Notas iniciais
Finalmente mais um capítulo! Tive alguns problemas com meu PC no mês passado, então fui obrigado a adiar esse capítulo. Boa leitura!

Anjos Caídos

Capítulo 4 – Instinto

Max

Estava dormindo, até o despertador tocar.

Havia trocado o dia pela noite, pois ficar 3 dias seguidos sem dormir é complicado.

Eram 7:30 PM, e o encontro que Ginko marcou era daqui a uma hora.

Graças a Deus, Westopolis ficava do lado de Kin. Ou seja, a viagem seria menos demorada.

—Rose, estou de saída.- Disse, acordando Rose.

—Para que?- Ela perguntou.

—Um encontro. Nada demais.- Respondi, meio constrangido.

—Que fofo. O que vocês vão fazer?- Rose perguntou.

—Nada demais… Se conhecer direito apenas.- Respondi, ainda mais constrangido do que antes.

—Duvido. Do jeito que você sempre foi com garotas…-Ela disse, em um tom meio irônico.

—Rose, dá pra parar? — Disse, já irritado.

Rose e seus hábitos de irmã mais nova. Gostava de me irritar às vezes. Desde quando éramos pequenos.

—Tudo bem. Eu também estou de saída.- Rose disse, me deixando meio preocupado.

—Ok. Me liga se algo der errado. Vê se toma cuidado.- Eu disse.

Saímos juntos do bunker, e acenamos um para o outro antes de sair.

Depois disso, entrei no meu carro, o liguei e parti do bunker.

Rose conhecia Kin ou Mobius muito melhor do que eu, então não precisava me preocupar com ela na questão de veículos. Ela sempre dá um jeito.

Rua das Noivas era bem na fronteira de Flint – Westopolis.

1 hora depois

A Rua das Noivas estava lotada. Todos os domingos havia uma série de eventos ali, restaurantes de vários tipos, e por aí vai.

Fiquei esperando do lado da porta de um clube noturno que estava lotado. Tinha chegado primeiro.

Havia estacionado meu Challenger do lado do estabelecimento.

Faziam 15 minutos que estava plantado ali, e nenhum sinal de Ginko.

Foi quando ela finalmente apareceu.

—Você veio?- Ela disse enquanto se aproximava.

—Claro. Não falto em compromissos.- Respondi.

—Que fofo. Afinal, eu estava querendo falar com você sobre um negócio.- Ela disse.

—Que negócio?- Respondi enquanto acendia um cigarro.

—Podíamos ser parceiros, não acha?- Ela disse.

Quando ela falou isto, lancei um olhar de revolta contra ela.

—Você tá de sacanagem comigo?- Respondi.

—Max, eu tô ligada do que aconteceu entre você e aquela guria lá, a Kary. Pode despreocupar.- Ela disse.

—Me prove isso então.- Respondi.

—Já ouviu falar do Nightwalker? — Ela perguntou.

—Claro. O Vulto da Cruz Vermelha, certo?- Respondi.

Nightwalker. Um ex-justiceiro que virou um traficante. Já lutei com ele duas vezes. E saí vivo, por qualquer que seja o motivo.

Ninguém sabe quem ele é até hoje. Só se sabe que ele é um ouriço de cor completamente preta, sem listras(Como a maioria dos ouriços Mobians.) e que só age a noite.

Já tive a chance de falar com ele ou o ver pessoalmente em conversas amigáveis, mas isso aí já faz tempo.

Ele foi de embalo nessa vida louca quase no mesmo tempo que eu, e logo de ínicio chegou assassinando 5 bandidos de uma vez em um 157 que aconteceu perto de onde ele atuava.

Eu acho que ele já matou mais pessoas que eu. Se eu não me engano foram 321 criminosos que voltaram pro inferno por causa dele, superando meu número por pouco.

O porquê de ele ser temido assim? Fácil, ele tem a capacidade de usar telecinese e uma espécie de magia negra, além de ser implacável em combate, tanto em lutas corpo a corpo e em precisão de disparos.

Fui um dos poucos que chegou a lutar com ele e sair vivo. Quase que ele me atingiu com uma 7.62 e tive que sair na porrada com ele.

Ele ganhou o apelido de Vulto da Cruz Vermelha por causa da sua espada, que tem uma lâmina de uma cor vermelha alaranjada, que brilha e que é capaz de cortar um bloco de metal com se fosse papel.

Dizem que sua espada é feita de lava e um certo tipo de vidro. Apenas sei que ele que criou a espada, agora como, só Deus sabe.

Do jeito que ele sempre foi fodão, dá até pra entender. Ele conseguiu fazer uma lâmina de um objeto transparente e térmico, e de alguma forma impossível adquiriu lava e colocou lá dentro. Sei que a temperatura daquela coisa é quente o suficiente pra cortar tudo que tiver uma forma física.

Ele parece até um ceifador, andando sempre de capuz, nunca fala, e sai matando todo mundo, só que sem uma foice e sim uma espada vermelha que brilha, e que tem poderes sobrenaturais.

Ele tem a capacidade de unir a sua energia física e mental para fazer coisas completamente surreais, como invocação de mortos, objetos, e destruição de matérias, como paredes, carros, e por aí vai seus truques.

Pelo que percebi, isso o deixa completamente exausto, o que deixa ele sem outra opção ao não ser usar isso apenas quando ele realmente precisa.

Já conhecia ele antes do tempo em que ele ficou insano, mas não gosto muito de falar sobre isso.

Voltando ao atual, eu não estava imaginando que Ginko já havia se envolvido com ele.

—Eu já fui conhecida dele, e direto eu me encontrava com ele pra operações de limpeza nas ruas. Se tem uma pessoa que sabe como fazer chover bala, essa pessoa é ele.- Ela disse.

—Eu sei, já lutei com ele antes.- Respondi.

—O problema é que ele está meio que me perseguindo. E eu preciso de você tanto pra me ajudar em me proteger dele quanto participar de caça aos criminosos comigo. Você topa ou não?- Ela disse.

—Pode ser. Mas não vamos poder viver no mesmo lugar. Tenho minha irmã para proteger.- Respondi.

—Então tudo bem. Eu posso te dar um toque depois. Vai fazer alguma coisa agora?- Ela perguntou.

—Não, por quê?- Perguntei de volta.

—A gente podia fazer alguma outra coisa. Dar um rolê, qualquer coisa. Tá meio chato por aqui.- Ela disse.

—Eu topo. Meu carro está logo ali.- Disse, enquanto começávamos a caminhar em direção ao meu carro.

Entramos no meu carro, e antes de colocar a chave na ignição, eu perguntei uma coisa pra ela, já que também estava seguindo Nightwalker.

—Aí, você está sabendo que ‘ele’ está perseguindo um grupo de pivetes por algo que eles não fizeram, certo?- Perguntei.

—Não. Conta mais sobre isso.- Ela respondeu.

Liguei o carro e comecei a dirigir até um bar próximo.

—Ele tá acompanhando os passos de uma turma de adolescentes, e ele acha que eles vandalizaram um ônibus na Cidade Alta. — Disse.

Cidade Alta era um conjunto de 3 favelas que ocupava uma parte considerável de Central City.

O inferno na terra, o tráfico anda agindo estourado por lá. A polícia regular nem entra lá, e até a SWAT treme na base quando se trata de invadir o complexo.

Na última operação que aconteceu lá, a SWAT não aguentou o tranco de subir o morro e precisou chamar a ajuda da GUN.

Eu estava lá na hora, e fui um dos que viu o massacre que ocorreu.

Eu sempre tive problemas pra entrar lá, já que qualquer coisa os fogueteiros de lá já soltam rojões pra avisar o resto dos traficantes, e depois disso sangue jorra.

Agora, foco na estrada, pois Ginko é supostamente a minha parceira, e temos que saber um sobre o outro o suficiente.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo! Desculpe pela demora!