Animals
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Hogwarts três dias depois...
Hermione se encontrava na sua cama com montanhas e mais montanhas de livros ao seu redor, adiantando a leitura de todos as matérias antes do começo definitivo das aulas.
De repente se assustou com um enorme clarão e uma chuva que começou do nada.
Olhou para a janela e foi até ela para fechá-la e foi quando viu algo brilhante cortando o céu e caindo com um estrondo próximo a floresta da morte.
– O que é aquilo? — perguntou enquanto fechava a janela.
Pegou sua varinha e uma blusa saindo do dormitório. Fazer o que se ela tinha adquirido esse habito de ser curiosa com seus amigos? Não era lá muito saudável mais ela não ia morrer de curiosidade.
Assim que saiu do castelo ela iluminou e caminho com a varinha passou pelos jardins, pelo lago negro e pela casa de Hagrid — que estava escura provando que ele dormia -. Quando chegou ao inicio da floresta ela parou e olhou por sobre o ombro.
"Acho que eu deveria ter chamado alguém para vir comigo" pensou se lamentando. ''Vamos lá" respirou fundo e deu um passo à frente entrando na floresta.
O barulho e ruído dos mais diversos animais que ali habitavam faziam-na ficar com um pé atrás por ter entrado na floresta.
– Mas o que é isso?
Não muito distante dali, Hermione viu árvores caídas e muita poeira, se aproximou e percebeu que havia uma cratera.
Aumentou mais um pouco a intensidade da luz que saia da ponta da sua varinha para que essa iluminasse mais um pouco o local para que Hermione tivesse uma melhor noção do que estava acontecendo.
– Olá? — chamou incerta. — Tem alguém aí?
Tudo estava silencioso de mais, mas os ouvidos atentos de Hermione conseguiram captar alguns gemidos de dor que pareciam que vinham de dentro da cratera.
Foi se aproximando mais, tomando cuidado para não se machucar com as pedras e os galhos que estavam em seu caminho.
Hermione percebeu que havia um corpo deitado de bruços no meio da cratera com as roupas em frangalhos. Quando se aproximou mais percebeu que se tratava de um homem.
Mais do que rapidamente ela se aproximou dele se ajoelhando percebeu que ele tinha cortes por todo o corpo e considerando a queda alguns ossos quebrados.
Transfigurando uma pedra ao seu lado em um lampião ( lanterna que usa querosene como combustível para acender) e depois se virou para o homem. Ergueu a mão tocou o ombro dele o virando lentamente quando o viu resmungar de dor.
– Desculpa, mais preciso te virar.
Quando ele se encontrava de barriga para cima ela corou ao ver o quanto ele era bonito.
– Ei. Moço. O sr está bem? — perguntou o balançando de leve.
– Doí.
– Onde?
– Tudo. Estou todo quebrado né? — nem nesse momento Damon deixava de ser Damon.
– Eu não tenho certeza, mais eu creio que sim. Foi uma queda e tanto. Não sei como ainda está vivo,
– Queda? Da onde eu caí? — dizia enrolado.
– Eu não sei. Você não se lembra?
– Não.
– Qual o seu nome?
– Da...mon — disse sonolento.
– Ei você não pode dormir — disse assustada.
– Por que? Eu estou com sono — ele dizia baixinho quase apagando.
Hermione começou a ficar preocupada. Sabia que ele não podia dormir porque talvez não acordasse. Precisava pensar rápido para mantê-lo lucido.
– Er... Então Damon. De onde você é? — começou a puxar assunto para mantê-lo acordado.
– Mystic Falls , Virginia.
– Estados Unidos?
– Hum... — cada minuto que se passava ele estava mais lento com as respostas.
A castanha começou a andar ao redor procurando algo. Ela achou um tronco de arvore e o transformou em uma maca.
– Damon? — chamou e ele não respondeu. Se virou para ele e viu que ele tinha apagado.
Praguejando baixinho ela voltou até ele e usou o fetiço de imobilização seguido pelo de levitação para engue-lo do chão enquanto arrastava a maca para baixo dele. Com cuidado para não machuca-lo, o colocou sobre ela e a fez levitar. Retirando seu casaco do corpo ela o transfigurou em uma manta e o cobriu, já que ele estava praticamente nu com aquelas roupas em frangalhos.
Começou a andar de volta para o castelo e a maca levitava atrás. Tinha que chegar rapidamente a enfermaria antes que fosse tarde demais.
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