Apartamento 23
1 1- Pilot
Notas iniciais
Enfim, base-ei esta fic na nova série da FOX, Apartment 23, mas é claro, adaptando para o Universo Glee de ser. Enfim, obrigada desde já quem já está lendo! Se eu receber comentários, continuo postando! Thanks^^!
Meu nome é Rachel Berry. Tenho vinte e um anos. Muito gente pode achar que não, devido à minha altura. Algumas senhoras ainda me confundem com uma criança, e muitas me oferecem balas quando eu passo por elas. Mas eu sempre ergo a cabeça e sigo enfrenta — e, é claro, uso salto alto. Me mudei para NY pois recebi uma proposta de emprego como atriz. Ainda não é um emprego de verdade, mas eu tenho grandes sonhos. A cidade apenas está me esperando, e eu vou com tudo alcançá-la.
Mas procurar por um companheiro de quarto é difícil. Não tenho grana para manter um apartamento sozinha, pois, acreditem, ainda não sou "tão" famosa. Sim, todos os dias eu tenho altos e baixos — se bem que não consigo lembrar os altos -, mas eu não sou derrotista. Hoje mesmo eu sai para procurar um novo companheiro de quarto, e posso lhes dizer que estou realmente esperançosa.
Apartamento 6 — Santana Lopez
- Então, o que te faz achar que você é boa o suficiente para morar comigo ? — perguntou Santana. Ela poderia não parecer visualmente gentil, mas todas as pessoas boas podem possuir exteriores brutos que só precisam ser lapidados. — Você consegue colocar sua perna atrás do pescoço ? Consegue cantar em gêrmanico ? Você tem amigas que estão dispostas à um relacionamento lésbico aberto ? Você tem dinheiro ? Você é anã ?
- Aaah... — minha mente estava explodindo. Fiquei ainda mais desconfiada daquele lugar e daquela garota quando vi sete pessoas, homens e mulheres, saindo do banheiro. SETE PESSOAS. — ...meu nome é Rachel Berry. Me mudei para Nova York para...
- Corta o papo furado ! — disse Santana, acendendo um charuto. — Me desculpe, seus seios nem seu nariz são visualmente agradáveis. Você foi reprovada.
Apartamento 11 — Sue Sylvester
- Olá, meu nome é Rachel Berry, eu... — a senhora loira abriu a porta e me olhou rapidamente. ...estou aqui para a entrevista de companheira de quarto...
- Não. — respondeu, fechando a porta.
Apartamento 17 — Kurt Hummel
- Ei ! Uou ! — ao entrar no apartamento, levei meu primeiro susto. Havia um gaiola transparente enorme e vários homens apenas de sunga e gravatinha dançando. — Meu nome é...
- Rachel Berry, eu sei. — disse Kurt, me puxando para dentro do apartamento. — Posso te oferecer alguma coisa ? — ele perguntou, sentando-se em uma poltrona. Sentei-me em outra poltrona ao seu lado. — Café ? Água ? Sexo ?
- O que ?! — perguntei, assustada.
- BLAINE ! BLAINE ! — ele gritou, balançando um sininho. O homem, portando apenas uma sunguinha e a gravata, se aproximou. — Massageie meus pés.
- Ah, olha só a hora ! — eu disse, tentando fugir daquele inferno masculino. — Preciso ir. Tenho outras entrevistas de companheiro de quarto. Desculpe !
- Me liga ! — ele gritou, enquanto eu saia. — Anda, seu idiota ! MASSAGEIE MEUS PÉS !
Apartamento 21 — Quinn Fabray
- Olá ? — perguntei, quando eu bati na porta e ela se abriu. Novamente, levei um susto. Aquele lugar parecia um santuário a alguém. Espera... esse não é o cara do apartamento 23 ? O que será que essa garota tem na cabeça ?
- Olá. — a porta se fechou atrás de mim com um baque, e vi a garota sentada em um cadeira de balanço, fazendo carinho em um gato. — Whiskers, desça. — o gato pulou de seu colo. — Bem-vinda.
- O que é tudo isso ? — perguntei, olhando ao redor. A cada canto havia uma aberração do rapaz do apartamento ao lado.
- Não sou eu quem deveria estar fazendo as perguntas ? — ela me fitou curiosa, enquanto caminhou até a cozinha e pegou uma caneca, com um foto do rapaz. Eu tinha vontade de rir, mas não sabia se ela era uma psicopata. — Então, conte-me sobre você.
- Meu nome é Rachel Berry e eu me mudei para NY para trabalhar. Seu apartamento é simplesmente... — ela derramou café na caneca e me olhou. Decidi me calar. — ...enfim, eu procuro um apartamento que seja acessível e que eu possa pagar pouco, mas viver tranquilamente.
- Hmmmm... — ela disse, pensativa, enquanto tomava café da caneca com a foto do morador ao lado. — ...você é chata. Nossa, eu estou entediada !
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, a campainha tocou. Ela correu até ela para abrir, enquanto eu apenas encarava-a curiosa. Quem estava na porta era o tal cara da caneca de Quinn.
- Finn ! — ela exclamou, animada. — O que faz aqui ? O que devo as honras dessa visita inesperada ? — ela se aproximou dele e susurrou em sua orelha. — Decidiu me aceitar como sua amante/companheira ?
- Duas coisas. — ele disse, afastando-a. — A primeira, entregaram essa coisa esquisita de pelúcia que se parece imensamente comigo na minha porta, e eu presumi que era seu. A segunda, VAI SE TRATAR, GAROTA !
Ele deu meia-volta e fechou a porta. Ela a abriu novamente, e segurando o urso/Finn de pelúcia, gritou:
- VOCÊ NÃO PODE NEGAR A NOSSA QUÍMICA ! — ela gritou. Fechou a porta, sem receber uma resposta, e voltou sua atenção para mim. — Então, podemos discutir o aluguel ?
Apartamento 23 — Finn Hudson
- O que ? — Finn abriu a porta.
- Olá. — eu disse, entrando no apartamento antes que ele fechasse a porta. Ele era minha última esperança, o último apartamento que procurava por um companheiro de quarto. — Meu nome é Rachel Berry, e eu acredito que marquei uma hora com você. Eu vim para conversar sobre o anúncio de procura de companheiro de quarto ?
- Ah, claro. — ele disse, me dando um papel. — Preciso da sua assinatura e marcas digitais, caso você me roube e eu precise rastreá-la. — eu lhe mandei um olhar desconfiado, e ele entendeu. — Minha última companheira de quarto não se saiu tão bem quanto eu esperava.
- Aqui parece um lugar ótimo. — eu disse, olhando o apartamento. — Bastante confortável...
- Sim, sim. — ele disse, me seguindo. — Aqui não te faz lembrar um dos apartamentos de Friends ? É, eu pedi que fizessem exatamente assim. Pois bem, são 300 dólares por mês, não precisa pagar nenhuma conta e tudo aqui é liberado. Só peço que não faça barulho depois das dez, e, enfim, divirta-se !
- Aqui é perfeito ! — eu disse, com um sorriso no rosto. — Você até tem regras ! Eu simplesmente ADORO regras ! Está feito. Vou vir morar com você.
- Bom saber, Rachel Berry. — ele disse, sorrindo. Talvez ele esteja tão animado quanto eu. — De agora em diante, seremos companheiros de quarto.
*
Após passar por severas barreiras de inspeção, cheguei ao um escritório amplo, onde cada um trabalha em seu cubículo. Aqui não é exatamente como eu pensava. Procurei auxílio à pessoa mais perto de mim.
- Com licença... — eu disse, me aproximando. — ...aqui não é a Broadway ? Onde estão todos os palcos ? As cortinas ? Os atores.
- Hahaha, minha querida, você deve ter se confundido. — disse a garota asiática. — Meu nome é Tina Cohen-Chang. E esse erro é mais comum do que parece. Nós não somos a Broadway, somos a Bread Way. Traduzindo "Caminho do Pão". Trabalhamos fazendo a contabilidade para uma empresa de pão.
- O que ?! — fiquei pasma, e frustrada ao mesmo tempo. Achei que a verdadeira Broadway havia aceitado meu currículo, e pela mensagem que me mandaram, estavam animados e esperando por mim. — Mas...
- Não há tempo para mas ! — disse a garota asiática, me puxando. — Você será minha assistente. Atenda meus telefones, traga meu café, limpe o cocô dos meus sapatos. E quem sabe, se você puxar bastante meu saco, será promovida e poderá ter seu próprio cubículo !
- Ei, Tina ! — ouvi um grito, se aproximando. — Lindos sapatos !
- Obrigada, Mercedes ! — disse, enquanto a garota se afastava. — Aquela é a Mercedes, da copiadora. Ela é encarregada de copiar as coisas. Vem, vamos, há muito o que fazer ! Você vai adorar aqui !
Suspirei fundo. Foi tudo um erro. Apenas um erro.
*
- Mas o que...? — entrei em casa e descobri que Finn, aparentemente, estava fazendo uma festa. — FINN ! FINN !
- Olá, querida. — ele disse, vindo até mim, com uma garrafa de vodka na mão e óculos escuros. — O que está fazendo aqui tão cedo ? Achei que você iria trabalhar !
- Eu ia, mas... — suspirei fundo, lembrando-me da mais recente frustração da minha vida, trabalhar na Bread Way. — ...isso não importa. O que está acontecendo ? Quem são essas pessoas ? Onde estão minhas coisas ?
- São muitas perguntas ao mesmo tempo. Preciso ficar bêbado. — ele disse, dando uma golada do líquido na garrafa. — Okay, só assim mesmo para aguentar você ! Hahaha ! Estou brincando, não precisa levar tudo a sério ! Relaxe ! Quer saber, beba um pouco.
- Não quero beber ! — disse, afastando a garrafa que ele empurrava para cima de mim. — Responda minhas perguntas !
- Tudo bem, tudo bem... — ele estava cambaleando, e ficou parado. — Estamos fazendo uma festa para caridade, esses são meus amigos, amigos dos meus amigos e pessoas bonitas que eu achei na rua. E eu joguei todas as suas coisas fora.
- COMO ASSIM ?! — gritei.
- Desculpe, você tinha coisas realmente muito feias ! — ele disse, voltando a beber. — Quem quer ter a casa decorada com um abajur de gatos ? Ah, Rachel, venha conhecer um amigo meu. — ele me arrastou pela mão até um canto da festa. — Esse é Puck. Eu e ele somos, digamos, melhores amigos desde sempre !
- Eaí ! — ele disse, me cumprimentando. — Então ela é a tal Rachel que você falou, né ? Ela não é tão feia... nem tão baixa. Fale alguma coisa, para mim saber se você soa como uma foca bebê sendo estuprada.
Olhei ao redor. Eu estava perdida. Aquilo não podia estar acontecendo ! Socorro !
Fale com o autor