Notas iniciais
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee volteeei! o/ Tá menos Gabriela... Venho com a atualização dessa fic e de "Love never gets old" ao mesmo tempo! Óia que marravilha!

– Ele está assim porque eu estou apaixonado por você…

Kurt arregalou os olhos e encarou Blaine por alguns minutos. De repente, sem dizer mais nada, o castanho apenas começou a costurar outra vez o moreno. Blaine por sua vez estava confuso, ele tentava decifrar a expressão no rosto de Kurt, mas era impossível. Ele apenas terminava de limpar e cicatrizar seu peito em profundo silêncio.

– Kurt…?

– Não…– Hummel finalmente começou a falar, mas saiu mais como um sussurro — Isso não é possível!

De repente ele soltou Blaine e se sentou na cama.

– O que não é possível Kurt?

– Você não pode se apaixonar por mim! É doentio! Blaine, eu sou um psicopata, eu abro o coração dos caras que eu transo e depois simplesmente dopo eles e os mando embora! Todos ficaram com medo disso, eles gritavam de pavor! Como você pode se apaixonar por uma pessoa assim? Mas isso tudo é culpa minha! Eu não podia ter saído com você outra vez! Droga!

– Mas Kurt, eu…– a anestesia começou a fazer seu segundo efeito e Blaine se sentiu tonto e teve que se sentar para não cair — Droga, eu ainda estou tonto…

Blaine adormeceu e Kurt apenas suspirou agradecendo pela droga ter efeito exatamente naquele momento. Ele não queria que ninguém se apaixonasse por ele justamente para não ter o próprio coração ferido outra vez. E Kurt sabia que se deixasse Blaine se aproximar mais, ele acabaria se apaixonando de novo.

Kurt levantou-se da cama, escreveu um breve bilhete num pedaço de papel e colocou no bolso da camisa do moreno. O vestiu e o colocou no carro pra leva-lo até em casa.

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– Blaine? Blaine!

Quinn outra vez estava despertando o amigo na porta da casa deles. Blaine despertou, olhou em volta e viu onde estava. Kurt havia feito de novo, ele voltara ao seu normal. A última coisa que Blaine lembrava era de ter dito a Kurt que ele estava apaixonado e depois Kurt começar a se culpar por isso.

– B, o que aconteceu? Você não disse ontem que ia a um encontro?

Blaine olhou para a amiga e levantou entrando em casa sem dizer nada. Foi direto para seu quarto, deixando Quinn mais confusa ainda. Mas ela sabia que era melhor deixa-lo sozinho por enquanto.

O moreno se jogou na própria cama e ficou encarando o teto. E agora? Ele estava apaixonado por Kurt e o mesmo não o amava de volta. Apenas o largou na porta de casa como os outros. Depois de tudo, Kurt estava apenas se aproveitando dele? Não, não era possível! Blaine sabia que no fundo Kurt sentia algo por ele e o moreno iria descobrir queria o castanho ou não.

Decidido a não desistir de Kurt, Blaine levantou de sua cama e foi tomar uma longa ducha e relembrar a noite passada. Assim que tirou sua camisa, um papel caiu do bolso da mesma, o moreno obviamente pegou para ver o que era.

Era a letra de Kurt num breve recado.

"Blaine, eu sinto muito, mas, precisamos nos afastar. Isso já está indo pra um caminho fora do nosso controle e o melhor é nos separar. Então para o meu e seu próprio bem, não me procure mais.

Adeus,

Kurt."

Uma lágrima solitária surgiu em um dos olhos de Blaine ao tentar imaginar agora uma vida longe de Kurt. Era tarde demais, Anderson já estava dependente dos beijos, toque, corpo, de Kurt por inteiro. Ele sentia que não existia mais Blaine Anderson sem Kurt Hummel em sua vida. Poderia ser doentio o que ele estava sentindo, como o castanho mesmo lhe disse? Poderia. Mas mesmo assim, Blaine não poderia mais evitar.

Depois de largar o bilhete de lado, Blaine olhou-se no espelho e viu seu peito com uma pequena e quase imperceptível nova cicatriz. Passou seus dados por ali e lembrou-se de como os olhos de Kurt brilhavam olhando seu coração bater forte e saudável em seu corpo. Depois de recordar aquela imagem, Blaine abriu um sorriso e enfim entrou no chuveiro recordando cada momento da noite anterior à medida que ia tocando seu próprio corpo.

Desde aquele dia, Blaine e Kurt não se viam há um mês. Quer dizer, Kurt não via mais Blaine, porque o moreno estava na porta do castanho quase todos os dias. Ele simplesmente dirigia até a casa de Kurt e estacionava seu carro um pouco mais a frente da casa do mesmo e observava tudo do seu retrovisor. Por conta disso ele viu Kurt entrar e sair com alguns homens diferentes. Todos entravam com olhares famintos de prazer sobre Kurt e saiam horas depois nos braços do castanho desacordados por culpa do efeito da anestesia assim como aconteceu com ele.

Outra noite Kurt apenas chegava com uma expressão no rosto estranha, que Blaine não sabia distinguir se era tristeza ou ele estava apenas cansado.

Alguns dias depois, o castanho simplesmente parou de receber homens estranhos em casa e a expressão misteriosa se repetia com mais frequência. Foi aí que Blaine sentiu por algum motivo que estava na hora dele voltar.

Um dia qualquer no hospital, Kurt chegou bem cedo e deu o seu costumeiro “Bom dia!” às meninas da recepção.

– Bom dia Doutor Kurt! – Kyra disse enfatizando o Doutor na frase fazendo Kurt parar no meio do caminho e volta sua atenção a ela.

– Aconteceu alguma coisa Kyra?

– Nada. Apenas chegou esse lindo buquê de rosas vermelhas e amarelas para o Doutor Kurt Hummel...

A mulher entregou as flores com um grande sorriso para o homem que o pegou um pouco desconfiado. Ele já tinha visto aquele arranjo de flores em algum lugar antes.

– Deve ser de algum paciente agradecido...

Kurt disse enganando as meninas e tentando enganar a si mesmo. Depois de um mês dele longe de Blaine, não era possível que o moreno ainda pensava nele. Kurt disse para Anderson se afastar.
Hummel entrou em seu consultório, se acomodou em sua cadeira e pegou o bilhete no meio das lindas flores, depositando-as sobre a mesa em seguida.

“Eu me afastei como você pediu, mas não consegui te esquecer. Será que você conseguiu?”

Como Kurt suspeitava, Blaine havia lhe mandado flores. O castanho respirou fundo e decidiu levar seu dia em diante. Jogou o cartãozinho dentro de sua bolsa, colocou o buquê num vaso com água e acomodo-o em um dos cantos da sua mesa.
Todos os pacientes que ele atendeu no decorrer do dia, elogiaram o belo e perfumado arranjo ao seu lado e Kurt apenas abria um sorriso tímido de canto de boca. Como foi uma rotina tranquila, Kurt pôde ir para casa em seu horário habitual. No final da tarde.

Se despediu das meninas que insistiram para ele acompanha-las até o barzinho da esquina para jogar conversa fora, mas Kurt negou o convite com a desculpa de estar muito cansado, pois ficara acordado até tarde nos últimos dias estudando uma nova doença e iria aproveitar o resto daquele dia para dormir. Em parte, Kurt dizia realmente a verdade. Ele estava mesmo cansado e sem o mínimo clima para farras.
Em seguida pegou seu carro e dirigiu pra casa. Como as ruas estavam livres, dentro de alguns minutos Kurt já estava estacionando na frente de sua casa.
O castanho pegou seu molho de chave no bolso logo encontrando a certa e destrancando a porta. Entrou em casa, largou a pasta no canto e voltou à atenção para a entrada agora para fechá-la outra vez. Porém no meu desse processo algo impediu a porta de fechar por completo.

Antes que Kurt pudesse pensar alguma coisa, alguém já empurrava a porta abrindo passagem e entrando fechando a mesma atrás de si.

– Blai-...

Kurt foi interrompido pelos lábios de Blaine contra os seus. Quando se deu conta, o castanho já estava sentindo a parede dura contra suas costas. De inicio, Hummel se debateu um pouco batendo no peito do moreno a fim de se livrar dos braços fortes de Blaine, mas aos poucos foi cedendo até estar completamente entregue ao beijo cheio de vontade, quase selvagem.

Quando o ar se fez necessário, Blaine quebrou o beijo ainda pressionando Kurt contra a parede que o olhava ainda extasiado.

– Eu perguntei se você conseguiu se esquecer de mim...

Blaine sussurrou com sua voz mais rouca e ofegante ao pé do ouvido do castanho que no mesmo instante sentiu um arrepio percorrer por toda sua espinha.

Notas finais
Eeeeeeeeita e aí?! Esse Blaine não desiste mesmo neer? Deixem aí nos comentários o que estão achando até agora! Lembrando que ideias são bem vindas! Beijos!