Apartamento 23
17 17- And Rachel's Thunder
Notas iniciais
Nem demorei tanto para postar.
Ei, QUATRO RECOMENDAÇÕES, BIITCH !
Não me lembro que as deixou, mas muito obrigado, vocês ganharam uma notinha no início do capítulo.
Agradeço, agradeço, agradeço.
Vocês são demais.
Dá para acreditar que só faltam 7 capítulos para terminar a temporada ?
Parece ontem que eu estava todo nervoso com o capítulo piloto.
Bom, prometo que ainda vão ter muitas risadas nos últimos capítulos. E surpresas também !!
Leiam !!!
Agradeço aos duas leitores (leitoras) que deixaram as duas últimas recomendações. Desculpe não lembrar seus nomes, mas saudações, mesmo assim. Obrigado.
*
- Tem algo errado. — disse, descendo do carro.
- Rachel, anda logo, eu preciso fazer xixi ! — reclamou Finn, com as mãos entre a virilha.
- Nós devíamos ter falado sobre isso com o médico. — reclamei, caminhando até o porta-malas. — Não sentiu que o carro estava mais pesado ?
- HAHAHA, que piada ótima sobre o meu peso. — disse Finn, mesmo que aquilo não tivesse sido uma piada sobre o peso dele. — Eu vou na frente. Fique com a sua loucura aí sozinha.
- Hmmm. — pensei comigo, colocando a mão na trava do porta-malas, preste a abri-lo. — É, eu devo mesmo estar louca. Ou o Finn deve ter engordado muito sério. EI, ESPERA !
Corri atrás dele.
*
- Eu não acredito... — susurrou Santana. — ...essa foi por muito pouco. Realmente muuito pouco. O que você acha que teria acontecido se a Rachel nos pegasse aqui ?
- Não consigo sentir meu pé. — disse Puck, ignorando o desespero de Santana. — Vê se você encontra minha cueca por aí.
- Hmmm... achei um livro. — disse ela. — "Tudo Parece Igual no Escuro" ? Não é o livro de sacanagem da Rachel ?
- Ela é uma garota muito estranha. Agora dá para procurar minha cueca ? — reclamou Puck. — É de seda. Tem que lavar á mão.
- Não me perturba. — disse Santana. — Precisamos bolar uma desculpa para eles não desconfiarem da gente.
- Ué, vamos dizer que ficamos presos no trânsito ! — disse Puck.
- Você mal trabalha e o meu local de trabalho é do outro lado da rua. — respondeu Santana. — Como nós ficamos presos no trânsito ?
- Vamos dizer que houve um arrastão ! — disse Puck, de repente.
- Ótimo. Eu chego em casa pelada e digo que a população arrancou minha roupa no meio da correria. — ela disse, sarcástica.
- É, não vai colar... — disse Puck, pensativo.
- Você acha ?! — perguntou Santana, novamente sarcástica. — Vamos só dizer que eu fiquei presa no trabalho e você... foi fazer uma colonoscopia de rotina.
- Por que não pode simplesmente dizer que eu fui caminhar ? Ou que eu fui fazer trabalho voluntário ? Ou que eu fui me encontrar com uma namorada ? — perguntou Puck.
- Uou. — Santana sentiu aquele calor subindo e uma vontade enorme de descer o cassete. — Você está me traindo ? Está me traindo, idiota ? Para o seu bem, espero que ela não seja uma mulher branca. Ela está no nosso quarto ? Está lá agora mesmo ? Ah, mas você...
- EI ! Eu não estou te traindo. — disse Puck. — E seria uma desculpa bastante plausível já que o Finn e a Rachel não sabem sobre nós !
- Tem razão. — disse Santana, pensativa. — Mas se eu entrar naquele quarto e encontrar uma mulher branca na nossa cama... se ela for asiática, ainda por cima, você tá perdido, malandro, tá perdido.
Puck deu uma risada. Meio nervosa. Santana conseguia colocar medo às vezes. Tudo bem, quase sempre. Beleza, o tempo todo !
Gente insistente...
*
- Oi gente ! — disse Santana, ao entrar no apartamento com Puck.
- Oi. — disse, desviando minha atenção da televisão. — Por que demoraram tanto ? E onde estavam, afinal de contas ?
- Teve... um incêndio na boate onde eu trabalho. — disse Santana, nervosa. Podia sentir que ela estava mentindo. — Foi mulher pelada pegando fogo para todo lado.
- Mas que horror ! — disse, desligando a televisão para prestar mais atenção nela. — Você não se machucou, né ?
- Não. Uma drag queen ajudou algumas strippers a fugirem. — ela disse. Puck revirou os olhos. Eu tinha certeza de que aquilo era mentira. — Depois um pedaço de madeira em chamas caiu em cima dela. E ela morreu. É...
- Parece que eles não perdem tempo ficando de luto. — disse Finn, olhando pela janela. — Ou a música "Ai, Wilson, Vai" está vindo da padaria ali do lado ?
- Você sabe o que dizem... — disse Santana, nervosa e aparentemente suando. — ...quando strippers morrem... o diabo... chora ?
- Isso não faz sentido. — disse.
- Você é estranha, mas mesmo assim a gente não fica jogando isso na sua cara. — disse Santana, saindo e indo até os quartos.
- E onde você estava, Puck ? — perguntou Finn.
- Ah, você sabe... — ele fez uma longa pausa, pensativo. — ...eu estava... fazendo uma colonoscopia de rotina.
- L-legal... — disse Finn, sem-graça. — Um cólon limpo é um problema a menos para se preocupar.
Puck abriu a boca para dizer alguma coisa, mas diante daquele argumento mais do que sem noção do Finn e daquela conversa em que nada fazia sentido, ele também se dirigiu aos quartos.
Finn caminhou até a minha direção e se sentou ao meu lado. Ele me olhava meio curioso. Fiquei esperando ele dizer alguma coisa, pois ele parecia um psicopata olhando para mim.
- O que foi ? — perguntei.
- Não acha que tem alguma coisa de MUITO errado com esses dois ? — perguntou Finn, ainda me encarando. — Eles saem juntos e chegam juntos todos. Eles parecem que estão mentindo e inventando desculpas esfarrapadas o tempo todo. Colonoscopia de rotina ? Incêndio em uma boate de strip ? Isso não me parece normal.
- Você tá imaginando coisas. — disse. — Aqueles dois ali não tem nada a ver. Acho que eles prefeririam morrer sozinhos do que optar a namorar um ao outro.
- Hmmm... — Finn pensou consigo mesmo "aposto que eles estão transando pelas nossas cóstas". — ...você acha que a Rapunzel usava aplique ?
- Hmmh ? — perguntei, confusa, com aquela drástica mudança de direção na nossa conversa.
- Aquele cabelo dela não parece ser de verdade... — disse Finn. — ...quanto de shampoo você acha que ele gastava por mês ?
- Não vou conversar sobre os problemas capilares de uma princesa de contos de fada com você. — respondi.
- Que pena. — disse Finn. — Pois eu já estava prestes á te contar a verdadeira história da Bela Adormecida.
Olhei para um lado. Olhei para o outro. Que se dane, vamos ouvir a história da Bela Adormecida.
- Conta. — disse.
- Boa-noite Cinderela. — disse Finn. — Não é engraçado ? A Cinderela colocou uns comprimidinhos na bebida da Bela Adormecida e ela dormiu por, sei lá, alguns anos ?
- Na verdade, ela cortou o dedo naquele negócio pontudo. — disse, desconfiada. — Acho que naquela época as princesas não eram tão... vagabundas.
- Ah, é ? — perguntou Finn. — Então quer dizer que a Branca de Neve caminhava pela floresta com um caçador de dois metros á solta porque ela gostava da natureza ? Hmpf... as histórias de hoje em dia não contam as histórias de verdade.
Eu ri. Talvez fosse verdade. Ou por quais outros motivos a Branca de Neve caminharia solta feito uma mulher de programa por uma floresta deserta ?
*
- CONSEGUI ! — disse, entrando em casa. Olhei ao redor e ninguém. — Hmmm... ainda são três horas. Onde está o Puck e a Santana ?
Comecei a caminhar pelo apartamento. Deixe-me explicar. Alguns dias atrás enquanto eu fazia uma caminhada com o Finn com a esperança de fazê-lo perder peso, eu esbarrei em um homem moderadamente atraente. Ele me ofereceu uma entrevista de emprego, eu me vesti feito uma Santana da vida e consegui o emprego !
Esqueçam Rachel Berry, a garota/mulher que um dia trabalhou em uma empresa que fazia contabilidade de pão e que um dia (um dia bem sombrio da vida dela) trabalhou como garçonete e teve que aguentar clientes mal-educados e algumas cantadas indecentes. E agora conheçam Rachel Berry, a garota/mulher/quase um sucesso profissional, que trabalha em uma empresa de propaganda como assistente em treinamento !
Não é demais ? Me sinto realizada. Conseguir um emprego novo é quase melhor do que ter um orgasmo. Talvez. Argh, eu não faço sexo a tanto tempo, já estou até sentindo falta...
- Puck, Santana... — disse, abrindo as portas do quartos e procurando por eles. — ...aqueles dois estão muito estranh--MAS QUE MERDA É ESSA ?!
- R-rachel... — não consigo descrever em palavras o tamanho susto que eu levei. Não consigo nem narrar. — ...nós podemos explicar.
- ENTÃO COMECEM ! — gritei.
*
Finn havia chegado em casa sem a nossa percepção. Estava presa no quarto gritando com Puck e Santana. Ele caminhou lentamente, seguindo meus gritos, até o quarto.
- PORQUE ESTAVAM ESCONDENDO ISSO DA GENTE ?! — perguntei, gritando.
- Achamos que se contássemos para você e para o Finn, estragaria o que nós temos agora ! — disse Santana.
- NÓS NÃO PODEMOS FAZER PARTE DISSO ?! — perguntei. — ACHA QUE NÓS ARRURIANÍAMOS O QUE ROLA ENTRE VOCÊS DOIS ?
- Agora eu tenho certeza que eles estão transando. — disse Finn, encostando a orelha na porta do quarto.
- Rachel, não é nada demais. — disse Puck. — E daí que eu e a Santana estamos namorando ? O que isso tem a ver com você ?
- Justo agora ! — gritei. — Justo agora vocês dois inventam de ficarem juntos ! Quando os holofotes deveriam estar em cima de Rachel Berry, não, vocês simplesmente vem e roubar meu momento !
- O que ? — perguntou Santana.
- Eu consegui aquele emprego, que por acaso eu não tive tempo de contar para vocês, pois estavam muito ocupados trepando pelas nossas cóstas ! — disse, irritada.
- Não faça parecer tão vulgar. — disse Puck. — Diga fazendo amor.
- Santana, você não tem amor próprio não ? — perguntei, encarando-a. — Por acaso você percebeu que já dormiu com todos os residentes desse apartamento ?
- Bom, falta você. — disse ela. — Dá uma voltinha, por favor.
- Ah, n-não ! Sua... pervertida. — disse, me sentindo violada.
- Rachel, eu não estou entendo muito dessa conversa, mas pelo que eu peguei, parabéns pelo seu novo emprego. — disse Puck, sorrindo. — Sei que essa é a pior situação em que você poderia anunciar uma mudança na sua vida quando algo muito melhor e mais interessante está acontecendo entre nós, mas meus parabéns, assim mesmo.
- Nossa. Muito obrigado ! — disse, me preparando para deixar o quarto. — E, para sua informação, isso foi sarcasmo !
- Vocês dois estão juntos ?! — disse Finn, entrando no quarto. Puck fez aquela expressão de "sacomé", e Finn sorriu, só faltou bater palmas e dar pulinhos. — Isso é tão legal ! Vamos comemorar !
- Argh ! — gritei, saindo do quarto.
- Rachel, espera... — disse Santana, puxando a coberta que cobria ela e Puck e correndo atrás de mim pelo apartamento.
- Uou, cara, já ouviu em alguma coisa chamada cueca ? — perguntou Finn, quando Santana havia puxado a coberta que cobria os dois.
- Cara, eu estava fazendo sexo. — explicou-se Puck.
- Bom trabalho ! — disse Finn, Puck riu.
- Rachel, nós nunca imaginamos que iriamos "roubar" o seu momento. — disse Santana. — Aliás, parabéns pelo novo trabalho. Podemos sair e encher a cara se você quiser. Esperamos para comemorar a descoberta do relacionamento entre eu e o Puck outro dia. Vamos fingir que os dez minutos anteriores nunca aconteceram !
- Não dá para fingir que nada aconteceu. — disse. — Vocês estavam... em uma posição realmente muito estranha.
- Livro do Kamasutra, página 47, parágrafo três. — respondeu Santana. — "A água e a borboleta, nível dois". Você devia tentar.
- Santana, essa realmente não é a hora de me ensinar qual posição sexual eu deveria tentar ! — reclamei. — Nós deveríamos estar comemorando sobre eu conseguir o meu emprego novo.
- Rachel, a novidade do Puck e da Santana é muito mais interessante do que isso ! — disse Finn, ingênuo. — E nem tente dizer que você conseguiu o emprego porque era a mais qualificada... eu vi você saindo de casa sem calcinha !
- Argh ! — disse, prestes a deixar o apartamento. — Para sua informação, ele não reparou na minha bunda, e sim nos meus peitos !
Bati a porta.
*
Voltei para casa algumas horas depois. Ainda vestia minhas roupas da entrevista de emprego, e alguns caras pagaram uns drinks para mim. Cheguei em casa bêbada feito um gambá. Argh, estou usando até expressões que não usaria normalmente.
- Rachel, onde estava ? — perguntou Santana, preocupada. — Você é como os russos durante a Guerra Fria. Seu toque de recolher é às oito.
- Desculpe, você está falando comingo ou dormindo com o Puck escondida ? — perguntei.
- Não seja criança. Achei que já tínhamos revisado esse assunto. — disse Santana, revirando os olhos. — Olha, nós estamos, sim, muito feliz pela sua... vitória profissional, mas não é culpa nossa se nosso pequeno segredo escapou.
- Pequeno segredo ? — perguntei, incrédula. — Garota, eu já vi o Puck pelado. Você está feita.
- Eu sei, eu sei... — riu-se Santana. — ...não quero que ele saiba, ou vai ficar convencido demais, mas ele é o melhor... "amante" que eu já tive. E olha que foram muitos.
- Ah... eu estou feliz por vocês. — disse. — Sua notícia é desparada muito mais interessante que a minha. Desculpa seu eu joguei na cara de vocês que vocês roubaram meu momento.
- Não tem problema. — ela sorriu.
- Se eu e o Finn estivéssemos juntos, quem sabe nós poderíamos sair em encontros duplos. — disse. Eu falo um monte de besteira quando estou bêbada.
- Vocês vão ficar juntos... — ela disse.
- Como sabe ? — perguntei.
- Eu sei das coisas. — respondeu.
- Santana... — disse, chamando-a para perto de mim.
- Diga.
- Você é uma vadia. — disse.
- Oooh, Rachel, obrigado. — e me abraçou.
Quem sabe nós somos amigas. Quem sabe somos melhores amigas. Tudo que eu sei é que ela e o Puck estão juntos agora e que eu preciso imensamente vomitar agora.
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