Animal Instincts
1 Apresentação.
Notas iniciais
Maas, dessa vez um pouco (talvez muito) diferente que o costume... Como vocês devem ter visto nos avisos, gêneros, sinopse e a capa (que eu não gostei, e posso troca-la mais tarde), esta será uma beem diferente de Melody e Another Life. Enfim, leiam e por favor me digam o que acharam!
Boa leitura.
Olá, meu nome é Kurt Hummel. Tenho cabelos castanhos formando um perfeito topete, olhos verdes, pele branca como porcelana e um belo corpo. Quando vou a algum lugar, sempre chamo muita atenção até mesmo quando eu não quero. Ainda não houve uma vez em que eu tenha recebido um "não", quando eu quero alguém, eu consigo.
E uso desse meu "poder" para satisfazer o meu desejo. Mas este desejo não é qualquer um, é algo muito repudiado pelos outros, mas pra mim é algo completamente normal e prazeroso.
Além de conquistar pequenos corações alheios, eu preciso senti-los. E quando digo senti-los, quero dizer literalmente.
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Boate Scandals, um dos meus lugares preferidos e melhores para conseguir alguém, sempre me dou bem por aqui.
Acabei de chegar e já tenho olhares sobre mim.
Me dirijo ao bar, peço uma bebida e me acomodo em um dos bancos para avaliar meu cardápio de hoje. Mas de repente alguém para do meu lado com um drink em mãos e um belo sorriso sacana estampado em seu rosto.
- Boa noite, esperando alguém?
- Não, apenas apreciando esse delicioso drink... — lambi os lábios intencionalmente. Aquele seria o sortudo da noite.
- Se importa se eu fizer companhia? — ele disse sem tirar os olhos da minha boca e eu assenti — Meu nome é Sebastian — me estendeu a mão.
- Kurt.
Sorri e apertei sua mão de volta. Logo ele me puxou para dançar e não demorou muito para estarmos no meu carro trocando beijos quentes. Demos uma pausa para eu poder dirigir até minha casa.
Se tiver uma coisa que não gosto é transar no carro, por isso sempre levo minhas diversões para casa. Tenho um quarto especialmente para isso, pois a cama onde me deito para dormir e sagrada. Apenas eu posso me deitar lá, não qualquer um estranho.
Além de eu possuir um quarto de diversões, minha casa também é perfeita para aquele meu pequeno prazer culposo que mencionei antes.
Eu e Sebastian adentramos na minha casa já aos beijos, eu mal conseguia andar com ele beijando todo o meu pescoço. Usando uma pequena força consegui domá-lo e conduzi-lo até o quarto. Lá o deixei me prensar contra a parede e eu encaixei minhas pernas em sua cintura. Já estávamos sem nossas camisas. Quando ele começou a chupar e mordiscar meu pescoço e ombro nu, gemi de prazer e arranhei suas costas um pouco forte demais, o que o fez parar para me encarar.
- Não tinha reparado como suas unhas são grandes e... Afiadas... — disse Sebastian um pouco surpreso.
- Se quiser eu posso me controlar e não lhe arranhar...
- Não! Pode me arranhar, eu gosto disso. É sinal que estou indo pelo caminho certo! — mais uma vez o sorriso cafajeste estava no rosto dele — Apenas me pegou de surpresa...
Dei de ombros e voltei a beijá-lo. Nosso beijo agora estava mais urgente que antes, nossas calças já incomodavam. Desci do colo dele e agora eu o lancei contra a parede, tirei a minha calça olhando-o fixamente enquanto ele tirava a dele vidrado em mim. Quando estávamos apenas de cuecas e visivelmente excitados, o conduzi até a cama e o empurrei caindo sobre ele trabalhando cada centímetro daquele corpo muito bem definido. Enquanto eu deixava pequenas marcas nele, eu continuava o arranhando deixando-o cada vez mais arrepiado.
- K-kurt... — Sebastian gemeu, mal conseguia formar palavras compreensíveis — Se você queria me enlouquecer, já conseguiu...
Com isso, sem aviso prévio eu o virei de costas, peguei o lubrificante que estava ao meu alcance e a preservativo e o penetrei. Num primeiro instante, ele soltou um gemido de dor, mas logo se transformou em prazer. Ficamos assim alguns instantes, até que nós dois finalmente chegamos ao ápice e caímos de exaustão.
- Depois dessa noite, — Sebastian disse ofegante — Posso dizer que foi a melhor transa da minha vida!
- Você também foi fantástico! — me virei pra ele mais uma vez arrastando uma unha em seu peito nu fazendo-o se arrepiar novamente — Quer uma bebida? Vou preparar uma pra mim...
Como esperado ele aceitou e eu levantei para ir até o bar que eu tinha na cozinha. Percebendo que ele estava me encarando, fiz questão de sair do quarto rebolando mais que o normal e ele lambeu seus lábios. Enfim sai do cômodo e fui até o bar bagunçando meu cabelo, preparei um Whisky com gelo pra mim e um especial para Sebastian. Ele iria precisar para minha próxima atividade.
- Voltei! — fechei a porta com o pé e o entreguei seu copo com um pequeno sorrisinho no rosto — Espero que esteja ao seu gosto...
Ele provou e então assentiu sorrindo de satisfação. Enquanto eu saboreava a minha bebida, observava Sebastian ansiosamente bebendo a sua com um tanto de pressa.
- Está tudo bem Seb? — perguntei percebendo que a droga que coloquei em seu copo já estava fazendo efeito.
- Estou ótimo! — ele já tinha o olhar um pouco vago — Bem até demais!
- Você parece mais agitado! Não vai me dizer que já está bêbado! — ri forçado.
- Na verdade estou mais agitado sim, mas deve ser porque tenho um deus grego parado na minha frente e estou louco para tocá-lo outra vez.
O chamei com um dedo e o beijei um pouco mais calmo agora e o voltei outra vez para a parede. Só que dessa vez foi até a parede especial, onde começaria o meu verdadeiro prazer.
Enquanto o beijava profundamente, o prendi nas braçadeiras que tinham fixadas na parede e no mesmo instante parei de beija-lo para encará-lo.
- Hm, estou vendo que as coisas vão esquentar ainda mais aqui...
Sebastian dizia ainda agitado enquanto eu vesti minha boxer de volta.
- Kurt, porque você se vestiu? Tirou-me uma visão maravilhosa...
- Faz parte da brincadeirinha... — cheguei perto dele e sussurrei em seu ouvido passando a unha do meu indicador de novo em seu peito — Me diz uma coisa... Enquanto eu faço isso, — agora o arranhei com todos os meus dedos com um pouco mais de força — Seu coração dispara?
- Dispara... — ele respondeu quase num sussurro.
- Ótimo... — prendi agora suas pernas e voltei com apenas o indicador sobre sua pele para continuar sussurrando ao pé do seu ouvido — Agora me responda se isso dói... — Afundei a unha até perfurá-lo.
- Não sei como, mas não dói... — ele olhava para o pequeno ponto vermelho se formando envolta na minha unha — Okay, agora você está começando a me assustar... — agora ele me olhava com um pouco de medo – C-como você fez isso e por quê?
- Coloquei uma coisa em sua bebida... — dei de ombro sem tirar os olhos do pequeno ponto de sangue que saia do seu peito — Ela aumenta sua adrenalina na medida certa e anula a área do seu cérebro responsável por transmitir dor...
- E porque você está fazendo isso tudo?
- Eu preciso satisfazer o meu prazer, Seb! — agora o olhei nos olhos profundamente, mais um pouco e eu conseguiria enxergar sua alma — Se não eu posso ficar louco!
Sebastian ficou pálido com minhas palavras e meu olhar sobre si. Virei-me, alcancei a mordaça e amarrei nele. Sebastian estava com tanto medo que nem se debateu para evitar que eu o amordaçasse.
Quando eu abaixei o olhar novamente para o seu peito nu, ele me acompanhou e também olhou para o mesmo local. Agora que ele já estava onde eu queria, finquei todas as minhas unhas com mais força na mesma ferida enquanto Sebastian gemia de pavor já que ainda não sentia dor, mas via seu peito sangrar cada vez mais.
- Fique calmo... Apenas quero ver o seu belo coração batendo.
Depois de perfura-lo até onde minha unha permitiu, peguei uma pequena navalha e uma toalha para enrolar em sua cintura para amparar o sangue. Com a navalha terminei de abrir o peito de Sebastian que suava frio e chorava assistindo a cena. Lá estava o meu prazer, um jovem coração batendo e cheio de vida!
Sorri e depois gemi em satisfação. Aquele era meu doce prazer culposo, ver corações ainda batendo em seus corpos originais, era algo fascinante pra mim!
- Ops, precisamos fechar isso certo? — vi que Sebastian já estava enfraquecendo — Já estou satisfeito e você foi perfeito! – beijei seus lábios.
A "parede" em que Sebastian estava preso se tornava uma mesa ao tirar uma trava, deitei-o e soltei seus membros já que ele estava fraco e tonto demais para correr dali. Voltei ao meu pequeno armário de brinquedos, como gosto de chamá-lo e peguei uma pequena maleta onde tenho bisturis, agulhas, linhas e coisas do tipo. Sebastian estava tonto, mas eu o mantinha acordado com minúsculas doses de adrenalina em sua veia.
Em um instante costurei seu peito outra vez, apliquei minha técnica de cicatrização instantânea e por fim o dopei para ele conseguir dormir. Enquanto ele dormia pacificamente, eu o limpei completamente e em seguida fiz uma tatuagem de um coração com uma flecha cravada do tamanho do corte para quando ele visse achasse que aquilo não passava de um sonho louco e que havia ficado tão bêbado na noite anterior a ponto de tatuar o próprio corpo e nem se lembrar de nada. Depois de o desenho estar perfeitamente pronto, o visto, carrego-o até meu carro e o levo para casa dele depois de ver o endereço em sua carteira.
Estes tipos que carregam o endereço na carteira são os melhores, pois assim não preciso perder tempo procurando em cadastros pela internet. Como eu não sei se ele mora sozinho e para não correr qualquer risco, eu o largo no jardim de sua casa. Com certeza no dia seguinte ele não ira recordar-se de nada, estaria mais preocupado em saber como foi parar em seu jardim.
Assim eu volto para minha casa, retorno ao meu prazeroso quarto para relembrar as últimas cenas que aconteceram ali, limpo todo o local, tomo um relaxante banho e enfim vou para minha cama sagrada.
Isso foi um pouco da minha rotina. Para muitos uma coisa doentia, para Kurt Hummel... Puro prazer.
Notas finais
Deixe-me explicar... Eu meio que me viciei na música "Animals" do Maroon 5 e enquanto a ouvia pela 457927 vez acabei imaginando toda essa fic, despertando meu lado psicopata de ser junto com meu amor pelo Sweeney Todd interpretado pelo Johnny Depp.
Estou apreensiva e espero que tenham gostado do início desse meu novo devaneio. Comentem por favor!
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