lixo em sua mão, quando algo caiu da lixeira. Algo que chamou absurdamente a atenção de Finn. Chamou a atenção dele mais do que os comerciais da GAP com aquelas mulheres de bíquini.

- Ah, Meu Deus... um teste de gravidez. — ele disse, segurando o "negocinho" na mão. — Positivo. Meu Deus...

*

- Estão animados ?! — perguntei, enquanto entrávamos no carro. Santana iria dirigir. — Mal posso esperar para re-aprender a dirigir.

- Rachel, são nove e quinze da manhã. — disse Santana, entrando no carro e fechando a porta, em seguida me encarando com a pior expressão do mundo. — Pode, por favor, calar a boca ?

- Desculpa. — disse, lentamente, nós saímos de carro da garagem do prédio. Logo que começamos a andar, Santana saca, de sei lá aonde, uma garrafinha.

- O que está fazendo ? — perguntei, assustada.

- Dirigindo um carro ? — ela perguntou.

- Não. Você não sabia que beber enquanto dirige diminui em 25% os reflexos do motorista ? — Santana balançou a cabeça para cima e para baixo, sem ao menos prestar atenção no que eu falava. — Ainda mais álcool. Isso quase que dobraria sua falta de reflexo.

- Você tem álcool aí ? — perguntou ela.

- Não.

- Que pena. — disse.

- Parem, por favor. — disse Puck. — É ali ó.

Santana lentamente parou o carro na calçada do tal lugar onde eu renovaria minha carteira de motorista. Entramos, e a primeira etapa pela que eu tive que passar foi escrever o formulário. Ainda estava cansada e não tinha tomado meu café, então poderia acabar assinando meu nome como Ursinho Pooh.

- Nome ? — perguntou Santana, tomando o papel do formulário e a caneta da minha mão.

- Você sabe meu nome. — respondi.

- Rachel. — ela disse, enquanto escrevia. — Rachel...

- Berry ! — respondi.

- Idade ? — perguntou.

- 23 ? — respondi.

- Haha. — ela riu sarcasticamente. — Rachel, isso é uma coisa séria. Ok, sei que você tem vergonha da sua idade, mas trinta e cinco não é nada para se ter vergonha. Vou colocar um 32 para não te deixar tristinha.

- Arf... — suspirei profundamente.

- Endereço ? — perguntou.

- NOSSA CASA ! — gritei.

- Nossa casa... — ela escreveu. — ...acho que realmente deveria escrever o nome do lugar... Doenças ?

- Não.

- Enxaquecas ? — perguntou.

- Não.

- Sexo ?

- Não acredito que está me perguntando isso. — disse, embasbaquecida.

- O que foi ?! Nunca olhei o meio dessa virilha aí. — disse, ofendida. — Não sei o que tem aí embaixo... o que não tem... pelo que nós sabemos até agora, pode ser um, outro, os dois, ou nenhum !

- SEXO FEMININO ! — berrei. — E mude enxaquecas para sim... Arf...

- Acho que está bom. — disse Santana. — Aqui também está perguntando sua opção sexual e estado civil, mas eu coloquei "procurando por companheiro/companheira" e "se masturba na banheira". Está bom para você ?

Balancei a cabeça positivamente. Aquele formulário não poderia ficar pior. Ou poderia...?

*

- Bom dia, meu nome é Matt. — disse o instrutor, caminhando até a nossa direção. — Quem de vocês é Rachel... três pontinhos ?

- Santana. — revirei os olhos. — Sou eu.

Dei um passo à frente. Senti que o instrutor me olhou dos pés a cabeça, e fiquei esperando por alguma cantada sem noção.

- Eu até cantaria você e checaria sua bunda quando você caminhasse naquela direção, mas eu vi seu formulário e... — ele fez uma pausa. — ...eu tenho um primo nessa mesma situação. Como consegue esconder tanto o... você sabe ?

- SANTANA !! — gritei, incrédula.

- Ah, esqueci de falar. — ela disse, sorrindo sarcástica. — Eu coloquei sexo masculino. E possível transexual.

- Olha moço ! — disse, correndo na direção do meu instrutor e puxando-o pela manga da camisa. — Meu nome é Rachel. Eu sou do sexo feminino, e gosto de homens ! Não sei o que aquela garota doida ali escreveu no formulário, mas pe tudo mentira. E se o senhor, com todo respeito, quer olhar para a minha bunda enquanto eu ando, vá em frente e olhe !

- Na verdade, estou olhando agora. — ele disse, sorrindo.

- Obrigado. — disse, passando displicentemente na frente dele. — VIU, SANTANA ? ELE ESTÁ OLHANDO PARA A MINHA BUNDA ! PARA A MINHA BUNDA, NÃO PARA A SUA ? COMO SE SENTE AGORA... VADIA ?!

- Essa garota... — disse Santana, e Puck riu.

*

- Tudo bem, tudo o que você precisa fazer aqui é dirigir lentamente entre os cones, tomando cuidado com os pedestres de papelão. E as pessoas de verdade. Tá vendo aquela ali ? — ele apontou para uma mulher vestida com uma fantasia de cone. — É a minha mulher. Pode atropelá-la se quiser.

Segurei o volante firme e pus o pé de levinho no acelerador.

- Pode me explicar mais uma coisa ? — ele perguntou. — O que esses dois estão fazendo aqui ?

- Eles querem ver. — respondi, olhando para trás e encarando os rostos animados de Santana e Puck. — Acham que vai ser uma carnificina.

Coloquei o pé novamente devagar no acelerador. Comecei calmamente. Estava indo bem. Nenhum cone até agora. Estava indo bem. Muuito be--

- RACHEL, CUIDADO COM A VELHA ! — gritou Puck.

Perdi o controle e comecei a acelerar.

- RACHEL, O GATO ! — gritou o instrutor.

- OLHA AQUELES CONES ! — Santana.

- AH, MEU DEUS, AQUELAS POBRES CRIANÇAS BRINCANDO DE BOLA ! — gritou Puck. — IMAGINA OS PAIS DELAS PENSANDO NO QUE VÃO FAZER PARA O JANTAR PARA ALEGRAR SEUS FILHOS E DE REPENTE... BAM! ELES VÊEM OS PRÓPRIOS FILHOS MORTOS COM MARCAS DE PNEUS NA CALÇADA !

- CALA A BOCA ! — gritei, fazendo a curva rapidamente. Fechei os olhos por um minuto quando senti que o carro iria capotar. Abri os olhos novamente e estávamos parado. Escutei um grito alto. — Ah, Meu Deus...

- QUANDO EU DISSE PARA ATROPELAR MINHA ESPOSA, EU ESTAVA DE BRINCADEIRA !! — gritou o instrutor. — ELA VAI QUERER O DIVÓRCIO AGORA !! ELA VAI ARRANCAR DE MIM TUDO QUE EU TENHO !!

Olhei para Puck e para Santana. Eles riam feito palhaços. Droga.

*

- A cidade odeia você. — disse Puck. — Quando eles te vêem vindo de carro, parece que todos eles correm da rua e vão para suas casas correndo. Como um rapper em um carro cheio de mulheres brancas apontando suas armas para cima em um bairro de negros. Não que isso seja novidade.

- Você atropelou a senhora, o gato, as crianças... — disse Santana, tendo um flashback. — E não me faça falar daquela cidade cenográfica.

- Uh... — Puck sentiu um calafrio. — Você atravessou o pet shop, e não sei como, acabou dentro do restaurante chinês. Rachel, como deixam você dirigir ?

- Vocês são uns babacas. — disse, abrindo a porta do apartamento. — Do jeito que falam, parece que eu derrubei todos os cones e ainda fiz o carro explodir.

- Na verdade, ele pegou fogo e depois explodiu. — corrigiu-me Puck. — Sorte que ninguém estava dentro.

- Esperem... — disse Santana. Receava aquele espera. — ...onde estava o instrutor na hora em que fomos embora ? Eu não o vi desde que o carro expl--

- No inferno. — completei-a, abrindo a porta do apartamento. Finn estava sentado no sofá, com uma expressão de preocupação, e com um... teste de gravidez na mesa. Ele levantou o olhar para encarar a mim e Santana.

- Podemos fazer isso do jeito rápido e fácil ou do demorado e dolorido. — disse Finn. — E, só para constar, o jeito dolorido inclui um sermão que eu copiei de um site da internet para pais e um chicote. Esse é do sex shop.

- Um teste de gravidez ? — perguntei, caminhando até a mesa e pegando o pauzinho. — Positivo... de quem é ?

Puck balançou a cabeça preocupado, e num piscar de olhos, todos os nossos olhares pousaram em Santana. Ela estava quieta. Quieta demais.

- VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA ?! — perguntou Puck, gritando.

- Eu posso explicar. — disse ela, nervosa. — Na verdade, não posso. Prometi guardar segredo.

- AO SEU BEBÊ ?! — perguntei, também histérica, imaginando aquela criança mentalmente.

- Vocês estão entendo errado. — ela disse, balançando a cabeça negativamente. — Não tem uma criança dentro de mim.

- TEM DUAS !? — perguntou Finn, sorrindo bobo.

- SANTANA !! — berrou Puck. — SE NÃO ERA PARA PROTEÇÃO, QUAL O INTÚITO DE USAR DUAS CAMISINHAS ?!

- Vocês usavam duas camisinhas ? — perguntei, desviando uma conversa completamente normal para algo um pouco menos normal.

- G-gente, deixem eu falar... — ela murmurou. — ...EU, Santana Lopez, não estou grávida. Outra pessoa está.

- Quem ?! — perguntamos juntos.

Ela fez uma pausa e abriu a boca para falar.

Duas coisas: uma boa e uma ruim.

A ruim... alguém está grávida e eu tenho quase certeza de que é a Santana. Mal consigo esperar para ver essa criança...

A boa... pelo menos eu consegui renovar minha carteira de motorista ! Vou ter que rezar pelo meu instrutor hoje... estúpido carro que explodiu.

Notas finais
Gostaram ?! QUERO VER QUEM É QUE CONSEGUE RESOLVER O ENIGMA DE QUEM ESTÁ GRÁVIDA !!