Apartamento 23

12 12- And Rachel's Book


Notas iniciais
Eai, gente, estava sem o que fazer, então decidi adiantar esse capítulo. Enfim, recebi bastante reviews novos, obrigado mesmo, mas eu ando tão ocupado que mal consigo responder eles, mas vocês sabem que eu aprecio muito a atenção de vocês com a minha fanfic. Obrigado a todos. Bom, vamos colocar um pouco de spoilers nessa situação ? Abaixo eu vou escrever uma préviazinha do que vocês vão encontrar nesse capítulo, então ALERTA DE SPOILER, fiquem ligados:
Bom, no capítulo de hoje, Finn vai encontrar um "livro especial" da Rachel e vai sacanear ela por isso. Depois, eles vão ter que ajudar a Santana a passar em uma entrevista de emprego, pois ela foi demitida. Bom, vamos ler !!

Cheguei em casa cansada. Outro dia cansativo trabalhando na cafeteria. Sabe, ser garçonete não tem sido tão divertido. Eu sempre achei que trabalharia em um lugar que as crianças sorririam para mim e que eu atenderia aqueles executivos importantes e tal, mas acho que eu passei esses anos todos vivendo em um mundo de fantasia.

Isso tudo se dá ao fato de que um garoto cuspiu no meu sapato hoje e quando eu sem querer derramei café na calça de um homem, ele gritou comigo em outra língua e me atirou um sapato. Bem, o que fazer ? Eu poderia simplesmente achar um bilhete de loteria no chão, mas esse tipo de coisa também não acontece.

E depois eu poderia montar no meu unicórnia e voar para uma fazenda em que nós damos comidas para os pinguins e dançamos ao redor de uma fogueira com os ajudantes do Papai Noel, e quando nós terminamos, vamos à um bar mitzva de leprechauns.

O barulho da porta interrompeu meus profundos pensamentos...

- EU FUI DEMITIDA ! — gritou Santana, aos prantos. — NÃO ACREDITO ! DO QUE EU VOU VIVER AGORA ?

- Eu ainda não estou processando a informação... — disse, sarcástica. — Porque você não trabalhava. A única coisa que você fazia era ser má com os clientes, jogar café nos outros e dar para o gerente no estacionamento.

- SE ISSO ERA PARA AJUDAR, NÃO AJUDOU ! — ela gritou, caminhando na minha direção e se jogando no sofá, enterrando o rosto no travesseiro. — O que eu vou fazer ? Eu também tenho contas a pagar... Acredite ou não, mas eu devo mais de cinquenta mil dólares para a rainha Elizabeth II.

- O que ?! — perguntei, assustada.

- Eu sem querer encontrei ela em uma festa lá na boate ali na frente, e nós dançamos, tomamos uns drinks... e lá estávamos nós, confusas e perdidas no meio de uma suruba... — eu lhe dei um olhar desconfiado e ela tentou se redimir. — ...quer dizer, eu perdi jogando poker. É, vamos dizer que eu perdi jogando poker.

- Afê... — suspirei.

- É mentira. — ela disse, sorrindo, como se estivesse tendo boas memórias. — Eu perdi jogando Twister. Pelada. Com oito outros caras. Eles eram negões. E altos. E do exército. Já mencionem que eles eram negões ?

- JÁ ! — gritei. — O que você pretende fazer ?

- Não sei, não sei... — me respondeu, pensativa. — ...eu estou marcada em muitos pontos por aí, então acho que me prostituir está fora da mesa... um tal travesti aí até já me jurou de morte !

- É, é, trágico. — disse, pulando a parte chata em que ela me conta todas pessoas (e travestis) que já a juraram de morte. — Eu preciso de uma decisão sua. Não vai ficar vivendo às nossas custas. Puck mal trabalha e o emprego do Finn é incerto. O ramo de traficante de drogas é difícil.

- Agh, não sei ! — ela disse, irritada. — Amanhã eu vou sair para procurar emprego. Você por acaso tem alguma roupa que não tenha decote ? E uma calcinha sem abertura na frente ?

Suspirei profundamente e acenei positivo com a cabeça. Ela me agradeceu e foi para o quarto. Essa garota...

*

Cheguei em casa no dia seguinte, para variar, cansada. Havia algumas caixas logo na entrada do apartamento, pensei que alguém estivesse de mudança. Não vou mentir, mas eu cruzei os dedos e pensei comigo mesmo "Santana, Santana...", mas tive uma baita surpresa quando eu vi o Finn, fazendo faxina.

- O que raios você está fazendo ? — perguntei, pulando as caixas na sala e alcançando o sofá.

- Eu ouvi que o Exército da Salvação está juntando coisas para dar para os pobres do Haiti, então pensei "nossa, a Rachel tem umas coisas feias que eu adoraria jogar fora!", então, tudo culminou em faxina! — ele disse, animado. — Falando nisso, posso conversar com você por um segundo ?

- É claro. — disse, tentando não ficar preocupada. — Sobre o que ?

- Eu achei algo no meio da sua tralha que eu achei... meio "não-Rachel". — ele disse, tirando um livro de dentro de uma caixa. AH, MEU DEUS, NÃO ! — O que... significa isso ?

- ONDE VOCÊ ACHOU ISSO...? — perguntei, nervosa.

- Debaixo do sofá. — ele respondeu, sério. — Eu vivo bêbado ou doidão, mas isso não quer dizer que você não pode arrumar esconderijos melhores para as suas "privacidades".

- Existe uma explicação para isso. — disse. — Eu... me encontro em um momento muito delicado da minha vida. Digamos que eu estou... "eroticamente carregada".

- E você alivia suas tensões e esquece dos seus problemas lendo... — ele fez uma pausa dramática. — UM LIVRO DE SACANAGEM ?! E ILUSTRADO, AINDA POR CIMA ?!

- EU TAMBÉM TENHO DIRETOS !! — gritei.

Santana entrou no apartamento naquele exato momento. Era muito estranho vê-la vestindo minhas roupas. Nada muito vulgar.

- Ei, Santana ! — disse Finn, rindo. — A Rachel tem um livro de pornografia !

- O que ? — disse Santana, abrindo um sorriso, e correndo na direção de Finn, tomando o livro de sua mão. — "No Escuro da Noite"?

Os dois riram alto e histéricamente. Eu estava vermelha. Tanto de vergonha quando de raiva.

- Lê um trecho ! — disse Finn, rindo.

- "Lá estava ela, deitada em sua cama, no silêncio da noite..." — começou Santana, com a voz suave. — "Ouviu alguém susurrar seu nome e abriu os olhos. À sua frente estava o homem mais perfeitamente esculpido. Nu e completamente preparado."

- "A cama rangia a cada movimento". — continuou Finn, tomando o livro da mão de Santana. "Tudo parecia muito escorregadio e confuso, no escuro, mas ela não parecia querer parar".

- "Os movimentos ficaram mais intensos a medida que a pobre garota gemia." -riu-se Santana. — "Não aguentou muito tempo até completar suas ações, sentindo toda a masculinidade de seu amante noturno dentro de si própria".

- Isso é muito profundo ! — gargalhou Finn.

- VOCÊS SÃO UNS IDIOTAS ! — gritei, saindo correndo. — UNS VERDADEIROS RETARDADOS !

*

- Oi, Rachel. — disse Finn, enquanto me cumprimentava. — Espero que sua noite tenha sido tranquila. Ou algum homem "perfeitamente esculpido" tenha entrado no seu quarto e te preenchido com sua "masculinidade". Huashuas !

- Idiota. — disse. — Onde está a Santana ? Ela me disse que a entrevista de emprego dela seria hoje, aqui no apartamento !

- Falando em onde está a Santana, onde está o Puck ? — perguntou Finn, confuso. — Eu não o vejo a dias.

- Não sei... — disse, pensativa. — Quem sabe ele morreu, ou se mudou, ou decidiu arrumar um emprego e seguir em frente com a sua vida em vez de sugar de nós feito um parasita.

- HAHAHAHA ! — riu Finn. — Rachel, não me faça rir...

- Gente, cheguei ! — disse Santana, abrindo a porta do apartamento. — Essa é a Angie. Ela fará a entrevista comigo para o meio "futuro" próximo emprego.

- Santana, chega aqui. — disse Finn, olhando a mulher loira, bastaste atraente, que, aos meus olhos, parecia ser uma safada reprimida. -Quer que eu durma com ela ? Será que assim você consegue o emprego mais facilmente ?

- Não, não precisa. — ela disse. — Eu já dormi com ela. Bom, não adiantou nada, então apenas falem bem de mim enquanto ela faz as perguntas, entenderam ?

- Podemos começar ? — perguntou Angie, sentada no sofá. Nós corremos até lá e nos sentamos ao seu lado. Santana pegou uma cadeira e se sentou á sua frente.

- Mas é claro. — disse Santana, confiante.

- Primeira pergunta... — a loira ajeitou os óculos e leu o que estava escrito em sua prancheta. Nada mais profissional do que uma prancheta.- Você é sociável ?

- Sim, extremamente. — ela respondeu. — Digam à ela, Finn e Rachel.

- A Santana é, sem comparação, nossa melhor amiga. — disse. — Ela nos conquistou com seu carisma excepcional.

- É... — disse Finn, parecendo meio constrangido com aquilo. — ...uma vez ela dormiu com um policial para conseguir que eu saísse da minha condicional.

- Você é flexível ? — ela perguntou. Fiquei meio confusa, pois que tipo de emprego precisaria de uma assistente que você flexív-- deixa pra lá.

- Sim. — ela respondeu. — Como uma cobra. Posso botar meu pé inteiro na boca e a perna atrás da cabeça. Me dê uma droga mexicana e eu vou subir pelas paredes !

- Obrigado, acho que isso é o suficiente. — disse, levantando-se. Santana e levou até a porta, e quando ela saiu, a vi dando um discreto tapa na bunda de sua chefe.

- Obrigado, pessoal ! — ela disse, animada, e nos abraçando. — Vocês foram ótimos ! Esse emprego já tá no papo !

- Espera... — disse, antes que ela saísse. — ...para que trabalho mesmo você se candidatou ?

- Dançarina de boate. — ela respondeu, naturalmente. Bingo. Para mais qual outro trabalho ela precisaria ser flexível ? Virar contorcionista em um circo ? Dúvido. — Fui !

- Aaah... — suspirei fundo. — é melhor eu ir trabalhar...

- Ou quem sabe eu possa te preencher com a minha "masculinidade" ? — perguntou Finn, rindo.

- VAI SE CATAR, SEU TARADO ! — gritei, saindo.

- Hahahaha... — ele riu. — ...essa aí já tá no papo. Hehe...

Notas finais
Gostaram ? Gente, daqui a pouco eu vou ter que começar a inventar pessoas, pois não vai dar para fazer uma história grande só com o pessoal do Glee. Enfim, espero que vocês gostem ! Valeu !