Notas iniciais
Aimeudeus, você passou a abertura da fic e vai ler o primeiro capítulo! Espero que ache legal. Ou que não ache ruim :v

Antony havia passado o domingo inteiro brincando com seus amigos pelo condomínio. Apostando corridas, andando de bicicleta, nadando na piscina e brincando de várias outras coisas, os três já estavam mortos de cansaço quando voltaram para casa.

Antony mal conseguia manter os seus olhos abertos enquanto jantava. A irmã mais velha e os pais conversavam, mas ele não prestava atenção. Não conseguia pensar em nada a não ser o seu próprio sono.

— Que foi, Antony? Cansou? — a mãe perguntou carinhosamente, voltando seus olhos verdes brilhantes para o filho. Ele apenas grunhiu.

— Bom que dorme cedo hoje e amanhã não me atrasa na hora de ir pra escola — comentou Helena, rabugenta. Mas era verdade: Antony sempre dava trabalho ao acordar para ir à escola. E isso irritava sua irmã profundamente.

Antony grunhiu de novo. Levantou-se, saiu da mesa de jantar mesmo que ninguém tivesse deixado e foi direto para seu quarto. Nem parou para escovar os dentes, como sua mãe exigia toda santa noite, não importando o quão cansado ele estivesse.

Subir as escadas pareceu uma missão impossível. No terceiro degrau, Antony considerou seriamente voltar e dormir no sofá. Porém, a sala era grande demais para ele dormir lá sozinho. Lugares pequenos e fechados, como seu quarto, lhe pareciam mais seguros e aconchegantes.

Antony mal se deu ao trabalho de fechar a porta do quarto, como sempre fazia. O cômodo era um típico quarto de garoto. Tinha duas paredes pintadas de azul-escuro e outras duas de branco, uma com prateleiras de livros e outra escondida pelo guarda-roupa. Ao lado da cama, também branca, o criado-mudo estava cheio de coisinhas que Antony estava com preguiça de colocar no lugar certo: um copo meio cheio de água, Harry Potter e a Câmara Secreta, um chaveiro de fusca e um prato sujo de bolo, que estava lá desde o dia anterior.

A única coisa que descombinava com o ambiente azul e branco era a escrivaninha, que ficava de frente para a grande janela. Ela era simples, de madeira escura e não pintada. Tinha gavetas do lado esquerdo inferior e uma parte mais elevada na frente, como uma plataforma, enfeitada com vários objetos pequenos: um porta-retratos com uma foto dele ao lado de Júlia e Gabriel, seus melhores amigos, um prisma, um dinossauro em miniatura e um boneco do Darth Vader. O móvel estava em um de seus raros momentos de organização, que acabaria na tarde seguinte, logo que Antony fosse fazer sua lição de casa.

Mas o garoto não reparou em nada disso. Seus olhos focaram na cama logo que entrou no quarto. Ela nunca parecera tão majestosa quanto naquele momento, tão macia, tão aconchegante... Contudo, Antony sequer pensou nisso, apenas se jogou no colchão, por cima da colcha, e adormeceu na hora.

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O lugar é difícil de reconhecer, mas Antony suspeita do que seja. Seus olhos se desembaçam conforme pisca, e ele consegue ver: está em um ambiente com paredes de metal curvas, onde há luzinhas circulares azuis, brancas e verdes. Sente o metal frio em que está deitado através do pijama comprido.

Seu coração começa a acelerar. Ele sabe onde está. E tem muito, muito medo desse lugar.

Uma nova onda de pânico o invade quando ouve portas automáticas se abrindo. Fecha os olhos com força. Não importa onde esteja, vê-los não mudará o que farão com ele.

Antony sente os corpos se aproximando. Um pela direita, outro pela esquerda, um na ponta da maca. Sente as mãos se aproximando. Elas o tocam...

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Antony acordou de um salto, quase gritando. Porém, antes que pudesse fazer algo mais, uma mão de verdade agarrou seu ombro.

E antes que pudesse processar o que estava acontecendo, outra mão colocou algo diante de seu nariz. O que quer que fosse, tinha um cheiro tão gostoso... Antony sentiu-se aos poucos dominado, não apenas por aquele aroma, mas também por algo a mais, inexplicável, que parecia abraça-lo e leva-lo para algum mundo novo, cheio de maravilhas.

Antony não pôde mais pensar. Apagou antes do poder visualizar a quem pertenciam aquelas mãos.

Notas finais
Pretendo, a cada capítulo, postar uma curiosidade sobre a história. Aqui vai a de hoje: > "Ankward: Mundo Guardado" originalmente não tinha esse nome. Era "O Mundo Mágico de Anhangward", e seria o nome de um livro escrito por Ana Quaresma, protagonista de uma outras história que eu estava escrevendo: "Ana Quaresma e a Dimensão Fictícia". Contudo, a fic sobre Ana não deu certo, então eu olhei para Ankward, ou Anhangward, como preferir, e vi o potencial que a história tinha. <Se gostou, ou não, ou se quiser, deixe um comentário, por gentileza. Tchau!