Animatronic's Saga - Foxy, the pirate
4 Desativados e Enlouquecidos
Um tempo depois, Sr.FredBear (Neto do nosso pai) acabou ficando com uma dívina absurdamente alta e a popularidade estava cada vez mais baixa. Como havia um histórico ruim, devido muitos desaparecidos terem ligação com o restaurante, o local foi fechado "permanentemente".
Foram tantos anos que o local fechou "para sempre", que ninguém falava nada. O silêncio era eminente. Não nos moviamos mais, não havia mais aquela magia, não havia mais as crianças... E a caverna se tornara tão quieta e sem histórias para contar que meus únicos colegas eram as aranhas que teciam teias em mim. Mas tinha algo bom, no entanto. Ninguém mais iria morrer. Eu não mataria mais ninguém. Isso era algo realmente reconfortante, por mais triste que fosse.
Então, no final do ano, Verão de 1987, foi anunciado a nossa volta e descobri que certas coisas não são exatamente para sempre. A propriedade foi comprada pelo o primo do antigo dono, Sr.Fazbear. Foi dito que teriam novas atrações e que o local se tornaria uma Pizzaria. Eu estava incrivelmente animado, imagina só! Poder voltar a contar histórias! Quais eu iria falar para as crianças? Poderia ter tantas. Minha cabeça estava até meio egoísta, pois eu fazia questão de ignorar as possíveis futurais mortes. Com esse pensamento positivo de que tudo voltaria como antes, eu esperei dia e noite. E então, um "médico" de brinquedos chegou lá. "Ele provavelmente vai fazer um Check Up", pensei positivo, parado ali, me segurando para não pular nele e fazer mil perguntas. Ele analisou cada um de nós, e então nos levou para sua casa.
Ele iria nos consertar? Quer dizer, ficamos fechados por uns dez anos, era imaginável que isso fosse acontecer, não é? Poderia ter peças faltando e ele poderia também acrescentar peças mais modernas e elegantes.
A ideia de ganhar talvez uma pelugem melhor (E que não tenha usado pele humana como base) ou ter a caixa de voz reparada era extremamente animadora , mas infelizmente, o que aconteceu foi outra coisa. Algo que eu não queria assistir, mas acabou acontecendo.
Quando chegamos em sua casa, ele nos levou direto para seu arsenal. Vi-o colocando alguns de nós num canto e carregando Chica para um tipo de mesinha.
Eu olhei animado, mas não foi por muito tempo, pois logo em seguida eu vi ele pegar uma caixa com bonecos de todos nós. Não qualquer tipo, mas... Eles estavam novos. E então eu entendi tudo.
Iriam nos substituir.
Mas e o motivo de terem nos levado? É algo bem cruel, na verdade.
O homem desmontou a corda vocal de Chica e seus braços. Algumas fiações também. Eu apenas olhava sem acreditar. Jogou então ela no chão e pegou a nova e sem penugem, feita de plástico, de olhinhos brilhantes, rostinho corado e jeito meigo com uma modificação em seu babador, que agora estava escrito: "Vamos festejar!"
—Me perdoem por isso, eu realmente era fãs de vocês quando mais novo, e meu filho adorava vocês. A ideia inicial seria reconstruí-los e aprimorá-los, mas o novo dono comprou réplicas melhores e mais novas, e disse para substituir algumas peças.—Falou, enquanto parecia anexar as fiações na outra Chica. Parecia que falava com todos nós, mas humanos tem manias estranhas, e um deles falam com objetos inanimados como se fosse gente.—O novo dono afirmou que a aparência encardida de vocês era muito assustadora e que teriam que ser substituídos por modelos novos. Realmente, desculpa.
Eu havia entendi-o, mas os outros não. E então vi, um por um sendo desmontado, tirado parte do endosqueleto e coisas do gênero e uma chave sendo girada em todos. Ele estava os desativando. Bonnie foi que teve o final mais cruel, pois foi lhe arrancado o endosqueleto da face, e para isso, foi necessário arrancar seu rosto. Retiraram seu braço, mãos, pés também... Enfim, boa parte de suas peças.
Freddy só foi pego o sistema de voz, o que danificou sua caixa de som, o sistema foi colocado no novo boneco e adaptado-o, apesar que ele ficou bem ferrado devido ter que ter abrido ele para isso e a sua costura ficou estragada.
Era a minha vez, mas não durou muito. Ele pareceu ter tido dificuldade em retirar algumas peças, então ficou cheio de bugiganga apenas, mas seriam o suficiente para colocar naquele boneco parecido comigo mas, hum... Um pouco mais "feminino". O mecânico retirou parte da minha perna também, mas só o revestimento, já que o endosqueleto estava intacto, o que me fez ficar um pouco curvado.
Colocou a chave em mim, assim como os outros e eu já imaginei o que viria, o meu triste destino, assim como dos outros. E com uma girada da chave em uma engrenagem minha, eu havia desligado, eu fiquei triste, mas de certo modo, talvez tenha sido a melhor opção, até que o novo dono era mais inteligente.
Fomos jogados no Deposito da Pizzaria, noite e dia, tudo perdera a cor para mim, eu ia ficar lá, preso, junto com meus irmãos, enquanto bonecos modernos e novos cantam no andar superior cantigas infantis e uma outra raposa é esfolada e ponto de acabar virando uma peça de montar. O local era úmido, cinzento, fedido e lacrado. "Eu nunca mais iria funcionar, né?", eu pensava. O atual vigilante durou por cerca de oito dias, era de certo modo, um record. Mas não teria nada para atacá-lo, então de certo modo... Havia dois animatrônicos novos também, o Balloon Boy que ficava na área de presentes e um outro que eu realmente acho muito suspeito (e familiar).
Ocorreu, então, algo muito bizarro. Lembra que eu disse que eu "Nunca vi o 'Quinto Animatrônico'", bom em parte isso era mentira. Como assim? É, acho que terei que explicar.
Como sempre, eu estava lá parado, não ouvia quase nada, não me movia, não enxergava nada e apodrecia abandonado aos poucos, as traças eram muito violentas quando se tratava do tecido que revestia nossos corpos.
E ouvi um ranger de ferramentas a minha frente, fui contando, três rangeres, "Provavelmente alguém estava no ligando, mas quem?" Senti uma engrenagem minha funcionando. Mas havia algo de errado, estava girando pro lado errado. O quem quer que esteja fazendo isso, o que era aquilo?
Recuperei meus sentidos, que ainda falhavam um pouco e cheguei a ver um boneco dourado, um pouco maior que Freddy me encarando, olhei mais aprofundamente e cheguei ver um par de olhos humanos em volta a escuridão, parecia uma criança. Fui me levantar, para perguntar o que estava acontecendo, mas quando minha visão voltou totalmente ele havia sumido. Só havia uma risada no ar que logo sumiu.
Por isso que falei que eu nunca o vi, pois em parte, eu nunca soube se o que vi foi uma alucinação ou não, afinal ele sumira de um modo suspeito e não sei se acredito em fantasmas. Quer dizer, eu também nem era para existir, mas estou aqui, então eu realmente não posso afirmar o que existe ou não. Mas a questão, se não foi "Freddy Dourado" (Ele era parecido com Freddy, esse é o melhor apelido que eu poderia dá-lo) ou quem quer se seja, quem foi que nos ligou?
Olhei pros outros, Bonnie parecia bem triste, Chica um pouco... Louca. Mas o que me deixou mais apreensivo era a expressão neutra de Freddy, ele não parecia com raiva, ódio ou qualquer sentimento do tipo, ele parecia só pensativo. Será que ele não podia falar? Por sua caixa de som ter sido tirada? Será que era por isso que parecia levemente deprimido?
—Bonnie, o que fizeram com você...?—Ouvia Chica, se aproximando de Bonnie, de um jeito agressivo mais dócil ao mesmo tempo, com o tom de voz desesperada.—Oh, Bonnie... Eu não vou perdoar... Vai ficar tudo bem, não chora... Você continua adorável, tudo bem...? Haha...
Bonnie gemia de um jeito que ficava desfigurado, devido o seu rosto ter sido arrancado. Dava para ver que ele estava sofrendo. Voltei-me para Freddy, que olhava catatônico para a porta do depósito. Olhei para cima e vi uma câmera que parecia estar verificando o local, será que havia alguém nos assistindo? O vigia novo?
—Freddy?—Me aproximei dele com cautela.
—Ah, oi Foxy.—A sua voz era mais animalesca e não adorável para crianças, e pelo jeito, perdera o talento de falar com o tom humano.—Eu vou resolver algo. Já volto. Cuida do depósito, até mais tarde.
Então saiu da sala, de um modo meio animalesco, andando pela sombra. Pelo que me lembro, Freddy era o segundo menos violento. Ele era mais manipulador do que violento, mas aquilo parecia ter mexido com ele, fazendo-o ficar próximo de um animal. A câmera parou de nos vigiar, não sabia se seguia Freddy, mas estava com medo do que ele poderia fazer. Logo, resolvi não me meter nisso.
No dia seguinte, ouvi especulações que muitos dos bonecos novos estavam com um comportamento diferente do normal, e o guarda-noturno havia implorado para passar para o dia, já que havia aberto uma vaga. Pessoas da manutenção afirmavam que era falha de comportamento, pelo fato deles enxergassem os humanos como endosqueletos que teriam que guardá-lo num traje, o que causava morte instantânea por falta de ar, o que não era bem verdade. E outro guarda assumiu seu lugar, seu nome era Jeremy Fitzgerald, solteiro, provavelmente uns 25 ou 26 anos e parecia levar o trabalho bastante a sério, mas não sabia o motivo. Me perguntei se tinha haver com aquele boneco dourado, mas não tinha certeza se ele era realmente real.
Me veio então, uma ideia completamente equivocada sobre Jeremy: Eu iria protegê-lo de algum modo. Não saberia como, mas eu ia conseguir. Na sua segunda noite, eu me levantei, Magle parecia estar indo da Caverna Infatil para a sala pelos tubos de ventilação, eu teria de avisá-lo. Mas minha caixa de voz estava falhando, ainda mais por estar quebrado e eu não conseguir falar sem as frases programadas me impostas. Até aquele momento, Freddy falaria com ele de algum modo de seu jeito cínico, mas ele estava diferente e chegava até a me assustador. Na verdade todos realmente mudaram, menos eu. Chica havia ficado meio neurótica, Bonnie estava mais deprimido e zumbificado e Freddy havia virado algo mais próximo de um monstro.
Todos haviam enlouquecido de vez!
Corri e estava indo em direção ao corredor, fiquei o encarando e ele a mim, Magle parecia ter saído um tempo depois.
—"Está tudo bem?" —Grunhi, o olhando.
Ele piscou várias e várias vezes uma lanterna na minha cara, o meu olho ardia, mas minhas configurações ficaram confusas, fazendo eu voltar para o depósito em passos lentos. Mesmo eu não ter sido recebido uma ótima reação de Jeremy, eu achava que ele saberia se virar, e vez ou outra eu ia ver se ele estava bem e ele sempre acabava reiniciando minhas configurações fazendo eu voltar. Ainda assim, eu o achava uma realmente focado no trabalho, mesmo numa situação daquelas, o que fazia ele me lembrar um pouco Rick.
Na sexta noite que Jeremy ficou lá, eu me escondi mais afundo no corredor, pois Jeremy sempre falava com um Guarda-Diurno e era um modo de saber o que acontecia mais cedo. Pois não podia
—... O-O quê? M-Mas ninguém me avisou que haviam fechado esse lugar... Eu sei, já me contou que crianças foram atacadas...—Sua voz parecia nervosa.—Como assim ficar até o final da noite? Eu não aguento nem mais um segundo aqui! Além de ter essas coisas pode haver um assassino fantasiado aqui dentro e quer que eu fique calmo? Você é maluco por acaso?—Calou-se por um tempo.—Certo... Eu... Eu vou ficar calmo. Só mais esse expediente e passo para manhã, certo? Festa de aniversário? Certo, eu acho que posso dar conta...—Sua voz ficou quase muda de tão baixo.—Ok, eu passo mais cedo amanhã, certo. Até mais.—Desligou, olhando para as câmeras logo em seguida.—Só mais uma noite... Vamos lá, Jeremy, você consegue...
Ouvia atentamente o que ele dizia, descobrindo que havia realmente alguém vestindo-se com alguma fantasia, provavelmente as que ficam vazias do endosqueleto, parecia também que ia ter uma festa e que provavelmente esse seria seu último dia no último turno. "Eu não posso falhar!" Pensei, confiante.
Uma luz na minha cara, o que mostrou que Jeremy havia reparado na minha presença e que eu acabaria voltando para a sala do depósito novamente. Viu meu corpo voltando relutante. Eu queria falar para ele, avisar para ele todo o perigo que ele está correndo e em vez disso ele joga luz na minha cara. Bom, dá para compreender por dois motivos, minhas configurações estão confusas e mais violentas que o normal e eu não tenho uma aparência muito agradável. Logo meu corpo vai roboticamente até a sala do depósito, onde fico umas duas horas desativado, até retomar a consciência. Pelo fato da câmara estar agitada, quer dizer que ele ainda estava vivo, corri pelo corredor (Não corria tanto, pois estava enferrujado, mas o o suficiente para chegar a tempo).
Toy Chica (Um apelido dado para a "nova Chica", e é bem mais prático) e Freddy estavam no corredor, Magle estava na Caverna das Crianças, Bonnie estava no duto direito e Chica no Esquerdo. A caixa de música parecia estar com defeito, pois estava descarregando muito rápido. E ainda havia a possibilidade de possuir um assassino/ladrão/fantasma ou que for. Tudo isso faltando basicamente um minuto! Caramba, será que eu indo lá seria um problema a mais? Não, não posso pensar assim.
Estava quase chegando, ouvia a música de Puppet parar; riso de Balloon Boy ecoando (O que significava que das duas uma, ou ia atacar Jeremy por extinto ou ia conseguir alertá-lo, acho que a primeira infelizmente é a mais possível); eu estava tentando me segurar para não fazer nenhum estrago possível (Não haveria luzes, logo eu não poderia ser reiniciado); E Meagle ainda estava no teto.
Não sabia o que fazer, até que tenho uma ideia. Puppet iria para onde ouvesse barulho. E é isso que poderia fazer. Sem contar que outros barulhos podem atordoar os outros e deixá-los confusos, indo para outro ambiente. E eu não iria esbarrar com Jeremy. Comecei a arranhar o quadro de avisos com o gancho de uma forma que era inaudível para humanos, mas para os bonecos daria um grande estrago nas suas configurações, até mesmo minha orelha irritava com aquele barulho agonizante. Só mais alguns segundos. A câmera continua funcionando. A câmera estava funcionando e havia passado de três segundos, o que significa que ele Puppet estava confuso e provavelmente voltou para caixa. Alguns segundos necessários, apenas alguns.
Meu gancho começava a cravar no quadro, mas era o que eu precisava. Fechei os olhos contando os segundos, via que alguns animatrôncos iam para onde eu estava para entender o que aconteceu e o que estava atrapalhando a audição deles. Observei que alguns pareciam irritados, mas era o suficiente.
Seis horas da manhã. O turno acabou.
Entretanto, algo estava estranho e eu sentia uma sensação familiar chamada "Perigo".
Todos estavam lá em pé, estavam funcionando... Será que era a modificação agressiva? Os brinquedos novos só estavam descontrolados, mas não era por causa de um tipo de maldição ou que for, então estavam apenas parados. Todos me olhando. Vi o barulho da porta da frente se abrindo, ao menos Jeremy havia ido embora, então era um sobrevivente. Vitória! Mas ainda assim, eu me via numa situação muito... Complicada, digamos assim. Ouvi palmas lentas atrás de mim e me virei apontando o gancho. Freddy estava com uma aparência menos catatônica do que as noites anteriores. Entretanto, mais cruel e relaxada, com o mesmo teor animalesco que antes. Quer dizer, Freddy era manipulador e pensava só em si mesmo e em sua comida, mas naquele momento, dava para ver que havia algo mais que isso.
—Freddy...—Rosnei baixo.
—Por que.... Eu não esperei algo de outra pessoa?—Retirou o chapéu, tirando a poeira e colocando novamente.—Foxy?
—Você... Você que configurou nós e esses outros bonecos assim...?
—Eu? Só os modelos novos. Sabe como é fácil? É só trocar algumas fiações e BAM! Eles se tornam muito mais interessantes.—Falou, enquanto os bonecos novos pareciam sair marchando com um simples movimento de mão de Freddy.—Sobre nós, não faço mínima ideia quem nos ligou, de qualquer modo, não importa. O que farei com você, Foxy? Traição é algo muito feio, você sabe.
Chica chegou um tempo depois, junto com Bonnie, que mesmo sem expressão, parecia estar tão confuso quanto ela. Olhou para mim com um ar de sabendo que eu "tinha feito algo muito feio", mas logo desviou o olhar, o que era estranho de se ver, pois de lá Chica sempre foi uma das poucas pessoas que eu poderia chamar de "amiga".
—O que aconteceu, Freddy? Eu ouvi um barulho e me desconcentrei daquele vigia...
—Pergunta para o nosso "adorável" irmão, amante dos humanos...—Disse dando uns dois passos para frente, fiz um movimento rápido com o gancho, para afastá-lo de mim, que deu um leve passo para trás.—Fale para eles, Foxy. Como você traiu sua própria família.
—Mas...Mas...—Eu não sabia como reagir naquele momento, eu só ficava parado, era essa a sensação das várias vítimas que fizemos? Dei dois passos falhos para trás. Forcei o máximo da minha caixa de voz, aquilo estava errado!—Mas é as crianças?! Como... Como pode deixar eles agressivos para as crianças!? Elas não eram as coisas mais importantes para nós?—Rangi os dentes.
—Ah, é isso que te preocupa tanto? Um bando de crianças?—Sorriu de um modo expondo seu endo-esqueleto na boca.—Qualquer humano é para ser eliminado, afinal, somos feitos assim. Eu já te expliquei isso Foxy, mas não me escuta, é tão tolo.. Mas tudo bem, eu já sei como ganhar esse seu joguinho...
Chica parecia balançar-se no mesmo local, enquanto Bonnie parecia levemente fora do ar, eles viraram realmente fantoches de Freddy, mas eu só consegui reparar naquela hora. Não conseguiam dar nem opinião sobre a situação. Ainda assim não compreendia ao certo naquela hora o que ele estava querendo dizer. Fez um sinal para os dois o seguirem, que foram relutantemente, Chica chegou a olhar para trás por alguns segundos, mas virou rapidamente o rosto.
—O que... O que você quis dizer com isso...?
—Huh?—Freddy olhou de relance para trás e logo soltou uma grave risada distorcida.—Você vai descobrir amanhã na festa de aniversário...
E então saiu do local, ambos voltaram pro depósito. Eu fiquei escondido na Caverna das Crianças, não pela nostalgia, mas por que eu estava me sentindo tão sozinho quanto os destroços de Magle, que ficam espalhados pelo chão. E também me trancaram fora da sala, o que mostrava que eu não era mais bem-vindo para eles. Esse era meu castigo por ter sido tão medroso? Por que eu não enfrentei Freddy quando eu era mais forte e deixei-o pisar com suas palavras doentias tão facilmente? Eu não reagi e depois eu me arrependia disso, como um imbecil que eu sou.
Agora Freddy tinha me deixado com outra coisa a lidar: A festa de aniversário. "O que ele pretende fazer? Seja o que for eu tenho que impedi-lo!" Pensava, com poucas esperanças, pois eu descobri que não sou bom em impedir alguma tragédia sem criar outra. Eu imaginava que aqueles animatrônicos novos estavam programados para destruir a festa. Se isso for verdade, eu tinha que fazer alguma coisa, mas sem ficar violento. Tudo culpa da modificação esquisita que um fantasma ou que merda for fez em mim.
Mal sabia eu que eu cai direitinho em seu truque, e isso custou muito mais do que eu esperava. Além de ter quebrado minha mandíbula, coisas horríveis aconteceram, provavelmente é o acontecimento que eu mais me arrependo, mas eu tento ao máximo não lembrar dele. Tento e tento, mas é quase impossível!
Se aquele dia nunca tivesse chegado...
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