Notas iniciais
Esse capítulo começa numa festa na piscina e termina numa conversa entre Clra e Any Boy, onde ela descobre algo sobre ele. Espero que gostem S2

Sábado, 14:36

Faz uma semana mais ou menos que eu fui convidada para uma festa na piscina, então nesse momento estou no carro do irmão do Vini indo para o local da festa.

— Como é seu nome mesmo? — O irmão do Vini me perguntou, me olhando pelo retrovisor.

— Clara — Respondi

— Clara... Você é bem bonita sabia?

— Ai Guilherme, dá pra parar? — O Vini disse.

— Relaxa, só to elogiando.

— Eu sei que sou bonita, não preciso ouvir de outras pessoas. — Falei me encontando no banco, cruzando os braços e olhando pela janela.

Seguimos o caminho em silêncio, e eu dei graças a Deus quando chegamos. Fui a primeira a sair do carro.

O Guilherme desceu do carro e nos seguiu, eu estranhei mas não quis dizer nada.

— Você vem junto? — O Vini perguntou

— Sim. Eu conheço o dono da casa. — Falou e deu uma piscadinha.

Vi a Mel pegando alguma coisa na mesa de comidas, ela estava sozinha então eu fui falar com ela.

— Oi — Falei

— Oi — Ela deu um sorrisinho que me pareceu forçado.

— Olha... — Comecei — Desculpa... Ta?

— Você promete que não vai mais julgar as pessoas pela aparência, ou... antes de conhecer elas melhor?

Suspirei e levantei a minha mão, em sinal de promessa.

— Prometo.

Nos abraçamos. Eu me senti aliviada por ela me desculpar tão rápido e por voltarmos a nos falar.

— Ele é um cara legal — Ela disse — divertido, gentil e engraçado... Ele vai vir, então vocês podem se conhecer!

— É... podemos

Ficamos conversando por uns minutos e ela teve que ir no banheiro.

Me sentei na borda da piscina de perna de índio, não tenho coragem de encostar naquela água. Deve ter xixi ou o vômito de alguém.

Logo o Bruno se sentou do meu lado. Nós estudamos juntos desde os 6 anos, e desde os 6 anos ele fica pegando no meu pé. Ele é o Badboy da escola e todas as garotas querem ficar com ele. Não sei porque, eu acho ele um idiota. Um idiota lindo. Mas um idiota.

— E aí Clarinha.

— Oi.

— Faz tempo que a gente não se fala né?

— Por mim a gente não precisava se falar nunca mais. — Falei friamente.

— Ah qual é. Você sentiu minha falta. — Falou convencido disso.

— Não. — Até agora eu não tinha olhado ele nos olhos.

— Sentiu sim... Olha pra mim. — Não obedeci. — Olha nos meus olhos lindos e fala que não gosta de mim.

Agora eu obedeci. Fiquei olhando pra ele por um instante então resolvi falar:

— Eu não gosto de você. — Falei pausada e calmamente.

Ele balançou a cabeça rindo e ficou me encarando. Me senti desconfortável, eu não gosto dele e nem de contato visual.

Ele foi se aproximando pra me beijar e eu rapidamente percebi isso, mas fiquei parada, apenas falei:

— O que você ta fazendo? — Achei graça daquilo.

— Ah. Nada... nada. — Falou recuando.

— Você ia me beijar?!

— O quê?! Não! Ta doida? Eu, beijando você? Nunca!

— Não era isso que tava pensando há um minuto atrás. — Provoquei

— Tchau Clarinha. — Ele se levantou e foi embora.

A Mel estava demorando e eu achei melhor procurar ela. Virei numa "esquina" da casa e vi ela e o Nicolas se beijando intensamente. Se eles estivessem sozinhos, com certeza estariam transando ali mesmo.

— Ai caralho! — Pensei alto enquando recuava, fingindo não ter visto aquilo.

— Clara! Que bom, é... — Ela falou ofegante, tentando arrumar seus cachos loiros. — Nicolas! Agora vocês podem se conhecer!

— Ah não, desculpa, eu vou... voltar pra lá — Falei me virando.

— Clara! Por favor — A Mel implorou.

Bufei e aceitei.

— Ta bom...

Era estranho estar ali com a minha melhor amiga e o cara que eu beijei há dois dias atrás.

Conversamos um pouco e... Ok, ele era legalzinho e engraçado, mas, meu ex por exemplo, é mais legal do que o Nicolas.

Eu estava escostada na parede, até que o Guilherme, irmão do Vini, colocou a mão nessa parede, me encurralando.

— O que você quer? — Perguntei.

— Ficar com você

— Ah, hoje é dia de caras escrotos darem em cima de mim e ninguém me avisou? — Falei sarcásticamente.

— Ih, essa aí é uma tigreza né? — Falou se direcionando ao Nicolas.

— Tá bem claro na cara dela que ela não quer ficar com você, — Ele respondeu — então eu acho bem justo ela agir como uma "tigreza" — Fez aspas com as mãos.

— Ah cara, você sabe como é né? Tem umas que se fazem de difícil, mas no fundo tão doidas pra agarrar a gente.

— VOCÊ É CEGO OU O QUE? — O Nicolas falou empurrando o Guilherme. — ELA JÁ DISSE QUE NÃO QUER!

— Nicolas! Se acalma. — A Mel disse segundo ele.

— Tudo bem — Guilherme falou — Eu já to indo. — Ele se virou e foi embora.

— Obrigada — Agradeci gaguejando

— Caralho que cara idiota... escroto.

— Você foi incrivél Ni, obrigada. — A Mel disse.

Depois disso eu pensei em mandar uma mensagem pro Any Boy.

Clra: Oi

Clra: Eu preciso falar com alguem, e o escolhido foi você.

Passou uns dez minutos e ele não respondeu. Ok, pode me chamar de doida, controladora, chata, paranóica e tal, mas eu precisava conversar, então mandei mais uma.

Clra: Ai que merda, fala comigo.

Clra: Any Boy!

Clra: Que merda, qual é o seu nome?!

Clra: Caralho

Clra: Já que você não ta aqui pra me ajudar eu vou desinstalar esse aplicativo.

[...]

Depois daquilo eu pedi um uber e fui embora, ainda irritada.

Cheguei em casa e fui direto para o banheiro tomar um banho de meia hora. Terminei, me joguei no sofá e liguei a tv, ainda de cabelos molhados.

Respirei fundo e recebi uma mensagem do Any Boy. Finalmente.

Any Boy: E aí Julieta.

Any Boy: Espero que ainda esteja aí e não tenha desinstalado o Anônimos.

Any Boy: Aliás, o nome do aplicativo é Anônimos, e não Whatsapp pra você salvar meu contado com meu nome e um coração♡

Clra: Eu não salvaria o seu nome com um coração. E eu não sou mais anônima pra você então não é justo você ainda ser anônimo pra mim.

Any Boy: Eu descobri que seu nome é Clara porque você colocou um nome de usuário muito ruim que é parecido com o seu nome.

Clra: Continuando: e também não é nada prático nem legal te chamar de Any Boy.

Esperei um tempo até ele responder e me supreendi quando li aquela mensagem:

Any Boy: Anthony.

Clra: Anthony?

Any Boy: É.

Fiquei pensando e logo mandei:

Clra: Então Anthony, onde você tava quando eu precisava de você?

Any Boy: Então Clara, eu fui andar de skate pelas ruas da cidade e esqueci o meu celular em casa.

Clra: Hum

Clra: Você anda de skate?

Any Boy: Você gosta de caras que andam de skate?

Clra: Talvez

Any Boy: Então talvez eu ande de skate.

Clra: Você também joga futebol americano, toca violão no show de talentos da escola e canta suas músicas autorais?

Any Boy: Não, isso não.

Clra: Eu já espera isso.

Any Boy: Boa noite, Julieta

Clra: Boa noite, Anthony

Notas finais
Espero que tenham gostado S2 Se quiserem dêem ideias de coisas que podem acontecer, tanto na vida real da Clara quanto no Anônimos. S2