Notas iniciais
Demorei pakas eu sei. Sorry! Na última semana eu tive algumas provas e não consegui escrever. Não porque não pude, mas porque eu não costumo estudar para provas e acabava me sentindo "culpada" em fazer outras coisas a não ser estudar. É complicado, não façam isso. kkkkkk' Antes, quero dedicar esse capítulo à KlaineMills que me chamou no bp do face e fez muitos elogios lindos! Sério, muito obrigada, fiquei mega feliz! E claro, é o seu aniversário, parabéns!

– Bom dia meninas!– cumprimentei com um belo sorriso.

– Kurt! Bom dia!

– Bom dia, parece que alguém dormiu bem noite passada...

– Ou não dormiu.– olhei confuso para Kyra — Das duas uma, ou você bateu o pescoço enquanto dormia, ou isso ai é um chupão no seu pescoço.

Levei a mão no pescoço tentando esconder a marca no mesmo instante. Droga, Blaine! Vou ter que dar um jeito nisso depois.

– Isso? Na-não!

– Kurt, não tente mentir. Você está mais vermelho que a sirene de uma ambulância...

– Okay, eu vou dar um jeito de esconder isso antes que chegue algum paciente!

Corri para o meu consultório e parei na frente do espelho examinando a marca, para minha infelicidade ainda estava muito escura e não teria como esconder com maquiagem. Mas, por sorte, eu tinha um lenço na bolsa e o amarrei no pescoço. Espero que isso não chame muita atenção.

Enquanto eu terminava de me arrumar, meu celular vibrou no meu bolso me assustando. Era uma mensagem de Blaine.

"Olá Kurt, só estou passando mensagem para confirmar se anotei o número certo. :P

Beijo."

Logo em seguida digitei uma resposta e enviei para confirmar o número e deixei o celular sobre minha mesa enquanto fui terminar de me ajeitar.

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– Entra!

Alguém estava batendo na minha porta e eu me lembrei de que a última vez que bateram na minha porta desse jeito eu quase fiz sexo dentro do meu consultório.

– Kurt? Está ocupado?

– Oi Jane! Não, só estou terminando de preencher alguns documentos, por quê?

– Eu e Kyra estamos indo almoçar no restaurante novo que abriu aqui perto, vamos?

– Tudo bem, é bom variar às vezes certo?

Jane assentiu animada e me esperou pegar minha carteira. Saí da minha sala com ela e encontrei Kyra nos esperando na recepção.

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– Quinn! Quinnie!

– O que deu em você Blaine?

– Eu consegui um emprego!– sorri amplamente.

– Sério? Que ótimo! Onde?

– Num restaurante novo que abriu essa semana!

– B, eu estou realmente feliz por você, mas era mesmo necessário arrumar um emprego de garçom? Quer dizer, eu sei que o dinheiro que sua tia lhe dá não é muito, mas...

– Quinnie... Eu não serei garçom.– ela assumiu uma expressão curiosa — Eu vou me apresentar lá.

–Blaine, você não tinha desistido disso? Eu não quero você triste outra vez...

– Sim Quinn, você está certa...– suspirei — Mas quando eu soube, eu não resisti. Cantar sempre foi meu sonho, é o que eu gosto e sei fazer de melhor.

– Mas e sua faculdade? Você não vai ficar muito cansado cantar de noite e estudar de manhã?

– Não... Eu vou largar a faculdade e vou cantar de dia.– olhei o relógio — Aliás, eu estou atrasado.

– Depois vamos conversar isso melhor!

– Okay, obrigado Quinnie! Te amo!

Joguei um beijo no ar pra ela e saí em disparada de carro até o restaurante. Eu não podia chegar atrasado ao meu primeiro dia!

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– Adorei esse lugar!

Kyra exaltou assim que entramos no restaurante. Realmente era um lugar bem agradável com uma decoração toda em madeira com mesas e cadeiras vermelhas. Olhei em volta e pude ver um barzinho, uma espécie de corredor onde havia alguns pratos típicos e um palco onde alguns funcionários posicionaram um banco alto, um violão e um microfone.

– Parece que hoje nos teremos música ao vivo no almoço...

Comentei e as meninas sorriram animadas. Dei de ombros e fui buscar uma porção de salada e uma posta de peixe cozido que parecia delicioso. Depois eu e as meninas encontramos uma mesa e começamos a almoçar e conversar, aliás, elas conversaram, eu apenas ouvi e assentia algumas coisas.

Eu estava concentrado na minha refeição de costas para o palco quando algumas notas vindas de um violão começaram a invadir o ambiente.

– Wow, o cantor é um gato!– eu ri do comentário da Kyra.

– Boa tarde pessoal, meu nome é Blaine e vou tentar deixar o almoço de vocês um pouco mais agradável...

Instintivamente eu me virei para olhar para o palco. Eu não acredito que ele está aqui! Ele me disse que não cantava mais! Virei pra frente outra vez e me afundei na cadeira, Blaine não pode me ver aqui.

– Me perdoem se eu por acaso esquecer a letra da música no meio do caminho, eu posso estar um pouco enferrujado.– ele riu um pouco enquanto parecia afinar o instrumento — Esses dias eu encontrei um motivo para cantar outra vez.

– Kurt, porque você está pálido desse jeito?– Jane perguntou.

– Espere, eu me lembro daquele cara! A gente já o atendeu lá no hospital!

– Hospital!– falei alto demais assustando as meninas — Er, já deve estar na hora de voltar, não? Deve ter paciente nos esperando, vamos?

– Mas eu ainda queria comer um mousse de chocolate e ouvir pelo menos uma musica que ele vai cantar...

– Não Kyra, Kurt tem razão! A recepção já está muito tempo abandonada e você me disse que estava de dieta!

Eu agradeci mentalmente aos céus por Jane concordar comigo e convencer a Kyra a ir embora. Enquanto nós nos levantávamos pra ir embora, Blaine cantava "Can you feel the love tonight" de Elton Jonh. O que me fez lembrar outra vez da noite em que nós assistimos a Rei Leão e ele começou a cantar.

Agora ouvindo ele realmente cantar aquela mesma canção, vejo o quão linda sua voz é como eu já tinha achado naquele dia. Eu quase quis ficar ali para ouvi-lo cantar o resto da canção, mas eu não podia. Prometi a mim mesmo que me afastaria de Blaine para não correr o risco de ele acabar se apaixonando por mim ou eu por ele.

Antes de eu passar pela porta do estabelecimento dei uma última olhada para ele no palco e nossos olhares acabaram se encontrando e por isso ele acabou dando um sorriso enorme provocando um arrepio na minha espinha. Não pude evitar de devolver o sorriso a ele.

– Kurt, vamos!

Jane chamou me tirando do tipo de transe que eu nem sabia que estava enquanto puxava meu braço.

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– E então B, como foi o show hoje?– disse Quinn com uma xícara de chá nas mãos se sentando ao meu lado na bancada da cozinha — Blaine?

– Ah, oi Quinnie! Você está aí á muito tempo?

– Alguns minutos. Blaine, o que você tem? Você está muito esquisito desde o dia que fez essa tatuagem!

Suspirei derrotado e decidi abrir o jogo com Quinn, afinal ela é minha única e melhor amiga que tenho. Eu precisava desabafar com alguém sobre isso também.

– Eu acho que estou apaixonado Quinnie...

– O que? Por quem? Você quase não sai como pode estar apaixonado?

– Lembra da noite em que eu fiz essa tatuagem? – a loira assentiu – Então, eu conheci um cara na Angels, nós transamos, foi a melhor transa da minha vida e...

– Blaine, sem detalhes!

– Desculpe, e depois disso nós nos vemos mais umas duas vezes. Nessa ultima vez, nós jantamos na casa dele e por conta da chuva eu dormi lá, você lembra, certo? – Fabray assentiu outra vez – Bem, antes daquele dia, eu achei que era apenas uma coisa sexual que me atraia a ele, mas depois de sentarmos para jantar e conversar eu percebi que não era apenas atração que eu estava sentindo. Era algo a mais! Porém deixei passar, era cedo demais para aquele sentimento. Mas hoje eu tive a confirmação de que eu estou realmente me apaixonando por ele quando o vi saindo do restaurante enquanto eu cantava. Quando eu o vi senti uma alegria quase que instantânea e não consegui conter um sorriso ao ver outra vez aqueles olhos verdes ou azuis, eu não sei ainda. E de repente, ele também sorriu pra mim!

– Oh meu pequeno, você realmente está apaixonado... – ela sorriu e me abraçou – O jeito que você fala dele é tão bonito. Porque você não diz a ele tudo isso?

– Eu não sei... Tenho medo dele se afastar de mim e sumir, não querer mais me ver.

– Mas B, uma hora você vai ter que arriscar!

– Tem razão... Eu vou pensar num jeito de encontrá-lo outra vez e confessar tudo pra ele!

Quinn sorriu mais uma vez e saiu da cozinha me deixando sozinho com meus pensamentos outra vez. Peguei meu celular no bolso e depois de alguns minutos comecei a digitar uma mensagem.

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Cinco horas da tarde, final do expediente. Despedi-me das meninas como sempre faço e fui pegar meu carro. Assim que me sentei atrás do volante meu celular tocou indicando mensagem nova.

“Boa noite,

Espero que eu não esteja lhe atrapalhando! Eu só queria saber se você está livre para hoje à noite. Se não estiver muito exausto por conta do seu plantão hoje no hospital nós poderíamos ir àquele restaurante japonês dessa vez. O que acha?

Beijos. B.”

Depois de ler aquela mensagem caí num dilema. Eu não queria aceitar, pois eu já estava indo longe demais com Blaine, mas por outro lado eu queria muito aceitar ao convite. Blaine era legal, bonito, era ótimo conversar com ele, eu poderia perder horas conversando com ele. Suspirei e dei partida no carro, eu darei uma resposta quando eu chegar em casa. Por enquanto vou o caminho pesando os prós e os contras.

Notas finais
Bem, foi isso... Sei que não teve nada de muito "uaaau" no capítulo, mas no próximo acho que teremos coisas mais interessantes (assim espero)! Deixem comentários se puderem e sugestões são bem vindas! Até a próxima.