Apartamento 23
14 14- And Finn's Crush
Notas iniciais
Olá, minhas pessoas.
Vocês vão querer me matar por dois motivos: primeiro, eu ando atrasando muitos capítulos, mas isso não é culpa minha, é culpa da vida... e segundo, talvez não tenha Finchel nesse capítulo. OK, ANTES DE PARTIRMOS PARA A VIOLÊNCIA, DEIXE-ME EXPLICAR !!
Todos aqui devem óbviamente torcer para Finn e Rachel, mas se eles ficarem juntos aqui e agora, a fanfic vai mudar totalmente de rumo, e toda aquela comédia entre eles vai acabar, porque, adivinha, eles agora são um casal. Então não vai fazer sentido os dois simplesmente ficarem juntos em uma situação tão não dramática quanto essa, então desculpem. Mas fiquem felizes, pois a temporada termina no episódio 24 ! Não porque já está quase acabando, mas porque finais de temporada sempre guardam surpresas, né mesmo ? HUASHUASHUAS, crazy bitch *---*
Obrigado quem deixou a segunda recomendação.
Passei a semana inteira evitando Finn. Na verdade, eu e Puck. Mal conseguíamos olhar na cara dele. Ele sinceramente parece o pior tipo de amigo. Enquanto estávamos brigados, Santana se tornou nosso porta-voz, levando mensagens dele para nós e mensangens (normalmente insultos) nossos para ele.
Poderia me esquivar de Finn para o resto da minha vida. Viveríamos apenas como companheiros de quarto que mal se vêem e que tem o mínimo de contato possível. Mas, lá estava eu, deitada no sofá, e Finn chegou. Pensei em correr para o meu quarto, mas Finn foi mais rápido e correu na minha direção.
Me levantei e tentei correr para o corredor dos quartos, mas ele bloqueou minha passagem.
- Rachel. — ele disse, me encarando sério. — Nós precisamos conversar.
- Não temos nada para conversar. — disse, tentando passar. — Na verdade, seu assunto é com o Puck. É para ele quem você deve satisfações, e não para mim.
- Rachel, quando você vai parar com esse joguinho idiota e tomar a vergonha na cara para vir falar comigo, pois está mais do que na cara que nós temos problemas ?! — ele disse, fiquei apenas calada escutando-o meio que me dar uma bronca. — Por que você anda me evitando ? Sempre que eu tento falar com você, não sei, você arruma uma desculpa para nós não conversarmos ?
- Finn, o que você fez foi horrível. — respondi. — Como posso olhá-lo na cara depois de tudo que você fez ?
- T-tudo bem. — ele disse, depois de eu tentar abrir caminho novamente. — Antes de dar sua palavra final com relação à mim, eu preciso de contar uma coisa. Se lembra daquele tal segredo que o Puck ameçou te contar ?
- Sim. — respondi. Ele abriu a boca para dizer algo, mas eu o interrompi. — Se está preocupado que eu vá ficar sabendo seu segredo, relaxa, pois eu não quero e nem estou interessada em nada disso.
- Rachel, dá para me escutar ? — fiquei em silêncio, esperando sua explicação.
- Diga. — retruquei.
- Eu meio que... — ele fez uma longa pausa. — ...desenvolvi todos esses "sentimentos" por você.
- Era isso que você queria falar ? — perguntei, irritada. — Deixar ainda mais na cara que você me odeia ?
- N-não, Rachel, não é isso. — ele disse, nervoso. — Eu disse gosto de você.
- Haha, essa piada é ótima. Por que não escreve um livro ? — passei, mas ele me segurou para que eu não corresse dele.
- Rachel, é verdade.
- O... que ? — perguntei, assustada. — Isso é mentira, você deve estar brincando comigo.
- Eu não estou brincando. — ele respondeu, muito sério. — Acho que é a primeira vez que eu falo tão sério na minha vida inteira.
- Eu não entendo... — disse, andando de um lado para o outro, claramente mostrando que estava nervosa. — ...você me odeia. Já usou minha escova de dente para limpar a privada ! Que tipo de amor doentio nasce de uma coisa dessas ?!
- Eu não sei, tudo bem ?! — respondeu. — Eu estou mais confuso do que você. Nunca gostei de alguém de verdade, não sei como lidar com isso...
- Desde quando ?
- Quando o que ? — perguntou.
- Desde quando você... — fiz uma pausa. Era muito estranho colocar aquelas palavras para fora. — ...gosta de mim ?
- Isso importa ? — ele perguntou, acenei positivo com a cabeça. — Desde que eu te vi com aquele namorado que eu arrumei para você. Eu meio que fiquei com ciúmes, e de um tempo para cá, todas essas suas neuras estão me fazendo gostar ainda mais de você.
- O que... — silêncio. — ...você quer fazer ?
- Esquecer você, Rachel. — ele respondeu. — Isso aqui não pode acontecer. Nós dois... não faz sentido.
- Eu queria dizer isso, mas estava com medo de te magoar. — respondi, com o coração partido. — Você é meu companheiro de quarto, meu melhor amigo. E se nós namorássemos e depois nos separássemos ? Como ficaria nossa situação ?
- Eu não sei...
- Desculpa. — disse, abraçando-o. — Não queria que as coisas fossem assim.
- Não tem problema. — ele respondeu. — Nós vamos resolver.
A porta se abriu nesse exato momento e Santana e Puck entraram. Eles ficaram calados por alguns instantes até eu e Finn nos separarmos.
- O que tá acontecendo ? — perguntou Puck. — Vocês dois conversaram ? Vocês se acertaram ? Por acaso ele te contou "aquilo" ?
- S-sim. — disse.
- Por favor, me levem em algum lugar em que eu possa ver mulheres estranhas se esfregarem em um poste. — disse Finn, tristemente.
- É claro, querido. Vamos, conheço um lugar novo que abriu ali na esquina. — disse Santana, pegando-o pela mão. Os dois logo deixaram o apartamento.
- O que aconteceu ? — perguntou Puck, nós dois sentamos no sofá. Ele parecia quase explodir de curiosidade. — Ele chorou ? Você chorou ? Vocês estão namorando ? Vão se casar ? Já pensaram para qual bairro vão se mudar quando tiverem filhos ?
- Puck, pára com isso. — disse. — Ninguém chorou. Ninguém está namorando, nem vai se casar, nem vai ter filhos nem... nada. Ele apenas se abriu para mim com relação aos seus sentimentos.
- Uuuh, colocando nesse contexto fica muito esquisito. — ele disse, rindo. — O que ele te contou ?
- Que gosta de mim. — respondi, triste. — De verdade.
- Eu sabia disso. E então, o que vocês dois vão fazer ? — não estava no clima para responder suas perguntas, mas queria esclarecer aquela situação. — Como vai ficar sua amizade daqui para frente ?
- Sinceramente, eu não sei. — disse. — Eu me sinto horrível. Você me acha uma pessoa horrível tendo esmagado seus sentimentos ?
- Uma vadia. — ele respondeu, cruél. — Você atropelou o coração dele e ainda deu ré para ter certeza de que estava morto.
- Puck ! Também não é para tanto ! — disse, rindo. — Eu queria que nós voltássemos ao normal. Bom, um dia essa história vai passar. Espero que nenhum de nós tenha que se mudar daqui.
- Hmmm... acho que também está na hora de eu perdoá-lo. — ele disse, cabisbaixo. — E, para esclarecer, aquele meu "lance" com relação a Santana é... parcialmente verdade.
- Então você gosta dela e ficou com raiva depois que descobriu que ela e o Finn fizeram a dança da calcinha juntos ? — perguntei. Ele acenou positivo com a cabeça. — Bom, eu torço para vocês dois. Alguém algum dia ainda tem que dar um jeito naquela garota.
- Olha só para nós, Rachel. — ele disse. — Nossos corações estão partidos e nós ao menos temos dinheiro para sair e encher a cara.
- Bom, tem Coca-Cola na geladeira. — disse.
- É Diet ? — ele perguntou.
- Não, é comum. — respondi. — E tá sem gás.
- Ah, que se dane. — ele disse, rindo. — Não me importo de ganhar alguns quilinhos a mais. Culote, isto vai direto para você !
*
Eu e Finn ficamos algum tempo sem nos falar normalmente. O clima estava completamente tenso entre nós, então decidimos esperar a poeira baixar até voltar a nos falar de verdade.
Era uma quinta-feira à noite, eu e Puck estávamos sozinhos no apartamento jogar poquêr. Finn, Santana e uma mulher asiática entram no apartamento. Os dois mostram claros sinais de que estão doidões.
- Rachel ! — gritou Finn. — Quero que conheça a Yoko. Eu conheci ela na boate. Ela não queria ir, mas as amigas dela obrigaram. Acho que foi destino quando nós dois nos encontramos na gaiola. Agora eu trouxe ela para casa e nós vamos fazer sexo como animais no meu quarto !
Acenei envergonhada para a asiática na nossa frente e ela sorriu de volta.
- Ela não é demais ? Ela é bonita, esperta, consegue colocar a perna atrás da cabeça, e você sabe... flexibilidade é uma das coisas que eu mais preso em uma mulher que quer conquistar esse garanhão aqui ! — ele disse, rindo e cambaleando pelo apartamento. — E eu estou completamente bêbado e ela não dá a mínima !
- Que bom... — disse, baixinho.
- Vem, Yoko, vamos para o meu quarto. — ele disse, puxando-a pela mão. — Eu posso ser o samurai e você... apenas tire suas roupas e está tudo bem.
Eu e Puck nos entreolhamos e ele sussurrou um "Uau!" na minha direção. Voltamos a jogar até alguém que havíamos esquecido cai sobre a mesa de centro da sala.
- Oi, gente bonitaaa... — ela disse, se esfregando nas nossas cartas. — ...o que vocês estão fazendo ?
- Agora, assistindo à você se esfregar feito um cachorro na nossa mesa de centro. — disse, sorrindo sarcástica.
- Aahaha, Rachel, essa é ótima... — ela riu. — ...seu nariz é imenso. Quando você respira eu tenho medo de ser sugada para dentro e ter que viver dentro de você, comendo seu interior, que nem o Pinóquio e o moço que gosta de pegar criancinhas...
- Vai logo para o banheiro, não quero que você vomite no carpete novo. — disse. — É o terceiro esse mês.
Ela riu e correu para o banheiro.
*
Algumas semanas depois, comecei a ficar desconfiada do Finn e sua namorada Ásia-descendente. Os dois saiam quase todo dia e eu tinha que escutá-la gritar palavras "sujas" em japônes para ele enquanto os dois praticavam coito.
- Esses dois, hein... — disse para Puck, enquanto assistíamos TV e escutávamos Finn e Yoko no quarto. — ...será que eles não tem mais o que fazer a não ser... você me entende !
- Rachel, isso é ciúmes ?
- Não é ciúmes, eu... — fiz uma pausa. — ...ela é uma vaca, não quero o Finn andando com esse tipo de pessoa. Mesmo nós não estando juntos, eu desejo o bem dele, e namorar uma coreana não vai ajudá-lo a me esquecer.
- Como assim, te esquecer ? — perguntou Puck.
- Bom, não estou orgulhosa, mas eu parti o coração dele ! Será que ele não precisa de alguns dias para ficar de luto, escutar um pouco de Celine Dion e chorar no chuveiro ?!
- Rachel, aí você já está pedindo demais. — ele respondeu. — O Finn seguiu em frente, acho que você deveria ficar feliz por ele.
- Tem razão... — suspirei.
- Se ainda quiser exasperar a raiva que está sentindo pela pobre garota asiática, eu posso te ensinar a tocar violão. — ele disse. — Na época do colégio, quando uma garota que eu gostava partiu meu coração, eu conheci o violão, e por meio dele eu descobri uma maneira de expressar meus verdadeiros sentimentos.
- Ah, isso é tão lindo ! — disse.
- Mas é claro, há sempre o jeito mas fácil: mandar indiretas pela Facebook. — ele disse.
- Pode cantar uma de suas músicas ?
- Bom, já estou meio enferrujado e não sei se consigo cantar tão bem quanto antigamente, mas posso citar algumas músicas. — ele disse.
- Conta, conta ! — falei, animada.
- Bom, tinha "Vadia Egoísta", "Arda no Inferno", "Morre, Sua Vaca Insensível, Morre", "Eu Adoraria Atirar Minhas Fezes em Você". — ele disse, e então eu fiquei assustada. — E, é claro, a inesquecível, "Você Partiu Meu Coração E Eu Parto A Sua Cara, Como O Chris Brown E A Rihanna".
- Eu acabei de fazer uma música. — disse, cerrando os punhos ao ver Finn e Yoko saírem do quarto.
- Qual ? — perguntou Puck.
- "Vadia Egoísta Asiática". — disse, Puck riu. — É meio um folk acústico.
- Tudo bem, vou te levar em um lugar que você poderá esquecer do Finn e do Jack Chan ali. — disse, me pegando pela mão e me tirando do apartamento.
- Onde ?
- Uma boate de strippers masculinos. — ele disse. — Vamos achar um bumbum tornificado para você apertar.
Fale com o autor