Ano Baka (Aquele Idiota)
35 Capítulo 35
Notas iniciais
Uhuuuu, mais uma recomendação! Dessa a vez o delicioso do Yamazhuri deixou palavras devotadas à FIC. Fiquei muito feliz lindo, principalmente porque você colocou que fez a conta só para recomendar a FIC, isso realmente é importante para mim como escritora. Pretendo melhorar minhas cenas de luta sim, espero não decepcioná-lo. Você me deixou muito feliz nessa tarde chuvosa então dedico esse cap. super cheio de safadezas para você!
Pessoal, meu muito obrigado a todos os que comentaram no cap. anterior. Não deixem de ler as notas finais porque tem uma coisa importante lá. Agora, aproveitem a FIC!
— Tem certeza que quer fazer isso mesmo, Naruto? – Shikamaru perguntou com um semblante preocupado.
— Está escrito em algum lugar que eu não posso fazer?
— Não, mas... é que nunca soube de um Hokage fazer algo do tipo – ele respondeu meio constrangido.
— Pois eu vou fazer! Se tiver algum problema eu resolvo depois, afinal agora eu sou o Hokage, não sou?
Shikamaru deu de ombros. O primeiro dia de Naruto como Hokage mal havia terminado e ele já estava querendo estabelecer novas regras. Já eram quase seis horas da tarde, eles haviam com muito esforço conseguido cumprir a agenda do dia. Depois da conversa que eles tiveram, Naruto passou a se dedicar com afinco e cumpriu todas as tarefas e reuniões do dia. Porém ainda havia a tarefa principal, Naruto precisava formar os times dos formandos da academia ninja, essa era uma tarefa longa e exaustiva e ele havia passado a maior parte do tempo preocupado em como faria para resolver isso, já que não tinha informação alguma sobre os formandos, suas habilidades e o que era requerido para cada time. Shikamaru entendeu perfeitamente as limitações que Naruto possuía naquele momento, mas não tinha como não formar os time só porque o novo Hokage não conhecia as habilidades dos formandos. Foi então que Naruto teve a genial e ousada ideia de promover um rápido torneio entre os formandos, assim ele poderia conhecer as habilidades de cada um e ter uma base melhor para formar os times. Shikamaru que achou que iria se safar, teve que acompanhá-lo nessa empreitada também.
Seguiram para a academia ninja, chegando lá os formandos e os professores de cada turma já estavam aguardando por eles. Ninguém havia entendido a repentina convocação do Hokage para um torneio na véspera da formatura, e embora um tanto emburrados, todos estavam curiosos para ver o que o novo Hokage faria. Então Naruto ordenou que todos começassem a lutar uns contra os outros simultaneamente, enquanto ele percorria o local observando as lutas e indicava alguns pontos e Shikamaru seguia anotando, odiando a tarefa de secretário que havia acabado de ser incutida à ele.
Depois de observar os alunos lutando, Naruto ordenou que trocassem de parceiros e continuassem a lutar. Alguns alunos achando que estavam tendo a performance avaliada, tinham dado tudo de si na primeira luta e já estavam cansados. Naruto mandou que Shikamaru anotasse isso também. Depois que todos os alunos lutaram entre si, trocando de parceiros inúmeras vezes, Naruto verificou as anotações de Shikamaru e deu-se por satisfeito. Agora sim, ele conhecia os formandos e tinha informações suficientes para formar os times. Ele estava empolgado pois foi a primeira vez no dia que tinha resolvido um problema com uma ideia dele mesmo.
— Acabou, Naruto? – Shikamaru disse com a voz apática – estou cansado, quero ir pra casa dormir.
— Eu também estou cansado, mas ainda está cedo para dormir.
— Não, já passou do meu horário de dormir. Quando não estou em missão eu costumo dormir as sete da noite.
— Você tá brincando, né?
— Claro que não – Shikamaru respondeu com uma expressão cansativa e Naruto constatou que ele falava a verdade.
— Vamos fazer o seguinte, Shika. Vamos lá no bar tomar uma cerveja, eu pago. Enquanto você relaxa a cabeça eu vou verificar suas anotações e definir os times, o que acha?
— Faça o que quiser Naruto, mas eu vou pra casa. – Shikamaru deu-lhe os papéis com as anotações e tomou o seu rumo.
Naruto ficou resmungando como Shikamaru era chato e foi para o bar sozinho. Quando chegou lá as pessoas o cumprimentaram com reverência e mais cordialidade do que o normal. Ele percebeu que ainda usava a capa de Hokage que dava-lhe um ar de imponência muito maior do que ele já tinha. Não era sua intenção chamar tanta atenção assim, mas não podia largar a capa em qualquer canto. Resolveu relaxar e sentou-se numa mesa mais afastada do bar, pediu uma cerveja e começou a ler as anotações de Shikamaru. Depois de cerca de vinte minutos ele já havia definido os nove times, tendo visto e conhecido as habilidades de todos, tinha transformado a tarefa na mais simples, tão simples que nem ele acreditava que tinha terminado tudo tão rápido. Olhou no relógio e eram oito e quinze, como estava cedo ele pensou que poderia passar na casa de Sakura e tentar conversar com ela e ver se conseguia algum sucesso em recuperá-la.
Foi então que viu a própria Sakura chegando no bar. Seu coração deu um salto, ele tinha mais sorte do que imaginava. Quando fez menção de levantar para ir falar com ela, percebeu que ela não estava sozinha. Kakashi estava junto.
— Mas que diabos? – ele disse pra si mesmo. – O que a Sakura está fazendo com o Kakashi-sensei aqui?
Ele observou quando sentaram-se ao lado um do outro e começaram a conversar. Aquilo de maneira alguma parecia uma conversa entre aluno e professor. Kakashi agia de uma maneira que pareceu muito estranha aos olhos de Naruto. Ele parecia se inclinar na direção dela, depois passou o braço por sobre seus os ombros. Naruto observou que Sakura ficou um pouco vermelha com isso, ela estava agindo de maneira tímida diante do sensei, parecia que estavam... “Não, isso é impossível” Naruto pensou. Todas as dúvidas desapareceram quando ele viu Kakashi pegar uma mecha do cabelo dela e começar a mexer entre os dedos. Depois os dedos ágeis do sensei passearam pelo rosto dela, pararam no queixo e o segurou com gentileza. Kakashi se inclinou mais pra frente e pousou os lábios cobertos pela touca nos dela.
Sakura sentiu o toque suave do tecido roçando sobre seus lábios. Seu coração já tinha falhado todas as batidas que era permitido falhar sem ter um infarto. Ela estava ansiosa porque havia várias pessoas conhecidas no bar que sabiam que eles eram professor e aluna. Mas também ela mal teve tempo de fazer nada. Quando chegaram e começaram a conversar, ele já foi sentando ao seu lado, quando viu já a estava abraçando e antes que se desse conta, beijando. Sem bem que um beijo por cima da máscara de tecido não poderia ser considerado um beijo, ou poderia? Ela estava tão absorta nesses pensamentos que não percebeu a presença muito irada de um ninja à sua frente.
— Kakashi-sensei – Naruto começou com a voz pesada – pode me explicar o que está acontecendo aqui?
Kakashi parou de beijá-la, olhou para Naruto e disse de maneira casual.
— Yoo Hokage-sama, como vai?
Sakura estava em choque por ver o Naruto ali na frente dela. Ele havia visto os dois se beijando, por isso estava bravo daquele jeito. Ela ficou preocupada com o que ele fosse falar, mas depois lembrou-se que não devia mais nada a ele, já que ele havia a traído e eles tinham terminado.
— Eu estava bem até agora – ele respondeu sem conseguir esconder o ciúmes – Sakura, o que está fazendo?
— Nada que te interesse Naruto.
— Como nada que me interesse? Você, a minha namorada, aqui aos beijos no bar com o nosso professor? Como isso não é nada que me interesse?
— Primeiro de tudo: eu não sou mais a sua namorada, e segundo: nós só estávamos conversando.
— Só conversando? Precisa por a boca um no outro pra conversar?
— Naruto, eu não te devo satisfação nenhuma. Por que não vai logo embora? Você não vê que está nos atrapalhando? – Sakura respondeu com uma certa grosseria na voz.
— Atrapalhando por quê? O que vocês pretendem fazer? – Naruto perguntou irado em já saber a resposta.
Kakashi percebeu que se não intervisse as coisas iriam piorar.
— Naruto, fica tranquilo. Não é nada demais, é só uma conversa que nós dois precisávamos ter. – ele disse pacificamente.
— Kakashi sensei, eu não vou te responder como eu quero porque seria falta de respeito. E mesmo que agora eu seja o Hokage, eu não vou desonrar um professor meu. – e completou virando-se para Sakura – Vamos embora.
— Eu não vou embora, Naruto. Acabei de chegar.
— Mas eu quero conversar com você.
— Não.
— Sakura, nós temos que conversar – ele disse e pegou-a pelo braço.
— Naruto, você a ouviu: ela não quer conversar com você. Além do mais, ela está comigo. – Kakashi respondeu firmemente, enquanto tirava as mãos dele do braço dela.
Naruto olhou-os com raiva. Ele não podia fazer nada contra o próprio professor. Era muita sacanagem um velho daquele tentar seduzir uma menina como a Sakura, ele não conseguia entender como a Sakura tinha caído.
— Sakura-chan, você tem noção que esse é o Kakashi-sensei, o nosso professor?
— É claro que eu tenho, Naruto.
— Ele já deve ter uns 75 anos, ou mais. Desde que eu o conheço ele tem cabelo branco.
— Are, are. Na verdade eu só tenho 35 – Kakashi respondeu com um sorriso amarelo e constrangido por debaixo da máscara – e o meu cabelo sempre foi branco, é um traço de família.
— Mesmo assim, vocês não podem ficar juntos! – Naruto protestou indignado.
Sakura não queria ter que rebater aquilo, ela não queria ter que defender que ela podia sim ficar com ele, porque ela sequer sabia se queria ficar com ele ou não. Aquilo tudo foi muito repentino.
— Naruto, vai embora. Você está começando a causar problemas.
— Vem comigo, Sakura.
— Não.
— Por favor. — ele praticamente implorou.
Sakura cansou-se do olhar pidão dele, levantou-se e saiu sem falar nada.
— Are, are. Que confusão, hein Naruto? – Kakashi o censurou e levantou-se para seguir Sakura.
Naruto o segurou pelo braço impedindo que ele saísse.
— Kakashi sensei, você pirou de vez? Você não pode ficar com a Sakura, ela é praticamente como uma filha sua.
Kakashi o fitou de maneira apática, ele gostava do Naruto, bastante até. Mas não admitia homem nenhum atravessar o caminho dele quando se tratava de uma conquista, ainda mais uma assim que praticamente já estava no papo.
— Segura a onda aí, Naruto. Ela me contou tudo, que você a traiu e ainda por cima engravidou a Hinata. Se você não foi esperto o suficiente para fazer as coisas por debaixo do pano, agora lide com as consequências.
“Puta que pariu”, Naruto pensou irado. Ainda mais essa, ter que ouvir sermão daquele velho pervertido. Isso sem falar que tudo na fala dele indicava que suas intenções não eram muito nobres.
— Kakashi sensei, eu amo a Sakura, de verdade. Eu cometi um deslize, mas ela sequer quis me ouvir.
— Eu também não quero ouvir, Naruto. Sinto muito, tem uma kunoichizinha triste esperando por mim, preciso ir consolá-la.
Naruto ficou bravo com ele falando daquela maneira cheia de duplo sentido. O segurou pela gola do colete verde e o trouxe para mais perto em um desafio.
— Kakashi sensei se você tocar na Sakura da maneira que eu estou pensando, eu vou... eu vou...
— Vai o que, Naruto?
— Eu vou acabar com você, e não me refiro a fisicamente.
— Abuso de poder? Isso não combina com você – Kakashi disse de maneira zombeteira e saiu sem mais palavras.
Mesmo sendo o seu primeiro dia, Naruto sabia que como Hokage ele tinha influência para fazer ou desfazer a vida de quem ele quisesse. É claro que ele não tensionava ir adiante com as suas ameaças, mas não esperava por isso, não do seu sensei. Se fosse o Sasuke que era um canalha ele saberia lidar, mas seu professor que ele tinha um laço quase paternal... ele realmente se sentia perdido e por que não dizer, traído.
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Sakura andou apressada para casa. Ela estava confusa e com raiva. Confusa pelo fato de ter sido beijada pelo seu sensei, e com raiva por Naruto aparecer e alegar qualquer direito sobre ela. O beijo de Kakashi tinha sido uma completa surpresa, quando ele a buscou em casa, ela acabou contando sobre o namoro e traição de Naruto, acabou revelando mais do que queria dizendo que estava perdidamente apaixonada e que iriam se casar, ele pareceu não levar isso em consideração ao tentar beijá-la. E o Naruto, muito imbecil, ao invés de agir com decência continuava insistindo em algo que não tinha mais solução. Por mais que o amasse, ela não iria perdoá-lo e correr o risco de ser traída de novo. No pouco tempo que esteve com ele já havia sofrido mais do que a vida inteira que fora apaixonada pelo Sasuke.
“Será mesmo?” uma parte da mente dela, a que ainda queria perdoar o Naruto e se jogar na cama com ele, ou seja, a parte burra da sua mente, levantou esse questionamento. É claro que ela sabia que mesmo que ele a tivesse feito chorar e muito com essa última que ele aprontara, ela sabia também que nunca foi tão amada na vida como foi por ele, ela sentia isso, sentia que o sentimento dele era real. Só não conseguia entender como algo tão forte pudesse ter fraquejado diante de uma sedução carnal. Era isso o que mais irritava ela, Naruto era do tipo burrão que não quer que as pessoas sofram, então a chance de ele ser novamente seduzido pela Hinata ou por outra garota era muito consistente.
— Se aquele baka não fosse tão burro! – ela praguejou entredentes – se ele ao menos soubesse dizer não!
Nesse momento a outra esfera da mente dela, a sensata, questionou se ele realmente queria dizer não. Sakura estava caminhando absorta com esses pensamentos e quando se deu conta, Kakashi estava ao seu lado, caminhando em silêncio, as mãos no bolso.
— Kakashi sensei! Pensei que você tivesse ficado no bar com o Naruto.
— Por que eu ficaria lá se posso ter um momento mais agradável com você?
Sakura corou com essa declaração. Ela não esperava que seu sensei fosse tão direto assim. Optou por se calar e não estragar qualquer coisa que estivesse rolando entre eles, ela não estava entendendo mais nada.
Continuaram caminhando em silêncio. Sakura estava indo para a sua casa e com toda a certeza não o convidaria para entrar, mas Kakashi parecia alheio às intenções dela. Quando chegaram na frente da casa dela, Sakura parou para se despedir dele.
— Kakashi sensei, me desculpe por hoje. Se o Naruto não tivesse aparecido poderíamos ter continuado nossa conversa.
— Sakura, você sabe muito bem que nós não estávamos mais conversando.
Sakura corou ao lembrar daquele beijo esquisito por cima da máscara. Ela meio que agradeceu mentalmente ao Naruto por ter interrompido. Mesmo com a pouca luz da lua, Kakashi percebeu que ela estava ruborizando, ele aproveitou a deixa para pegá-la com firmeza pelos braços e a levou para uma parte totalmente escura na lateral da casa. Ali retirou completamente a máscara. Sakura não conseguia ver o rosto dele, mas podia distinguir os contornos. Isso não era nenhuma novidade, pois mesmo com a máscara ela podia ver os traços angulosos e o queixo quadrado dele, mas tinha algumas surpresas que agora que as bocas se uniam, ela pôde perceber. A aspereza da barba por fazer, o hálito quente, o cheiro mentolado. A língua invasiva e adocicada que pedia passagem através dos lábios dela. Sakura que já estava meio fora de si pela própria situação, ficou ainda mais quando sentiu suas línguas roçarem. Kakashi era muito direto em mostrar o que queria, isso deixou Sakura um pouco assustada, suas línguas estavam em choque. Cada qual brigando pelo espaço do outro. Aos mãos de Kakashi estavam sobre o rosto dela e calmamente foram descendo pela linha do pescoço, depois ombros e costas. Por fim ele a envolveu num abraço apertado e aconchegante. Sakura estava achando a experiência de beijar o seu professor que a conhecia desde que era uma garotinha ingênua, um tanto quanto bizarra. Dez mil repreensões morais passavam pela sua cabeça, mas naqueles braços fortes e sob aquele toque másculo e sensual, ela já havia esquecido boa parte das lições de moral que aprendera quando criança.
Kakashi, percebendo a entrega dela, trouxe uma das mãos até sua perna, depois foi subindo cautelosamente. Por sorte dele, Sakura usava uma saia curta naquela noite, então ele colocou a mão entre as pernas dela, sentindo aquele calor juvenil. Fazia muito tempo que ele não estava com uma mulher muito mais jovem do que ele, embora algumas desvantagens desagradáveis que sempre surgiam no dia seguinte, as vantagens faziam estas sucumbirem. E Kakashi estava doido para provar o sabor de cereja de Sakura.
— Assim não, Kakashi sensei – Sakura disse tentando tirar as mão dele, enquanto se afastava do beijo buscando ar.
— Me deixe entrar. – ele disse com a voz rouca.
— O quê? Não!
— Me deixe entrar na sua casa, eu preciso ir ao banheiro. – ele completou cobrindo novamente a face com a máscara escura, sabendo que suas palavras de duplo sentido causaram espanto na garota.
— Ah isso... nossa, me desculpe. – Sakura sabia que se ele entrasse na sua casa ele com certeza tentaria alguma coisa, mas também não poderia ser mal educada com o seu professor e não deixar que ele usasse o banheiro. – Claro, vamos entrar.
Saíram da penumbra e entraram na casa dela. Kakashi observou rapidamente o lugar arrumado, limpo e com algumas flores. Ele não se lembrava de ter ido até a casa dela em todos aqueles anos que estiveram juntos no time 7. Sakura indicou onde era o banheiro e foi para a cozinha buscar água. Tomou dois copos, estava ofegante e sentia a pele quente.
— Me dê um também – ela ouviu a voz grave dele atrás de si e não conseguiu ocultar o susto.
— Você foi rápido, Kakashi sensei.
— Eu sou rápido. Embora algumas coisas eu prefira fazer devagar.
Kakashi poderia muito bem parar com aquelas palavras dúbias, mas ele estava se divertindo em ver a aluna corando a cada investida dele. Ele tomou a água que ela serviu com as mãos trêmulas e foi para o sofá. Sakura queria que ele fosse embora logo, antes que uma tragédia acontecesse, mas não poderia expulsá-lo. Viu quando ele chamou-a com um gesto para sentar-se ao lado dele, depois apagou as luzes ficando ambos no escuro, onde ela só poderia ver os contornos dele. Ela obedeceu temerosa, dessa vez não iria se entregar aos beijos dele tão vergonhosamente como havia feito há minutos atrás.
Mentira. Assim que Kakashi tomou seus lábios novamente, ela se derreteu completamente, se entregando àquele sabor e carícias tão únicas. Se do lado de fora Kakashi já havia sido mais do que direto, dessa vez, sob a proteção das paredes da cada dela, ele foi completamente explícito nas suas intenções, não dando brecha alguma para dúvidas do que ele queria fazer naquela noite com a sua aluna. Ele inclinou-se sobre ela enquanto a beijava e gentilmente a deitou no sofá e depois deitou-se sobre ela. Sakura sentiu o peso do corpo dele sobre o dela, e as mãos que percorriam pelas suas pernas somente parando quando atingiu a umidade da sua calcinha. Sakura abafou alguns gemidos quando sentiu os dedos dele afastando as beiradas da calcinha e tocando sua intimidade com o polegar, fazendo uma suave massagem para cima e para baixo. Ela sentiu o corpo todo tremer de excitação com esse gesto, mas aquilo era a maior loucura que já havia acontecido com ela, então não poderia deixá-lo ir adiante.
— Desse jeito não, Kakashi sensei – ela disse odiando a maneira ofegante que sua voz saíra.
Ele parou e se afastou, mas só para retirar o colete e a camisa que usava, voltou a deitar-se sobre ela. Quando Sakura sentiu a pele nua dele em contato com a dela, achou que se não saísse dali imediatamente corria sérios riscos de transar com o próprio professor. Ela tentou afastá-lo como pôde, mas todos os esforços foram em vão, principalmente por que um lado mais insano dela queria ir até o fim com ele, enquanto o outro a recriminava. Ele continuou a beijando e explorando seu corpo com as mãos, lentamente foi retirando as roupas dela, até que a deixou nua, somente com a calcinha. Então ele abriu a braguilha da calça e retirou a mesma jogando no chão. Posicionou-se sobre ela e começou a roçar seu sexo no dela, ambos ainda com as únicas peças de roupa que os separavam. Sakura tateou o rosto dele no escuro e percebeu algumas gotas de suor na sua testa, ele estava tão ofegante quanto ela e sua pele queimava.
Tudo nele era atraente e irresistível. O cheiro, o gosto, o toque. Mas ela não queria ir para a cama com um homem que ela considerava quase como um pai, além disso o rompimento do seu namoro com Naruto era muito recente, ela não poderia ir adiante com aquilo. Colocou as mãos sobre os quadris dele, parando os movimentos circulares que ele fazia.
— Eu não quero, Kakashi.
Ele ignorou suas palavras e continuou esfregando-se nela, a tomou novamente num beijo dessa vez mais quente e luxurioso enquanto pressionava o corpo dela contra o seu. Sakura percebeu em pânico que ele estava tirando a sua calcinha com seus dedos experientes. Logo a peça, sua única defesa contra o coito, já estava no chão amontoada com as outras. Kakashi rapidamente retirou a própria cueca, agora ambos estavam completamente nus, o contato do membro rijo dele no meio das suas pernas, ao mesmo tempo que a deixava preocupada, levava ela a um nível de prazer que, se pelas contas dela sem a penetração já era daquele jeito, se ele a penetrasse a levaria ao céu. Ela tentava de todas as maneiras fechar as pernas para manter-se a salvo das investidas dele, mas Kakashi estava determinado, então com ambas as mãos afastou as pernas dela, roçou a glande na entrada úmida e lubrificada, com só um movimento ele poderia entrar e acabar com sua própria agonia. Mas ele viu algo que o fez parar imediatamente e refrear seus impulsos de penetrar o tão desejado corpo da sua pupila.
Notas finais
Pessoal, é o seguinte, percebi pelos reviews que enquanto alguns gostaram que o amante da Sakura seja o Kakashi, outros odiaram. Como ele foi escolhido pela votação e eu me comprometi a colocar quem quer que fosse o escolhido, não tive como fugir disso, afinal eu dei a minha palavra. Muito levantaram questões morais e tal, não só no cap. anterior, mas ao longo de toda a FIC. Então dessa vez, antes de deixá-los me odiando pelo resto da FIC, vou dar-lhes o poder de escolha: Sakura deve ou não transar com o Kakashi? Vocês é quem decidem. Preciso salientar que transando com ele ou não, isso não mudará nada o rumo que a FIC vai tomar. Peço a gentileza de mandarem os votos nos reviews mesmo, assim não ficará dúvidas do resultado. Kissu!
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