Notas iniciais
Obrigada a todos pelos reviews, ou melhor todas, tem algum menino ai? Eu vou participar do desafio de ferias do Nyah! Fanfiction, quando eu acabar de escrever eu aviso caso alguém queira ler. Mais uma coisa, eu estou pra postar uma estória nova, mas tenho muitas ideias, se alguém quiser ler um breve resumo e me dizer qual acha a mais interessante me peça por review ou por uma mensagem privada. Só mais uma coisa, se alguém quiser ler uma fic muito boa de fantasia e mistério, leia "Os Quatro Símbolos" da Avery Chevalier, é muito boa. Juro é muito boa mesmo. M-E-S-M-O. Leiam é muito boa!!

"Um garoto, com os mesmos olhos verdes crepitantes e os mesmos chifres prateados da a criatura."

Lira olhava apavorada para o garoto, não sabia o que dizer, o que fazer, se corria ou se ali ficava. Ele pacientemente a observava, com as mãos nos bolso estava calmo, como se nada houvesse acontecido. A mente de Lira se revirava, ela tentava compreender o ocorrido, mas cada uma de sua hipóteses mais aloprada que a outra pareciam. Queria fazer-lhe milhares de perguntas e ao mesmo tempo continuar naquele silencio absoluto. Ainda estava em estado de choque não conseguia formular se quer uma frase simples, por ela reinaria o silencio.

O garoto, abaixou se um pouco de modo que pudesse ficar bem próximo de Lira, ela permanecia ainda na mesma posição. Mesmo com a pouca luz Lira podia notar o sorriso irônico que tinha o garoto.

–Eu acho-disse ele devagar, com uma voz mansa- Que você veio aqui...para me pedir alguma coisa? Estou certo?

Lira, deveria estar ao menos desconfiada, todos os seus sentidos deviam contra ele conspirar, "demônios" ouvira dizer "nunca confie em um", mas não algo nele, ela não sabia se seria espontâneo ou se era alguma coisa que ela jogara nela, demônios podiam fazer isso? Lira não sabia, não tinha a minima ideia.

–Ah...-gaguejara, sua cabeça ainda estava confusa- Bem...-O garoto riu, tentara disfarçar mas não funcionara.

–Está rindo do que?-perguntara Lira indignada e sem pensar.

–Obviamente... de você. Qual é o problema? Ficou com tanto medo que não consegue mais falar?-Ele continuava com o mesmo sorriso irônico.

–Eu não estou com medo!-disse Lira cruzando com raiva os braços.

–Não?

–Não mesmo!

–Então me responda, o porque de não conseguir responder a minha primeira pergunta.-Olhava Lira calmamente, com os olhos crepitantes, que brilhavam vivos na quase escuridão. Ela tentava manter sua postura, mas não conseguia pensar em uma resposta que pode-se chamar de decente, o máximo que conseguira era ficar olhando os olhos do garoto, que começara a rir novamente. Ele tirou a mão do casaco, e a estendeu para Lira.

–Cronnor.

–Lira.- disse estendendo a mão e comprimentando-o

–É um belo nome, mas incomum para uma anja.

–Assas negras também.-Disse movendo as assas em demonstração. Cronnor as observou, serio e curioso.

–Interessante...-disse a si mesmo. Olhou de novo nos olhos de Lira- Você ainda não me pediu para ajudar o seu amigo.

Lira olhou seus amigos, sentiu-se mal por te-los esquecido, K.T agarrava Layck com força, tinha os olhos arregalados, vidrados neles, completamente assustada. Lira começara a ficar como ela. Cronnor, ali estava a responder as próprias perguntas estava começando a assusta-la. Virou-se para Cronnor novamente. No lugar onde ele estava, agora não havia nada, realmente, ele a assustava.

–Sugiro-Uma voz vinha ao seu lado, mansa e calma, quase como um sussurro. Lira virou-se, mais uma vez estava cara a cara com aqueles olhos- Que pelo estado de seu amigo, não demoremos muito.

Ele deu um sorriso, desta vez não muito amistoso, virou-se, começou a andar, Lira o seguiu receosa, talvez, pensou ela, ele realmente deveria ser temido.

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K.T resistira um pouco em deixar Cronnor carregar Layck, ela não confiava nele, por parte de ser de seu gênio desconfiar de tudo, por outra que achava estranho alguém independente do que fosse quisesse ajudar de tanta boa vontade pessoas que acabara de conhecer, e por fim por não ter a menor ideia do que ele poderia ser, mas sabia que chifres e olhos de fogo não seriam um bom sinal.

Já estavam andando a certo tempo, a sua frente os dois conversavam em tom baixo de modo que ela não podia ouvi-los. K.T começara a pensar, e algo a incomodara, teriam eles se afastado tanto...

–Ah, olha eu não quero parecer uma criança mas... estamos chagando?

–Não, ainda falta bastante, e por favor não me venha perguntar isso o trajeto inteiro.- Cronnor a respondeu sem si dar o trabalho de olhar para traz. K.T por sua vez parou indignada.

–Nós já devíamos ter chegado! Não andamos tanto tempo assim!!- Cronnor desta vez parou de andar, Lira acompanhara os outros e permanecera no mesmo lugar. Ele virou se, começara encara K.T enquanto ela falava, as chamas seus olhos pareciam agitadas. -E como você sabe para onde nós devemos ir?!!-disse K.T em confronto.

–Eu sei de muitas coisa Katrina- ele disse, sua voz era imponente e e assustadoramente calma- Mas não sei, e não pretendo saber por quanto tempo vocês andaram, só posso informa-la que estavam quase na divisa desta floresta e o resto do vale, e que se eu estiver correto e você três quiserem chegar na mansão que fica no centro desta floresta, acho melhor andarem mais rápido. Nós não estamos sozinhos.

Ele se virou e continuou a andar, os olhares perplexos de K.T e Lira se encontraram, "Nós não estamos sozinhos" ele dissera, a quem poderia estar a se referir? Katrina, ele a chamara, Katrina, soava tão familiar para K.T. Ela o olhou Cronnor se afastar, no escuro, mesmo em sua forma quase humana sombras ainda se misturavam com seu corpo. Ela começara a segui-lo, Lira ao seu lado, ambas em completo silêncio. Katrina a voz que ouvia dize-lo em sua cabeça, não era a de ninguém que conhecia, não agora. Katrina.

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Andaram por quase uma hora, Lira estava a concordar com K.T quando disse que eles não se afastaram tanto. Mas contestar Cronnor não seria uma opção muito menos enfrenta-lo, esta seria mais como uma tentativa coletiva de suicídio. A solução mais viável seria mesmo segui-lo, ele estando guiando-as para Halrat ou não.

Lira andava em silêncio, não havia mais nada que pudesse falar com K.T, não ali. Agora ela andava pensando, a floresta apesar de assustadora era o melhor lugar para se pensar, quase não havia mais ninguém lá, um silêncio relaxante, nada alem do som dos próprios passos.

Os três pararam de andar, juntos e repentinos, o silêncio havia sido quebrado, por um rouco uivo. Não deveriam haver lobos ali, nenhum animal deveria vagar pela floresta. Devagar se viraram.

Atras deles um lobo andava de um lado para o outro enquanto emitia seus roucos uivos, olhos vermelhos furiosos se destacavam sobre o corpo formado apenas por chamas azuis.