Notas iniciais
Voltei rápido não?! Espero que gostem! o/ Antes quero agradecer os comentários, eles realmente me motivam!

– E então Kurt? Conseguiu?

– E-eu… Blaine…

Percebendo que Kurt ia responder algo negativo, o moreno capturou os lábios do castanho novamente num beijo dessa vez mais calmo e romântico até faltar-lhes o ar outra vez.

– Desse jeito eu não consigo falar Blaine…– Kurt respondeu ofegante ainda com os olhos fechados.

– Então vou lhe deixar falar…

– Você pode pelo menos me soltar e nos sentarmos no sofá?

– Tudo bem…

Blaine enfim soltou Kurt que se encaminhou até o sofá e esperou até o moreno fazer o mesmo.

– Bem, respondendo sua pergunta, não, eu não consegui te esquecer de fato. Mas… Isso não quer dizer que eu esteja apaixonado por você!

Blaine suspirou e abaixou a cabeça em silêncio.

– Mas eu estou…– Blaine olhou no fundo dos olhos de Kurt — Nesse tempo que ficamos afastados, eu aproveitei para pensar se realmente estava apaixonado por você ou era apenas um tipo de vício, mas não! Eu estou apaixonado por cada pedaço seu, seus olhos, sua pele…– Blaine passeou seus dedos pelo rosto do outro — Tudo! Você me devolveu a vontade de cantar, me deu uma razão pra ser alguém de novo…

– Blaine…

– Não, tudo bem…– uma lágrima escapou dos olhos do moreno e ele forçou um sorriso — Dizem que quando amamos uma pessoa, temos que deixa-las livres. Então se ser livre te deixa feliz, eu te deixo em paz.

Kurt inevitavelmente começou a chorar vendo Blaine levantar e caminhar até a porta. Ele também estava apaixonado por Blaine, mas ele não queria e nem podia admitir. Na verdade, Hummel ainda tinha medo de se machucar outra vez. Maldito Adam!

Num pulo, Kurt levantou do sofá e correu até Blaine o virando e segurando seu rosto para beija-lo. Anderson, claro, correspondeu ao ato tristemente já que era a última vez que ele teria Kurt em seus braços.

Após o beijo, os dois pares de olhos molhados se encararam mais uma vez e depois Blaine saiu. Com a batida fraca da porta, Kurt ficou a encarando por alguns minutos parado no mesmo lugar. O que era aquilo que ele estava sentindo? Será que ele havia enfim realizado que estava apaixonado por Blaine ou era apenas um sentimento de culpa por ter feito o moreno sofrer mesmo que inconsequentemente?

De qualquer forma aquela não era a hora de fazer nada, não no "calor da emoção".

O castanho apenas passou a chave na porta e foi tomar uma longa ducha e se jogar em sua sagrada cama para se esquecer de tudo aquilo.

Blaine ainda estava em seu carro parado no lugar onde ele havia passado as ultimas noites observando a movimentação na casa de Kurt. Agora ele chorava com a cabeça encostada no volante. Era horrível amar e não ser correspondido, amar sozinho.

Quando se ama alguém, você espera dividir o seu amor com a outra pessoa e quando essa outra pessoa não o aceita é como se você ficasse sobrecarregado e seu coração se tornasse pesado demais, doía dentro do peito e transbordava em lágrimas.

Depois de longos minutos, Blaine apenas dirigiu pra casa. Lá encontrou Quinn assistindo algum programa aleatório na TV abraçada com Puck no sofá.

Quando o moreno abriu a porta de entrada ela deu um pulo com o susto, pois sabia que Blaine não ia com a cara de Puck, mas o moreno apenas passou direto para o quarto sem reparar a presença do casal.

– O que deu nele?

– Eu não sei, mas definitivamente aconteceu alguma coisa!

Quinn foi até a porta do amigo e bateu o chamando.

– Blaine?– silêncio — B? Está tudo bem aí?

– E-está Quinnie...– Blaine tentou responder sem demonstrar que estava chorando — Não se preocupe, amanhã nós conversamos. Apenas… estou cansado.

– Tudo bem… Qualquer coisa me chama, estou na sala.

Então a loira mesmo preocupada resolveu respeitar o espaço do amigo e voltou aos braços do seu namorado na sala.

Blaine em seu quarto chorou até adormecer.

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– Bom dia meninas…

– Bom dia Kurt, tá tudo bem?

– Caminhando Jane, caminhando…

Kurt se encaminhou até seu consultório para mais um dia de trabalho. Chegando lá, reparou que as rosas de Blaine ainda estavam sobre a mesa, agora um pouco murchas e com algumas pétalas caídas. O médico inevitavelmente lembrou-se do moreno na noite passada.

– É melhor eu tirar isso daqui ou eu não vou conseguir trabalhar hoje…

Jane bateu na porta.

– Entre!

– Oi Kurt, vim aqui pra saber por que você está assim… Quer conversar?

– Ah Jane,– o castanho suspirou e puxou uma cadeira deixando as flores onde estavam — É uma longa história…

– Sou toda ouvidos querido…

Kurt suspirou mais uma vez e começou a contar toda sua trajetória amorosa, desde Adam até Blaine. Deixando, claro, a parte do seu prazer culposo de lado.

– Não sabia que você tinha sofrido tanto assim Kurtie… Você está sempre animado!

– Porque eu sempre saía com alguém a noite, então aquilo me fazia esquecer de tudo. E digamos também que eu me vinguei de Adam, então foi relativamente mais fácil de superá-lo…

– Você não matou o cara não é?– Jane começou a rir — Do jeito que você falou pareceu quase psicopata…

– O que? Não!– Kurt riu nervoso — Eu… Eu só fiquei com outro cara na frente dele quando ele estava me implorando pra voltar…

Kurt mentiu e acompanhou a amiga na risada pra disfarçar.

– Bem, então vamos a Blaine… Eu entendi seu lado por estar com receio de se entregar e se machucar outra vez. Mas Kurt, você não acha que mesmo assim você poderia reconsiderar a ideia e dar uma chance a esse cara? Do jeito que você me descreveu, ele realmente está apaixonado!

– Eu não sei Jane, eu estou tão confuso…

– Kurt, o que você sente por ele exatamente? Quando o encontra por aí, quando o vê, o que você sente?

– Eu?– Jane assentiu o encorajando — Ah, eu fico feliz…

– Feliz? Sério Kurt? Então você está apaixonado por mim também, porque acho que fica feliz quando me vê…– os dois riram — Seja sincero!

– Tudo bem… Como um bom cardiologista, devo começar pelo meu coração que fica demasiadamente acelerado quando eu o vejo, aqueles cachinhos negros dele são perfeitos, seus olhos… Droga…

– Pois é… Como um bom cardiologista você sabe por que corações aceleram certo?– ele assentiu — E eu tenho certeza que você não tem nenhum problema com o seu. Então seu diagnóstico Doutor Hummel, é paixão. E eu acho melhor o senhor ir amar, é o único remédio que você pode encontrar com Blaine...

– Mas será que ele ainda vai querer alguma coisa comigo? Quer dizer, eu meio que dei um fora nele ontem...

– Kurt,– Jane acariciou a bochecha rosada do amigo – Vai dar tudo certo! Apenas procure-o e tenha uma conversa franca com ele... – a mulher levantou e foi caminhando até a porta – Ah, não se preocupe que se ele te magoar, eu mesma machuco o coração dele com uma faca!

Jane saiu do consultório e Kurt ficou com cara de espantado com a ultima frase da amiga, será que ela seria capaz de... Não...
Kurt então colocou a cabeça pra pensar, o que ele faria pra encontrar Blaine? Se ele apenas mandasse uma mensagem pelo celular, talvez o moreno não fosse ao seu encontro. Por isso ele tinha que surpreender Blaine, de algum jeito...

– Jane, eu tenho quantos pacientes marcados pra hoje?

– Está com sorte, tem apenas dois que veem juntos, é um casal daqui a meia hora...

– Ótimo! Mande-os entrar direto...

Jane assentiu percebendo o entusiasmo do amigo. Ela tinha o convencido.

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Mais tarde Kurt estava parado com seu carro a alguns minutos perto da casa de Blaine, aquele era o único jeito que o castanho achou pra surpreender o moreno, do mesmo jeito que ele fazia.

Algumas horas depois Kurt já estava cochilando no volante quando ouviu uma porta batendo o acordando assustado. Era Quinn saindo bem arrumada da casa do moreno.

– B, qualquer coisa me liga que eu volto pra casa!

A loira gritou antes de se virar pra tomar seu caminho. Ali Kurt viu a oportunidade e esperou Quinn se afastar bastante e saiu do seu carro, caminhando até a porta batendo na mesma.

Bateu por algum tempo e nada, tocou a campainha e também não veio ninguém. Foi aí que ele teve uma ideia. Ia ficar tocando a campainha insistentemente até Blaine se incomodar e atender a porta.

Dois minutos de um barulho infernal de “ding dong”, Blaine gritou irritado com uma voz grossa de dentro de casa.

– Já vai! Apenas pare de tocar essa maldita campainha!

Kurt parou e esperou ansiosamente até ouvir o barulho da chave girando na fechadura. Pela primeira vez depois de tanto tempo o castanho estava nervoso. A porta enfim se abriu revelando um Blaine com roupas largadas e cabelo desgrenhado.

– O que você qu-... Kurt?!

Notas finais
Pois err... Deixei no mistério de novo. kkkkkk' Então gente, temo em dizer que o próximo capítulo talvez seja o ultimo... Ainda estou vendo, mas quase certeza que sim. :/ Espero que tenham gostado.