Animals
3 Capítulo 3
Notas iniciais
— Olha, antes que você surte, eu não abusei de você, foi tudo consensual. Eu nunca te forçaria a nada, Regina – ela explicava cansada, mas minha mente gritava, confundindo-me em meio àqueles caos.
Depois de toda a loucura na cozinha, apenas tranquilizei a todos, dizendo que a xícara estava molhada e havia escorregado da minha mão. Quanto à pergunta que fiz, inventei uma desculpa qualquer, falando que Emma tinha estragado meu tapete caríssimo que havia no portal entre a sala e a cozinha com suas botas imundas. Aparentemente todos se conformaram com minhas explicações ridículas e quase sem nexo. Uma dor de cabeça a menos. O choque que meu subconsciente teve ao lembrar da noite anterior, apenas da parte em que Emma havia aparecido e arrancado as roupas em meu quarto, fez com que a xícara de café caísse de minha mão e causado aquela balbúrdia.
— Swan, apenas cale a boca! Eu preciso pensar – estávamos agora em meu escritório, chamei-a até lá para “revisar alguns documentos” e agora eu tentava juntar as peças e entender o que realmente havia acontecido na noite anterior. – Você me deu alguma droga ou fez um feitiço em mim? Não consigo lembrar de muita coisa – confessei e assim que terminei de falar, percebi que sua expressão esmoreceu, confundindo-me novamente. Ela parecia... decepcionada?
— Ah, entendo. Provavelmente foi algo que fiz sem querer, ainda estou controlando minha magia, como você mesma sabe – sim, eu sabia. Dei algumas aulas à Emma há alguns meses, quando ela ainda não tinha virado DarkOne e toda a história chata depois disso. – Não se preocupe com isso, não aconteceu nada, você provavelmente deve ter sonhado ou algo assim.
— Miss Swan, eu não estou louca! Olhe para isso! – num acesso de raiva, abri a camisa manchada de café, revelando meu tronco marcado, os hematomas estavam intactos, alguns arranhões e marcas não sairiam tão cedo. A xerife arregalou os olhos num primeiro momento, porém a percebi respirar fundo, fechando os olhos e quando os abriu novamente, estavam mais escuros, as pupilas quase cobrindo o verde claro de suas íris tão marcantes, algo havia mudado nela. Estranhando, voltei a mim e notei que estava mostrando meu tronco desnudo, apenas coberto por um sutiã escuro de renda. Fechei a camisa rapidamente e respirei fundo, questionando-a – Exijo que me diga a verdade, Swan! O que raios você fez ontem comigo?
— Quer saber o que FIZEMOS, prefeita? Quer realmente saber? – ela dizia se aproximando, passo por passo, encurralando-me até a mesa pesada de madeira. Sua voz havia mudado agora, estava mais grave e firme, deixando-a mais perigosa do que já foi quando estava do lado negro da magia. – Eu, “Miss Swan”, fodi você inteira em sua cama, ouvindo você gritar por mais, rasgando meu corpo com as unhas, gemendo no meu ouvido. Foi ISSO que fizemos, madame prefeita – quando dei por mim, estava sentada na mesa, Emma entre minhas pernas, suas mãos em minhas coxas, segurando-as fortemente, assustando-me por completo e encharcando minha calcinha. – E quer saber? Quero fazer de novo.
A sequência de acontecimentos depois de sua confissão foi tão rápida que mal tive tempo de respirar. Emma arrancando minha camisa, acabando com os botões, levantando minha saia até a cintura e puxando minha calcinha molhada com força, rasgando-a como um animal. Não tive tempo de pensar, quando pude ter alguma atitude, sua boca já cobria minha intimidade, apenas me dando a oportunidade de gemer alto e agarrar seus cabelos, inclinando-me na mesa para dar-lhe mais acesso. “Deus, estou enlouquecendo!” era só isso que conseguia pensar, gritando seu nome. Sua língua era rápida, estocava-me com força e agilidade.
— Emma! Ahn... Isso! – eu realmente não conseguia formular mais do que isso em palavras. Puxava-lhe os cabelos, enquanto ela agarrava minha bunda, chupando meu ponto de prazer com cada vez mais vontade. Após alguns minutos, a onda de prazer me atingiu e arranhei sua nuca, fincando minhas unhas em suas costas e fazendo-a grunhir. Ela levantou em minha frente, sua boca estava molhada com meu líquido. Observei-a passar a língua para limpá-la e morder o lábio depois, seus olhos continuavam ferozes e escuros, encarava-me com luxúria. Eu estava paralisada, as pernas abertas, apoiada com os braços para trás na mesa, um convite para tudo de pior em sua cabeça. Abri a boca para retrucar, mas ela me interrompeu.
— Ainda não acabei, majestade – dizendo isso, fez como na noite interior, abrindo a calça e revelando sua box branca, abaixando o suficiente para que sua bunda ficasse para fora... e sua intimidade também. – Vamos fazer isso juntas. Vou te foder enquanto você me come também. Dê-me sua mão – não conseguia processar muita coisa em minha mente, apenas obedecia aquela mulher que tinha acabado de me dar um dos melhores orgasmos da vida. Estendi minha mão até que tocasse a sua, ela segurou-a firme e delicada, deu-lhe um beijo na palma e levou-a até seu monte de Vênus. – Ahn, Regina, seu toque é tão macio – ela gemeu, acabei por fazer o mesmo, sentindo-a molhada, quase mais do que eu há alguns momentos atrás. — Seja a rainha que você sempre foi, vamos!
— Eu não sei o que está acontecendo, Swan, mas você não devia ter mexido comigo! — depois de ter sido desafiada, desperto num instante e percebo o que estamos fazendo. "É maravilhoso, tenho que admitir", meu interior vibra. Num impulso, penetro-a com dois dedos, fazendo-a segurar em minha cintura. Sua intimidade era apertada, quente e molhada. Perfeita. Ouço-a gemer meu nome e grunhir levemente, expulsando o restante de sanidade que havia em minha mente. — Vamos Swan, mostre do que é capaz!
— Com todo prazer, madame prefeita! — ela abre os olhos quando a chamo, mostrando que mais nada de suas íris verdes foram poupadas. Era tudo negro agora, escuro e marcante. Observo-a inclinar-se sobre mim, tocando meu sexo novamente, porém com os dedos, entrando sem permissão e já estocando fundo, fazendo-me enlouquecer em seus braços. Por um momento paro de meter meus dedos em sua cavidade, mas ela logo começa a se movimentar, indo para frente e para trás, domando a situação. — Vamos Regina, grite meu nome como fez noite passada! — ela diz e aperta um de meus seios com força, arrancando de mim mais um orgasmo surpreendente.
— Ah, EMMA! — eu me derramo em seus dedos, sentindo um líquido nos meus também, ela havia acabado junto comigo. Tive de recuperar o fôlego, os olhos fechados e o suor em minha nuca denunciavam o quanto eu havia apreciado aquele momento com a xerife, pena que tudo que é bom, dura pouco.
— Agora sabe o que fizemos, Regina. Não adianta dizer que não gostou – disse isso lambendo os dedos, não sabendo o quanto isso me afetava internamente. — Agora que viu o que posso fazer, espero que não me incomode com seus questionamentos novamente – eu simplesmente ouvia calada, ainda sem atitude. Emma levantou a box e calça juntas, nem parecia que havíamos transado há segundos atrás. — Tenha uma boa tarde, prefeita. Estarei à disposição no festival daqui à pouco. Adeus.
Certo, o que RAIOS aconteceu aqui? Emma Swan, minha rival, mãe do meu filho, salvadora de Storybrooke e filha de minha maior dor de cabeça, havia literalmente me chupado e fodido maravilhosamente em minha mesa, minha casa. E eu simplesmente adorei! Fazia eras que não tinha um orgasmo tão alucinante e um preenchimento como aquele. Graham era ótimo, mas parecia que nunca seria o mesmo com mais ninguém, Emma havia me estragado para o sexo, aparentemente.
Mais tarde naquele dia.
— Mãe, eu quero um cachorro quente! — Henry segurava meu braço, esperando pelo dinheiro para comprar seu lanche.
— Henry, você sabe que hoje é uma exceção, certo? Amanhã você volta a sua dieta normal – eu advertia meu filho, sabendo que sua outra mãe permitia que ele comesse até hambúrguer no jantar, e achava que eu não sabia, mas meus olhos estavam por toda parte, principalmente quando se tratava de meu filho. — Tome, vinte dólares para comer o que quiser, mas não exagere!
— Sabe que ele vai exagerar, não sabe? — eu reconheceria aquela voz fina e irritante até em meus piores pesadelos. Snow White observava Henry na barraca que aparentemente gostou mais, fazendo seu pedido, depois direcionou seu olhar para mim, seus olhos eram parecidos com os de Emma, porém eu não sentia nada além de desprezo por eles. — Henry é um bom menino, está crescendo muito rápido, é o melhor da classe.
— Eu sei o que meu filho é ou não é, Snow White, não preciso de pseudo-princesas para atestar o que é óbvio — meu olhar era fuzilante, pronto para derreter aquele ser terrível de minha frente. — Agora se me dá licença, preciso verificar se minha cidade está aproveitando a comemoração que eu organizei – dei ênfase ao "eu" de propósito, lembrando da burrice que ela foi como prefeita. Ela apenas suspirou, sem esperanças, deu meia volta e partiu, deixando-me sozinha novamente, como eu preferia estar, ou talvez não... enfim.
Enquanto inspecionava as barracas e decorações feitas na rua principal de Storybrooke – a que tinha o famoso relógio — percebi algo que de imediato não apreciei de forma alguma: Swan e Ruby juntas. As duas com sorrisos no rosto, sentadas num banco próximo ao Grannys, que também estava aberto para o festival. Swan usava a camisa de xerife, com calça jeans escura e botas, as mangas dobradas até os bíceps, pois o clima era quente, mesmo à noite. Estavam bebendo o que parecia ser refrigerante, Emma dava goles generosos, provavelmente o calor estava incomodando-a. Devo confessar que nunca gostei muito da neta da velha dona da maior lanchonete de minha cidade, suas roupas não era adequadas para servir em um local de respeito. Seu decote era gigantesco, vulgar, a saia mal cobria suas coxas, e por estar sentada, eu jurava que podia ver sua lingerie por baixo daquele projeto de fantasia sexual. Mas o mais me incomodou, não foi a vestimenta da morena ou a xerife estar sentada enquanto deveria estar checando tudo como eu. Ruby estava flertando com Emma. COM MINHA EMMA. Aquele cachorro imprestável só faltava subir no colo de Swan e segurar seus braços fortes, seus cabelos dourados e seu sorriso torto. Swan estava sentada displicentemente, com as pernas abertas, os braços cruzados e ora olhava ao redor, vigilante, ora encarava o cão sarnento, dando trela para aquele ser desprezível. Ruby estava da mesma forma, porém com as pernas cruzadas, e num ato de pura falta de vergonha, colocou a mão sobre a coxa de minha xerife. Meu sangue real ferveu e não pude me conter, peguei meu telefone e liguei para Swan.
— Swan, onde está? — minha voz era firme, inquisitiva.
— Estou onde você devia estar também, senhora prefeita, no festival – sua expressão era de desdém, eu precisava mostrar quem mandava ali, e seria hoje.
— Pois venha até meu escritório agora mesmo, necessito de seus serviços — disse e desliguei imediatamente, vendo-a suspirar e se levantar, deixando uma Ruby aparentemente decepcionada por ali.
Meu plano estava começando, eu tinha de ser rápida agora.
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