Animals
4 Capítulo 4 - Final
Notas iniciais
— Ok, as coisas estão cada vez mais estranhas e complicadas, Regina. Mantenha o foco! — eu tinha feito uma das maiores burradas ao simplesmente chamar Emma, afinal, não tinha muita ideia do que fazer agora. E se ela viesse por meio de magia? Em poucos minutos estaria a minha frente.
Não planejei muita coisa, não havia tempo. Apenas me certifiquei em manter a postura. Emma não podia desconfiar de que eu queria mais do que ela me deu nestes dois dias. Muito mais. Troquei de roupa num estalar de dedos, colocando um vestido azul escuro justo, as costas nuas, saltos negros e meus cabelos estavam um pouco desarrumados apenas. O batom vermelho nunca deixaria minha boca. As lembranças do que fizemos mais cedo tomaram minha mente, nublando minha percepção quando as batidas na porta se fizeram presentes.
— Regina, posso entrar? — sua voz trazia um bocado de preocupação, mas também percebi um leve cansaço, como se ela tivesse vindo correndo. — Regina?
Levantei de minha cadeira e caminhei até a porta. Raramente eu fazia isso, apenas permitia a entrada do convidado e aguardava que ele se pronunciasse ou sentasse em minha frente. Emma sempre seria alvo de minhas exceções, principalmente depois de ontem.
— Está atrasada, Miss Swan. Sabe que não admito atrasos, meu tempo é precioso — minha voz era firme e carregava a indiferença natural de meu ser. Girei a maçaneta e observei a criatura à minha frente: o cotovelo direito apoiado no batente da porta, escondendo o rosto, os calcanhares cruzados confortavelmente e a mão direita fechada sobre a cintura. Uma forma desleixada de ser sexy, admito. — Vai ficar aí sonhando acordada, ou vai entrar de uma vez?
— Atraso seria se eu tivesse marcado algo com a Sra. Prefeita, mas não o fiz. Na verdade, você que me chamou aqui, fazendo-me deixar a cidade sem proteção — ela encarava-me ainda na porta, as mãos agora presas aos bolsos da calça, baixando-a um pouco. Foco, Regina! — E então? O que precisa?
Ela tirava-me do sério, com certeza. Ninguém tinha a audácia de me contradizer, e pra variar, Emma era uma exceção. Mantendo minha expressão de autoridade, caminhei de volta à minha mesa, sentando na cadeira que um dia tive o desprazer de "compartilhar" com Snow White. Eu sabia que Swan encarava minha bunda, ela era linda! Aguardei a xerife fechar a porta e se aproximar, ficando de pé em frente a mesa, os braços para trás, deixando seu busto mais proeminente, se assim posso dizer.
— Pode se sentar, Swan. A cadeira é patrimônio de Storybrooke e de seu povo – falei debochadamente, fazendo-a arquear a sobrancelha direita, uma clara nota de confusão em seus olhos verdes. — Está com pressa? Aposto que sua amiga com focinho pode esperar um pouco – assim que as palavras saíram de minha boca, condenei meu cérebro por não segurá-las. Droga! Agora ela sabia que eu estava lá, ou que eu sabia que ela estava.
— Amiga com focinho? Você está se referindo à Ruby? — ela perguntou, soltando os braços e sentando na cadeira em minha frente, displicente como sempre. As pernas abertas e relaxadas, os braços parcialmente cobertos e jogados nos apoios da cadeira. Havia uma fina camada de suor em seu pescoço e testa, tornando tudo mais difícil e quente naquela sala. Revirei os olhos para sua afirmação, ela sabia bem de quem eu estava falando. — Oras Regina, como sabia que Ruby estava lá? Por acaso estava me vigiando?
— Te vigiando? Por favor, xerife, atenha-se à sua insignificância — meu primeiro reflexo foi o desprezo, claro. Eu não podia mostrar fraqueza a ela, não quando o ciúme ainda corria vivo em minhas veias. Sim, eu havia confirmado a mim mesma de que o ciúme agora estava presente em minha relação com a loira. — Apenas liguei para Henry e ele acabou comentando que tinha visto você por lá com o animal de capa vermelha.
— Você devia agradecer à Ruby, sabia? — provavelmente minha face de desentendimento transpareceu, dando à Emma a chance de explicar seu ponto. — Depois que as trevas deixaram meu ser, minha magia enfraqueceu, pois demorei à acreditar no amor novamente. Ruby viu que eu não conseguiria mais viver sem minha magia novamente, então fez um ritual antigo de sua tribo, dando-me uma parte dos poderes de sua alcatéia. Não é como se eu fosse me transformar nem nada do tipo, porém meus sentidos estão mais aguçados e minha libido aumentou relativamente – eu ouvia cada palavra e minha cabeça girava cada vez mais. Então Emma era metade lobo agora? Sua magia foi restaurada pela tradição da família de Granny. Eu já tinha ouvido falar, mas nunca me aprofundei nisso, era algo muito diferente da minha magia. Era algo mais conectado à natureza. — Graças à Ruby que estou viva, bem viva – sua voz tornou-se mais grave nessa parte.
— Por que eu deveria agradecer, Swan? Não foi a mim que ela ajudou – disse com desdém, cruzando os braços e levantando da cadeira, caminhando até o sofá que tinha atrás da xerife. Sentei-me com as pernas cruzadas, balançando a direita e observando o movimento do salto — Não sei a razão de alguma gratidão à ninguém.
—Será que é porque graças a ela, você finalmente teve uma boa transa depois de muitos, muitos anos? — Swan levantou-se, vindo até mim e cruzando os braços. Os músculos de seus bíceps ficaram mais marcados na camisa de xerife, deixando-a mais justa do que parecia. Ela sentou-se ao meu lado, deixando-me apreensiva e ansiosa. As pernas jogadas me davam vontade de estar no meio delas. Okay, Regina, controle-se! Meu interior alertou, dando alguma sanidade ao momento. — Aposto que aproveitou bastante, senão não teria deixado a segunda vez.
— Certo, Swan. Chega de gracinhas – preparei-me para levantar, porém num movimento rápido demais até para meus olhos, Emma agarrou minha cintura e puxou, fazendo-me sentar de frente em seu colo, os joelhos apoiados de cada lado de sua cintura. Suas mãos desceram para minhas coxas, arranhando-me de uma forma que um gemido fraco saiu de minha garganta sem minha permissão. — O q-que pensa que está fazendo, Swan?
— O que você gosta, prefeita – seu sorriso malicioso nublou minha coragem e de repente nada mais parecia errado, éramos apenas ela e eu. Duas rivais que não podiam se manter uma longe da outra. — Eu sei que gosta do meu sorriso, porque você sorri também — sua mão subiu ao meu rosto, acariciando minha pele e me fazendo fechar os olhos. — Sei que gosta dos meus beijos, porque retribui eles – puxou minha nuca e capturou meus lábios, rapidamente dei permissão à sua língua para adentrar minha boca, deixando um suspiro sair no momento. Ela explorava tudo, puxando minha cabeça para mais próximo de si. — E sei que gosta quando eu te fodo, porque você me pede mais – soltou meu lábio e antes que eu pudesse respirar novamente, senti a ardência em minha bunda, indicando mais um tapa.
— Você não me deixa outra escolha, Emma Swan – olhei em seus olhos, as esmeraldas estavam sumindo novamente, deixando lugar ao negro absoluto das íris. Ela olhava-me com um misto de adoração e desejo. — Apenas faça o que veio fazer. O que está esperando? — a frase pareceu acordá-la de um transe e subitamente, ela levantou-se comigo no colo, mantendo uma mão em minha nuca e outra em minha coxa direita. — Mostre-me o que realmente pode fazer com sua rainha – dei-lhe meu melhor sorriso safado, e por um momento, o verde parou de sumir, deixando um fino contorno em seus olhos.
— Como quiser, majestade – novamente aquele sorriso torto, e novamente, meu coração se confundia. Segurei em seus cabelos, puxando seu rosto para minha boca. O beijo foi quente, porém mais calmo do que todos os outros. Senti a superfície de couro do sofá em minhas costas, e logo o peso de Emma sobre mim. Paramos o beijo apenas para Emma tirar a camisa e ficar apenas de sutiã, branco e rendado. Minha mente delirava enquanto eu a via desabotoar a camisa, e me atrevi a segurar o cós de sua calça, abrindo-a e puxando seu zíper, mostrando a calcinha branca que ela vestia. Eu não podia mais esperar, então estalei os dedos e nossas roupas sumiram, ficando apenas de lingerie. Emma me olhou com desaprovação e surpresa nos olhos. — Oras, prefeita, assim tira toda a graça do momento.
— Vamos Swan, sabemos que a graça real está quando você me fode com força — eu não me segurava mais, não havia motivos para isso. — Pare de me enrolar e faça isso de uma vez – a loira apenas arqueou uma sobrancelha e riu irônica.
— Já que está com tanta pressa, vamos fazer de outra forma – ela agarrou minha pernas se levantou, pondo uma mão em minhas costas, erguendo-me junto. Andou até o tapete que ficava no meio do escritório e deitamos ali. — Hoje você vai provar do meu fruto proibido, Regina. Espero que goste – e num movimento lento e calculado, ela girou em meu corpo, deixando sua intimidade próxima ao meu rosto, ainda de lingerie. Minha boca salivou com a visão, entendendo o que aconteceria nos próximos momentos.
— Olha, Emma... Eu nunca fiz isso e... Ahhh – por um momento a insegurança pairou sobre minha mente e quase desisti da ideia, mas, em questão de segundos, a sensação da língua de Emma entre minhas pernas tirou todo receio que eu sentia em proporcionar prazer à minha loira. De repente meu plano quando a tirei das garras da loba mal intencionada clareou em minha mente: eu faria Emma se sentir igual ou melhor do que me sinto quando estou em seus braços.
— Nunca fez o que, majestade? Desculpe se te atrapalhei... a visão e o gosto são maravilhosos por aqui — não precisei olhar em seu rosto para saber que ela tinha um sorriso sarcástico nele, então decidi acabar com a espera e iniciar meu trabalho. — Se não quiser eu posso... Oh God, Regina... Eu... Isso é tão gostoso! — senti seu corpo arrepiar sobre o meu e com o resto de força que ainda tinha, empurrei-a para o lado e giramos até que eu ficasse por cima, aproveitando para rasgar sua calcinha e ter plena visão de sua intimidade.
Perfeita, como deveria ser.
Com os joelhos apoiados no chão, empinei a bunda e abaixei o tronco para continuar me deliciando com o sexo encharcado de Emma. Minha boca sugava tudo, chupava com calma, simulava um beijo e depois mordiscava seu clitóris e puxava levemente. Eu sentia a xerife chupar minhas coxas com força, deixando marcas, desferia tapas em minha bunda e apertava logo depois, mostrando que eu estava fazendo direito. Por vezes seu quadril levantava, querendo mais contato, e numa dessas vezes, atrevi passar a ponta de minha língua em sua outra entrada, recebendo um grito rouco e um arranhão nas costas, provando meu ponto: Emma era mais gostosa do que eu pensava.
— Regina... Eu vou... Isso! — Mais alguns minutos sugando seu sexo e percebi que ela estava prestes a chegar ao clímax, então me apressei e a estoquei com um dedo, sentindo o quão apertada e quente ela estava. Por um momento o tesão aumentou com força, quase me fazendo chegar ao clímax junto com ela, mas eu esperaria minha vez. — Não pare! Eu... Quase.. REGINA! — meu dedo foi esmagado em sua intimidade, enquanto suas pernas fechavam rapidamente e ela ofegava, amolecendo em seguida. — Wow! Realmente, majestade, eu não deveria ter te subestimado.
— Nunca subestime a realeza, querida – levantei o tronco e a olhei por cima do ombro. Estava praticamente sentada em sua barriga. Ela não tirava os olhos de meu corpo, que já estavam verdes novamente, pude perceber. — Gosta do que vê, xerife?
— Jamais tive visão tão poderosa... E nunca terei, provavelmente – sua voz era rouca, eu percebia que depois de hoje não haveria apenas sexo, e não reclamaria disso. Depois de um momento de apreciação, ela ergueu-se, fazendo-me ir um pouco para frente. Achei que ia ficar em pé, mas apenas ficou de joelhos atrás de mim, puxando-me para seu colo, ainda de costas. — Não sei se percebe o poder que tem sobre mim, Regina. Simplesmente não consigo resistir à tudo o que te rodeia – disse e afastou meu cabelo para o lado, passando o nariz por meu ombro, subindo ao pescoço. — Seu corpo me chama de uma forma que não consigo fugir – mordendo o lóbulo da orelha direita, enquanto eu ofegava, sem chance de aguentar. — Seus olhos e seu sorriso confundem minha mente e me deixam à sua mercê, sem volta – senti suas mãos viajarem por meu corpo, a esquerda apertando meu seio com firmeza e calma equilibrados, a direita entrava em minha calcinha, estocando-me sem aviso enquanto eu abria a boca em um "O" perfeito e jogava a cabeça em seu ombro. — Seu cheiro desperta tudo o que deixei guardado por tanto tempo desde que apareci em sua porta – ela metia com força e cuidado ao mesmo tempo.
A mistura perfeita.
— Oh, Emma... Isso! — minha mão esquerda foi até seus cachos, agora lindamente bagunçados e puxou-os, enquanto a direita arranhava sua coxa. Meus gemidos – cada vez mais altos – e seus suspiros dominavam o silêncio do cômodo, deixando tudo ainda mais intenso do que poderia ser. Em certo momento, percebi que estava subindo e descendo em seus dedos, ela me acompanhando, enterrando seus dedos ainda mais fundo em minha intimidade que molhava suas coxas abaixo de mim. O suor, seus seios roçando em minhas costas, sua mordida em meu ombro, nosso cheiro tomando a sala, nossos corpos correspondendo àquela dança sem música. Não aguentei por muito tempo e cheguei ao orgasmo com sua palma batendo rápido em meu clitóris — Swan... Mais rápido... Agora! EMMA!
Não sei o que foi mais intenso: as batidas de meu coração, as do coração dela, ou aquilo que havia acabado de nascer quando olhei em seus olhos após deitarmos novamente no tapete, nuas, desprotegidas, entregues ao mundo e a nós mesmas. Nada parecia tão real quanto o sonho que a noite havia sido. Emma me olhava como se eu fosse o maior tesouro da Floresta Encantada, repleto de preciosidades e que nenhum outro havia descoberto antes.
— Não sei o que dizer, Regina. Não consigo mais viver longe de você — ela descansava seu braço direito em minha coxa, que repousava em sua cintura. Por mais que aquele "relacionamento" fosse nos trazer enormes problemas, julgamentos e confusão geral, não gostaria que acabasse. Meu passado havia marcado meu futuro para sempre, mas eu estava pronta para ter meu final feliz, e se ele fosse com a Salvadora, eu nunca mais reclamaria.
— Não quero que viva longe de mim, Emma. O que aconteceu aqui, espero que aconteça novamente... e por muito tempo – ela parecia surpresa, mas também aliviada. — Quero entender melhor o que Ruby fez com sua magia, é claro. Nunca vi algo parecido. Você disse que seus sentidos e libido aumentaram consideravelmente, então quero que me mostre tudo o que pode acontecer. Quero ver o animal que habita em você — acariciei seu rosto e a percebi olhar o resto de meu corpo, decorando cada centímetro que enxergava. Quando voltou a olhar em meus olhos, os verdes estavam escondidos novamente.
— Então eu vou te mostrar o que esse animal pode fazer.
E eu estava louca para isso.
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