Animals
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Mystic Falls...
Dias atuais...
– O QUE VOCÊ FEZ SUA IMBECIL? – Elena berrou a plenos pulmões.
Bonnie se encolheu. A amiga estava fora de si.
– Pare Elena. A culpa não foi dela – disse Caroline.
– É CLARO QUE FOI. COMO VOCÊS TEM CORAGEM DE PEDIR PRA ELA FAZER UM FEITIÇO DESSA MAGNITUDE SEM SABER SE VAI DA CERTO? SABEM COMO ELA É ATRAPALHADA...
– JÁ CHEGA ELENA – Stefan perdeu a paciência.
Elena arregalou os olhos. Ele nunca, nunca perdia a calma. E o que a mais assustou foi que esse grito foi dirigido a si.
– Ste...
– Para – ele ergueu a mão pra ela. – Eu confio na Bonnie. E quem é você pra dizer alguma coisa? Fomos te procurar porque seu sangue era o antídoto para a mordida e o que voce fez? Atacou o Alaric. Bonnie estava disposta a ajudar mesmo não gostando do meu irmão. Enquanto você fica dando chilique achando que é a rainha do universo e que todos têm que se curvar aos seus pés. Você estava com ódio de mim e acabou descontando no Alaric e no Damon. Você não tem o menor direito de vir aqui e acusar alguém que queria ajudar.
– Como pode dizer isso. Por culpa dela ninguém sabe onde ele está. E se ele estiver morto.
– Eu não sei onde ele está Elena. Mas eu posso achá-lo – disse Bonnie seria. – A não ser que você me ache tão inútil e queira procurá-lo por conta própria – completou acida.
Elena olhou para a morena com olhos estreitos, mas não disse nada. Jogou-se no sofá e começou a olhar as unhas.
– Vamos ver o que você consegue fazer bruxinha – disse por fim.
Bonnie a olhou furiosamente, não conhecia mais a pessoa que se encontrava em sua frente e depois saiu batendo a porta. Stefan olhou para a morena e sacudiu a cabeça negativamente indo para seu quarto.
******
Stefan estava deitado em sua cama olhando para o teto. Não entendia como sua vida podia ter mudado drasticamente. A garota por qual tinha se apaixonado depois da sua semi-vida como vampiro, tinha se tornado uma vaca. Como não tinha percebido isso antes?
“Bem que dizem que o amor é cego.” Pensou suspirando. Mas logo tratou de tirar isso da cabeça, afinal não podia ficar perdendo o seu tempo pensando em Elena. Tinha que se concentrar em tentar achar o irmão. Já estava ficando preocupado. Essa foi uma hora ruim para ele ter sido teletransportado para sabe-se lá Deus onde.
“Será que ele ainda está vivo?” era o que sempre passava por sua cabeça. E mesmo que tentasse ser positivo as chances de Damon estar vivo diminuíam a cada minuto, já que a ultima vez que o vira ele estava terrivelmente mal.
A única coisa que podia fazer agora era confiar na Bonnie. E ele confiava de olhos fechados. Afinal ela sempre achava um jeito para resolver tudo. Na visão de Stefan ela era uma excelente bruxa, apesar de ser atrapalhada às vezes, mas mesmo assim uma excelente bruxa.
Batidas soaram em seus ouvidos.
– Pode entrar – disse.
Uma cabeleira loira apareceu logo que a porta foi aberta e mesmo sem perceber acabou abrindo um simples sorriso.
– Oi Stefan. Você está bem?
Ele se sentou escorando na cabeceira da cama.
– Pode entrar Caroline.
Ele percebeu que ela entrou um pouco envergonhada. O que foi estranho, porque Caroline Forbes nunca, jamais ficava envergonhada. Ela se sentou na cadeira que puxou de perto da escrivaninha.
– Você tem estado meio distante. Se for por causa da Elena...
– Não Caroline. Não tem nada a ver com ela. O meu problema é o Damon. Por mais que eu tente pensar positivo eu acho que meu irmão possa estar morto.
– Ei. O Damon ele é... Bem... O Damon é o Damon. Você acha que ele vai se deixar derrotar por uma mordidinha de nada? – ela disse divertida tentando animá-lo.
Stefan sorriu por vê-la tentado o animar. Se assustou quando ela deu um pulo da cadeira.
– Já sei. Vamos levante-se.
– Pra que? – ele ergueu uma sobrancelha.
– Vamos dar uma volta. Não vai adiantar nada mesmo a gente ficar aqui sentado. Vamos ter um pouco de fé na Bonnie. Ela vai conseguir.
– Eu sei que vai, mas não quero sair.
– Qual é Stefan. Por favor – juntou as mãos em frente ao rosto implorando.
Ele ficou em silencio a olhando.
– Tá. Tá. Pare de me olhar assim.
Caroline sorriu radiante. Ele se levantou da cama e a acompanhou saindo do quarto. Ao passarem pela sala viram que Elena ainda continuava sentada no mesmo lugar.
– Vem me fazer companhia Stefan – a morena chamou.
Ele a ignorou e abriu a porta para Caroline sair.
– Quando sair feche a porta Elena – foi a única coisa que ele disse ao bater a porta atrás de si.
Mas ainda foi possível ouvi-la quebrar alguma coisa da sala.
******
Hogwarts...
Hermione e Damon tinham voltado para o castelo. Ela estava o levando para conhecer o lugar.
– Nunca vi tanta coisa maluca igual estou vendo nesse lugar – ele disse.
– Os bruxos também acham os costumes normais malucos. Eles possuem no ministério de magia uma seção só para artefatos trouxas.
– Como assim artefatos trouxas?
– Qualquer coisa que os sem magia usem. Trouxas são consideradas as pessoas quem não possui magia. Uma a vez o Harry disse que o pai do Rony perguntou pra ele qual era a função de um patinho de borracha.
– Sério?
– Pois é. O Sr. Weasley é o chefe do departamento de artefatos trouxas. Ele é fascinado com essas coisas. Então quando eu tinha o costume de ir até lá ele me enchia de perguntas.
– Então, boneca, se não me engano, você me disse que nesse lugar era impossível de se ter alguma coisa tecnológica.
– Sim, eu disse. Mas... – incitou ele a continuar.
– Como você estava ouvindo música.
Hermione abriu a boca para respondê-lo, mas uma voz disse em seu lugar.
– A senhorita Granger é fascinante, senhor Salvatore. Ela conseguiu driblar todos os meus feitiços fazendo que aqui seja possível de se usar tecnologia trouxa, mas é lógico que só ela sabe o segredo, ninguém mais aqui sabe que isso é possível.
– O senhor já sabia disso diretor? – ela perguntou vermelha de vergonha.
Ele piscou divertido para ela. Era como diziam. É impossível de se esconder qualquer coisa de Alvo Dumbleadore.
– Senhorita Granger, eu preciso de um favor. Assim que todos os alunos retornarem da vila, poderia ir até o salão comunal da grifinória e informar aos jogadores que a partida de quadribol amanhã já foi decidida?
– Sim, claro. Vamos jogar contra quem?
– Adivinha – e pela segunda vez ele piscou se divertindo. – Vai ser uma partida emocionante – e dizendo isso deu as costas aos dois.
Hermione suspirou frustrada. A dor de cabeça iria começar.
– O que é quadribol? – Damon perguntou.
– É um jogo bruxo. Como se fosse futebol, mas em vez de você correr monta em vassouras.
– Vassouras? – ele ergueu a sobrancelha desacreditado.
– Essa é a única coisa certa sobre bruxos – ela deu de ombros.
Damon olhou para ela e desistiu de perguntar, aquele mundo era muito louco para ele.
– Mas então quer dizer que você consegue usar tecnologia aqui? Será que há como eu entrar em contato com o meu irmão?
– Não sei. Podemos tentar.
******
Damon tinha o celular apertado contra o ouvido, esperando que o irmão atendesse a chamada. Hermione estava parado logo em frente a ele.
– Nada ainda?
Ele balançou a cabeça em sinal negativo. Encerrou a chamada e ligou novamente.
– Vamos Stefan. Atenda logo.
E a chamada caiu em caixa postal. Encerrou a chamada olhando mortalmente para o celular.
– Que bela hora para desligar o celular Stefan.
– Podemos tentar depois.
– É – ele deu de ombros estendendo o celular apara a morena.
Hermione guardou o aparelho no bolso do seu moletom. Mas tarde ela mesma tentaria ligar para o irmão de Damon, para pelo menos dizer a ele que o irmão estava vivo.
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