Apartamento 23

15 15- And The Birth Video


Notas iniciais
Oee gente!
Achei que estava um pouco na dívida com vocês, então decidi postar dois dias seguidos, porque, realmente, eu ando largando Apartamento 23 de mão, mas não se preocupem, pois ainda tenho muitos planos para a fanfic. Bom, acho que já avisei isso, mas essa temporada termina no episódio 24, como uma série de comédia normalmente termina, então acho que já entramos na contagem regressiva agora que já estamos mais de de pois da metade dos capítulos totais. Bom, pessoal, outra coisa: todas as pessoas que deixem aqueles reviews carinhosos, muuuuuuuito obrigado, AMO VOCÊS DE VERDADE! Mas como eu mal ando tendo tempo para postar, como vou responder reviews, né ? Desculpem mesmo ^^' ! Bom, vamos para o capítulo!

Nota: Como eu já avisei, ando muito ocupado com o colégio e outras coisas, mas queria agradecer todos os reviews carinhosos que você deixam. Obrigado, e desculpem por não ter tempo de responder.

P.S: mesmo que a Rachel não apareça na cena, ela é quem vai narrar toda a história, OK ? Espero que vocês entendam.

*

- Olá, pessoas ! — disse Santana, entrando no apartamento depois de uma noite "dura" trabalhando como stripper. Se é que entenderam minha piada. — Vocês dois já estão se falando ? E depois de toda aquela tensão sexual que estava rodando o apartamento.

- O que ? — perguntei, incrédula. — Não tava rolando nenhuma tensão sexual...

- Rachel. — disse Finn. Voltei minha atenção para ele e deixei Santana de lado. — Estava sim. Dava para cortar a tensão com uma faca.

- O que estão fazendo ? — perguntou Santana, se espremendo no sofá com nós dois.

- Assistindo á "Roda da Fortuna". — respondi. — Sabe, simplesmente me irrita essas pessoas burras que não conseguem acertar palavras tão óbvias.

- Estado de tempo. Três letras. D-?-A. — leu Santana da tela da televisão. — Uh, essa é difícil !

- Tá vendo ?! — disse para Finn, que riu.

- Hoje eu recebi umas boas gorjetas. — disse Santana, ignorando o fato de eu tê-la chamada de burra bem na sua frente. — O dono da boate disse que nós teríamos que adotar nomes falsos para quando nós fomos nos apresentar, e ele me deu um crachá que se lê Juanita Chimichanga.

Todos rimos.

- O estranho é que não se lê Juanita, e sim Ruanita... às vezes, eu me arrependo de não ter completado o segundo grau... — ela disse. Um sensor pareceu piscar na minha cabeça e eu tive que dizer alguma coisa.

- Espera, você não completou o segundo grau ?! — perguntei, assustada. Ela balançou negativo com a cabeça. — Não é a toa que o único emprego que você consegue é de dançarina de boate ! A maioria dos empregos requer no mínimo o segundo grau completo ! Até o Finn fez o segundo grau !

- Eu passava a maior parte do tempo fumando no estacionamento e dava para aquelas senhorinhas um pouco de "ação" para aumentar minha nota... — ele disse, pensativo. — ...ah, ainda sinto falta da professora de Geografia. Que Deus a tenha.

- Santana, você está sempre reclamando que quer mudar de vida e dançar para senhores de idade não é divertido. — disse. — Se você quer arrumar um bom emprego, tem que terminar o segundo grau.

- O que você espera que eu faça ?! — ela perguntou. — Volte para a pré-escola e pinte desenhos delicados com giz de cera e lápis de cor quebrados ?

- Vamos dar um jeito. — disse. — Eu tenho um amigo que é professor. Você pode tentar fazer um supletivo, e então, no seu currículo vai constar que você completou o segundo grau !

- É... — ela disse, pensativa. — ...talvez "experiência como dançarina" e "boa em criar ereções" não sejam qualificações necessárias para um bom trabalho.

Novamente, nós rimos. Deve ser difícil ser a Santana...

*

- Ei, Finn, olha isso ! — disse Puck, entrando no apartamento com um sorriso no rosto.

- "Mais Vale Dois Paus Na Mão Do Que Um Na Boca" ? — ele perguntou, rindo. — Mas que porra de filme é esse ?!

- Eu estava voltando para casa depois de ter uma longa conversa com a minha agente, e depois de repetir nove vezes que "não", eu não vou fazer um filme pornô... gay, eu passei em frente à uma loja nova de filmes adultos que inaugurou perto da cafeteria. — respondeu. — E aluguei esse filme !

- O que acha que devemos fazer ? — perguntou Finn, com ar de suspense. — Devemos assistir ?

- Mas é claro que devemos assistir !! — ele respondeu, animado. — Na contra-capa diz que são mais de nove mulheres "lindas" e que quase não dava para ver a intimidade dos caras, coisa que nós, homens que assistem pornô, tentamos evitar. Vai, coloca o filme !

Finn colocou o filme no DVD. Os dois estavam mais do que anciosos, o botão play foi apertado.

- FORÇA, MULHER, FORÇA ! — gritou uma voz vinda da TV.

- Nossa, parece que o filme já começa com ação pura ! — disse Puck, animadamente. — Eu gosto disso. Pula todo aquele enredo chato e vai logo para o que interessa.

- Hmm, isso vai ser demais ! — disse Finn, também mostrando animação.

- AAARGH ! DÓI DEMAIS ! — gritou uma voz feminina vinda da televisão.

- Espera... — disse Finn, encarando a TV. — ...o que é aquilo saindo dela ? Achei que as coisas iriam apenas entrar e... AH, MEU DEUS !

- NÃO É UM FILME PORNÔ ! — disse Puck, com a borta aberta e encarando com os olhos arregalados a mulher da televisão gritar. — É A GRAVAÇÃO DE UM NASCIMENTO !

- AAAAAAH, DESLIGA ISSO ! — gritou Finn, tampando os olhos. — ISSO É PIOR DO QUE MASSACRE EM UMA COMUNIDADE NÃO PACIFICADA !

- EU NÃO CONSIGO ENCONTRAR O CONTROLE, NÃO CONSIGO ! — gritou Puck. — MEUS OLHOS ARDEM ! E POR QUE ESSA MULHER NÃO PARA DE GRITAR ?!

- TALVEZ PORQUE TEM UM BEBÊ CABEÇUDO ATRAVESSANDO SUAS CAVIDADES ?! — gritou Finn de volta. — EU IMAGINO O QUE MINHA MÃE PASSOU...

- Saiu ! — disse a TV.

- Podemos olhar agora ? — perguntou Finn, abaixando a mão que cobria seus olhos. — Ai, Meu Deus ! Aquele buraco simplesmente vai ficar daquele tamanho ?!

- Dá para enfiar um peru de Natal ali. — disse Puck, fazendo uma careta engraçada. — O CONTROLE ! ACHEI !

- Desliga logo ! — gritou Finn. — Ufa... acho que quando falarei isso digo por nós dois, mas nunca mais assisto Discovery Home & Health.

- Dois. — concordou Puck. — Eu estou muito assustado. Era como se ela... se ela fosse cortada ao meio !

- Preciso ligar para minha mãe e dizer que a amo. — disse Finn, levantando.

- Preciso... — Puck olhou ao redor do apartamento. — Gritar em um travesseiro e tomar um bom banho. Essa imaginem nunca vai sair da minha cabeça...

*

- VOCÊ DEU PARA ELE ?! — gritei, irritada.

- Ele disse que eu precisava fazer mil pontos no teste e eu fiz apenas... sete. — ela respondeu. — ...mas eram questões idiotas de Geografia e História. Além do mais, ele disse que eu poderia ganhar uns pontos "extras" se fizesse um favorzinho para o professor.

- E ESSE FAVOR FOI TIRAR A CALCINHA E ESFREGAR SUA BUNDA NA CARA DELE ?! — perguntei.

- Fazer o que ! — ela jogou os braços para o ar.

- Você é mesmo uma vadia sem salvação... o que é isso ? — disse, pegando um DVD com um bilhete que estava em nosso sofá. — "Mais Vale Dois Paus Na Mão Do Que Um Na Boca" ?

- Eu contracenei nesse filme. — disse Santana. — Só para constar, é sacanagem.

- "Não assistam, por favor destrua-o.". Assinado Finn e Puck. — li o bilhete. — Será que é tão ruim assim ? É um filme pornô, por que será que aqueles dois pervertidos não gostaram ?

Colocamos o DVD e ligamos. Esperamos o filme começar, escutamos uma mulher gritando e um médico gritando "FAÇA FORÇA!".

- Meu Deus... — disse Santana, baixinho. — ...não foi esse filme que eu fiz. O que... por que aquele bebê está matando aquela mulher ?!

- ELE NÃO ESTÁ MATANDO ELA, ELE ESTÁ NASCENDO ! — gritei, desesperada e meio nervosa de ter nascido uma mulher. Só de pensar que eu passaria por aquilo quando tivesse um filho.

- MAS POR QUE ELE TEM QUE SAIR LOGO PELA... DELA ?! — gritou Santana. — FAÇA PARAR ! FAÇA PARAR !

- NÃO ENCONTRO O CONTROLE ! — gritei, atirando todas as almofadas do sofá no chão, caçando aquele maldito controle.

- "É uma menina!" — gritou o médico.

- É pior do que o incidente que aconteceu em Raccoon City... — disse Santana. — ...olha só quanto sangue ! Dá para doar uns vinte litros !

- Também não é para tanto... — disse, voltando ao normal. — ...olha a cara da mãe ao segurar seu filho pela primeira vez. É claro, deve doer, mas a verdadeira felicidade vem depois.

- Felicidade ? Você bebeu ? — perguntou Santana. — Agora é que a merda tá formada. Ela vai ter que aturar essa criança chorando, gofando, fazendo malcriação pelos próximos... vinte anos ! Sem contar as despesas e tempo perdido !

- Santana... você vai ser uma ótima mãe. — disse, sarcasticamente.

- EI, ESPEREM ! — disseram Finn e Puck, saindo de trás do balcão da cozinha. — CADÊ OS GRITOS E OS DESESPEROS ?! PELO AMOR DE DEUS, AQUELA MULHER ESTÁ EMPURRANDO UMA CRIANÇA PELAS SUAS INTIMIDADES !

- Seus... — parei e pensei por um segundo. Aquilo tudo foi armação. — ...IDIOTAS ! NOS FIZERAM ASSISTIR ESSA MULHER PARIR O FILHO COMO SE FOSSE UMA PIADA ?!

- Deveria ser engraçada ! — reclamou Finn. — Vocês duas deveriam estar com nojo ! Olha todo aquele sangue espalhado... olha o arrombo que aquele bebê deixou naquela pobre senhora !

- É, Rachel, eu estou me sentindo um pouco repulsa. — disse Santana. — Acho que vou manerar no sexo um pouco.

- NÃO SEJAM BOBOS, É SÓ UM FILME ! — reclamei.

- "Não pare agora, o segundo já vai vir!" — disse o médico da TV.

- OK, DESLIGA ESSA PORRA, AGOOORAAA ! — gritei, e sem achar o controle, arrancamos todos os cabos do DVD e da TV.

O milagre do nascimento pode ser um milagre. Um milagre ensaguentado, nojento, barulhento e cansativo. Mas ainda assim, um milagre.

- Eu vou tomar outro banho. — disse Puck, assustado.

Notas finais
Gostaram? Hahahaa, espero que sim... desculpem a demora, mas eu voltei! Apartamento 23 a todo vapor!