Apartamento 23
11 11- And The Cookies
Notas iniciais
Bom, eu quero um parabéns nos reviews, hein ??? Percebi que alguns dos meus leitores me abandonou, mas isso é meio que minha culpa, então... torço para que vocês retornem, pleeease !
Enfim, vamos logo para o capítulo!
"Meu nome é Rachel Berry. Desde que eu me mudei para Nova York, coisas muito ruins tem acontecido. Olhe a minha situação agora: eu moro com um doido alcólatra que tem uma galinha como animal de estimação, um ator falido e uma vadia com peitos de 600 ml. Mas eu acho que não poderia ser mais feliz. Dizem que todos tem a vida que tem que ter, então, se Deus escolheu essa vida para mim, eu poderia xingá-lo agora mesmo, mas eu sou judia, então esses fatos meio que me impedem. Atenciosamente, Rachel Berry."
- Ainda não acredito que você fez um blog. — disse Finn, tentando não rir, olhando para a tela do computador. — Você é uma pessoa adulta com sérios problemas sociais. Vem, vamos sair para beber.
- São três horas da tarde. — disse, apontando para o relógio. — E, aliás, nem ficou tão ruim assim. Olha, eu tenho três comentários!
- Um deles é do "MikeNegão123" que disse... — ele fez uma breve pausa. — "Rachel, procure um médico. Lógicamente, você não é normal. Finn Hudson, você ainda me deve cinco pratas."
- O que ? — perguntei, confusa.
- PRÓXIMO ! Esse foi escrito por "MãesSolteirasProcuramUm..." uou ! — ele riu. — Como alguém cria uma conta com esse nome ?
- O que diz ?! — perguntei, impaciente.
- "Rachel, eu até que te entendo. A vida em NY pode ser dura, mas outras coisas também são duras, e não é só a vida." — ele respondeu. — Nossa, inspirador. Ei, olha, tem um link ! Devo clicar ?!
- NÃO ! — disse, afastando sua mão do computador. — Espera... esse terceiro comentário é da Santana.
- "VadiaGostosa23". — riu Finn. — Por essa eu não esperava.
- "Rachel, vim aqui dizer duas coisas: a primeira delas, arrume um médico. A segunda, fiquei sem calcinhas então tive que usar uma das suas. Desculpe por isso. Nunca vou te dizer qual é, então você terá que viver com esse pequeno impecilho sua vida inteira. It's Crazy Bitch!" — vou ter que comprar calcinhas novas. — Aquela vaca...
- ENCOMENDA PARA FINN HUDSON ! — gritaram atrás da porta. Nos entreolhamos por alguns segundos, e corri até a porta para atender. Abri, mas não havia ninguém do lado de fora, apenas uma caixa no chão.
- O que é isso ? — disse, pegando a caixa. — Está endereçado à você.
- Mas é claro, você não ouviu o que aquela voz sinistra disse ? — ele perguntou. — Aqui diz que veio "direto do inferno, para o meu bebê".
- Ah, não... — levei minha mão á testa, começando a ficar preocupada. — ...o que você fez ? Quem você engravidou ?
- NINGUÉM ! — ele disse, rapidamente. Suspeito ? — É da minha avó.
- Por que ela diria "direto do inferno, para o meu bebê" ? — perguntei, óbviamente confusa. — Ela tem algum problema ?
- Não, ela mora na Pensilvânia. — disse, como se isso fosse alguma desculpa. — Quer dizer que ela anotou o endereço corretamente.
- O que é isso ? — disse, pegando um caderno logo que ele abriu a caixa. — É um... livro de receitas ? Por que raios sua avó lhe mandaria um livro de receitas ?
- Aquela velha doida não poderia só ter mandado dinheiro... — ele bufou, caminhando até mim e tirando o caderno das minhas mãos. — ...também, ela só abre a mão se for para abrir outra garrafa de destilado.
- PO-KO-POPO-KO-PO ! — tradução: "O que tem aí? Algum livro que ensina a cozinhar galinha ? Tomem cuidado, vocês dois ! VOCÊS NÃO ME CONHECEM ! VOCÊS SABEM DE ONDE EU SOU ? EU POSSO ESTUFAR VOCÊ E USAR A MAGRELA COMO PALITO DE DENTE !"
- Está em branco. — disse Finn. — Ah, aquela velha doida. Adora fazer uns enigmas. Joga no lixo, talvez ele entre em chamas.
- Não ! — disse, tomando o livro de sua mão. — Para ela criar um enigma para descobrir o segredo do livro, provavelmente deve ser algo important-- Achei... Está escrito do final para o ínicio.
- Eu não disse que ela era doida ! — riu-se Finn. — Ah, vovó... quando você vai morrer e deixar seus Chevrolet 2002 para mim ? Eu sei que ela guarda maconha debaixo do tapete do carro.
- Você teve a quem puxar... — disse. — ...é uma receita de biscoitos. Mas aqui tá dizendo que ao invés de fermento, devemos usar 350 gramas de... cocaína.
- Haha, os biscoitos especiais da minha avó... — Finn disse tranquilamente, como se estivesse tentando se lembrar do passado. — ainda me lembro a primeira vez que comi um, quando tinha epenas dois anos... minha mãe disse que eu quase subi pelas paredes e fiquei em coma por quatro dias.
- Aquela é realmente uma velha doida ! — disse, indignada.
- Não esquenta. — disse Finn, indo até a cozinha e pegando uma panela. — Ela costumava misturar conhaque na minha mamadeira. Não é a toa que sou tão esperto.
- É ? — perguntei, desafiadora. — Qual é a raiz quadrada de 81 ?
- A raiz quadrada de 81 é CALA A BOCA ! — ele gritou. — Vai, pega o resto dos ingredientes. A cocaína está debaixo da almofada do meio do sofá.
- Vamos mesmo preparar biscoitos ? — perguntei, ansiosa.
- Sim, eu até tenho um avental sexy que você pode usar que minha namorada usou na feira gastronômica de 2006. — ele disse, pensativo. — Se bem que, ao invés de batermos bolo, nós batíamos outra coisa !
- Isso é... — suspirei. — degradante.
*
- CHEGUEI ! — gritou Santana. — Tive que buscar o bebê chorão no dentista, mas tudo bem...
- Espera... — disse, aflita. — O Puck vai mesmo morar aqui ?
- O QUE ESPERAVA ?! — ele perguntou, gritando. — QUE EU MORASSE DEBAIXO DA PONTE E ME COBRISSE COM UM PEDAÇO DE PAPELÃO ?
- E é com essa atitute que você vai dormir no sofá. — disse, Finn riu desesperadamente. — Venham provar nossos biscoitos.
- Por favor, Finn, não vá cair na vida patética dessa garota. — disse Santana, pegando um biscoito e mordendo-o, mas cuspindo-o em seguida.
- Ops, esqueci de dizer que estava quente. — falei, sorrindo maliciosa. — É isso aí. Eu também sei jogar, VAGABA !
- Essa é a receite número 1. — disse Finn, sorrindo esperançoso.
- Tem gosto de pé. — disse Puck, fazendo uma careta.
- E foi por isso que eu cuspi. — disse Santana, coçando a língua com a unha. — Por que é horrível.
- Tudo bem, é para esse caso que temos a receita número dois. — disse, entregando-lhes outra bandeja de biscoitos.
- Esse tem gosto de cabelo. — reclamou Puck. — E não de um jeito bom.
- É porque eu cortei o cabelo da Rachel quando ela não via e misturei na batida. — riu Finn. Eu lhei dei um olhar ameaçador. — É brincadeira !
Depois de experimentarem mais sete fornadas que nós fizemos, Santana e Puck já estavam doidões. É claro, Finn, secretamente, misturou cocaína em todas as misturas. Típico dele.
- Sua avó deveria ter algum ingrediente secreto para fazer os biscoitos ficarem bons, pois nada está adiantando ! — reclamei, assistindo aos dois bobões na minha frente dançarem o que parecia a "dança da chuva".
- Ódio. — ele respondeu.
- Achei que você diria amor... — disse, deprimida. — Mas vindo de sua família, o que mais eu podia esperar ?
- Ei ! — ele gritou, ofendido. — Minha mãe não era uma traficante porque ela queria ! É PORQUE ELA TINHA QUE SUSTENTAR SETE FILHOS !
- Sete ? — perguntei.
- Bom, ela também era prostituta. — ele disse, pensativo. — A maioria era asiática ou negra, e tenho certeza de que vi um loiro negão de olhos puxados. Ela simplesmente não teve sorte na vida !
- E nem eu. — disse, mais deprimida ainda. — Como eu vou virar na vida se não posso nem fazer biscoitos ? O que eu vou oferecer para os amigos dos meus filhos quando eles vierem para casa ?
- PO-KO-POPO-KO-PO-PO ! — tradução: "Olha só, parece que alguém atingiu o fundo do poço. Essa menina realmente está precisando de um pouco de auto-ajuda. Gente, sem querer dar uma de publicitária, comprem meu livro, OK ? "Vencendo barreiras e colocando ovos" é um best-seller, e até a Oprah gostou".
- CALA A BOCA, SUA MALDITA GALINHA IDIOTA ! — gritei. — EU JÁ TE ATUREI POR MUUUITO TEMPO ! VOCÊ PERDEU A NOÇÃO DA VIDA ? QUER VIRAR ENSOPADO ? VOCÊ SABE DE ONDE EU SOU ? EU NASCI NA TERRA DO FRACASSO, OHIO ! EU ACABO COM VOCÊ NUM PISCAR DE OLHOS SE QUISER ! VAI ENCARAR !
- Momento Lehcar. — disse Finn, baixinho. — Esses são raros, melhor gravar.
- PO-KO-POPO-KO-PO ! — tradução: "Você não ouse falar assim comigo, mulher maluca ! Ou a cobra vai fumar ! Você vai ver meu pé saindo da sua culatra, safada !"
- Isso vai para o YouTube. — riu Finn.
*
- Awn... que dor de cabeça... — gemi. Levantei e olhei ao redor. Santana e Puck não estavam mais dançando, mas estava chuvendo lá fora. — O que aconteceu ?
- Você soltou a franga ! — riu Finn, vendo algo em frente ao computador. — E já tem mais de dez mil acessos !
- O q-que... — disse, preocupada, correndo para ver o que ele tanto ria na frente do computador. — "A garota maluca da galinha"? SEU IDIOTA !
- Idiota não, revolucionário. — disse Finn. — Eu descobri um programa no Google em que as pessoas tem que pagar para assistir seus vídeos. E com pouco mais de dez mil acessos, nós já conseguimos oitocentos dólares.
- Isso é... — parei, pensativa. — ...genial !
- É ! Eu vou te arranjar uma arma... — ele disse, entrando no eBay. — e na próxima briga, você vai matar ela ! Imagine só ! Vamos ganhar milhões ! Vai se que nem novela mexicana.
- Hmhmhm... — pensei. — Espere só, sua galinha maldita. Seu fim está chegando. Eu vou comer sua coxa e roer seu osso, vadia !
Mais tarde, naquele dia...
Blog da Rachel...
"Hoje foi um dia alucinante. Aprendi a fazer biscoitos com base de cocaína, que acreditem só, os deixam ainda mais saborosos do que se fossem feitos com fermento. Aparentemente, jurei uma galinha de morte e que se ela algum dia for para Ohio, ela é uma galinha morta. Estava até pensando em guardá-la até o Natal do ano que vem, mas realmente estou de saco cheio dela. Parece que vamos comer galinha ensopada no Dia Dos Namorados ! Atenciosamente, Rachel."
P.S: Nunca coma mais de três biscoitos de cocaína seguido se não quiser ter desinteria*. Digo por experiência própria !
* Diarréia
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