Anjos Caídos
3 Ginko
Notas iniciais
Anjos Caídos
Capítulo 3-Ginko
Max
Rose já estava acordada, e já eram 9:00 da manhã.
Eu não havia dormido essa noite pois estava fazendo manutenção em algumas das minhas armas.
—Max, você dormiu essa noite?- Rose me perguntou, enquanto se espreguiçava na cama.
—Não. Mas eu estou bem. Vá se vestir. Eu já estou de saída.-Disse enquanto tomava duas latas de energético.
—Mas já? Apressadinho. Volte vivo.- Rose disse
—Quem sabe.- Respondi de volta.
Às vezes me sentava em um canto do bunker e ficava pensando se fui injusto com Rose de seguir tal caminho na minha vida.
Deve ter sido difícil para ela ter realizado que eu virei um justiceiro implacável.
Bem, voltando ao atual, eu já estava prestes a sair do bunker, quando Rose me perguntou:
—O que você vai fazer lá fora?- Ela disse enquanto se levantava.
—O de sempre. Caçar criminosos.-Disse enquanto abria o alçapão e saía do bunker.
Estava indo patrulhar Westopolis desta vez. Cidade pequena, muito frequentada pela GUN.
Apesar da criminalidade lá ser baixa, havia detectado uma atividade suspeita entre duas unidades da GUN, provavelmente para caçar um justiceiro que haviam rastreado.
Era meu trabalho proteger meus semelhantes, pois nosso sangue não deve ser derramado em vão.
Vi que podia chegar a tempo de salvá-lo da GUN.
Peguei as chaves do meu carro e abri ele.
Entrei nele, coloquei as chaves na ignição, liguei o motor e saí da área do bunker, seguindo em direção a rodovia abandonada que ligava Flint, uma cidade pequena de Kin e também minha terra natal a Westopolis.
Como eu sinto falta da minha vida antiga. Mas eu fiz o que devia ser feito. Criei tantos inimigos ao longo do tempo, que já perdi a conta. O Sheriff local da cidade, que agora já está morto foi um deles. Kary, ou Kareleinne, uma antiga parceira minha que traiu os justiceiros e se uniu a GUN, que ainda está viva, e entre outros.
Bem, agora indo ao que interessa, a viagem ia levar uma ou duas horas.
2 horas depois
Já tinha saído do carro, e estava esperando o momento em que a GUN chegaria para assassinar seu alvo.
Não havia ninguém ao redor, apenas um beco aonde não havia entrado.
Já faziam 30 minutos que estava esperando, e o sinal de frequência da GUN estava se aproximando cada vez mais.
Estava levando comigo a minha pistola pessoal, a M1911 A1 com dois pentes, pois subestimar inimigos não é a minha praia.
Depois de um longo período de espera, escutei uma movimentação meio inquieta dentro de uma casa, e logo após um tiro.
—Cala a boca, vadia!- Uma voz disse enquanto um som de uma pancada soava alto.
Depois disso apenas alguns gemidos de dor e algumas conversas.
Na hora já dei um jeito de subir nos telhados e procurar de onde veio toda essa comoção.
Observei um pouco e vi uma janela com uma marca de tiro.
Já pensei no que fazer. Pular do telhado até aquela janela e eliminar todas as ameaças que estão dentro da sala.
Observei um pouco melhor a sala e notei que haviam 3 soldados da GUN, um morto, e um refém.
Minha missão: Neutralizar os GUNs e salvar o refém.
—Bem, isso vai ser divertido.- Disse enquanto colocava um silenciador na minha pistola.
Logo depois, dei um salto em direção à janela e caí logo na sacada, pois era um apartamento.
Graças a Deus não quebrei nenhum vidro, e apenas fiz barulho o suficiente para chamar a atenção de um.
—Aí, ouviu isso?- Um deles disse.
—Sim. Deve ser o vento.-Uma voz diferente respondeu.
—Vou confirmar. Já volto.-O outro disse.
Me escondi em um canto escuro, e fiquei esperando ele.
Quando ele abriu a porta da sacada e entrou nela, disparei 2 vezes contra sua cabeça, o matando.
Arrastei ele para o canto onde estava, e deste ponto eu iria para o ataque. Quando eles menos esperarem, vou pular do nada e acabar com eles.
—Aí, o Hank está demorando demais para voltar, não acha?- Um deles disse.
Até aí já estava escondido atrás do sofá, tarde demais.
—Será que aconteceu alguma coisa? Vou lá confirmar.- Um soldado disse.
—Ok. Vou te esperar aqui.- Outro disse.
Decidi olhar para a sala, para ter uma ideia melhor do que estava acontecendo.
O refém na verdade era uma justiceira que havia acabado de ser presa.
Ginko, a Pacificadora. Criou uma reputação consideravelmente grande em Westopolis.
Ela era uma raposa branca, e geralmente usava sua beleza para atrair criminosos, e era bastante habilidosa com armas e artes marciais.
Esta era a segunda vez em que nos encontramos. A primeira foi em um négocio de traficantes, que por coincidência acabamos por destruir a operação deles juntos. Depois disso nunca mais nos vimos. Foi 2 anos atrás que tudo isso aconteceu.
Ela estava amordaçada, amarrada pelos pés e pelas mãos, sem chance nenhuma de se soltar.
Bem, eu saquei uma faca de combate do meu bolso, e quando o soldado se virou de costas para mim, o esfaqueei 3 vezes, uma vez no pescoço e duas vezes no peito.
Depois disso livrei Ginko por cortar as cordas que a prendiam, e retirei sua mordaça.
O outro soldado veio correndo para avisar o outro de que seu colega estava morto, mas quando ele chegou no meio da sala, ele ficou paralisado de medo, pois Ginko não estava lá, e seu amigo não estava mais vivo.
Ele olhou para trás, e quando viu, minha arma já estava apontada para sua cabeça.
—Tarde demais.- Disse antes de disparar contra ele, o matando.
Bem, todos os soldados foram eliminados, então eu e Ginko podíamos conversar em paz.
—Você de novo?- Ela disse.
—Pois é. Ginko, certo?- Disse, enquanto olhava ela com certa admiração de estar a vendo de novo.
—Sim. Vamos sair daqui antes que mais venham.- Ela disse enquanto abria uma das janelas e saltava.
—Tudo bem.- Eu disse enquanto pulava junto com ela.
Conseguimos sair pela janela, saltando em direção a vários sacos de lixo.
Caímos lá, se sujamos por completo, mas ficamos seguros.
—Argh! Odeio fazer isto!- Ginko disse enquanto tirava o excesso de lixo de sua roupa.
—Igualmente.- Respondi enquanto fazia o mesmo.
—Aí, estranho, qual é o seu nome? Você não me disse da última vez.- Ela disse.
—Max. Ou Arcanjo. Tanto faz. Descobriram sua identidade?- Perguntei.
—Sim. Por um simples erro.- Ela disse, com um tom de desapontamento.
—Entendo.- Respondi.
—Aí, você até que é gente boa. Quem sabe a gente não troca uma idéia em algum lugar? Valeu por me salvar ali.-Ela disse, em um tom amigável.
—Não tem de que. É o meu trabalho, afinal. Você é mais amigável do que eu imaginava.- Respondi.
—Aqui está meu telefone. Não é pessoal. Se precisar de mim, é só chamar.-Ela me disse enquanto me entregava um pedaço de papel com um número de celular.
—Bem, foi um prazer te conhecer, Ginko. Tenho que ir indo, até mais.- Disse enquanto caminhava para meu carro.
—Aí, Max, depois vou te dar um toque no seu celular pelo messenger. Fica ligado.- Ela disse, acenando para mim.
—Beleza. Vou estar te esperando. — Disse enquanto ligava o carro.
Bem, não esperava ver Ginko de novo. Quem sabe ela seja minha nova parceira, e que não me traía, como Kary.
Bem, segui em direção ao bunker, que levaria uma hora e pouco para chegar até ele.
1 hora e 30 minutos depois
Finalmente tinha chegado no bunker. Estava exausto, e sentindo falta da minha irmã.
Estava começando a me sentir mal por ter matado aqueles soldados. Mas foi necessário. Não, eu podia ter nocauteado eles. Mas não tinha tempo para isso, pois faria muito barulho e eu arriscaria entrar em combate direto.
Saí do carro, e abri o alçapão, entrando no bunker.
—Rose, cheguei!- Disse enquanto fechava o alçapão.
—Chegou mais cedo do que eu esperava.- Ela respondeu.
—Apesar de certas complicações, deu pra chegar um pouco mais cedo.- Disse enquanto tirava a minha jaqueta de couro.
Rose ficou olhando fixamente para mim, como se algo estivesse errado comigo.
—Max, me responda duas coisas que reparei agora em você.- Ela disse no seu famoso tom de seriedade.
—Diga.- Respondi.
—Primeiro, por quê suas mãos estão sujas de sangue?- Ela perguntou.
—Ocorreu um inesperado com a GUN hoje. Desculpe.- Respondi.
—E que cicatriz horrível é essa no seu pescoço?- Ela perguntou, apontando para minha jugular.
Ganhei esta cicatriz enquanto estava lutando contra Mad Dog, um traficante que liderava uma gangue. Foi uma luta até a morte, e quase morri nessa noite. Quando menos esperava, ele sacou um pedaço de um cano de metal quebrado e fincou ele no meu pescoço. Isso doeu. Muito. Mesmo assim, antes que finalmente morresse, lembrei da minha irmã e os meus objetivos. Então desferi uma sequência de socos nele junto com um chute giratório, e retirei o cano do meu pescoço e empalei o dele com aquilo. Assim uma lenda do crime acabou. E quase que eu também fui pro inferno com ele.
Apenas sobrevivi devido a minha alta capacidade de regeneração, que evitou uma hemorragia massiva.
Quando me olhei em um pedaço de vidro quebrado, fiquei horrorizado. Metade do meu pescoço estava gravemente ferido, e realizei que se não encontrasse bandagens logo, eu ia sangrar até morrer.
Dei sorte de ter encontrado algumas em um banheiro que estava próximo.
Então me enfaixei, e caí fora daquele inferno de construção abandonada.
—Não é nada.- Eu respondi para ela.
—Mentiroso.- Rose me respondeu em um tom de desapontamento.
—Depois eu te conto, não vai querer ouvir.-Respondi enquanto ia até a cozinha.
—Ok.- Ela respondeu.
Apenas peguei uma cerveja na cozinha, para tentar esquecer o que aconteceu na noite de hoje.
—Max, você já está bebendo?- Rose me perguntou.
—Faz tempo.- Respondi.
Depois disso abri a garrafa e tomei um gole, logo antes de me sentar em uma cadeira próximo.
—Vê se não fica bêbado.- Rose disse.
—Rose, você sabe que eu não fico bêbado fácil assim.- Respondi.
Eu, por algum motivo, tenho forte tolerância a álcool. Eu acho que nunca fiquei bêbado uma vez na minha vida.
Depois de terminar com a garrafa, eu a joguei fora, e fui deitar um pouco ao lado de Rose.
Deitei na cama ao seu lado, e começamos a conversar.
—Max, já pensou alguma vez em largar de toda essa encrenca alguma vez?- Ela perguntou.
—Sim, algumas vezes. Mas nunca coloquei em prática, você se acostuma.- Respondi.
—Com todo esse sangue jorrando?- Ela disse, enquanto se ajeitava.
—Pois é. Sangue inocente jamais deve ser derramado, já o dos ímpios deve fluir como um rio.- Respondi.
—Se é assim que pensa.- Ela disse, enquanto tentava dormir.
Depois passou alguns minutos, e não estava conseguindo dormir, pois geralmente quando acabo matando alguém dormir vira uma tarefa extremamente difícil. Fico com um peso na consciência enorme.
Então uma mensagem chegou até mim, de um número confidencial, que obviamente era de Ginko.
Como que ela conseguiu descobrir o meu número? Bem que tinha ouvido falar que ela tinha habilidades informáticas superiores à da polícia.
A mensagem dizia o seguinte:
‘Aí, Max, amanhã vai ter algum tempo livre?’
Era Ginko mesmo. Parece que tínhamos quebrado o gelo depois da primeira vez em que nos vimos.
‘Sim, eu espero. Vai querer fazer alguma coisa?’
‘Sei lá, podíamos nos encontrar para conversar sobre algumas coisas. Decide aí.’
‘Pode ser. Aonde você estará?’
‘Westopolis mesmo, no centro. Conhece a Rua das Noivas, onde tem várias lojas de moda para casamento e entre outros? Então. 8:30 PM.’
‘Entendi. Te vejo por lá.’
‘Até mais.’
‘Até.’
Bem, depois disso, apaguei o meu smartphone e voltei a deitar.
Ginko era muito mais amigável do que eu pensava.
Se ela estiver planejando algo contra mim com seu charme, e melhor esquecer, porque depois que a Kary traiu meu antigo grupo e matou vários companheiros meus, nunca mais dei muita confiança para mulheres.
Mas Ginko era meio diferente. Bem, só vou descobrir se atualmente ir na sua.
Depois de tudo isso, voltei a dormir. Detesto ficar acordado noites seguidas, apesar de que às vezes isso era necessário.
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