Animals
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Damon já não conseguia mais enxergar direito o caminho a sua frente. Sentia o veneno do lobisomem correndo pelas suas veias, queimando. Não sabia como ainda possuía força para se manter em pé enquanto carregava Stefan que ainda se encontrava muito dopado pela quantidade de drogas que injetaram nele.
Já estava desistindo quando avistou as luzes da mansão. Ainda um pouco longe ele viu a porta da frente se abrir e Caroline aparecer olhando diretamente para eles.
Em dois tempos ela já se encontrava ao lado deles os ajudando.
– Damon — ouviu a voz dela ao longe. Nesse momento já estava sendo impossível pra ele manter até os olhos abertos. — Damon, o que aconteceu?
A loira já estava aflita por não obter resposta nenhuma do moreno. Escutou passos atrás de si. Bonnie, Alaric e Matt vinham correndo na direção deles.
– O que aconteceu Caroline? — Perguntou Alaric.
– Eu não sei. O Damon não me responde.
– Matt ajude a Bonnie a levar o Stefan para dentro — pediu Rick.
Os dois fizeram o que foi pedido. Assim que Stefan foi retirado de cima do irmão, Damon caiu de joelhos no chão. Mal suportava o próprio peso e não sabia como tinha conseguido carregar o irmão.
– Damon – Alaric correu ate ele e se ajoelhou em sua frente.
O moreno já não conseguia mais se manter de pé.
– Pode me ouvir? – disse o homem.
Com muita dificuldade ele maneou a cabeça em sinal de concordância.
– O que aconteceu com você companheiro?
– Eu... mordida... lobisomem... – disse com dificuldade.
Caroline soltou um gritinho e levou as mãos aos lábios o olhando alarmada.
– Alaric – começou a dizer.
– Eu sei Caroline. Eu sei. Temos que levá-lo pra dentro rápido.
Cada um pegou um braço de Damon e o levaram para dentro da mansão.
Damon foi depositado em sua cama. Estava suando e não falava mais coisa com coisa.
– O que aconteceu com ele? – perguntou Bonnie aparecendo atrás deles.
– Bonnie, você tem que fazer alguma coisa.
– Por que acha que eu irei o ajudar? – disse com raiva.
– Bonnie esse não é o momento de você implicar com o Damon. A situação é delicada – disse Caroline.
Bonnie percebeu que a situação era muito séria já que Caroline nunca usava esse tom de voz com ela.
Ela se aproximou de Damon e sentou na ponta da cama. Viu que ele tinha a camisa preta que usava por baixo da jaqueta úmida. Levou a mão até ela e depois viu que seus dedos se tingiram de vermelho. Era sangue.
Mas do que depressa ela afastou a jaqueta dele e seguindo a trilha de sangue viu que era o pescoço dele que estava machucado. Uma mordida enorme se encontrava no local.
– Pelo jeito de como ele está mal eu só tenho um palpite: Lobisomem. Eu não sei muito bem o que fazer. Vou ter que olhar nos livros da vovó pra ver se acho alguma coisa. Vocês podem dar um jeito nele. Quanto antes eu começar a pesquisar melhor.
– Pode ir Bonnie a gente cuida dele — disse Caroline. — Boa sorte.
******
Damon estava a um bom tempo deitado sobre a cama coberto e quase não se mexia, o que estava preocupando Alaric e Caroline. Ele tinha o ajudado com as roupas e a se livrar de todo aquele sangue, e Caroline tinha feito um curativo na mordida já que ainda estava bastante feia e demorava a cicatrizar.
De repente a porta foi aberta com tudo e por ela passou uma Elena ofegante e pálida. Nem ligou para os amigos e saiu correndo em direção a cama.
– Damon. Damon — chamava passando as mãos no rosto dele. — O que aconteceu com você querido? — começou a beijar o rosto dele.
A morena se encontrava em lágrimas em cima dele. Caroline que entrou atrás dela estava furiosa. Em vez de ela ir ver Stefan ela foi correndo para o quarto do moreno.
– Mais você é uma falsa — disse perdendo a pouca calma que tinha.
Elena olhou para ela com olhos arregalados. Ela nunca havia usado esse tom de voz consigo.
Caroline já não suportava mais o que Elena vinha fazendo. Ela estava magoando Stefan e magoando seus amigos com suas atitudes egoístas... Mesquinhas.
– Caroline — Alaric a chamou segurando seu braço levemente. Queria evitar uma possível briga.
– Não Alaric. Já chega. Agora ela vai ouvir tudo o que eu tenho a dizer — disse se soltando do amigo.
A loira andou até a cama e disse:
– Saí de cima do Damon, Elena.
– Caro... line — começou a dizer.
Ela ergueu a mão impedindo que Elena começasse a falar.
– Só fique quieta Elena. Agora você irá me ouvir. O que pensa que está fazendo? Quem é você e o que fez com a minha amiga Elena?
– Eu sou a Elena — a morena disse se levantando. — O que esta acontecendo com todos vocês?
– O que está acontecendo com a gente? Elena vê se acorda. Tudo o que estamos fazendo é proteger você tentando mantê-la viva, mesmo que isso custe a vida de outras pessoas. Por sua culpa eu virei o que sou hoje. Por sua culpa a Jenna morreu, a avó de Bonnie. Tudo porque você é uma idiota egoísta que quer atenção toda para você. Você nem procurou saber onde estava o Stefan quando ele sumiu. Agora você vem correndo para cima do Damon. Eu sabia que você está sentindo algo por ele. Acho que todos nós já sabíamos. Todo aquele ódio, rancor era puro fingimento — disse recuperando o folego.
Elena estava de cabeça baixa com os cabelos caindo sobre a face. Ela ergueu o tronco e jogou os cabelos para trás mostrando um sorrido debochado.
– Você acha que eu me importo com tudo o que vocês acham. Não me importa que você tenha virado uma vampira por minha causa. Nem que Jenna e a avó da Bonnie tenham morrido. Cada um tinha um propósito, que era a de dar a vida de vocês para me manter viva. Eu não me importo com o que acham de mim. Nunca me importei, mais já que agora estão colocando tudo em pratos limpos eu vou colocar também. Eu cansei de fingir ser a boba que precisa de proteção o tempo todo que tem que fingir que tudo importa. Eu não me importo com nada disso. Eu não ligo se vocês vão morrer para me manter viva. Eu não ligo se o Stefan me ama. Eu NÃO o amo. Nunca amei. O único motivo de eu estar com ele é pra ficar perto do Damon. Ele sim me interessa...
Ouviu-se um som de metal retorcendo e viraram a cabeça quando viram que Stefan se encontrava na porta com a mão na maçaneta.
– Stefan eu — disse Caroline sentindo-se triste por tudo o que ouviu.
– Elena — disse entre dentes.
Quando a morena olhou nos olhos dele sentiu um arrepio passar por sua espinha, porque no fundo ele sempre soube que ela não era só uma cópia da Petrova, mais era muito pior porque, por mais que Katherine fosse uma megera ela não escondia quem realmente era. E Elena era perfeita demais para ser de verdade.
– Stefan, eu ...
– Cale a boca Elena. Quero que você saia imediatamente dessa casa e não volte mais.
– Eu não vou sair do lado do Damon — ela disse séria.
Em dois tempos Stefan estava ao lado dela e no outro a arrastava para fora do quarto.
– ME LARGA. PARE STEFAN VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO.
O rapaz começou a descer as escadas arrastando a morena junto. Não queria ter mais nada a ver com ela. Caroline vinha logo atrás para evitar caso acontecesse alguma coisa. Elena o tinha enganado do jeito mais perverso possível e pra ele tinha sido o fim, porque ele chegou a amar Elena mais do que amou Katherine um dia.
Ao chegar na porta da frente da mansão ele a empurrou para fora e impediu que ela entrasse novamente.
– A partir de você esta proibida de entrar nessa casa — disse entre dentes.
– Você não pode fazer isso.
– Não só posso como vou — disse lhe dando as costas para poder fechar a porta. — Ah! — ergueu a cabeça e se virou para ela — isso é meu — e erguendo a mão ele arrancou a corrente do pescoço dela.
Stefan entrou em casa e bateu a porta na cara de uma Elena incrédula.
Caroline que estava parada ao pé da escada o observou andar até o sofá e se sentar com a cabeça apoiada no encosto. Ela andou até ele e se sentou ao seu lado em silêncio.
– Ela me enganou direitinho — ele disse amargo. — Como eu fui idiota.
– Não se culpe por isso Stefan. A Elena nem sempre foi assim. Agora é que ela está uma vaca. E você é um cara tão legal. Logo supera.
Ele virou a cabeça na direção dela e deu um sorriso tristonho.
– Obrigado Caroline. Como o Damon está?
– Não sei te dizer. Estamos esperando Bonnie chegar para descobrirmos — ela suspirou. — Só espero que não seja tarde demais.
– Nem eu.
Então ambos ficaram em silêncio cada um perdido em seus próprios pensamentos.
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