Animal Instincts
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Notas iniciais
– Céus, eu não acredito que… Blaine? Meu amor, acorde.
– O que houve?
– Nós dormimos pelados em plena praia…
Blaine olhou pra baixo e só então parece ter percebido a sua atual situação. Por isso ele caiu na gargalhada levando Kurt junto.
– É melhor nós irmos pegar as malas no carro e tomar um banho pra tirar esse sal e areia do corpo…
– Nossa, nós nem tiramos as malas do carro?
– Não, nós nos distraímos com outra coisa, sabe?
– Sei…– Blaine foi se aproximando de Kurt beijando seu pescoço.
– Blaine, eu quero fazer tudo aquilo outra vez agora, mas primeiro quero tomar um banho e comer…
– Também quero comer…
– Blaine!
– Que foi? Eu só disse que quero comer, você que está vendo maldade nas coisas…
Blaine foi levantando e caminhando provocando Kurt que se apressou a levantar também pra alcançar e abraçar seu namorado por trás.
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Kurt e Blaine desfizeram suas bolsas e depois foram para a cozinha preparar o almoço com alguns mantimentos que eles compraram no caminho. Depois de almoçar, o casal colocou uma bermuda e voltaram para beira do mar aproveitar o sol baixo em suas peles e as ondas calmas batendo em seus pés.
– Sabe Blaine, você me salvou…
– Salvei? Como assim meu amor?
– Antes de conhecer você, eu estava afundado em algum tipo de escuridão. Eu pensava que nunca mais encontraria alguém para amar e me amar de volta do mesmo jeito. Bom, eu já estava meio que convencido que passaria o resto da minha vida daquele jeito, tendo casos de apenas uma noite, me vingando deles depois.– Kurt se virou completamente para Blaine que fez o mesmo e o castanho tocou sua tatuagem — Às vezes, eu me sinto péssimo por ter feito isso com você também, e fico me questionando como você pode amar alguém assim como eu, que fez aquilo em seu corpo.
– Sabe de uma coisa?– Blaine segurou a mão de Kurt que estava pousada em seu peito — Eu não me arrependo nem um pouco de tudo que eu fiz com você…
– Mas eu não te dei escolha naquela noite, eu te amarrei, te embebedei…
– Eu não fiquei bêbado naquela noite Kurt, eu estava sóbrio…
– Como?
– Meu corpo tem alguma resistência e é muito difícil me embebedar. Por isso eu lembrei e te procurei depois.– Kurt ficou boquiaberto e Blaine riu — Se fosse necessário, eu passaria por tudo isso outra vez só pra te ter comigo.
– Eu te amo, Blaine…
– Eu também te amo.
Os dois compartilharam um sorriso emocionado e deram um selinho demorado.
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– Você tinha razão, eu não consigo resistir a esse corpo…
A noite já havia caído e Kurt e Blaine estavam numa sessão de amassos na cama depois de uma breve briga de travesseiros. O quarto estava cheio de penas flutuando enquanto eles estavam já sem camisa envolvidos num beijo profundo.
De repente o ar faltou e Blaine aproveitou para beijar o pescoço do namorado e parou abruptamente quando percebeu algo diferente ali.
– Kurt, acho que você perdeu seu colar com a aliança que eu te dei…
– Não perdi não…
– Mas não está no seu pescoço, você deixou no banheiro?
– Não, eu apenas coloquei no lugar onde ela deveria estar…
Blaine arregalou os olhos e procurou a mão direita de Kurt. Como ele suspeitou lá estava o anel, perfeito em um dos dedos do castanho. Era incrível como estava certo como se ele já tivesse nascido com a jóia. O moreno olhou nos olhos de Kurt que tinha um sorriso divertido nos lábios.
– Você fica tão fofo quando chora e ri ao mesmo tempo…
– Kurt, você colocou o anel no dedo, isso quer dizer que…
– Que estamos noivos?– Blaine de tão animado começou a espalhar beijos por todo rosto e pescoço de Kurt — Mas B, eu não quero marcar o casamento pra ontem, vamos dar um bom tempo como noivos, tudo bem?
– Por mim, está ótimo, eu aceito qualquer coisa com você!
– Eu achei que era hora de ficarmos noivos porque eu te amo mais que apenas um amor de namorados e um dia te amarei mais que um amor de simples noivos.
– Isso foi lindo Kurtie, eu também te amo!
– Agora, eu acho que isso merece uma comemoração, concorda?
– Huum, nós não temos champanhe, mas acho que vi um mercado próximo…
Kurt rolou os olhos rindo e calou o noivo com um beijo atrapalhado.
– Não precisamos de champanhe para comemorar…
Blaine finalmente entendeu o recado e praticamente atacou os lábios de Kurt. O beijo que começou apaixonado tornou-se cada vez mais urgente e o quarto em que estavam mais quente.
Já era possível ouvir a respiração de ambos ofegante, suas roupas já estavam praticamente toda pelo chão e eles só vestiam suas boxes.
De repente, o celular de Kurt começou a tocar avisando mensagem. A primeira Kurt ignorou, a segunda também, porém quando seu celular apitou pela terceira vez ele foi obrigado a interromper sua "comemoração" com Blaine.
– B, me deixe ver o celular, pode ser importante...
Bufando, Blaine saiu de cima de Kurt que alcançou seu celular sobre a mesinha do abajur do lado da cama. Havia três mensagens de Jane.
"Kurt, não queria interromper sua viagem, mas eu preciso falar com você."
"Kurt, é urgente, cadê você?"
"Kurt, me responde rápido!"
– Droga, tem alguma coisa de errado por lá…
Rapidamente, o castanho digitou uma resposta sob o olhar preocupado de Blaine.
"Jane? O que está acontecendo?"
"Eu passei em frente sua casa agora e ela estava acesa e tinha uma janela aberta. E ontem quando passei por lá, ela estava fechada."
– Blaine, você deixou a janela aberta e a luz acesa da minha casa?
– Não, porque?
– Droga!
"Obrigado por avisar Jane, estou voltando pra casa agora mesmo!"
– Blaine, amor, pegue suas coisas e se arrume. Precisamos voltar pra casa agora!
– Porque Kurt, o que está acontecendo? Já está de noite…
– Eu sei meu amor, apenas se arrume, por favor, lhe conto no caminho!
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