Animals
11 Capítulo 11
Notas iniciais
A porta da mansão Salvatore bateu na parede ao ser aberta com muita força. Stefan que estava deitado no sofá se levantou de uma vez e olhou para a porta.
Um homem estava parado na soleira da porta.
– Olá Stefan – disse sorrindo misterioso.
– Eu te conheço?
– Que indelicadeza a minha – bateu contra a própria testa. – Meu nome é Isaiah. Como está o seu irmão? Já debaixo da terra espero – sorriu macabro.
– Como... Não tem como você saber disso a menos que...
– Surpresa. Então garoto. Seu irmão não quis me dizer, mas onde está a duplicata?
– Elena? Eu não sei. O que você quer com ela?
– O que todos querem? O Sangue é obvio. Então é bom me dizer logo onde ela está antes que tenhamos mais um vampiro mordido.
– Já disse que não sei. E não me interessa saber. Agora pode ir embora – apontou para a saída.
– Stefan. Stefan, como você é mal educado. Nem um convite para uma bebida – e entrou na casa como se fosse o próprio dono.
Stefan observava cautelosamente todos os passos do visitante.
– Você não veio aqui somente para saber da Elena não é?
– E porque não seria. Eu a estou procurando à bastante tempo. Sabe como é. Vocês complicam muito a aproximação até ela. Já tentei de todos os jeitos, mas sempre estão a acompanhado.
– O que você quer com ela afinal.
– Meu caro Stefan eu quero o sangue da duplicata como já havia dito anteriormente – disse entediado.
– Para?
– Uma coisa que não é do seu interesse rapaz – disse ríspido.
– Só quero que me diga onde ela está.
_Você sabe que o sangue da Elena não serve para mais nada. Ela é uma vampira.
– Isso não me importa. Tanto faz o que ela é agora – deu de ombros.
Isaiah se acomodou no sofá com um copo de whisky na mão e ficou em silencio.
A porta da mansão se abriu e por ela passou uma figura pequenina. Era Bonnie.
–Stefan eu achei alguma…
– Ora, ora. Uma Bennett.
– Quem é você? – perguntou desconfiada.
– Ah, que cabeça a minha – ele disse cavalheiro e se levantou do sofá. – Meu nome é Isaiah.
– E eu deveria conhecê-lo?
– Foi ele que atacou a mim e ao Damon – disse Stefan. – Vai pra casa que depois conversamos Bonnie.
– Mas...
– Vá Bonnie.
Ela fez o que lhe foi pedido.
– Por que fez isso Salvatore! Gostaria de conhecer melhor a jovem bruxa.
– Fique longe da Bonnie – disse entre dentes.
O homem fez uma expressão sarcástica para o rapaz.
– E quem vai me impedir? Você? Não me faça rir jovem Salvatore.
Stefan olhou para o lobisomem com a mandíbula fortemente apertada e sabia que no fundo poderia mesmo não ter nenhuma força sobre ele, já que não sabia do que Isaiah era capaz.
– Vai embora daqui. Não o quero mais em minha casa.
– Que anfitrião mais grosseiro – disse colocando o copo de whisky sobre a mesinha de centro – Sei quando não sou bem vindo, mas vou voltar.
Colocando as mãos nos bolsos da calça ele foi caminhando lentamente até a porta e saiu sem fechá-la.
******
Hogwarts...
Hermione estava sentada no meio de sua sala de olhos fechados e as pernas cruzadas a algum tempo. Parecia até que estava dormindo.
Damon entrou silenciosamente, como o predador que era, e começou a se aproximar dela.
– O que você quer Salvatore?- disse de olhos fechados.
– Como sabia que eu estava aqui. Nem fiz barulho.
Ela abriu seus olhos chocolates e o encarou.
– Chame de sexto sentido – disse sarcástica.
– Vim saber se conseguiu entrar em contato com o meu irmão.
– Não tentei. Fique a vontade. O celular está em cima da minha cama – disse fechando os olhos novamente.
Damon foi até o dormitório dela pegar o celular. Sentou-se na ponta da cama e suspirou enquanto digitava o número do irmão. Chamou três vezes até ser atendido.
– Alô – soou voz conhecida do outro lado.
– Stefan – disse.
– Damon? Damon é mesmo você.
– Não, a Virgem Maria irmãozinho – disse irônico.
– Mas... Como?
– Como eu não sei. Explique-me você.
– Achei que a essa altura você não tivesse sobrevivido ao veneno de lobisomem.
– Por muito pouco eu quase morri. Mais o que aconteceu?
Damon ergueu os olhos ao sentiu Hermione se aproximar.
– Que bom que conseguiu falar com ele – ela sorriu.
– Quem está com você aí?
– Deixe de ser chato Stefan e me conte como isso aconteceu.
Ele chamou Hermione com a mão enquanto ligava o viva-voz do celular. Ela se sentou e cruzou as pernas encostando-se à cabeceira da cama. E ambos ficaram quietos enquanto Stefan contava tudo que tinha acontecido.
– Então foi culpa da Bonnie?
– Você ouviu o que eu disse Damon? A Bonnie estava fazendo um feitiço para retardar o desenvolvimento do veneno no seu organismo, e o Alaric entrou a assustando. Sabe que pra realizar feitiços precisa-se de concentração. E, além disso, aquele lobisomem, Isaiah esteve aqui agora a pouco. Ele está atrás da Elena.
– E o que eu tenho à ver com aquela louca? – disse ríspido.
– Ele viu a Bonnie, Damon. Ela estava procurando um feitiço para te achar e apareceu aqui na mansão na hora e momento errados.
– Droga. Fique de olho na Bennett, Stefan. Esse interesse dele nela não é normal.
– Eu sei.
– O que você acha Hermione?
– Vocês estão ferrados.
– Quem é você? – Stefan perguntou.
– Hermione Granger. Fui eu quem achou o seu irmão.
– Como conseguiu parar o veneno – interesse e curiosidade pingavam de cada palavra dele.
– Segredo.
– Mas...
– Ela é uma bruxa Stefan.
– Você precisa vir pra casa, Damon. As coisas aqui estão saindo do controle.
– Como sempre. E tudo graças a Elena. Dê-me alguns dias.
– Certo. Mantenha contato.
Damon desligou o celular e ficou pensativo.
– Tudo bem? – Hermione perguntou.
– Não sei – disse encostando a cabeça na cabeceira e fechando os olhos.
– Pelo que percebi essa tal de Elena é uma cretina.
– Acho que esse adjetivo ainda não a define totalmente.
– Olha. Poderei te acompanhar somente depois que eu fazer todas as minhas provas.
– E isso vai demorar?
– Posso ver com o diretor se posso adiantá-las. Não vou correr o risco de você ter uma recaída e precisar do meu sangue ou de mais porções – disse se levantando da cama. – Pode ficar à vontade aqui. Volto logo mais – e saiu do quarto sem esperar a resposta dele.
******
– Boa noite Professor – disse Hermione entrando na sala dele.
– Boa noite Senhorita Granger. A que devo a honra da sua visita?
– Se não estiver ocupado posso ter uma conversa com o Senhor?
– Claro. Sente-se – apontou a cadeira em frente a sua mesa e ela fez o que lhe foi pedido. – Aceita uma balinha de limão?
– Por que não – disse sorrindo e pegando algumas do potinho que ele lhe oferecia.
– Então? Em que posso ajudá-la?
– Damon conseguiu entrar em contato com o irmão.
– Ótimo. Mas...
– Tem algumas coisas estranhas acontecendo na cidade deles. Um grupo de lobisomens está atrás de uma garota querendo o sangue dela para sabe-se lá o que. Foi o chefe deles que mordeu o Damon. O irmão dele pediu para ele voltar para lá, mas estou insegura quanto a isso.
– Entendo. Você quer ter a certeza de que as porções tiveram mesmo os efeitos esperados e que ele não terá nenhum efeito colateral.
– Exatamente, mas as provas estão quase começando.
– Quer que eu as adiante para que fique livre e possa ir com ele?
– Sim Senhor.
– Vou conversar com os outros professores e se depender de mim faria suas provas agora mesmo. Sei que tem capacidade para isso. Darei-te a resposta logo mais no horário do jantar.
– Obrigada professor Dumbleadore – Hermione se levantou e saiu da sala dele.
******
Quando entrou em seu quarto, viu que Damon estava deitado em sua cama e ao se aproximar constatou que ele estava dormindo. Ela foi até sua escrivaninha e pegou seu material indo para a sala. Iria reler todas as suas anotações somente para relembrar.
Sentou-se no tapete em frente a mesinha de centro e abriu os seus pergaminhos e cadernos.
– Boa noite – Hermione se assustou e levantou a cabeça.
– Lipsy querida. Que susto.
– Desculpa senhorita. Não era a intenção de Lipsy.
– Não tem problema. Eu estava distraída. Mas o que faz aqui meu bem?
– O Diretor pediu a Lipsy para vir trazer o seu jantar, já que você e o Senhor Salvatore não apareceram para o jantar.
– Nem percebi aas horas passarem – juntando suas coisas da mesinha. – Pode colocar a bandeja aqui por gentileza – a elfa fez o que lhe foi pedido. – Obrigada – disse fazendo carinho na cabeça dela que ficou sem jeito.
– Senhorita, o diretor pediu para lhe entregar esse bilhete.
Hermione pegou o papel meio amassado e leu. Sorrindo, agradeceu a Lipsy e ela desaparatou. Levantou-se e foi até a porta de seu quarto. Percebeu que Damon ainda dormia, mas agora ele estava deitado de barriga para baixo e abraçava seu travesseiro. Ele estava dormindo já havia muito tempo.
– Damon – chamou se aproximando dele. – Damon? – ela colocou a mão no braço dele e o balançou de leve. – Damon – chamou novamente.
Ela o ouviu resmungar e enterrar o rosto no travesseiro.
– Damon?
– O que foi? – disse com a voz rouca de sono.
– Você não vai jantar não?
– Você me acordou ora isso? – disse grosso. – Me deixa em paz. Depois eu como – cobriu a cabeça com o travesseiro.
Hermione bufou e saiu do quarto. Ela comeu e deixou o prato de Damon na bandeja. Rasgando um pedaço de pergaminho ela escreveu um bilhete, colocou na bandeja junto com o frasco do antídoto que ele tinha que tomar e depois saiu do dormitório.
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