Apartamento 23
16 16- And The Jogging
Notas iniciais
Estou sem inspiração para escrever para escrever o posfácio, então aí vai...
vamos ter muitas novidades nesse capítulo, huahuahuahua !
- Rachel, precisamos conversar. — disse Finn, sentando-se no sofá ao meu lado.
- Diga. — respondi.
- O que significa uma risada sarcástica vinda da caixa da farmácia quando você está prestes à testar aquela balança de um real ? — ele perguntou.
- Que você está gordo e precisa perder peso ? — perguntei, como se aquela fosse a coisa mais óbvia que ele não havia percebido. — Deixa eu ver.
- O que ? — ele perguntou, meio confuso.
- Sua barriga. — respondi. — Levanta a camisa.
- Não vou te mostrar minha barriga, Rachel. — ele disse, ofendido. — Sua... pervertida per... tubada.
- Eu prometo não prestar atenção nos seus... — fiz uma pausa e me controlei para não rir. — ...mamilos esquisitos.
- O que ?! — ele disse, tirando a camisa imediatamente. — Eu não tenho... sua vaca. E então ?
- Você definitivamente precisa perder peso. — respondi. — Pelo que eu consigo ver, você é o Marido Largado estágio 2. Se não se cuidar agora, vai chegar ao três, e antes que veja, vai estar comendo Cheetos e assistindo ao The Amazing Racing com cento e cinquenta quilos nas suas cóstas, meu bem.
- Mas que horror. — ele disse, assustado. — Mas como é esse negócio de Marido Largado ? Às vezes eu não entendo as mulheres.
- Ah, é bem simples. — disse. — Nós mulheres inventamos linguagens secretas para falar mal dos homens e das outras mulheres pelas costas deles e delas.
- Esperta ! — ele disse, rindo.
- Você está quase alcançando o estágio 3 do Marido Largado. A barriga caída, os dedos gordos e a cara flácida. — disse, ele passou a mão pelo rosto com uma expressão de terror no rosto. — Daqui a pouco você vai estar me gritando e pedindo para mim trazer cerveja para você.
- Rachel, me ajude ! — ele disse, desesperado. — Não quero me tornar um Marido Largado até eu... virar marido de alguém !
- Relaxa... — disse, calmamente. — ...amanhã mesmo nós começaremos nosso treinamento. Haha, se Rachel Berry não conseguir transformar essa barriga pelancuda em tanquinhos em uma ou duas semanas, então ninguém consegue.
- Ah, Deus... — ele começava a ficar nervoso novamente.
- Estou brincando. — disse. — Não, não estou. É melhor cortas os carboídratos também. Ou entre na dieta do queijo.
- O que é isso ? — ele perguntou.
- Não coma nada e use analgésicos para amaciar a dor na barriga. — disse. — E quando você estiver prestes à desmaiar, coma um pedacinho de queijo. Duvido que você não vire uma vara de bambu em quatro dias.
- Desculpa, Rachel, mas não estou tão desesperado.
Santana entrou no apartamento acompanhada de Puck naquele exato momento. Os dois riam alto, mas quando nos viram ali, ficaram quietinhos.
- Olha se não é minha amiga anãzinha e a... — Santana fez uma pausa e caiu na gargalhada. — ...Vovó Zona.
- Ok, já chega. — disse Finn, se levantando irritado e colocando a camisa. — Rachel, amanhã eu e você vamos caminhar ! Talvez faremos alguns abdominais ! Ou quem sabe uma lipo !!
- O que foi ? — disse Santana, quando Finn deixou a sala e foi para seu quarto, irritada. — Ele está naqueles dias do mês ?
- Ele está preocupado porque acha que está gordo. — respondi, e Santana ligou os pontinhos na cabeça dela. — Eu disse para ele que o ajudaria a perder peso. Onde vocês dois estavam ?
- Fora. — respondeu Puck.
- Você piscou. Você está mentindo. — disse, ele se culpou mentalmente. Abriu a boca para dizer alguma coisa mas Santana o interrompeu.
- Não te devemos satisfações da nossa vida. — respondeu. — Droga, Puck, já não te ensinei a se esquivar de começar uma conversa longa com a Rachel ? Com ela, sempre o básico, sempre o básico !
- Estranho... — disse para mim mesma, quando Puck e Santana deixaram a sala. — ...esses dois andando juntos...
*
- Até quando nós vamos esconder isso ? — perguntou Puck à Santana. — Você sabe que a Rachel e aquele enorme nariz intrometido dela vão acabar descobrindo alguma hora.
- Puck, você sabe que relacionamentos escondidos sempre são melhores. — disse, tirando as botas de stripper. — Nunca assistiu Friends ? Chandler e Monica ?
- Sim, é claro, mas, certo dia, os amigos acabaram descobrindo que eles estavam juntos. — disse Puck. — E eles não levaram a notícia tão bem assim.
- No início. — reclamou Santana. — Depois, eles se acostumaram. Puck, não sei porque está tão nervoso. Nunca fez isso ?
- N-não, nós não vamos fazer isso aqui. — disse Puck, afastando Santana. — As paredes desse apartamento são super finas. Eu já escutei o Finn falando com ele mesmo. Ou com espíritos.
- Tudo bem. — disse Santana, começando a ficar irritada. — Mas nós ainda vamos fazer... o negócio do carro, não vamos ?
- Com certeza. — ele respondeu.
*
- Bom dia. — disse Finn, aquecendo as pernas protegidas por caneleiras. — Pronta para caminhar ?
- Belos joelhos. — disse.
- Obrigado. — respondeu Finn. — Eu puxei minha mãe.
- Vamos, temos um longo dia de caminhada para frente. — disse. — E se não funcionar, eu marco uma hora com o Dr. Freebird e nós vamos ter livrar dessa barriguinha em um minuto !
*
- Finn... — disse, enquanto dávamos uma volta completa na pracinha próximo ao café onde eu trabalho e que a Santana foi demitida. — ...eu não quero ser garçonete pelo resto da minha vida.
- Então, demita-se. — ele respondeu, rapidamente.
- Como vou me demitir ?! — disse, incrédula. — Tenho contas a pagar e eu sustento nós e nossa casa praticamente sozinha.
- Rachel, não vale a pena fazermos alguma coisa se nós não gostamos. — ele disse, filosoficamente. — Por exemplo, a Santana deve adorar se esfregar em um poste e o Puck também deve gostar fingir ser uma pessoa que ele não é. Eu também amo meu trabalho.
- Você vende metanfetamina para crianças de oito anos. — disse.
- Ei ! Não fale mal deles ! São uns dos meus melhores clientes... — disse Finn, enquanto continuávamos a caminhar. — ...agradeça à Deus pelos pais alcólatras e os divórcios precoces ! Se não fossem eles, estaríamos falid--
- AH ! — gritei, dando de cara com um homem. Já estava prestes à levantar e descer minha raiva nele, mas algo me parou por alguns instantes. Ah, essas forças do além, sempre entrando no meu caminho.
- Rachel, tudo bem ? — perguntou Finn.
- Desculpa. — disse o homem. — Meu nome é Brad. Será que eu posso fazer algo para que você possa me perdoar ?
- Poderia me oferecer uma entrevista de emprego e se eu usar uma roupa com decote você poderia me dar um emprego. — disse, irritada.
- Tudo bem. — ele disse.
- O que ? — perguntei, confusa.
- Eu sou dono de uma empresa de contabilidade. — disse o homem. — Você poderia vir fazer a entrevista, e quem sabe, se rolar um peitinho, eu te contrate como assistente.
- Jura ?! — disse, animada. — Espera... você não é um daqueles estranhos que marcas encontros esquisitos que guarda o corpo de suas vítimas, é ?
- Mas é claro que não. — disse, rindo. — Está vendo aquele prédio ali ? É meu.
- Impressionante. — disse. — Tudo bem então.
Ele saiu. Finn ficou me encarando com uma expressão confusa no rosto.
- O que acabou de acontecer ? — perguntou Finn. — Por acaso a vida agiu bem para Rachel Berry ? Estou impressionado.
- Cala a boca. — disse. — Do que está rindo ? Corre até lá e me dá tchau. Quero ver se essa banha debaixo do seu braço vai balançar ou não.
- TAMBÉM NÃO PRECISA JOGAR NA CARA !
*
- Eu não quero. — disse Finn, fazendo bico.
- Não é que ela vai te engolir. — disse, tentando contrariá-lo. — Apenas suba na maldita balança.
- Rachel, é constrangedor se pesar na frente das outras pessoas. — ele disse, baixinho.
- Não. Constrangedor é não poder dar tchau por causa da gostosura extra debaixo do seu braço. — retruquei.
- Você consegue ser uma vadia quando quer. — ele respondeu, sorrindo maléfico.
- Hmmm... — disse, pensativa. — ...isso não está bom.
- O que quer que eu faça ?! — rugiu Finn. — Vai me tratar como um daqueles gordo do The Biggest Loser ?
- Hmmm...
- NÃO ! — gritou Finn. — Nem pense, Rachel Berry.
- Só minha ajuda não vai adiantar. — disse, andando de um lado para o outro preocupada. — Precisamos ver um médico. Vamos.
- Agora ? — perguntou Finn, óbviamente desanimado. — Rachel, eu tenho uma barriguinha. Normal. Um dia, quem sabe, ela vai embora. Só preciso fazer sexo de camisa.
- Anda, vamos. Pega as chaves do carro.
*
Alguns minutos antes...
- Pegou as chaves do carro ? — perguntou Santana.
- Sim. — respondeu Puck. — Nós estamos indo para o carro. Por que motivos eu não pegaria as chaves ?
- Pare de falar e continue andando. — disse Santana. — Não acredito que você me convenceu a fazer sexo no porta-malas de um carro.
- A idéia veio de você. — respondeu Puck. - Ainda não acredito que isso está acontencendo. Foi tudo muito rápido.
- Eu sempre gostei de você, Puck. — disse ela. — Talvez não do mesmo jeito, mas sempre achei que nós dois daríamos certo... mas depois de tudo aquilo que aconteceu no colegial...
- Dá para você parar de citar a época do colegial !? — disse Puck, irritado. — Não queremos que ninguém saiba que nós estudamos juntos. O Finn, principalmente não quer.
- Você engravidou uma garota e tem um filho, bastardo, hmpf, besteira ! — disse Santana, abrindo o porta-malas do carro. — Anda, entra aí.
- Isso vai ser demais ! — disse Puck.
- Sexo comigo, é demais, querido. — respondeu Santana.
*
- Não acho as chaves do carro. — respondeu Finn. — Talvez eu as tenha esquecido novamente no carro.
- Vamos, idiota.
Descemos o elevador e chegamos no estacionamento.
- Hmmm, está aberto. — disse Finn.
- Estranho. — falei, entrando no carro. — Você deixou aberto ?
- Tenho certeza de que não. — disse, ligando o carro. Por sorte, o carro de Finn ligava á botão. — Vamos logo procurar um médico para me receitar uma dieta.
- Que bom, Queen Latifah. — disse, rindo. — Vamos perder essa gordurinha debaixo do braço.
*
- Ah, Meu Deus... — suspirou Santana. — ...o carro está andando ! O CARRO ESTÁ SE MEXENDO !
- Devem ser o Finn e a Rachel... — disse Puck. — ...e se eles nos pegarem aqui ?
- SABIA QUE NADA DE BOM VIRIA TRANSANDO COM VOCÊ ! — reclamou Santana.
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